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Análise: Uncharted: The Nathan Drake Collection é mais do que uma simples remasterização

Na geração passada, Nathan Drake e seu fiel parceiro Victor ‘Sully’ Sullivan já se meteram nas maiores furadas atrás de tesouros que pertenceram a personalidades históricas reais, como Sir Francis Drake e Marco Polo. O nível de periculosidade da empreitada está à altura da importância dos achados históricos e, para tal, Drake precisa se virar entre acrobacias, habilidade com armas de fogo e com os punhos livres.

Nathan Drake é um arqueólogo caçador de tesouros históricos que curte um perigo como ninguém. Os jogos da série Uncharted se dividem entre ação em terceira pessoa e resolução de puzzles, com espaço para diferentes tipos de abordagem, como o stealth e os tiroteios desenfreados.

Além disso, a série foi responsável por uma grande parcela dos momentos mais emocionantes dos jogos da geração passada, vide a famosa cena do trem em Uncharted 2, ou a fuga em alto-mar de Uncharted 3. E todos esses momentos estão presentes nessa nova coletânea!

Tudo muito mais bonito

O pacote, que traz as três primeiras aventuras de Nathan Drake lançadas para PS3 entre 2008 e 2011, visa aumentar o hype para o lançamento de Uncharted 4, prometido para 2016. E nesse sentido, bem, a missão foi cumprida à risca, mesmo sem ser a mais completa das conversões de jogos já vistas. Se por um lado toda a parte visual recebeu um belo tratamento, foram deixadas de fora as funcionalidades online dos jogos, dando um foco muito maior no desenrolar da história.

Personagens e cenários receberam novas texturas para se adequar ao poder de fogo do PS4, deixando tudo mais interessante e atraente. No segundo título da franquia, por exemplo, não dá para deixar de se espantar com a vista do topo de um morro na ilha de Bornéu. Luzes, água, vegetação e céu, tudo ainda mais impressionante que no original, digno de um jogo produzido exclusivamente para o PS4. E, na verdade, até um pouco melhor que alguns jogos exclusivos mesmo. Também, pudera: estamos diante de um jogo que roda a 60 fps em Full HD. É qualidade visual que não acaba mais!

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Em Uncharted: Drake’s Fortune, o primeiro jogo da série, as transformações ficam bem mais evidentes, por se tratar de um jogo lançado ainda durante os primeiros anos do PS3, quando todo o seu potencial ainda não havia sido explorado. Em Uncharted 2: Among Thieves e Uncharted 3: Drake’s Deception as mudanças não são tão gritantes, mas também houve espaço para melhorias.

Outra coisa legal dessa coletânea é que os jogos estão dublados em português, algo essencial para os não tão íntimos do inglês, mas que se interessam pelas histórias dos jogos. Em Uncharted, faz toda a diferença entender a linha de acontecimentos e as instruções dadas ao longo das missões, principalmente na hora de solucionar os quebra-cabeças. Como nem tudo são flores, em alguns momentos a entonação das vozes parece não se encaixar com a ação que rola na tela, transmitindo as emoções dos personagens de maneira meio equivocada. Um grão de poeira se comparado à importância de ter um jogo inteiro dublado em nosso idioma, mas digno de nota.

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A jogabilidade foi nivelada entre os três títulos, de modo a minimizar as diferenças entre elas, deixando tudo mais simples. Imaginem que confuso seria, por exemplo, ter um sistema de pontaria e tempo de resposta das armas diferente para cada título, e jogá-los em sequência. Pois é, até nisso a Bluepoint (empresa responsável pela remasterização) pensou, entregando um pacote bastante coeso nesse quesito.

Para os jogadores mais hardcore, o desafio aqui é tentar superar os três jogos no novo nível de dificuldade, ‘Brutal’. Não é das tarefas mais fáceis, mas deve ser bastante gratificante, já que os tiroteios mais simples acabam se tornando verdadeiras ‘zonas de guerra’. Esse nível de dificuldade, porém, não está aberto desde o início.

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Conclusão

Uncharted: The Nathan Drake Collection redefine alguns parâmetros do que entendemos sobre remasterização de jogos, dando uma oportunidade única aos jogadores que, por exemplo, migraram do Xbox 360 na última geração, de descobrir o quão divertido é bancar o arqueologista gostosão e explorar cidades lendárias.

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Em geral, coletâneas e remasterizações são recomendadas para quem não teve a oportunidade de conhecer os títulos originais a fundo. Mas Uncharted: The Nathan Drake Collection é uma exceção à regra: mesmo sem as funcionalidades online, vale a pena ter os três jogos em seu PlayStation 4 e curtir um “Vale a pena ver de novo” rodando suave em Full HD.

Enquanto a mais nova empreitada de Nathan Drake não sai do forno, recomendamos dar uma conferida nesse ‘pacotão arqueológico’, pra Indiana Jones nenhum colocar defeito.

Uncharted: The Nathan Drake Collection – Nota 4,5/5

Produtoras: Naughty Dog e Bluepoint
Plataforma: PlayStation 4

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