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Análise: Dark Room, o episódio 4 de Life Is Strange, não decepciona e cria grande expectativa para o episódio 5

Dark Room, episódio 4 de Life Is Strange, foi lançado em 28 de Julho para PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One. Se você ainda não conhece esse jogo, leia esse post e não espere mais para começar. Vale até pedir para o amigo te deixar iniciar uma quest paralela! Digo isso porque comprei a Season Pass logo depois que terminei o primeiro episódio!

Life Is Strange foi publicado pela Square Enix e é o segundo game da DONTNOD Entertainment, uma desenvolvedora que demorou para voltar ao mercado após seu primeiro lançamento, o intrigante Remember Me. Mesmo assim, a empresa correspondeu às expectativas do público que conquistou logo no primeiro episódio de Life Is Strange, Chrysalis (e até mesmo de quem nem conheceu Remember Me).

Clima tenso em vários aspectos...

Clima tenso em vários aspectos…

Como já temos um baita post que explica a história inicial de Max e de seu poder de reviver momentos recentes a qualquer instante, vamos ao que interessa.

SE VOCÊ NÃO TERMINOU O EPISÓDIO 3 “CHAOS THEORY”, ATENÇÃO PARA O SPOILER, OK?

NÃO SERÁ FEITA NENHUMA REVELAÇÃO SOBRE O EPISÓDIO 4, MAS ALGUNS DETALHES DOS EPISÓDIOS ANTERIORES SERÃO COMENTADOS.

SPOILER ALERT!

Selfie do dia!

Selfie do dia!

O episódio 1 muniu os jogadores com todos os tutoriais, informações e conflitos que um game planejado e centrado tem. Apesar de apresentar vários personagens e deixar mais pontas soltas do que o necessário, toda a atmosfera e intuito do jogo não passam desapercebidos. Arcadia Bay ganha vida e fica viva até a chegada do segundo episódio, Out of Time. Nele, entendemos que o poder de Max possui seus limites, conhecemos a fundo a personalidade dos personagens, nos deparamos com novas questões sociais e, de fato, precisamos fazer escolhas com alto nível de comprometimento.

A proposta deixa claro por A mais B que vidas estão em jogo. Todos esses acontecimentos construíram o cartão de visita para o intenso e pulsante episódio 3: Chaos Theory. E com um detalhe a mais: é possível voltar muito mais no tempo e chegar ao passado, pois vemos Max e Chloe quando eram crianças.

Digam "PlayReplaaaaay"!

Digam “PlayReplaaaaay”!

Eu não sei o tamanho do baque que você sentiu, mas imagino a cara que você fez quando o episódio 3 terminou. Até a trilha sonora daquele momento ficou na minha cabeça por dias e dias, funcionou como um interlúdio mais do que perfeito. Em poucos dias, o youtube estava cheio de vídeos estilo “REACTION” com o final de Chaos Theory. Não tinha como ser diferente. Ver o que aconteceu com a Chloe não foi nada fácil de assimilar. Foi desesperador, eu diria.

A partir desse instante, a expectativa de toda a comunidade gamer sobre a continuação da história de Max subiu tão alto que não dava mais para medir. Nem mesmo imaginar no que ia dar…

O episódio 4 começou muito bem. Tudo o que precisávamos desde o final do episódio anterior era ver Max e Chloe conversando e colocando os pingos nos “is”. Foi um pouco rápido, mas o suficiente para acalmar os nervos dos jogadores mais sensíveis. Além disso, nota-se que os personagens não conhecem as duas versões da realidade como Max conhece, tornando a situação ainda mais angustiante tanto para ela quanto para quem está jogando.

Em seguida, o jogo pede que você faça uma das escolhas mais difíceis e polêmicas de toda a história de Arcadia Bay, quiçá a mais complicada desde a última escolha a ser feita no final de Beyond, Two Souls. Houve um deslize do roteiro pelo fato de não deixar claras as consequências de ambas as escolhas, mas nada que prejudique a compreensão do jogador.

:)

:)

O desenrolar do conteúdo de “Dark Room” segue a linha do episódio 3, mas com muito mais demanda de raciocínio do que todos os outros episódios e puzzles extremamente mais difíceis também. Quem não se render ao Google-que-tudo-sabe-e-tudo-viu pode se preparar para horas e horas de game.

Esse é outro ponto positivo de Life Is Strange: a dificuldade dos puzzles foi aumentando episódio por episódio, gradativamente. E sem aquela sensação de cansaço ou impotência, pois Max solta dicas esporádicas por pensamento e a história em si não deixa a peteca cair em nenhum momento sequer. Tive até a sensação de que foi o episódio mais rápido de todos…

Gosta de uma festchenha? Dá o play que eu vou falar um pouco da “End Of The World Party”:

https://www.youtube.com/watch?v=3PQwzWRByHk

Dentro da renomada escola de fotografia de Arcadia Bay, a festa “End Of The World” está bombando e cheia de barmans prontos para servir energético até o sol raiar, seja dentro da área VIP liberada para membros do The Vortex Club ou fora dela. É uma festa na piscina em plena escuridão, com muita pegação, pulseiras coloridas e o anúncio do nome de quem levou o prêmio do concurso de fotografia realizado pelo Mrs. Jefferson.

Do lado de fora da escola, animais de todos os portes estão morrendo e as ruas ganham a iluminação de duas luas ao mesmo tempo. A cada episódio e, principalmente, no 4, é interessante perceber como Life is Strange trabalha com essa metalinguagem cheia de ironia e crítica social.

Festa sinistra...

Festa sinistra…

Ao final da festa, uma nova decisão nada fácil de ser tomada. Abertamente, o game estabelece nós mentais ao remodular o que você acha que sabe sobre si mesmo e sobre seus próprios valores morais e éticos.

Novos ambientes, algumas respostas que não apareciam desde o episódio 1, novas perguntas… Dependendo da sua curiosidade, você pode encontrar o registro de um personagem novo que nunca apareceu antes. E independentemente disso, um final mais do que surpreendente.

Inesperado em qualquer passado, seja ele alterado ou não, o final do episódio 4 dobra a responsabilidade do roteiro do quinto e último episódio, deixando uma pergunta que vai ficar latejando na cabeça de todos: “O que será que eu deixei passar para não ter percebido isso antes?”

Desde o primeiro, ou seja, desde o dia 30 de Janeiro de 2015, faço perguntas para mim mesma e para a história do jogo. E até a primeira quinzena de Outubro, mês de lançamento da última parte, continuarei fazendo.

Life is Strange – Episode 4: Dark Room – Nota 4,5/5

Desenvolvedora: DONTNOD
Plataformas: Xbox One, Xbox 360, PlayStation 4, PlayStation 3
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 3

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