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Carbono-14: 10 mascotes dos games que se perderam no tempo

Houve um tempo na história dos games em que era imprescindível para o sucesso de um console a existência de um bom mascote. Cabia a ele representar os valores da empresa e servir como cartão de visita, estreitando laços entre fabricantes e seus consumidores. Você seria capaz de imaginar onde estaria a Nintendo hoje, não fosse pela existência de Mario e Luigi? E o que dizer de Sonic, tão importante para a ascensão (e tão marcante na queda) da Sega?

Claro que ter um mascote fofinho estava diretamente associado à ideia de que video games foram feitos para crianças, o que foi mudando com o tempo, já durante a geração 16 bits, quando Alex Kidd perdeu seu posto para um certo ouriço azul. Ainda assim, não faltaram candidatos ao posto de número um em seus respectivos consoles, então nós decidimos lembrar de dez deles no Carbono-14 dessa semana.

 

10. Chester Cheetah (SNES/Mega Drive)

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O guepardo fanático por Cheetos tem sua paternidade discutida até hoje. Há quem diga que o mascote é de autoria da DDB, enquanto outros juram de pés juntos que o co-criador da Pantera Cor-de-Rosa, Hawley Pratt, é o dono da ideia. Não nos importa sua origem, uma vez que Chester Cheetah tem lugar marcado nessa lista, não por ter estrelado um game na era de ouro dos 16 bits, mas dois!

Chester Cheetah: Too Cool to Fool e Chester Cheetah: Wild Wild Quest foram lançados para Super Nintendo e Mega Drive, em 1992 e 1993, respectivamente, e ajudaram a popularizar os salgadinhos da Frito-Lay (comercializados no Brasil pela Elma Chips).

 

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A última aparição do guepardo foi uma ponta em Just Dance 4, na música “You make me feel…”.

 

9. Cool Spot (Mega Drive/Master System/Game Gear/Amiga/SNES/PC/Gameboy)

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Se o mascote anterior trouxe a comida, Cool Spot entra com a bebida! A mancha vermelha da logo do refrigerante 7-UP ganhou braços, pernas e um óculos escuro, só para estrelar seu próprio game!

A diferença é que além do maior número de plataformas, Cool Spot era também infinitamente mais competente e bem acabado, o que o levou a ser bem avaliado na época de seu lançamento (1993), ganhando inclusive prêmios por sua trilha sonora. Vale a pena recordar e atirar algumas bolhas de refrigerante por aí!

 

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8. Boogerman (SNES/Mega Drive)

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Arrotar e soltar puns adoidado não é a melhor das posturas para um mascote. Também não passa nenhum grande valor, senão os de um porcalhão! Mas isso não impediu que Boogerman: A pick and flick Adventure fosse um grande sucesso nos 16 bits, em 1994. Sorte da Interplay, empresa responsável pelo game.

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“Pântano Flatulento”, “Montanha de Muco” e “Palácio de pus” são alguns dos nomes de cenários visitados pelo nosso… herói, que tem como itens feijão enlatado, lama e meleca! É de deixar Billy e Mandy no chinelo!

No ano passado rolou uma tentativa de engatar uma versão HD do game, via crowdfunding, que não deu certo. Com meta estipulada de US$375.000, o projeto não chegou sequer a um oitavo do valor. Seria uma bela homenagem pelos 20 anos do game. Veja abaixo o vídeo da campanha:

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7. Gex (3DO/Saturno/PlayStation/N64/GBC)

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Se você teve um 3DO, receba aqui uma dose de inveja deste humilde redator. Gex, the Gecko foi um dos principais games lançados para o console pioneiro dos 32 bits, 20 anos atrás.

A lagartixa verde, inclusive, nasceu para ser o mascote do sistema, mas acabou dando as caras também no Sega Saturno, no PlayStation, no Nintendo 64, no GameBoy e nos computadores. Eu não lamentaria muito por não ter uma lagartixa verde havaiana viciada em televisão como mascote, mas enfim…

Gex teve ao todo 3 games: Gex; Gex: Enter the Gecko e Gex 3: Deep Cover Gecko.

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6. Aero, the acro-Bat (SNES/Mega Drive/GBA)

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Aero é um dos frutos do efeito “Sonic”, que inflou o mercado dos games com jogos de mascotes mais “descolados”. A diferença é que o morcego vermelho da falecida Iguana Entertainment pipocou tanto pelo lado do SNES quanto no Mega Drive, com dois bons jogos de plataforma 2D que mereciam sequências e um destino melhor que o esquecimento.

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Aero, the acro-Bat completou 21 anos no dia 1º de agosto, sem nenhuma pompa e sem nenhum confete. Sua última aparição no mundo dos games foi em uma versão repaginada dos jogos clássicos, lançada para Gameboy Advance (2002). O destaque da série está no tom circense e colorido dos games, uma vez que Aero vive em um circo. Seu inimigo nº1 é Edgar Ektor. Confira abaixo o gameplay da versão para Super Nintendo e mate saudades.

