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Críticas

Assassin’s Creed Syndicate tem revoluções que vão além da industrial

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Uma nova Peça do Eden é descoberta em Londres. Os irmãos Frye, gêmeos filhos dos assassinos Ethan e Cecily Frye, partem para a cidade em busca de pistas que os ajudem a recuperar o artefato e dar cabo dos templários locais no processo. Enquanto Evie, focada e habilidosa, quer encontrar a Peça do Eden o quanto antes para tirá-la das mãos dos templários, seu irmão Jacob quer acabar com a raça de todos eles… depois de criar uma gangue! Afinal, que graça teria explorar a cidade sem poder se meter em encrencas com gangues adversárias?

O trecho acima resume bem a experiência proporcionada por Assassin’s Creed Syndicate: você tem dois protagonistas com temperamentos e objetivos diferentes, a tradicional missão de recuperar artefatos sagrados e matar templários e… se divertir em guerras entre gangues!

Prepare-se para protagonizar batalhas intensas entre gangues em Londres

Prepare-se para protagonizar intensas batalhas entre gangues em Londres

Vitória vitoriana

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que Assassin’s Creed Syndicate tinha uma missão bem ingrata desde o seu anúncio: provar que a série ainda tem salvação. Depois do fiasco do lançamento de Assassin’s Creed Unity, que chegou às lojas repleto de bugs que estragavam consideravelmente a experiência de jogo, o anúncio de um novo AC deixou a comunidade gamer desconfiada e um tanto desesperançosa. Afinal, lá vinha a Ubisoft preparando mais um jogo “mais do mesmo” e provavelmente bugado até a última linha do código fonte.

E qual não foi nossa supresa ao descobrir que Assassin’s Creed Syndicate é um bom jogo? Esqueça os bugs vistos no jogo anterior, aqui você não vai ver transeuntes aparecendo e/ou desaparecendo de repente nas ruas, não vai sair escalando paredes invisíveis e nem ver pedaços do cenário pipocando texturas indefinidamente (pelo menos não frequentemente). A Ubisoft parece ter escutado o apelo dos fãs e caprichou no lançamento de Syndicate, provando que se importa sim com os consumidores. Quer mais provas da vitória da Ubi com Syndicate? Vamos lá.


Em tempos representatividade, nada mais justo do que ter uma protagonista do sexo feminino forte e independente, certo? Pois bem, AC Syndicate nos apresenta a Evie Frye, uma assassina séria, inteligente, habilidosa e tão legal que não será nada surpreendente se você passar a maior parte do tempo jogando com ela. Sério, experiência própria. Evie é especialista em furtividade, e é tão boa nisso que, em determinado ponto do jogo, a moça consegue ficar praticamente invisível — o que ajuda muito na hora de invadir um território templário.

Quer mais um acerto? Então lá vai: Jacob Frye. O rapaz é quase um total oposto da irmã, sendo um cara de personalidade expansiva, barulhento, sarástico e brigão. E, acredite, isso torna o personagem extramamente adorável e divertido. Sem contar que suas habilidades o tornam perfeito para situações nas quais sair na porrada é inevitável, já que sua árvore de skills favorece a força bruta e o permite eliminar os adversários com poucos golpes.

O acerto em relação aos protagonistas foi tão grande que a dupla muito provavelmente vai se tornar seus assassinos favoritos em toda a série (ou ao menos ficar no mesmo patamar que os queridinhos Ezio Auditore e Edward Kenway). A dinâmica entre os irmãos é muito boa e os diálogos da dupla nas cutscenes muitas vezes chegam a ser mais interessantes ou divertidos do que o objetivo das missões em si.

