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Análise: Pro Evolution Soccer 2016 tem novidades que vão além das quatro linhas

Jogo de futebol nunca foi meu forte. Pra ter uma ideia, tem dias que sou o Pelé e outros em que me saio pior do que aquele seu amigo perna-de-pau do futebol de final de semana. Ganho campeonatos organizados entre meus amigos ou perco na primeira partida (e confesso que nunca vou entender a lógica disso).

Mas com o PES 2016 ganhei um apreço pelos jogos do esporte. Tirei partidas e partidas contras ou cooperativas com meu irmão, criei meu personagem (que inesperadamente ficou bem parecido comigo) e me diverti à beça sendo o técnico do Ponte Preta (não me demitiram até agora! Juro!) e não fazia ideia de que um jogo assim poderia me proporcionar tudo isso.

https://www.youtube.com/watch?v=HshfqDVGWJU

Do time brasileiro ao europeu

PES 2016 conta com uma grande variedade de times, desde os que encontramos na primeira divisão em nossos campeonatos nacionais como os que disputam as ligas européias, asiáticas e por aí vai. São muitos os clubes disponíveis, sendo quase impossível você não encontrar o seu time do coração. Aqui, cada time é representado pelas habilidades e partidas feitas no decorrer das partidas mais recentes, mantendo automaticamente atualizadas as informações sobre jogadores, técnicos e a força que a equipe possui.

Mas nem tudo são flores nesse mundo. Como foi explicado pela Konami, a produtora da série Pro Evolution Soccer, nem todos os jogadores estão representados no game. O motivo? Direitos autorais, claro. Por mais que um determinado time possua o direito de imagem de vários de seus respectivos jogadores, ainda assim a negociação dos direitos dos jogadores é uma operação demorada, cara e cansativa.

Neymar é a cara do Brasil nos jogos de futebol da atualidade

Neymar é a cara do Brasil nos jogos de futebol da atualidade

Levaria quase uma eternidade para fechar um acordo com cada um dos jogadores de cada um dos times presentes no jogo, então a Konami optou por substituir alguns desses profissionais do futebol por personagens genéricos. Um bom exemplo disso é o caso de Valdivia. Quando jogava no Palmeiras, seu rosto e nome não puderam ser usados na série, então aqui ele é apresentado por um nome um tanto que estranho. Meu pai é um grande fã do Verdão e achou estranho ter um jogador no time que ele não reconhecia.

Mas isso não vale para todos os clubes. Por exemplo, a Konami conseguiu o contrato de exclusividade com o Corinthians, tendo direito total à imagem do time. Então corinthianos deram sorte e podem ver o timão com sua escalação oficial completa no jogo.

Seja professor ou jogador

Existem vários modos de jogo em PES 2016, desde os tradicionais contras (seja online ou local com aquele seu primo que adora um futebol pra te chamar de pato e vice-versa), campeonatos como a UEFA ou a Libertadores e os outros estilos que me chamaram muito a atenção, como um que permite criar seu próprio time.

Você adapta seu time inteiro à sua maneira, modo técnico, cuida de toda a burocracia do time como pagamentos, decidir quem vai participar do jogo, definir treinos e, para quem não quer ficar apenas observando a bola rolando, é possível efetivamente jogar as partidas. No meu caso, confesso, deu mais resultado ficar apenas assistindo.

Pelo menos em PES 2016 a gente não perde de 7x1...

Pelo menos em PES 2016 a gente não perde de 7×1…

Uma funcionalidade legal de PES é a possibilidade de criar seu próprio jogador, editando suas características, e depois soltá-lo no mundo. Imagina só o quão legal é ver sua criação sendo contratada por um grande time europeu! Imagina só quando eu, técnico da Ponte Preta, vi chegar minha criação ao clube. Melhor ainda: ver a criatura fazendo gols (muitos gols!), ganhando até destaque nos jornais. Só faltou pedir um aumento!

Do perna de pau à bola de ouro

Já disse e repito: futebol não é muito minha praia. E isso vale especialmente para os games lançados nos anos anteriores, dos quais sempre achei os controles bem travados, Dessa vez, porém, parece que acertaram a mão. Ao controlar os jogadores, a sensação que dá é a de que o jogo rola mais fluído, com controles bem precisos.

Há aqueles controles mais avançados e complicados de fazer dribles, técnicas, chutes diferenciados que são um pouco mais complicados de aprender. Mas se você já domina a arte de jogar sem muita firula e isso funcionou bem pra você até agora, já sabe: em time que está ganhando não se mexe. Então a dica é jogar como sabe e gosta.

Abrasileirando as coisas

Não, não tem huehue em PES 2016. Por “abrasileirar” me refiro à narração do jogo, que conta com Silvio Luiz e Mauro Beting, vozes já conhecidas por quem acompanha os jogos de futebol na televisão. Outro destaque que deve agradar à galera brazuca são os estádios brasileiros disponíveis. Temos o Morumbi, Itaquerão, Vila Belmiro, entre outros e garanto que todos estão bem construídos, mostrando a grandiosidade dos estádios nacionais. E não se preocupe, o Maraca vem aí!

https://www.youtube.com/watch?v=Y96q772ebJg&feature=youtu.be

Pra um cara como eu que não tem nada de boleiro, Pro Evolution Soccer 2016 foi uma oportunidade ímpar de colocar a chuteira e tirar da garganta o grito de Gol. O jogo oferece uma experiência bastante envolvente e que vai muito além das quatro linhas, exercitando nossas habilidades de manager, técnico, preparador, jogador e torcedor.

Sobre a rixa entre o título da Konami e o concorrente, Fifa, bem… Deixo a decisão para os boleiros de plantão!

PES 2016 — Nota 3/5

Desenvolvedora: Konami
Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4

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