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Carbono-14: 10 games “alternativos” que encheriam Jack Sparrow de orgulho

Pra quem curte futebol virtual, patches e atualizações de seus games favoritos não são novidade. Desde Campeonato Brasileiro 96 até os famigerados Bomba Patches (atro-a-atro, é o Bomba Patch número quatro), são muitas as incursões dos hackers nos consoles, geralmente mal sucedidas.

Já que recordar é viver, trazemos no Carbono-14 dessa semana 10 “grandes” adaptações alternativas que marcaram época e saciaram nossa curiosidade gamer!


 

10. Mario Fighter III (NES)

A geração 8 bits foi fortíssima em games de plataforma, RPGs e títulos de ação, mas foram poucos os bons games de luta lançados para NES e Master System. Com Street Fighter na crista da onda, não demorou muito até a galera da cena “oculta” decidir se mexer. Pena que se mexeram pouco e da pior forma possível, já que Mario Fighter III é uma total falta de respeito. Quem diabos é VIGA?

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9. Super Donkey Kong ‘99 (Mega Drive)

Donkey Kong Country é a Opus Dei do Super Nintendo, com seus gráficos em 3D pré-renderizados e trilha sonora extremamente competente. Foi desafiador na medida certa, rendeu duas sequências tão bem sucedidas quanto e tem seu espaço no coração de cada retrô-gamer até os dias de hoje.
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Super Donkey Kong ‘99, ao contrário, é repugnante, lento e tem uma musiquinha que deixa qualquer um irritado em segundos. Quando falo em má-qualidade, que fique claro, é algo extremamente abaixo do port feito para Game Boy (Donkey Kong Land). Está na lista pela curiosidade, mas poderia estar enterrado em algum confim da Terra e não faria falta a ninguém.

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8. SONIC 4 (SNES)

Sonic 4 foi anunciado há alguns anos como um retorno às raízes velozes da série, com gráficos remodelados. Depois de dois episódios medianos, a série foi abandonada sem uma conclusão em definitivo, para a tristeza dos fãs. Por outro lado, Sonic 4 para SNES teve início, meio e fim, ainda que não fosse dos melhores.

O game original era Speedy Gonzalez: Los Gatos Bandidos, mas com o ouriço mais rápido do mundo no lugar de Ligeirinho. Triste.

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7. SUPER MARIO WORLD 64 (MEGA DRIVE)

Retribuindo a gentileza, os hackers logo trataram de levar Mario para os consoles da Sega, em um período em que a rivalidade entre as duas empresas estava mais acirrada do que nunca.

Diferente de Sonic 4, Super Mario World 64 até que é um port competente, exceto pelas limitações de hardware do próprio console. O áudio não chegava nem perto do original, além da ausência de Yoshi e outros elementos importantes na trama.

Esse não é um game fácil de se achar por aí, mas vale dar uma conferida.

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6. THE KING OF FIGHTERS 2000 (SNES)

Como compactar um game imenso em um consoles de 16 bits? Basta perguntar aos amigos hackers! Parte da receita envolve misturar personagens de várias franquias, remover alguns sprites vitais do game e torná-lo lento, bem lento!

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The King of Fighters 2000 tem personagens da SNK, da Capcom e o Cyclops, totalmente desamparado no meio dos combatentes. Pra completar o pacote, todos os personagens possuem versões “orochi” habilitadas desde o começo. Seria um sonho, se não fosse um pesadelo.

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5. SUPER FIGHTER III (NES)

Por mais incrível que pareça, essa foi uma adaptação que deu certo. Se nos idos da década de 90 você só tivesse um NES e quisesse saciar seu desejo por um racha em Street Fighter, Super Fighter III talvez resolvesse o problema. A animação não é primorosa, mas dadas as limitações do console, dá pra dizer que não fazem feio. O som é em chiptunes, com efeitos grosseiros a cada golpe desferido. Incomoda? Sim. Mas pra quem está matando cachorro a grito, dá pra relevar.

Os cenários são bem feitos e exploram os limites do NES, com adaptações coerentes e realistas. Infelizmente, Balrog, Zangief e E. Honda ficaram de fora da festa. Podia ser pior.

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4. POKÉMON JADE / DIAMOND

Esse aqui é manjadíssimo. Se você já viu a luz do Sol, já viu uma cópia de Pokémon Jade / Diamond, porque esta praga era vendida em praticamente todo e qualquer estabelecimento comercial do mundo.

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O game original foi produzido na China e chama-se Keitai Denjuu Telefang, dividido em Power e Speed Version, assim como Pokémon tinha suas versões Red e Blue. As semelhanças acabam aqui, porque por mais que a vista superior e a proposta sejam as mesmas, a execução é bastante diferente. O design dos monstros aqui é paupérrimo e o game, estruturalmente, deixa muito a desejar. Não engana nem aquele seu priminho de 5 anos.

Quer um bom concorrente para Pokémon no seu Game Boy? Vá de Dragon Quest Monster!

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3. CAMPEONATO BRASILEIRO 96 / RONALDINHO SOCCER

Guuuulaaaaaço! Campeonato Brasileño 96!

Marcante, a sequência de versões modificadas de International Superstar Soccer (e seu sucessor, International Superstar Soccer Deluxe) fez muito sucesso na América Latina. Brasil, Argentina e até países menos expressivos no futebol como Peru e Paraguai tiveram seus momentos de glória com seus campeonatos nacionais devidamente portados com escudos, uniformes e escalações padronizadas. Evidentemente, nada disso era licenciado.

Um dos pontos memoráveis desses hacks estava na voz do narrador, dono de um portunhol terrível que nos deixou pérolas como “Forte bomba!”, “Saque do Goleiro” e “Escanteiôoo”!

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2. POKÉMON STADIUM (SNES)

Foi com Pokémon Stadium (de Super Nintendo) que aprendi a não torcer o nariz para games “alternativos”. Na época, não sobrava dinheiro para games, menos ainda para um Nintendo 64. A febre Pokémon me consumia e eu colecionava tudo, desde brindes de salgadinho até as revistas Pokémon Club (que Deus as tenha, porque as minhas eu não tenho mais). Qual foi a solução, na época? Me divertir com Dagut, Dogas, Mu, Pulin, Genga e afins.

Os combates lembravam vagamente a versão original, mas com aquelas limitações que você aceita por ter um orçamento mais baixo. Coisas da vida!

Quem não tinha Pokémon Stadium (ou um Super Game Boy), ía de Dogas mesmo! Merece respeito!

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1. STREET FIGHTER – RAINBOW EDITION (ARCADE)

O nome não te parece familiar? E se eu te disser que se trata do lendário Street Fighter de Rodoviária, te diz alguma coisa? Pois é! Encabeçando nossa lista, um dos piores hacks de todos os tempos, com bugs de toda e qualquer natureza, além de ser extremamente desbalanceado.

– Mas Eidy, se é tão ruim assim, o que ele está fazendo no topo da lista?

Sabe aquele jogo que o primo do seu amigo jogou, que dava para trocar de personagem apertando start no meio do combate, que dava para mandar mais de 3 magias de uma só vez até lotar a tela? Então, ele existe! E se você está perto dos 30 anos, provavelmente já se deparou com uma máquina dessas em algum boteco muito guerrilheiro ou em alguma rodoviária perdida de cidade do interior!

Palavras não bastam! Só resta curtir o vídeo abaixo com muita raiva e/ou saudade.

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[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]

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