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“Contemplação”, o segundo episódio de Resident Evil Revelations 2, tem boas surpresas e novos desafios

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Já comentamos a maior parte das mecânicas do jogo na análise da primeira parte do jogo, então vamos pular uma ou outra coisa relacionada ao assunto no review de “Contemplação”, o segundo episódio de Resident Evil Revelations 2. Cuidado com os spoilers!

Spoiler-Alert

Após a revelação bombástica do final do capítulo de Barry, começamos “Contemplação” novamente na pele de Claire e Moira. Ainda que os cenários sejam muito bem feitos, o fato de ter tirado a dupla dos ambientes fechados na maior parte do capítulo matou um pouco do clima de tensão visto anteriormente.

O visual do local onde Moira e Claire se encontram com parte do time da Terra Save parece uma mistura da cidade inicial de Resident Evil 4 com a Kijuju de Resident Evil 5. Com casebres simples e pouco iluminados, ainda que a ação aqui se desenrole a céu aberto rola uma leve apreensão a cada esquina.


E um dado momento, é preciso explorar o pequeno vilarejo em busca de itens-chave para religar um helicóptero avariado encontrado no local. Como nada que vem fácil significa coisa boa, Claire e Moira são encurraladas em um trecho que novamente remete a RE4, com a casa onde a dupla se reuniu aos colegas de emprego sendo cercada e atacada por Afligidos.

A situação acaba criando uma sensação de perigo iminente que, apesar de já conhecida de jogos anteriores, ajuda a criar a ideia da necessidade de deixar aquele lugar o mais rápido o possível.

Passado o susto, as moças cortam caminho pelos esgotos, deixando o helicóptero para trás (junto de um amigo mecânico), e logo se encontram no caminho para uma torre localizada no centro da ilha. Elas acreditam que quem quer que seja que esteja por trás do sequestro está lá na tal torre. No caminho para a construção, a dupla cruza o caminho de um menininha assustada, a quem prontamente decidem ajudar.

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Passados alguns momentos de ação e disparos contra diversos Afligidos em um prédio caindo aos pedaços, as meninas finalmente chegam a uma rua que leva à torre.

A história do primeiro capítulo de “Contemplação” perde um pouco do charme ao inserir novos personagens, tirando um pouco da graça ao juntar Claire e Moira a um grupo de sobreviventes. Isso não chega necessariamente a ser um ponto negativo, já que nos permite saber um pouco mais sobre cada personagem e entender melhor o que raios está acontecendo, mas poderia haver outras maneiras de dar continuidade à trama sem precisar trazer companhia à dupla.

Já no segundo capítulo, novamente seis meses depois, Barry continua buscando pistas sobre o paradeiro de Moira. Ao lado de Natalia, o grandalhão refaz os passos de Claire e sua filha, visitando o vilarejo, os esgotos e várias outras locações por onde as duas passaram.

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Novamente, Barry e Natalia não seguem exatamente os mesmos caminhos, vez ou outra tomando atalhos ou conseguindo acessar passagens anteriormente inacessíveis para as duas moças. Isso é interessante pois tira um pouco do aspecto monótono da exploração, que exige que Barry visite os lugares por onde sua filha provavelmente passou.

Por mais que o ex-S.T.A.R.S. seja a força bruta da equipe, não dificilmente você vai optar pro jogar como Natalia para encontrar itens escondidos ou inimigos invisíveis, tornando a menininha ainda mais especial. Como dissemos no review anterior, a impressão que temos é que Barry encontra inimigos muito mais poderosos do que os enfrentados por Claire e Moira, então munição e itens de cura não demoram a acabar… e, bem, inimigos que você normalmente não poderia enxergar com certeza são um pesadelo a mais!

O maior desafio do paizão e da menininha, porém, é justamente um dos amigos da Terra Save. Não entraremos em detalhes, mas fica a dica: Natalia pode ser de grande ajuda nesse momento!

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Por fim, repetindo a dose do episódio anterior, o principal e mais interessante gancho fica no final do capítulo de Barry. Seu diálogo com a pequena Natalia sobre quem está por trás dos experimentos realizados na ilha, ainda que previsível, é interessante por voltar em um assunto que vem sendo moldado de forma mais explícita desde Resident Evil 5.

Novos conteúdos no Modo de Raide também são liberados com a chegada do segundo episódio. Esse modo, aliás, foi mesmo recauchutado e transformado em uma experiência ainda mais legal. A ideia de fazer do Raide uma simulação foi uma jogada de mestre, possibilitando de certa forma a unificação desse modo extra com a história do jogo.

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Mesmo tendo perdido um pouco do suspense em relação ao primeiro episódio, “Contemplação” ainda consegue se manter com saldo positivo. A constante necessidade de mudar de personagem (ou de jogar com alguém pra te ajudar) ajuda a compensar, criando uma camada a mais de interação com o jogo.