Evie é inteligente e focada na missão, enquanto Jacob é brigão e sarcástico

Evie é inteligente e focada na missão, enquanto Jacob é brigão e sarcástico

E a dublagem em português? Ahh, a dublagem! Exceto por um ou outro problema de sincronização labial e eventuais NPCs falando em inglês nas ruas, a dublagem em português do Brasil ficou incrível! O elenco é composto por vozes bastante conhecidas, como a de Jacob Frye (que tem a mesma voz do Lanterna Verde dos desenhos mais recentes da Liga da Justiça), por exemplo, e a galera caprichou na atuação.

Ainda na lista de acertos podemos adicionar a época em que o jogo se passa. Afinal, quem não gosta da Era Vitoriana? AC Syndicate se passa durante o segundo estágio da revolução industrial, então temos nas ruas muitas carruagens, trilhos, trens e fábricas para todo lado. O visual da galera é caprichado, com suas roupas e penteados chiques, e as construções são um show à parte. Como não podia deixar de ser, o jogo também retrata pontos negativos da época, como o trabalho infantil nas fábricas, a extrema pobreza em alguns distritos e outros abusos da sociedade naquele período. É claro que muita coisa ali é extrapolada para funcionar para a dinâmica do jogo, mas a Ubisoft fez um bom trabalho também neste tópico.

Novidades

Reforçando que Syndicate não é só mais do mesmo, a Ubi trouxe diversas novidades à franquia dos assassinos. A começar pela já citada dupla de protagonistas, que podem ser alternados no menu do jogo com o simples toque de um botão (exceto em missões que exijam o uso específico de um dos gêmeos). Jacob e Evie contam com um novo instrumento de navegação que facilita (e muito) a locomoção pela cidade: um gancho acoplado à manopla dos assassinos logo ao lado da lâmina oculta, que além de ajudar a subir rapidamente pelas construções também pode ser usado para criar tirolesas, ligando dois pontos distantes e possibilitando a travessia de forma muito mais eficiente.

Também é possível utilizar carruagens, e você pode aproveitar as que estiverem dando sopa estacionadas próximas às calçadas ou encarnar o espírito GTA e roubar os transportes dos outros. Se preferir, é possível comprar carruagens para a sua gangue e evitar de ficar com a consciência pesada por roubar o carango dos outros.

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Com saudades de GTA? Saiba que Jacob e Evie também podem roubar carruagens

Por falar em gangue, é possível gerenciar os seus Rooks (nome do qual Jacob se orgulha de ter escolhido para batizar sua trupe) e conseguir diversas vantagens no jogo. Você pode subornar policiais para que façam vista grossa para seus atos politicamente incorretos nas ruas de Londres, pode pagar para que seus adversários recebam armas danificadas (facilitando bastante os combates) e até mesmo investir em negócios locais para conseguir uma graninha extra para o cofre do esconderijo secreto.

Aliás, que sacada genial utilizar um trem como quartel general! Que jeito mais fácil de dificultar a detecção de seu covil do que ter um que está em constante movimento? E não se engane: os trilhos de Syndicate não estão ali de enfeite ou pura e exclusivamente pra servir como pista pro seu esconderijo bacana. Além de poder roubar cargas de carruagens e barcos dos templários (que cruzam constantemente o poluído e movimentado rio Tâmisa), também é possível invadir e saquear trens dos adversários.

Localizado em um trem, o esconderijo dos Frye está em contante movimento

Localizado em um trem, o esconderijo dos Frye está em contante movimento

Revolucionando com a galera

Mantendo a tradição da série, AC Syndicate conta com a ilustre presença de figurões da história da humanidade. Nomes como Alexander Graham Bell, que entre um pedido de favor e outro concede aos Frye algumas invenções para o arsenal (como o já citado gancho e até mesmo bombas de eletricidade); Charles Dickens, que busca ajuda para investigar alguns casos “sobrenaturais”; e Karl Marx, que precisa de ajuda com seu plano de ajudar os trabalhadores a se sindicalizarem, marcam presença e interagem diretamente com Jacob e Evie.

A Ubisoft também acertou na trama de Syndicate, que além de interessante se desenrola sem grandes problemas. Os Frye querem ajudar o povo a viver em paz e sem a influência dos templários, que governam para os ricos sem se importar com a classes mais baixas da população.

