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Análise: Table Top Racing é uma agradável surpresa sobre quatro (mini) rodas

Poucos jogos conseguem se destacar em meio a tantas cópias e genéricos existentes hoje no mercado. Quando vi as primeiras informações sobre Table Top Racing não imaginei que o game seria uma bela exceção. O jogo é bem simples: aqui você controla carrinhos de brinquedo em corridas curtas, mas bastante acirradas, em pistas que à primeira vista parecem surreais e encantam pela inovação (principalmente se você, assim como eu, não jogou o clássico Micro Machines).

Table Top Racing apresenta um modo para um jogador bem sólido. A experiência em si não é muito variada, ficando quase sempre no feijão-com-arroz do “chegue em primeiro lugar!”, mas a graça mesmo está em uma outra variação oferecida a cada rodada dos campeonatos. Por exemplo, em algumas disputas é necessário correr atrás de um único outro carro a fim de colidir com o brinquedinho; em outras, é preciso não chegar em último a cada volta para não ser automaticamente eliminado.

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Por falar em campeonatos, eles funcionam como a “campanha principal” de Table Top Racing. Existem quatro campeonatos diferentes, cada um com muitas rodadas — e cada rodada, por sua vez, conta com diversas disputas. O objetivo aqui é chegar em primeiro, claro, e caso você consiga entrar no pódio ao final da brincadeira, o jogo te recompensa com um novo carrinho em sua garagem.

Todos os carros são personalizáveis e podem ser aprimorados ao custo de algumas moedas de jogo. Elas são obtidas ao final das corridas, e você recebe mais moedas se conseguir a melhor colocação na disputa. Além dos quatro carros desbloqueáveis nos campeonatos, Table Top Racing ainda conta com mais de uma dezena de outros veículos que podem ser comprados com as moedas de jogo. Eles não são baratos, mas é possível ganhar muitas moedas em poucas horas de jogatina.

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Para os mais apressados (ou para aqueles que têm uma graninha sobrando e não se importam em gastar com bens digitais), o jogo conta com um sistema de microtransações totalmente opcional. Ou seja, é possível dar uma acelerada no seu progresso obtendo carros melhores e seus respectivos upgrades mais rápido comprando moedas com dinheiro real, mas a própria desenvolvedora deixa claro que é possível obter todos os carros e aprimoramentos ao longo do jogo sem necessitar de gastar um tostão.

Table Top Racing conta com apenas oito pistas, mas todas muito bem elaboradas e dinâmicas. É muito bacana quando você tem seu primeiro contato com o jogo e se vê correndo entre saleiros, livros, maçãs e por aí vai. Afinal, a ideia do jogo é ter corridas rolando em cima da mesa, certo? O visual dos cenários impressiona, figurando facilmente entre os jogos mais belos do portátil. O que também ajuda bastante é o fato de o jogo rodar liso a 60 quadros por segundo.

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É claro que nem tudo é perfeito, e algo que me incomodou bastante foram os controles. Talvez por estar acostumado a jogar títulos como Need for Speed e Mario Kart, esperava por algo que lembrasse alguma dessas séries. O problema dos controles de Table Top Racing, para mim, é justamente a sua simplicidade: ser fácil de jogar é bom, mas se prender quase que exclusivamente aos direcionais e ao botão de acelerar é um pouco chato.

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Para os nostálgicos de plantão

É possível alterar a câmera do jogo para que ela exibia uma visão da pista de cima para baixo, deixando o jogo ainda mais semelhante ao já citado Micro Machines. Para quem curtiu o título das antigas, pode ser uma boa brincar um pouco com essa configuração de câmera (que, por padrão, fica fixa na traseira da traseira do seu veículo).[/infobox]

Essa é para os nostálgicos de plantão: É possível alterar a câmera do jogo para que ela exibia uma visão da pista de cima para baixo, deixando o jogo ainda mais semelhante ao já citado Micro Machines. Para quem curtiu o título das antigas, pode ser uma boa brincar um pouco com essa configuração de câmera (que, por padrão, fica fixa na traseira da traseira do seu veículo).

Calma, o jogo usa sim outros botões do Vita. Os botões L e R utilizam os “especiais do jogo”. Enquanto o botão da esquerda permite utilizar o poder especial das rodas do seu carro (obtidas na sua oficina, na tela de seleção de veículos), o da direita utiliza o item equipado e coletado nas caixas espalhadas ao longo da pista no melhor estilo Mario Kart. Esses itens vão desde turbos na velocidade até pulsos eletro-magnéticos que diminuem temporariamente a velocidade dos adversários, passando por bombas para atrapalhar quem vem logo atrás e mísseis que podem ser lançados em direção ao carrinho à sua frente.

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Chegou ao final do ultimo campeonato e ainda quer mais Table Top Racing? É só selecionar o modo multiplayer e correr com amigos ou desconhecidos em redes locais ou pela internet. É possível criar salas de jogo, às quais você pode ajustar o nível do jogador (ou seja, se é uma sala para amadores ou para jogadores mais experientes) e selecionar em qual pista vai rolar a competição. O que senti falta nesse modo foi de uma maior variedade de possibilidades de escolha para quem entrar na sua sala (ou para você, caso entre na sala de alguém).

Mas, de qualquer forma, o modo para até quatro jogadores é até mais divertido do que o single-player justamente por oferecer corridas mais desafiantes — porque, convenhamos, é mais legal jogar contra outra pessoa do que contra a inteligência artificial.

Totalmente em português (caso o seu Vita esteja configurado em nosso idioma), Table Top Racing é, na verdade, um jogo lançado originalmente para celulares. Porém, a versão para PlayStation Vita funcionou tão bem que facilmente bate de frente com os demais títulos de corrida para o portátil. E, acredite, ele sai dessa disputa vitorioso.

 

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Table Top Racing — Nota: 4 / 5

Desenvolvimento: Playrise Digital
Plataformas: iOS, Android, PlayStation Vita
Plataforma utilizada na análise: PlayStation Vita[/infobox]