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Análise: Hyrule Warriors é uma incrível viagem pela história de Zelda

Quando Hyrule Warriors foi anunciado, vários fãs de The Legend of Zelda torceram o nariz, e não por acaso. No posto de uma das franquias mais bem sucedidas de todos os tempos, a série sempre manteve diversas tradições intocadas, além de estabelecer um alto padrão de qualidade que permeia todos os jogos.

Entretanto, o crossover entre a franquias Dinasty Warriors e The Legend of Zelda foi se tornando cada vez mais atrativo com o tempo, seja por seu aparente alto nível de polimento ou por parecer um excelente fan service para fãs de uma franquia que nunca recebeu algo parecido. E não é que o jogo é bom mesmo?

Guerra em Hyrule

Apesar de não fazer parta da linha do tempo oficial da franquia Zelda, Hyrule Warriors possui um enredo bem divertido e que faz referências a diversos jogos icônicos da série. Desta vez Hyrule começa a ter a sua paz ameaçada quando Cia, feiticeira responsável por manter a ordem do mundo e cuidar da Triforce, decide atacar Hyrule e conseguir o artefato para ela. É claro que ninguém se torna mau de um dia para o outro e há algo por trás de toda a fúria da feiticeira, e Link deverá descobrir o que está por detrás da mudança repentina de Cia.

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Mas não pense que essa tarefa é das mais fáceis. Para desestabilizar completamente o reino de Hyrule, a bruxa abriu portais que levam a épocas distintas do reino (Ocarina of Time, Skyward Sword e Twilight Princess), e Link e seus parceiros deverão viajar no tempo para impedir que a desgraça caia sobre o reino. Não parece muito diferente de outros jogos da franquia, não é? Mas as semelhanças param por aí!

O time dos sonhos!

Ao contrário do que estamos acostumados, em Hyrule Warriors é possível controlar diversos personagens além do próprio Link. Sheik, Zelda, Impa e a estreante Lana são as primeiras a dar as caras, mas não demora muito para que você possa controlar Darunia, Ruto, Midna e até mesmo Ganondorf!

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Cada um dos personagens possui diversas armas que mudam completamente a jogabilidade do título, que se assemelha muito à da franquia Dinasty Warriors, em que o jogador deve conquistar territórios batalhando contra centenas de inimigos.

Além disso, é possível subir de nível e aprender novos combos e habilidades que tornam tudo ainda mais divertido. Hyrule Warriors é o Zelda com mais elementos de RPG já lançado na história, e isso é muito bom, podendo servir até de lição para os próximos jogos da franquia.

Pensar é preciso

Mas não pense que o jogo propõe um estilo de jogo que não demanda que o jogador use a cabeça. Apesar dos inimigos não representarem uma grande ameaça e do jogo ser relativamente fácil na maior parte do tempo, o jogador precisa elaborar estratégias rápidas para conseguir cumprir as missões que surgem na tela a todo instante.

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Antes do início de cada fase, o jogador tem a chance de inspecionar o mapa da batalha para pensar como irá avançar para conquistar os territórios inimigos. Cada território conquistado faz com que o jogador tenha mais domínio sobre a batalha e mais soldados lutando ao seu lado.

Para vencer uma batalha, é necessário cumprir missões que vão desde ocupar todos os territórios até derrotar um inimigo específico. Nem sempre é necessário capturar todos os espaços inimigos, mas, caso o jogador decida fazê-lo, será recompensado com espólios, novas armas e até pedaços de coração.

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Aliás, as fases são cheias de elementos tradicionais da série, como vasos que contém itens, pedras que escondem baús e até Gold Skulltulas que, desta vez, presenteiam os jogadores com peças que formam lindas artworks do jogo.

Infelizmente nem tudo são flores, e a quantidade de elementos na tela pode, muitas vezes, confundir os jogadores. As missões mudam toda hora, e chegam a confundir. Afinal, o que devemos fazer quando três missões completamente diferentes surgem na tela quase que simultaneamente? É um problema que incomoda bastante nas primeiras horas de jogo, mas que vai se tornando suportável conforme o jogador se acostuma com o ritmo das batalhas.

Conteúdo para meses

A campanha de Hyrule Warriors não chega a ser muito longa e dura cerca de sete horas de jogo, mas a enorme quantidade de colecionáveis faz com que você queira retornar para explorar cada nicho dos vastos campos de batalha visitados no jogo.

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Para quem conseguir fazer tudo o que a campanha tem a oferecer, ainda há o modo Adventure, outra campanha (muito maior do que a principal) em que o jogador deve explorar cada um dos quadrantes da Hyrule de The Legend of Zelda (NES) em busca de itens enquanto completa desafios específicos com a jogabilidade da série Warriors.

Cada um dos quadrantes oferece um desafio diferente, que pode ser desde derrotar um certo número de inimigos até vencer uma batalha com um personagem específico. O modo destrava novas armas, itens e personagens que podem ser utilizados na campanha principal ou no Free Mode, que permite que o jogador revisite as fases com qualquer personagem.

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Para os que ainda acham que não é o bastante, a Nintendo e a Team Ninja ainda prepararam um belíssimo Season Pass que oferece conteúdos mensais para o jogo. E se engana quem pensa que são apenas algumas roupinhas novas: os DLCs oferecem personagens completamente novos, novas missões no modo campanha e até mesmo um segundo mapa no modo Adventure que foi intitulado como Master Quest. E isso é apenas a ponta do iceberg, já que nem todo o conteúdo dos packs já foi revelado.

Problemas de performance

Além de extremamente divertido, Hyrule Warriors possui gráficos belíssimos e uma trilha sonora capaz de emocionar qualquer um que já se aventurou pelos vastos campos (ou mares) de Hyrule. A história é contada por uma narradora entre as fases e por algumas lindíssimas CGs que mostram como um Zelda em HD deve ser.

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É uma pena que a performance do jogo não seja das melhores devido à enorme quantidade de elementos na tela durante as batalhas. Quedas na taxa de quadros por segundo são normais, principalmente no modo multiplayer cooperativo, no qual um jogador joga pela TV e outro pelo Gamepad.

Como se não bastasse, o jogo não é rápido o bastante para identificar o que o jogador conquistou durante as batalhas. Diversas vezes me deparei com missões que eu já havia cumprido sendo anunciadas como se eu não tivesse feito nada. Bem estranho.

Uma homenagem de peso

Hyrule Warriors pode não ser perfeito, mas a ideia é tão boa que é impossível que fãs de Zelda torçam o nariz após cinco minutos de jogatina. Com um elenco incrível de personagens, homenagens incríveis acontecendo a todo instante e encontros memoráveis, o jogo é um incrível fan service que usa de maneira impecável todo o legado de uma das séries mais adoradas de todos os tempos.

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Para você que está com o Wii U coberto de poeira desde Mario Kart 8, não há hora melhor para carregar seu GamePad e lembrar por que a Nintendo é tão única!

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Hyrule Warriors – Nota 4/5

Desenvolvedora: Omega Force/Team Ninja

Plataformas: Wii U

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