Em uma sociedade extremamente abusiva, os irmãos Frye tentam fazer a diferença

Em uma sociedade extremamente abusiva, os irmãos Frye tentam fazer a diferença

Algo que muito me agradou foi o retorno da história passada “no presente”, que na minha opinião era um dos melhores pontos da saga. Ainda que de maneira muito mais tímida do que nos primeiros jogos ou em Assassin’s Creed IV: Black Flag, essa parte da história mostra que Juno está de volta preparando o terreno para o dia em que se libertará de vez (provavelmente instaurando o caos). É ela quem libera uma sequência bem interessante da história, que leva o jogador a outro período histórico alguns anos no futuro dos Frye (e no nosso passado).

Uma das maiores mudanças nas mecânicas em Syndicate foi a dos combates. Por se passar em um período no qual já não se podia mais andar livremente portando espadas, o combate foi adaptado e agora é muito mais rápido, brutal e focado em contra-golpes. Os gêmeos dão preferência ao uso de socos-ingleses, facas e lâminas escondidas em bengalas. Também é possível utilizar revólveres, que quando utilizados durante combos podem fazer um estrago e tanto na vitalidade dos inimigos.

Vale a pena?

Antes de dar um veredito, é preciso dizer: Assassin’s Creed Syndicate não é um jogo perfeito. Por exemplo, um dos maiores trunfos do game também é responsável por uma de suas mais gritantes falhas: os irmãos Frye, tão diferentes em personalidade e visual, têm basicamente as mesmas skills. Exceto por três habilidades específicas de cada um, você praticamente não sente diferença prática quando jogando com um ou outro.

Evie e Jacob podem brincar de Clube da Luta

Entre uma sidequest e outra, Evie e Jacob podem brincar de Clube da Luta

Eu, por exemplo, joguei muito mais com a Evie muito mais por sua personalidade do que por suas habilidades de furtividade. Se os dois personagens fossem mais diferentes, com mais vantagens e desvantagens um em relação ao outro, seria muito mais interessante e eficiente alternar entre eles entre as missões. Isso atrapalha em alguma coisa? Não, mas a ideia poderia ser muito melhor implementada do que realmente foi.

A trama, por exemplo, que vai se desenrolando de forma gratificante enquanto mostra a interação dos irmãos com o domínio dos templários e as pessoas à sua volta, perde parte do brilho ao chegar ao final. Decepcionante? Um pouco. Mas, novamente, não chega a estragar a experiência.

Os controles, embora melhores e mais responsivos, ainda causam um pouco de confusão em alguns trechos de escalada. Não é de hoje que tentamos escalar para a direita e nossos assassinos vão para a esquerda, e não foi Assassin’s Creed Syndicate quem nos salvou desse problema. O jogo, por outro lado, aprimorou a forma como você pode subir e descer de paredes e prédios com manobras de parkour, então aqui acaba ficando no zero a zero.

Assim como em Unity, em Syndicate você pode escolher diferentes formas de infiltração e assassinato

Assim como em Unity, em Syndicate você pode escolher diferentes formas de infiltração e assassinato

Mas nada disso consegue tornar Syndicate um jogo ruim. Com todas as inovações somadas a uma ótima dupla de protagonistas, uma trama interessante e bons personagens de suporte, Assassin’s Creed Syndicate se consolida como um dos melhores capítulos de toda série.

Se você ainda não jogou com trauma de Unity, não perca mais tempo e dê um salto de fé por Syndicate. Se você é fã da série, com certeza vai gostar. E se Assassin’s Creed não for muito a sua praia, quem sabe este novo jogo não te faça mudar seus conceitos?