Com as novas revelações nos momentos finais do episódio, é provável que a história agora tome um novo fôlego e se desenrole melhor. Mas justamente por conta dessas revelações, fica o medo de rolar uma síndrome de “episódio do Leon em RE6” e o que tinha tudo para ser uma ótima trama descambar para a ação non-sense.

Ainda assim, estamos otimistas. Afinal, é jogo da série “Revelations”, e a Capcom faz questão de frisar que essas histórias paralelas são desenvolvidas visando agradar principalmente aos fãs das antigas.

E que venha o terceiro episódio!

Resident Evil Revelations 2 – Contemplação — Nota 4/5

Desenvolvedora: Capcom
Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: Xbox One

Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Brinquedos que Marcam Época é um presente da Netflix

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No finzinho de 2017 a Netflix disponibilizou uma de suas melhores e mais subestimadas produções. Quase sem alarde, The Toys That Made Us (Brinquedos que Marcam Época, em português) chegou ao serviço de streaming e, se você gosta de brinquedos e colecionáveis, não deveria deixar esse documentário passar batido!


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Por enquanto são apenas quatro episódios com pouco menos de uma hora cada um, mas já há outros quatro encomendados, com estreia programada para ainda em 2018. Já estão no ar documentários sobre Star Wars, GI Joe, Barbie e He-Man, e na segunda levam estreiam LEGO, Transformers, Hello Kitty e Star Trek.

Com direção de Tom Stern, o documentário criado por Brian Volk-Weiss é extremamente nostálgico, como não poderia deixar de ser, mas, diferente de outras produção da Netflix, jamais se limita a uma apelação barata para nossas lembranças a fim de provar seu valor. Não, aqui há bastante trabalho de pesquisa e material interessante até mesmo para os aficionados mais versados no tema.

Pessoas envolvidas com as mais diversas etapas da produção e venda de brinquedos, desde seus idealizadores, passando por empregados das empresas, advogados, executivos e varejistas, fornecem aspas repletas de informações, então há muito a se aprender sobre a história do hobby favorito de milhares de pessoas por todo o mundo.


Naturalmente, o foco do documentário fica restrito ao mercado norte-americano mas, felizmente, isso não impede a nossa apreciação e identificação, já que todos os brinquedos mencionados por enquanto fizeram muito, muito sucesso em nossas lojas também, ainda que em diferentes proporções.

Se você nasceu na década de 1980, seguramente deve ter várias memórias sobre esses bonecos! Mas, se for mais jovem, encontrará aqui uma oportunidade de ouro para o aprendizado, que não deve ser desperdiçada.

Ao fim da série, você vai saber muito mais sobre como era a cultura pop durante as décadas de 1970 e 1980. Mais importante, vai entender melhor como funciona a cabeça daqueles que vivem em função de pequenos pedaços de plástico, e como esses pequenos objetos podem ganhar um improvável e gigantesco significado nos corações das pessoas.

 

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Franz Ferdinand não consegue ser nem sombra do que já foi em Always Ascending

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No começo dos anos 2000, o rock ganhou uma sobrevida inesperada com o advento do indie e da volta do rock de garagem. Liderado por nomes como The Strokes e Arctic Monkeys, o período foi imensamente frutífero, e até bandas “secundárias” como Kaiser Chiefs conseguiam lançar grandes músicas, mesmo longe de chegar ao mesmo status de fama dos líderes do movimento.


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Em algum lugar no meio do caminho ficava o Franz Ferdinand, banda formada em Glasgow em 2002, com clara inspiração em Talking Heads e nas guitarras do Gang of Four. Com músicas perfeitas para dançar e pular, o grupo trouxe toda uma vibe festiva e sexy para o rock da época, mas acabou não alcançando tanta fama em escala global, até eventualmente se resignar e acomodar com o posto de banda de nicho. Seu novo disco foi lançado esta semana, então vamos avaliá-lo faixa a faixa.

Always Ascending, a faixa título do disco e também a responsável por abrir os trabalhos, é um perfeito resumo dos problemas do novo Franz Ferdinand. Ela começa com uma extenuante introdução de 1:20 minutos regida por um corinho insuportável. O “prêmio” por sobreviver a isso é encontrar um pouco de música eletrônica batalhando por espaço até a canção ter algo interessante a mostrar, o que só acontece aos 2:27 minutos, quando a faixa finalmente soa minimamente tolerável, e nada mais que isso.


Lazy Boy, como o próprio nome indica, mostra um Kapranos mais preguiçoso e desinteressado do que nunca, uma persona que, infelizmente, ele não consegue abandonar por praticamente todo o disco. Melhor sorte tem Paper Cages, a melhor faixa do álbum até então, e uma das poucas que conseguem apontar para o que poderia ser um futuro interessante para a banda.

Ao invés de se contentar com guitarrinhas genéricas tentando alcançar o trabalho lendário do ex-membro Nick McCarthy, a canção abraça o teclado que, por sua vez, alavanca o baixo dançante de Bob Hardy em direção a novos caminhos bem gratificantes. Ali sim Kapranos parece empolgado com o material, e seu vocal vai bem além do tédio onipresente no disco.

