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Análise: Por dentro de Inside

Com apenas uma olhada rápida em algumas fotos e trailers de Inside, talvez cause estranheza ver o jogo figurando na maioria das listas de melhores lançamentos do ano, inclusive no prestigioso Video Game Awards de 2016. No entanto, basta jogar alguns minutos para que tudo faça sentido.

Inside é uma experiência que precisa ser sentida e apreciada ao vivo, então mesmo este texto dificilmente fará justiça à beleza da soma de suas partes. Claro que isso não vai nos impedir de tentar, então vamos lá.

Superficialmente, sua premissa não poderia ser mais simples. Você assume o controle de uma criança que parece estar fugindo de uma poderosa organização por motivos desconhecidos. Não há cenas de cortes, diálogos ou qualquer tipo de exposição de roteiro, então toda a trama e lore depende da sua investigação e interpretação.

Controlar o protagonista obedece mecânicas bem similares às vistas em jogos como Limbo e Another World, já que o sistema de plataformas é atrelado a pequenos puzzles ambientais que exigem um uso criativo do cenário ao seu redor.

Apesar do visual ilusoriamente simplório, não pense por um segundo que Inside possui gráficos pobres. Sua direção de arte é sublime e sabe usar cada elemento do ambiente a seu favor, dando uma aula de perspectiva e criando momentos de tirar o fôlego com frequência. A trilha sonora discreta, porém efetiva, ajuda a pontuar os grandes momentos da jornada.

Com um clímax intenso, imprevisível, e extremamente artístico e aberto à interpretações, Inside pode ter uma campanha relativamente curta, encerrada em pouco mais de três horas, mas certamente deixará o jogador pensando em seus eventos por muito tempo.

Inside – Nota: 5/5

Desenvolvimento: Playdead
Plataformas:PC, PS4, XONE
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4