Assassin’s Creed Syndicate — Nota: 4/5

Produtora: Ubisoft
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One e PC
Plataforma utilizada: Xbox One 

Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Cinema

Live Action de Fullmetal Alchemist tem ritmo acelerado até demais

Adaptação é muito corrida para fãs das antigas, mas pode agradar curiosos

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em

Diversos animes alcançaram o sucesso nos anos 2000, mas poucos deixaram uma marca tão grande em seus fãs quanto Fullmetal Alchemist. Depois de inspirar séries em 2003 e 2009, longas animados e jogos, o mangá de Hiromu Arakawa agora serve de base para um filme em live action. Bom, mais ou menos, já que o filme toma diversas liberdades criativas.


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Se você é fã do material original, é bom se preparar um pouco psicologicamente antes de dar play no filme, já disponível para streaming na Netflix. Afinal, embora a temática básica tenha sido mantida, há muitas diferenças em relação ao material que conhecemos e amamos.

A história segue os irmãos Elric, que tentam trazer sua mãe de volta à vida por meio do tabu da alquimia humana. No entanto, tudo dá errado e Al perde seu corpo físico e fica obrigado a vestir uma armadura para abrigar sua alma, enquanto Ed precisa vestir braço e perna mecânicos. Os irmãos partem, então, em busca da cobiçada Pedra Filosofal, a única forma de restaurar os seus corpos.


Embora apareça com o selo de Original Netflix por aqui, o filme estreou em dezembro do ano passado no oriente pelas mãos da Warner Bros. Japan, com produção da Oxybot. Aliás, se você não está acostumado com o estilo de atuação oriental, não estranhe esse choque de cultura!

Em adaptações live action, os atores japoneses tentam fazer uma atuação bem em estilo “desenho animado em carne e osso”, o que pode causar estranheza para os menos versados na arte. Para quem está acostumado, Ryosuke Yamada, Dean Fujioka e a bela Tsubasa Honda fazem um ótimo e divertido trabalho sob a direção competente de Fumihiko Sori.

É na história, então, que residem a maior parte dos problemas do longa, que serão notados muito mais por quem sabe a obra original de cor. Como o filme tem menos de duas horas para expor toda sua narrativa, naturalmente acontecem muitas concessões e adaptações. O sentimento é de que é tudo muito corrido, até porque personagens importantes são omitidos sem dó, como o Scar. Beira a heresia falar da guerra de Ishtar sem tocar em seu nome.

Da mesma forma, não há qualquer menção ao Pai dos homunculos. Simplesmente é informado que eles foram criados, mas nada tem impacto na narrativa. O ato final é especialmente mal trabalhado, e torna mais notória a superficialidade dos personagens secundários. As pessoas apenas vêm e vão, e não é possível se importar com nada direito.

Ainda assim, não deixa de ser uma opção decente de diversão. Certamente há portas de entrada melhores para o apaixonante universo de Fullmetal Alchemist, mas, se você já é um fã e tem a mente bem aberta, há algo de mágico e profundamente divertido em ver seus personagens favoritos em carne e osso, por mais que sua passagem seja bem breve e corrida.

Fullmetal Alchemist
6.5 Nota
6.6 Leitores (5 Notas)
Prós
  • Bons atores
  • Divertido
Contras
  • Ritmo acelerado demais
  • Omissão de personagens importantes
Avaliação
A versão em live action de Fullmetal Alchemist tem acertos o suficiente para valer o tempo investido pelos fãs e agradar aos curiosos de plantão, mas adaptações e omissões em excesso comprometem a experiência.
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Cinema

Viva A Vida é uma Festa repleta de emoções

Nem tudo é alegria nessa festa, mas você vai lembrar dela por muito tempo

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em

Devo admitir que não comecei a ver Coco (Viva A Vida é uma Festa, em português) com a melhor das expectativas. Afinal, desde 2010 ou, mais especificamente, desde Toy Story 3, não assisto a um filme da Pixar que eu considere essencial, bonito e divertidíssimo. Então, ainda que muita gente estivesse se derretendo em elogios ao novo desenho, eu não estava lá muito animado.


