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Análise: Dragon Quest Heroes traz o melhor de duas franquias em uma aventura nostálgica e épica

Sempre fui um grande fã de RPGs, e me orgulho em dizer que a série Dragon Quest sempre esteve entre meus títulos favoritos do gênero. Tudo começou com o oitavo game da série para PS2. Me apaixonei pelo estilo que o jogo conduzia, diria que foi amor à primeira vista. Claro que depois disso fui jogar os outros — mas ainda não consegui pôr minhas mãos em todos, infelizmente —, e me diverti com com quase meia dúzia de jogos da franquia (sem contar os spin-offs tipo Dragon Quest Monsters).

Imagine só quando soube lançariam um Dragon Quest misturado com Dynasty Warriors, um outro jogo que sou apaixonado! A alegria foi tamanha que só consegui realmente relaxar depois de conseguir minha cópia de Dragon Quest Heroes: The World Three’s Woe and the Blight Bellow e conferir o resultado dessa promissora misturada.

O Mundo Perfeito

Dragon Quest Heroes nos apresenta a um mundo totalmente em paz, no qual monstros e humanos vivem em harmonia há muitos e muitos anos. Na cidade de Arba vive o majestoso Rei Doric e seus capitães, os protagonistas do jogo.

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A vida seguia muito bem até que um miasma das trevas é lançado, invadindo todo o continente e transformando seus amigos monstros em criaturas agressivas. Era o fim da era de paz e tranquilidade no reino.

E assim começamos nossa aventura, buscando restaurar a paz e descobrir quem iniciou todo esse caos no outrora pacífico e tranquilo mundo.

Dragon Quest estilo Warriors

Como já era de se esperar da mistura entre as duas séries, Dragon Quest Heroes traz a tradicional pancadaria de Warriors contra hordas de incontáveis criaturas nas quais você pode descer o cacete. No início o jogo parece se resumir a porrada e mais porrada,  e você não vai se preocupar com defesa, esquiva e vida. Mas garanto que, com o passar das fases, você vai lembrar que existem outros importantes atributos — porque vão bastar uns bons três cutucões das criaturas mais fortes pra esgotar seu contador de vida.

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Dragon Quest Heroes apresenta inúmeros elementos de RPG como os vistos na série Dragon Quest, dentre eles um contador de níveis de personagens, as sidequests, a árvore de evolução dos golpes e os famosos mini-medals (que te recompensarão com equipamentos extremamente poderosos), por exemplo.

Diferente de todos os jogos da série Warriors e seus respectivos spin-offs já lançados, nos quais seus parceiros de guerra se espalham pelo mapa na hora dos embates, Dragon Quest Heroes traz a possibilidade de incluir mais três personagens junto do protagonista para dizimar hordas e hordas de monstros. Isso é algo herdado da série de Dragon Quest, já que todos os jogos dessa franquia permitem grupos de quatro personagens para avançar na história. O único ponto negativo disso é que você não consegue separar o seu time, eles te acompanham o tempo todo, então pode dar “adeus” à possibilidade de criar estratégias de batalha separando os aliados por aí.

Aliás, vale observar que grande parte dos seus aliados são rostos familiares para os fãs da série Dragon Quest. Ao longo da aventura podemos encontrar Yangus e Jessica de DQ VIII, Terry de DQ VI, Alena e Kiryl de DQ IV, e por aí vai. Monte seu time com aqueles que você mais gosta — mas sem esquecer da estratégia, pois é um fator muito importante para o jogo.

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Novidades

É claro que um jogo que mistura duas grandes séries dos videogames traria algumas novidades compatíveis com o estilo do game. Dentre elas podemos listar as Healstones, pedras capazes de curar sua vida durante uma aventura; e os Minions, inimigos derrotados que viram uma moeda e podem ser invocados para lutar ao seu lado nas batalhas, ajudando a montar estratégias para defender um certo ponto do mapa, por exemplo.

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Um aspecto importante que não pode deixar de ser observado em Dragon Quest Heroes é sua qualidade gráfica. Ao ligar meu PS4 e iniciar o jogo, fiquei perplexo com o visual apresentado nas animações, todas muito bem elaboradas e divertidas. E o melhor: ao passar para as partes in-game, os gráficos são um pouco inferiores, mas a qualidade ainda é incrível, trazendo todo aquele ar cartunesco apresentado nos outros jogos da série.

É claro que um Dragon Quest que se preze conta sempre com uma trilha sonora épica, empolgante e marcante, e neste quesito Dragon Quest Heroes não é uma exceção. O tema principal da série já toca na tela inicial do jogo, e nem preciso comentar da nostalgia de ouvir o tema das batalhas, né? O jogo parece fazer questão de te mostrar que sim, esse é um grande Dragon Quest.

Hora de salvar o mundo

Como todo bom RPG, Dragon Quest Heroes é um jogo bem grandinho. Com 20 horas e jogo você ainda estará relativamente no começo da aventura, ainda mais se você for daqueles que gosta de explorar todas as possibilidades de um jogo já no primeiro gameplay.

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Ainda em dúvidas sobre se deve ou não entrar nessa aventura e salvar o mundo de Dragon Quest Heroes? A gente ajuda: você é fã de Dragon Quest? Sim? Então jogue! É fã da série Warrios? É? Então jogue também! E se for fã das duas, então, não perca mais tempo e vá logo se aventurar pelas terras do Rei Doric!

Dragon Quest Heroes – Nota 4/5

Produtoras: Omega Force e Square Enix
Plataforma: PlayStation 4

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