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Brasil Game Show 2015: Já estamos com saudades e ansiosos por 2016

Nós estivemos lá, mais uma vez! O maior evento de games da América Latina, e que a cada ano parece maior, mais importante e relevante para o cenário mundial. O que começou como um evento de proporções médias no Rio de Janeiro, hoje é capaz de receber o Yoshinori Ono e a revelação bombástica de uma personagem brasileira em Street Fighter V. E isso significa muita coisa!

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As tendências, o mercado, o público, o backstageCom exceção da Nintendo, todos estavam lá trocando informações relevantes sobre os futuros rumos da indústria de games no Brasil. Aquela indústria que só faz crescer, mesmo diante de uma tributação absurda e de tantos outros empecilhos entre você e a televisão. Na verdade, a Brasil Game Show presta o serviço de mostrar ao grande público que há muita gente envolvida nesse processo, e que os ‘joguinhos’ demandam muita dedicação, suor e lágrimas: pra quem concebe, pra quem produz, pra quem distribui, pra quem divulga, para nós da imprensa e, claro, para os jogadores.

A cada “sim” de uma grande empresa que se confirma, não é só o evento que sai ganhando, mas toda uma cadeia de pessoas diretamente envolvidas com esse mundo mágico. E pensar que nós começamos como fãs, leitores assíduos, jogadores inveterados… assim como o Marcelo Tavares, criador e organizador de toda essa festa digital!

 

Uma enxurrada de lançamentos

Star Wars Battlefront, Assassin’s Creed: Syndicate, Street Fighter V, Call of Duty: Black Ops III, Just Dance 2016, Forza Motorsport 6, Tom Clancy’s Rainbow Six: Siege, Guitar Hero Live… Foi um verdadeiro banquete de grandes títulos, todos muito aguardados! Tão aguardados a ponto de se formarem filas quilométricas em quase todos os stands, mesmo para os jogos que não eram exatamente novidade. Sobre isso, uma boa notícia: em entrevista para o site IGN, Marcelo Tavares confirmou que o evento em 2016 acontecerá em novo local, no São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes), com uma estrutura maior e melhor preparada para suportar o público crescente do evento.

Os jogos Indie tiveram um espaço especial dedicado só pra eles! E tinha muito material bom por lá! Jogamos alguns títulos com 2 ou 3 meses de desenvolvimento, mas com qualidade de produto final! Um dos jogos mais divertidos que jogamos foi Da Wolves (da Reload Game Studio), um shmup cheio de personalidade, disposto a quebrar alguns paradigmas ao remover os tradicionais power-ups e oferecer a possibilidade de assimilar pedaços das naves inimigas! E isso sem contar as risadas que demos com o pessoal da Overlord Game Studio e seu debochado metroidvania Tiny Little Bastards.

Foi só isso? Não! Os independentes brilharam muito nessa feira e nós temos certeza de que esse fenômeno não tem nada de efêmero. Muitos desses jogos que nós testamos devem ser lançados para consoles de mesa no futuro, então é bom ficar esperto.

 

O que mais rolou?

Entre uma fila e outra, demos uma passeada pela feira e vimos de tudo um pouco: desde uma invejável coleção de consoles, passando por um espaço com dezenas de máquinas de Arcade disponíveis para a jogatina (e de fácil acesso, chegou, jogou), sem falar na oportunidade de estar perto dos nossos ídolos da internet. YouTubers, jornalistas, jogadores famosos, apresentadores, todos estavam ali, a poucos metros. Uma oportunidade única!

Vale destacar também a etapa brasileira da Capcom Pro Tour, que rolou dentro do evento e teve a presença ilustre de um dos Cinco Deuses Japoneses dos jogos de luta, Tatsuya Haitani. O que temos a dizer sobre isso? Bem, temos quase certeza de que Keoma Pacheco deve ser ateu, já que o gaúcho não deu a menor bola para a divindade e manteve o caneco em solo tupiniquim.

O campeonato teve 128 participantes e as eliminatórias foram disputadas no sábado (10) em um hotel de São Paulo, deixando apenas os oito melhores no palco da BGS. Foi um belo espetáculo!

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Foto: G1

Stands de grandes redes de varejo estavam bem distribuídos pelo evento, como nas edições anteriores, com algumas ofertas interessantes para quem estava interessado em aumentar a coleção. Nenhuma oportunidade imperdível de garimpo, apenas com preços iguais ou ligeiramente menores que o habitual.

 

Pra fechar…

Tudo que é bom chega ao fim e a BGS não foi uma exceção. Nós estivemos presentes em três dos quatro dias da feira, mas queríamos que ela durasse mais uma semana, pelo menos. No meio de toda aquela balbúrdia de chiptunes e explosões, nós nos sentimos verdadeiramente acolhidos, bem pertinho desse mundo mágico das diversões eletrônicas. Mal podemos esperar pelo ano que vem.

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