Veja também:


Até a premissa eu não considerava das mais interessantes, já que a temática de Mundo dos Mortos eu julgava ter sido realizada bem próxima da perfeição no jogo Grim Fandango. Então até o fator ineditismo se perdia neste sentido. Ainda assim, relevei tudo isso e, com a maior boa vontade que consegui reunir, comecei a ver o filme.

 

Viva a Vida é uma Festa conta a história de Miguel, um garotinho de apenas 12 anos que sonha em ganhar a vida como músico. Uma ideia simples o bastante, exceto pelo fato de que sua família odeia música com todas as suas forças. Tudo porque, mais de 100 anos atrás, o tataravô de Miguel abandonou sua tataravó para perseguir o estrelato.


Assim, Miguel pratica violão escondido enquanto decora todas as músicas de seu ídolo Ernesto de la Cruz. Ao mesmo tempo, sua família se esforça ao máximo para convencê-lo a seguir a carreira de sapateiro, como todos os demais familiares. Insatisfeito, o jovenzinho foge de casa no feriado de Dia dos Mortos e, no processo acidentalmente cruza a barreira para o “outro lado”, onde acredita ter uma chance de finalmente encontrar Ernesto.

Durante os dois primeiros atos do filme, a jornada é repleta de clichês e reviravoltas previsíveis e, com isso, me deixou consideravelmente de saco cheio, a despeito de alguns personagens carismáticos que surgiam pelo caminho aqui e ali, com destaque para o adorável esqueleto Héctor, magistralmente interpretado por Gael García Bernal.

Ainda que uma ou outra piadinha funcionasse, a aventura em si não estava me agradando, e chegou à beira do desastre quando seu principal antagonista foi reduzido ao puro maquiavelismo barato. No entanto, os últimos 20 minutos de filme me provocaram algo inesperado e muito especial!

Sem spoilers, várias coisinhas espalhadas ao longo da jornada foram ressignificadas (especialmente a sua canção principal, em uma sacada de gênio) e, quando unidas à linda trilha incidental do mestre Michael Giacchino, viram um soco emocional certeiro em seu cérebro, capaz de demolir até a mais durona das pessoas.

Faz quase um dia inteiro desde que vi o filme e, desde então, já devo ter ouvido a sua música principal, Remember Me, algumas dezenas de vezes. E não penso em parar tão cedo! Aliás, muito me impressionaria se ela não vencesse o Oscar 2018 de melhor canção original, pois seria muito merecido.

Ainda que eu não tenha achado a animação maravilhosa como um todo, e veja sérios problemas com a barriga da jornada, o final de Viva é tão gratificante e emocionalmente devastador que eu não posso deixar de recomendar a obra para qualquer um que tenha interesse em desenhos 3D. Só não esqueça de separar alguns lencinhos antes de começar!

Viva A Vida é uma Festa
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Emocionante demais
  • Linda trilha sonora
Contras
  • Aventura arrastada
  • Piadas fracas
Avaliação
Viva a Vida é uma Festa é mais uma animação da Disney Pixar que tem tudo para conquistar uma montanha de prêmios. Sua mensagem é linda e sua conclusão emocionante, mas a jornada em si não é das mais divertidas.
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Cinema

Star Trek Discovery tem um voo de estreia turbulento

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Por mais que Star Trek tenha inspirado dezenas de filmes, não há como negar que Jornada nas Estrelas sempre ficou muito mais à vontade na televisão, seja na série clássica absurdamente inovadora de Gene Roddenberry, ou em suas várias derivadas, como as cultuadas Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager.


Veja também:


Assim, a notícia de que a CBS e a Netflix disponibilizariam uma temporada completa focada em novas aventuras no universo principal, e não no cânone alternativo estabelecido pela série de filmes da Bad Robot, foi recebida com bastante interesse e, claro, inevitáveis polêmicas na internet, com fãs apaixonados temendo pelo pior. Curiosamente, o primeiro ano de Star Trek Discovery consegue agradar e irritar todos os tipos de espectadores ao mesmo tempo e, infelizmente, isso acontece devido a sua falta de foco.