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5. Dizzy (Vários, praticamente todos até o começo dos anos 90!)

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Mesmo se parecendo muito com um ovo de codorna (!), Dizzy foi uma franquia extremamente popular na década de 80, principalmente em solo europeu. Seus jogos eram, em geral, games de plataforma com elementos de puzzle, circulando por todos os lados, desde o distante Amstrad CPC e Commodore 64, até chegar ao Mega Drive. Estrelou ao todo mais de 10 jogos, com direito a um remake para Android e iOS. Veja abaixo um gameplay de Fantasy World Dizzy, para Amiga.

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Dizzy tem seu espaço garantido como um dos mascotes mais famosos nos primórdios dos games, ainda que tenha sido abandonado e muitos sequer se lembrem de seu nome. A Codemasters, empresa responsável pela série, se tornou mais conhecida por Micro Machines, para o azar da bolota branca.

 

4. Pocky & Rocky (Arcade/SNES)

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Muito antes de Rocket Raccoon ir para as telonas, Rocky já era um guaxinim famoso nas telinhas, ao lado da menina Pocky (Manuke e Sayo-chan no Japão, respectivamente). Originalmente conhecido como KiKi KaiKai, o game estreou ainda na década de 80 nos arcades pelas mãos da Taito, mas foi no SNES, sob regência da Natsume, que a dupla brilhou em dois belos shooters com propostas bastante originais.

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Com belíssimas paisagens inspiradas no Japão antigo,  a dupla comporta-se como se fossem naves espaciais em um shmup, atirando (cartas ou folhas, inicialmente) em todas as direções e destruindo toda a sorte de demônios da cultura oriental. Elementos clássicos do gênero como chefes de tamanho avantajado e upgrades nos tiros estão presentes. Inovador e divertido, Pocky & Rocky se encaixaria perfeitamente na atual geração de portáteis com jogatina cooperativa local e online. Que tal?

 

3. Earthworm Jim (Mega Drive/SNES/Game Gear/PC)

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Uma minhoca devidamente armada e usando uma armadura robótica para derrotar seus inimigos. Parece loucura? E é mesmo! Earthworm Jim protagonizou um dos jogos mais belos e icônicos dos 16 bits, com gráficos exuberantes e trilha sonora excêntrica.

Em 2010, passados 16 anos desde o lançamento do game original, veio o merecido reconhecimento com uma versão HD lançada digitalmente para a PSN e Xbox Live.

Só para você ter ideia do nível de insanidade da coisa, Jim não usa apenas sua arma laser para derrotar os inimigos, mas também a ponta da sua própria cabeça como chicote, seja para atingir ou para se agarrar e se balançar, atravessando penhascos. Tamanha a repercussão do jogo na época, foi lançada uma versão especial do game para Sega CD, com gráficos melhorados e músicas em qualidade infinitamente mais alta. Jogando muito alto, Jim poderia ter hoje o prestígio de Rayman, se a Shiny Entertainment tivesse feito os movimentos certos. Uma pena!

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2. Bubsy (SNES/Mega Drive/Jaguar/PC/PlayStation/GameBoy)

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Bubsy chegou perto do estrelato, com direito a capa de revista no Brasil. Bem avaliado na época, Bubsy in: Claws Encounters of the Furred Kind foi lançado primeiro no console da Nintendo, mas depois deu as caras no Mega Drive, em uma versão modesta e sem o mesmo brilho.

Ainda que tenha diferenças tão marcantes entre suas diferentes versões, Bubsy se destaca pelos cenários coloridos e inspirados, mas tem como ponto negativo a trilha sonora morna e genérica. Bola na trava da Accolade!

Bubsy teria um espaço maior em nossos corações se tivesse parado no momento certo, já que a queda foi forte em sua incursão pelo mundo 3D, com péssima recepção por parte da mídia. Não é difícil encontrá-lo em lista de piores games para PlayStation, o que representa um triste fim para uma promessa.

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1. Alex Kidd

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A cereja do bolo! Ainda hoje lamento o desaparecimento do pequeno orelhudo que me deu tantos momentos de alegria depois da escola. Alex Kidd é um ponto mal resolvido na história da Sega, já que se trata de uma franquia extremamente bem sucedida entre o fim dos anos 80 e começo da década seguinte.

Alex Kidd in Miracle World é o título mais marcante da série, principalmente para nós brasileiros, pois vinha na memória do Master System. Alex chegou a se aventurar no Mega Drive em 1989 (Alex Kidd in the Enchanted Castle), dois anos antes da chegada de Sonic, além de mais um game para Master System, antes de pendurar as chuteiras. Seus vôos foram altos, a ponto de virar quadro no programa do Gugu!

Hoje, Alex vive de pontas em games esportivos da Sega, jogando tênis ou acelerando nas pistas. Seria uma grande sacada da Nintendo incorporá-lo ao rol de personagens de Super Smash Bros. Será que não rola uma petição para o tio Sakurai?

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[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]