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Análise: CounterSpy é uma bela homenagem aos filmes clássicos de espionagem

Imperialistas e Socialistas, as duas maiores potências mundiais, estão se enfrentando — e cada uma delas, é claro, tem sua própria visão e ideais. Tudo, porém, é feito sem confrontos diretos, sem invasões territoriais e coisas do gênero. Os dois países estão em guerra — mais especificamente em uma Guerra Fria. Mas, apesar de todas as suas diferenças, eles têm uma coisa em comum: ambos querem destruir a Lua.

CounterSpy é um daqueles jogos que prometem uma jogatina divertida e rápida, e é justamente isso que ele entrega. No título, você controla um agente chamado Agent, que trabalha para a organização conhecida como C.O.U.N.T.E.R. Sua missão é impedir que as duas potências mundiais completem seus objetivos de destruir o satélite natural do planeta Terra. Para isso, vai ser preciso invadir instalações das duas nações em missões para roubar planos de guerra e impedir que seus mísseis sejam disparados.

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Durante essas missões, você precisa prestar muita atenção ao nível DEFCON apresentado na tela: quanto maior esse número, mais próximo você estará de falhar. O ideal é ficar o mais próximo possível de 5, porque se chegar a 1 você terá apenas 60 segundos para chegar ao final da fase e digitar o código de cancelamento dos mísseis. Caso contrário, bye bye Lua. Existem algumas formas de se conseguir diminuir o nível DEFCON das bases invadidas, sendo o principal deles usar os oficiais locais como reféns.

Desenvolvido pela Dynamighty, que tem dentre seu pessoal ex-funcionários da Pixar e da LucasArts, CounterSpy faz homenagem aos clássicos filmes de espionagem. A trilha sonora e a animação de introdução do jogo, inclusive, ajudam a dar aquele climão de filme de espionagem das antigas, tipo os primeiros longas do James Bond.

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Por se tratar de um jogo de espionagem, é claro que a jogabilidade não poderia deixar de ser stealth. É imprescindível se mover silenciosamente e abater os adversários na surdina para manter o DEFCON baixo. Durante os momentos de exploração, o jogo se comporta como um game de plataforma em progressão lateral. Já quando você usa alguma parte do cenário como proteção e o tiroteio vai rolar, o ângulo de visão muda e o jogo praticamente se transforma em um shooter em três dimensões.

Um dos pontos mais interessantes de CounterSpy é que você provavelmente não vai jogar a mesma fase duas vezes: cada estágio é gerado pouco antes de a missão começar. Provavelmente por esse motivo os loadings de CounterSpy sejam tão longos. Para amenizar, porém, o título mostra na tela algumas informações bem bacanas sobre a Guerra Fria (a que aconteceu de verdade, e não a do jogo), além de algumas dicas pra facilitar sua vida durante a jogatina.

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CounterSpy também funciona muito bem como um jogo para dispositivo portátil. Suas fases curtas, somadas à jogabilidade fluida, permitem que as partidas sejam jogadas sem muitas interrupções no ônibus ou no metrô, a caminho do trabalho ou da escola, por exemplo.

Divertido e visualmente muito bonito, CounterSpy é uma boa pedida para quem curte ação stealth, aventuras de espionagem ou, ainda, simplesmente um game bacana pra passar o tempo.

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CounterSpy – Nota: 4/5

Desenvolvedora: Dynamighty
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 3, PlayStation Vita, Android, iOS
Plataforma utilizada na análise: PS Vita

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