Os primeiros capítulos são, de longe, os piores da temporada, e mais parecem um extenso, desnecessário e desinteressante prólogo, que poderia ser apagado sem qualquer prejuízo para a série. Ainda que não falte valor de produção neles (todas as naves e planetas mostrados são muito bem feitos, ainda que sua estética pareça derivativa demais do jogo Mass Effect e do filme de JJ Abrams), a trama não empolga.

À bordo da nave Shenzhou acompanhamos a protagonista Michael Burnham (Sonequea Martin-Green) e sua capitã e mentora Georgiou (Michelle Yeoh), mas, após uma batalha infeliz com os Klingons, eles e a Federação começam uma guerra, e Michael acaba perdendo sua patente de primeira oficial e o direito à liberdade após responder por seus atos em um julgamento marcial.


 

Presa e odiada por todos, Michael acaba encontrando uma nova chance à bordo da USS Discovey, onde o Capitão Lorca (Jason Isaacs) nota seu potencial e a coloca para trabalhar com sua tripulação. É uma premissa ok, mas que é pessimamente conduzida por uma trama muito dark, que nada tem a ver com o tom dos seriados anteriores.

Tempos de guerra e conflitos sangrentos até poderiam apontar para um caminho audacioso e servir de gancho para boas soluções otimistas e moderadas, mas praticamente não há espaço para leveza, nem mesmo entre os tripulantes sem carisma da Discovery.  Honrando a histórica luta por diversidade que a franquia Trek sempre se empenhou em trazer muito bem, Paul Stamets (Anthony Rapp) e o Dr. Culber (Wilson Cruz) formam um casal homossexual, mas seu relacionamento é totalmente sem graça e dificulta a criação de empatia, se resumindo a panfletagem vazia e sem graça.

Melhor sorte tem a fofa Sylvia Tilly (Mary Wiseman), que consegue ter um bom arco de personagem, começando como uma garota insegura que fala demais e teme a opinião dos outros, e progredindo lentamente para o posto de uma oficial determinada, que acredita e luta por seus amigos. Sem dúvidas ela é quem mais se aproxima do tom tradicional de Star Trek.

O grande problema da primeira metade da temporada é inserir personagens bem desinteressantes e obrigá-los a enfrentar temas pesados, que vão desde crimes de guerra, passando por estupro e os traumas derivados disso, racismo, abuso animal, enfim, só “diversão”!

Talvez já notando os problemas e insatisfação justificada de uma parcela dos fãs com o clima pesado e militarizado demais, após as férias de fim de ano, a primeira temporada voltou para uma leva final de episódios muito mais palatáveis para quem via a série clássica assiduamente, com direito até a uma exploração rica do Universo Espelho, onde reencontramos o Império Terran, além de uma referência bem bonita à série clássica em seu episódio final.

Atirar para todos os lados pode até não ter gerado o produto final mais coeso do mundo, mas há algo admirável na tentativa de correção de curso no meio do caminho, ainda que isso venha ao custo de sabotar as expectativas de quem estava gostando da série em seus primeiros episódios. Foi um voo turbulento, sem dúvidas, mas se a o próximo ano seguir mais a linha da reta final da primeira temporada, talvez Discovery finalmente encontre um pouco mais de amor quando chegar a seu destino.

Star Trek Discovery - Temporada 1
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Alto valor de produção
  • Referências nostálgicas
Contras
  • Tom sombrio demais
  • Personagens sem carisma
Avaliação
Star Trek Discovery lutou muito para encontrar sua própria identidade em sua primeira temporada. Os personagens sem carisma atrapalham demais, tal qual o tom sombrio em demasia. Mas, em sua segunda metade, a temporada engrena um pouco e pode agradar até os fãs da série clássica.
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