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Análise: The Witcher 3: Wild Hunt é o RPG de mundo aberto que faltava na nova geração

Se os vídeos promocionais, gameplays e trailers de The Witcher 3: Wild Hunt que pipocaram na internet nos últimos meses não foram suficientes para prender a atenção, saiba que o game é mais do que merecedor de todas as altas notas recebidas pelos principais veículos especializados.

The Witcher 3 é o terceiro e último capítulo da saga de Geralt de Rivia, um poderoso bruxo dotado de poderes especiais (concedidos após uma série de experiências em seu corpo que beiram a tortura) e que luta contra criaturas malígnas.

No novo game, Geralt sai em busca de Yennefer, uma poderosa feiticeira e sua amada (até então inédita nos jogos). Enquanto aguardava pela moça em um local previamente combinado, o bruxo tem um sonho com Ciri, sua filha adotiva desaparecida, e logo assume que a menina está em perigo. Para piorar, Geralt não encontra Yennefer e sai à sua procura por locais nas proximidades — e é aí que a aventura começa de verdade.

Aos poucos, The Witcher 3 vai nos apresentando às novas mecânicas do jogo (da exploração aos combates), que pela primeira vez trata-se de um imenso mundo aberto. O combate do game é bem dinâmico, permitindo a Geralt rolar, correr, atacar com golpes fortes e fracos e usar bombas, itens e sinais (um tipo de golpes mágicos) que devem ser selecionados durante as batalhas, em tempo real, com o jogo apenas reduzindo a velocidade de movimentação do mundo ao redor do bruxo (então é bom escolher bem o momento para abrir o menu de seleção).

Os combates em The Witcher 3: Wild Hunt são brutais

Os combates em The Witcher 3: Wild Hunt são brutais

Geralt carrega consigo constantemente duas espadas, Aço e Prata. A primeira é usada para lutar contra humanos e seres humanóides, enquanto a segunda deve ser utilizada em combates contra uma imensa variedade de monstros e seres nefastos.

Com o início da busca por Yennefer e Ciri, somos introduzidos a um sistema de conversa com opções de perguntas e respostas que promete impactar no final (ou finais) do jogo. Ao interrogar NPCs, é possível ser gentil e sincero ou ríspido e misterioso, bem como amigável ou ameaçador. É possível ainda gastar alguns pontos de desenvolvimento do personagem em truques mentais que deixariam qualquer Cavaleiro Jedi com uma pontinha de inveja.

É interessante ver como, apesar de seu importante papel como exterminadores de criaturas que ameaçam a raça humana, os bruxos são vistos com maus olhos: constantemente, independente do local por onde passa, Geralt sempre acaba ouvindo palavras hostis a seu respeito.

Geralt usa a espada de Aço para dar cabo de monstros e criaturas malígnas

Geralt usa a espada de Aço para dar cabo de monstros e criaturas malígnas

Por sorte, os botecos desse fantasioso mundo medieval não abrigam somente bebums e tipos barulhentos. No primeiro bar do jogo, Geralt conhece um estudioso que o ensina a jogar Gwent, um antigo jogo de baralho, criado pelos anões, que simula o confronto entre dois exércitos. Jogar Gwent é divertido e você pode encontrar cartas ao longo do jogo, podendo montar seu próprio baralho personalizado para competir contra NPCs durante sua jornada.

E, com o desenrolar da história, somos apresentados a personagens tão profundos e ricos que quase é possível acreditar que sim, eles existem em nosso mundo. Seus trejeitos, personalidade e história de vida são detalhados e ajudam a adicionar mais uma camada de realidade à fantasiosa trama.

Enquanto seguimos a jornada de Geralt é impossível não perceber o esmero da equipe da CD Projekt Red. Desde a movimentação dos personagens, fluida e realista, até sua interação com cenários (que, por si só, são extremamente caprichados — com destaque para a água, que ficou bem realista), é visível desde a introdução do jogo que a equipe de desenvolvimento se empenhou em oferecer a melhor experiência de jogo possível, com boa narrativa e lindíssimas cenas de corte.

O visual de The Witcher 3 é simplesmente sensacional

O visual de The Witcher 3 é simplesmente sensacional

A versão nacional de The Witcher 3: Wild Hunt é totalmente localizada para o nosso idioma, mas jogar em português é totalmente opcional. Você pode jogar em inglês, polonês, português e etc. com opções de combinar quaisquer idiomas de legendas e dublagem. E, acredite, a tradução do jogo só não é melhor do que sua dublagem, que contou com um trabalho fenomenal. (inclusive em português!)

Quem opta por comprar a versão física leva ainda um CD com a esplêndida trilha sonora do jogo, um livreto com resumo da saga e informações adicionais, manual do jogo, um código para baixar a primeira edição de uma HQ da série, um código para liberar um personagem especial no jogo da série para smartphones, adesivos com o símbolo da Escola do Lobo e um mapa caprichado do Reino do Norte (vale observar que, infelizmente, a versão para PS4 vem com mapa em espanhol, enquanto na versão para Xbox One o mapa vem em português).

Mesmo a versão mais básica do jogo vem com brindes que valem cada centavo

Mesmo a versão mais básica do jogo vem com brindes que valem cada centavo

É claro que o game não é perfeito, e você pode esbarrar com um ou outro bug aqui e acolá (como o hilário cavalo invisível, que me fez rir bastante por alguns minutos), mas nada que estrague a experiência de jogo.

Se você não jogou os dois primeiros jogos da série e muito menos leu um dos livros do autor polonês Andrzej Sapkowski, nos quais os games da série The Witcher são inspirados, não se preocupe. The Witcher 3: Wild Hunt faz um ótimo trabalho ao situar novos jogadores através de flashbacks e diálogos que narram acontecimentos de The Witcher e The Witcher 2: Assassins of Kings.

Então, a menos que você não curta RPGs longos e super detalhados, com tramas que se desenrolam em imensos mundos abertos, The Witcher 3: Wild Hunt é um daqueles títulos obrigatórios e que marcam cada geração dos videogames — e, convenhamos, é um forte candidato a jogo do ano. Já começou a sua caçada?

The Witcher 3: Wild Hunt é a aventura que faltava na nova geração de videogames

The Witcher 3: Wild Hunt é a aventura que faltava na nova geração de videogames

The Witcher 3: Wild Hunt — Nota 5/5

Desenvolvedora: CD Projekt Red
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: Xbox One

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