A faixa seguinte, Finally, prontamente destrói esse pequeno progresso ao apostar em um novo coro intragável, o que é a segunda pior ideia que a banda teve em sua carreira (perde apenas para a esdrúxula parceria com o Sparks, que gerou a atrocidade chamada FFS). The Academy Award não é das piores, mas sofre do mesmo mal que a maioria das faixas do disco: dura um bom minuto e meio a mais do que deveria, e cansa por isso. Ainda assim, seu ritmo mais lento é um bom suspiro de tranquilidade em um disco que o tempo inteiro se força a parecer agitado, mas jamais consegue engrenar de verdade.

Lois Lane é um pouco agridoce, porque algumas partes instrumentais são interessantes e quase empolgantes, mas a harmonia vocal coloca tudo a perder com versos arrastados e chatos. Algo parecido acontece em Huck and Jim, porque o baixo e a bateria de Paul Thomson apontam para uma  música instigante, e o vocal de Kapranos e letra pífia anulam as virtudes da canção.

Quando tudo parecia fatalmente corrompido, Glimpse of Love aparece como uma salvadora improvável. Não por acaso, tal qual Paper Cages, é um exemplo perfeito de como jogar uma vibe meio Hotline Miami pode dar certo para um Franz Ferdinand desfalcado de seu guitarrista principal. O tecladinho, quando bem usado, cria uma atmosfera muito boa e, de novo, ela ajuda Kapranos a soar como o bom vocalista que costumava ser. Disparado a melhor faixa do álbum!

Munido dessa energia, Feel the Love Go aponta para um fechamento de disco com um pouco de dignidade. Instrumentos de sopro foram uma boa adição e, finalmente, o Franz Ferdinand conseguiu soar dançante e feliz como a banda que conquistou a galera no começo dos anos 2000.

Slow Don’t Kill Me Slow é um epílogo desnecessário e novamente mais longo do que deveria, e ajuda o álbum a terminar com bem mais erros do que acertos. No entanto, nem tudo está perdido. As poucas faixas genuinamente boas, como Paper Cages e Glimpse of Love, são um claro indicativo de que o Franz Ferdinand ainda consegue soar interessante mesmo sem apelar para truques batidos ou meras emulações de seu passado. O jeito é torcer para vermos mais disso nos trabalhos futuros da banda.

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Pokémon Gold & Silver #1 é um novo (e divertido!) mundo de aventuras

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A Editora Panini está fazendo um ótimo trabalho com a marca Pokémon. Depois de publicar a saga Black & White, em 2017 os mangás Pokémon Adventures passaram a ser lançados em ordem cronológica, desde Red Green Blue, passando por Yellow e agora, em fevereiro de 2018, chegou o momento de seguir a saga Gold & Silver!


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Como nos volumes anteriores, o roteiro é de Hidenori Kusaka, que já mandou super bem nas outras sagas e, mais uma vez, conseguiu replicar perfeitamente o clima dos jogos nas páginas dos mangás. Quem está quase se despedindo é a ilustradora Mato, que a partir do Volume 10 japonês (será a nossa terceira edição, ainda sem data de lançamento prevista) dará lugar a Satoshi Yamamoto devido a problemas de saúde.

Infelizmente, já neste volume nacional é possível notar uma simplificação de seu traço. Os painéis ainda são muito divertidos e a história flui com ótimo ritmo, mas é evidente que Mato não estava em sua melhor forma e, assim, diversas cenas ficam mais rasas do que deveriam.

Isso não chega a atrapalhar a diversão, e o preço de R$ 13,90 é mais do que justo pelas quase 220 páginas de aventura, que adaptam com razoável fidelidade a trama contada nos jogos Pokémon Gold & Silver de GameBoy e GameBoy Color.


O protagonista, como não poderia deixar de ser, é o jovem e empolgado Gold, que começa sua jornada a partir da cidade de New Bark, e de lá segue em uma improvável aventura. Em Johto, a cena competitiva ainda não é tão forte, e os Líderes de Ginásio ainda estão sendo escolhidos e testados.

Relembre o nosso book tour em vídeo pelas primeiras edições do mangá Pokémon Red Green Blue

Assim, Gold ainda não sonha em ser campeão ou mesmo um treinador de respeito. Para ele, Pokémon são seus parceiros e parte da família. No entanto, a natureza exibida e impulsiva do jovem logo o coloca no caminho da confusão. Por acidente, sua mochila cheia de criaturas é roubada por membros da equipe Rocket, e Gold acaba suspeitando de Silver, o que o coloca em uma caçada frenética em busca do rival para um acerto de contas.

Como de praxe, a cada capítulo dessa história encontramos um Pokémon diferente, o que é uma boa oportunidade de explorar seus poderes de formas nunca vistas nos games ou anime. Ou seja, é um prato cheio para quem adora os monstrinhos da Nintendo.

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