Conecte-se conosco.

Carbono-14

Carbono-14: 7 bons games de luta do SNES baseados em animes

Publicado

em

Qual foi o seu anime favorito na infância, você é

capaz de se lembrar?


A febre dos animes no Brasil começou em meados da década de 90, com títulos extremamente conhecidos (e reprisados) como Dragon Ball, YuYu Hakusho e Sailor Moon. A linha de produtos lançados baseados em cada uma dessas séries era inesgotável, então é de se imaginar que alguns jogos também fizessem parte da lista, aproveitando a crista da onda. Mas quantos eram, de fato, bons?

dragonball-z-playreplay

Em uma época onde Street Fighter 2 dominava, diversos outros games de luta invadiram o mercado, sempre tentando se apoiar no sucesso de Ryu e sua trupe. Unindo o melhor dos dois mundos, o PlayReplay traz essa semana uma seleção com 7 bons games de luta baseados em animes, todos lançados para o bom e velho Super Nintendo/Super Famicom. Confira conosco!

 


7. Bishoujo Senshi Sailor Moon S – Jougai Rantou! Shuyaku Soudatsusen

Mesmo que não sejam tão conhecidos, Usagi Tsukino estrelou pelo menos uma dúzia de games, sendo a maior parte deles lançados para SNES. Comentamos na semana passada uma das aventuras das Sailors nos arcades, mas aqui a história é um pouco diferente, já que se trata de um game de luta, um contra um.

sailormoon-snes-playreplay

Você pode escolher entre seis combatentes (Sailor Jupiter, Sailor Mars, Sailor Moon, Sailor Mercury, Sailor Venus e Sailor Chibi Moon) e o game é baseado na fase Super S, a quarta temporada do anime. As guerreiras têm diferentes estilos de luta, baseados em suas técnicas extraídas do anime. Após vencê-las, surgem Sailor Pluto, Sailor Neptune e Sailor Uranus, suas últimas desafiantes.

[youtube id=”mh2CirS-L7s” width=”633″ height=”356″]

 

6. Ranma ½: Hard Battle

Esse aqui até capa de Ação Games já foi, em uma época onde qualquer jogo de luta era automaticamente comparado a Street Fighter ou Mortal Kombat.

Ranma ½ é um mangá extremamente bem sucedido, criado por Rumiko Takahashi, mesma autora de InuYasha.

ranma-playreplay

A jogabilidade é bem simples, com golpes físicos muito mais eficazes que as próprias magias, muito por conta do delay após a execução de cada ataque. Os cenários são bonitos e bem trabalhados, reproduzindo bem o estilo do mangá e o traço da autora. Jogando hoje em dia, talvez você sinta que o game flui de forma lenta, mas ainda assim é válido conferir, principalmente se for fã da série.

[youtube id=”eNo5nk_fd3s” width=”633″ height=”356″]

 

 

5. Dragon Ball Z – Super Butouden 3

Engana-se quem pensa que Dragon Ball Z só teve bons games a partir do PlayStation 2, com a tecnologia Cel Shading. Ainda nos 16 bits, SNES e Mega Drive reviveram algumas das melhores batalhas da série, com sprites em 2D e alguns recursos interessantes para a época.

As arenas eram super compridas, além de ser possível estar no chão e combater um oponente que estivesse no céu, usando magias. Conforme se distanciavam um do outro, a tela era dividida e só era possível se localizar através de um esquema localizado abaixo da barra de HP. Aliás, o ponto alto das lutas se dava justamente nesse combate à distância, já que era possível fazer duelos com magias, onde prevalecia a inteligência. Você podia defender-se, apagar o golpe do adversário com o seu próprio ki ou (muito mais divertido) rebater com outra magia e duelar, vencendo quem tivesse mais dedos para esmagar botões.

dragonball-z-3-playreplay 

Cada um dos games da série Super Butouden englobou um dos grandes arcos do anime, então ficou a cargo desta terceira e última versão recontar os fatos da saga de Boo. Ao todo você pode escolher entre 9 personagens normais e um secreto (Future Trunks), todos retirados diretamente da série de TV.

[infobox color=”light”]

Dicas

 

Como jogar com Future Trunks: Durante a tela de apresentação, na parte em que aparece o rosto de Vegeta, faça a sequência ↑, X, ↓, B, L, Y, R, A. Um som confirmará que a dica deu certo e Future Trunks estará disponível na tela de seleção.

trunks-playreplay

Aumente seu poder: Antes de começar a luta, durante a conversa entre os personagens:

Level 1: ↑, L, ↓, Y

Level 2: ←, L, R, →

Level 3: ↓, X, ↑, R

Level 4: L, R, ↑, ↓, Y, X, ←, →

Level 5: ↑, L, ↑, R, ↑, Y, ↑, X

Level 6: ←, R, ↑, X, →, Y, ↓, L

 

Modo Turbo: No controle 2, segure A + B + X + Y + L + R e ligue o console. Solte os botões logo depois de aparecer a cena do Goku com o Kamehameha. A esfera com o 3 na logo do game ficará laranja, confirmando que a dica deu certo.[/infobox]

[youtube id=”_K7lDyWmlA0″ width=”633″ height=”356″]

 

4. YuYu Hakusho Tokubetsuhen

Um jogo de luta peculiar! Admito que torci o nariz quando vi que o sistema de combate requeria muito mais estratégia e reflexo que ação propriamente dita. Você se desloca apenas lateralmente e usa comandos combinados para executar seus golpes em turnos. Dependendo da sua escolha e do seu oponente, a ação se desenrola e vence quem escolheu o ataque mais eficaz para a situação.

yuyu-playreplay

Pareceu complicado? E é, pelo menos no começo. Mas depois que você pega o jeito, descobre que o game é muito mais interessante e inteligente do que parece, principalmente porque você passa a levar em consideração o atributo youki, além de começar a ser capaz de predizer as ações do seu adversário.

Se tivesse que apontar um ponto negativo, diria que peca apenas por não ter uma continuação que fosse até o fim do anime, já que só temos personagens disponíveis até o arco de Sensui. Mas é um jogão, mesmo assim! 

[youtube id=”Q4IY84TkMpc” width=”633″ height=”356″]

 

3. Dragon Ball Z Hyper Dimension

O último título da série lançado para o SNES, fechando com chave de ouro. Usou todos os recursos do console até o talo, em um game que poderia facilmente pertencer aos 32 bits, tamanha sua qualidade.

Compreende o anime de ponta a ponta, mas tem um esquema de batalha mais centrado no corpo a corpo, diferente da série Super Butouden. Aqui já é possível construir bons combos, principalmente se estiver controlando Goku, Majin Vegeta ou Vegeto.

hyper-dimension-playreplay

O modo história transcorre mais ou menos no esquema de capítulos (algo característico dos games da série nas últimas gerações de consoles) tentando recontar a história do anime com algumas limitações. Piccolo encarando Freeza em sua forma final ou Goku derrotando Perfect Cell são licenças concedidas ao game por conta do seu elenco reduzido.

Elenco reduzido do game fez com que fossem abertas concessões na trama

O elenco reduzido do game fez com que fossem abertas concessões na trama

As arenas são longas, havendo transição entre elas conforme o combate se desenrola, mais ou menos no mesmo esquema de Mortal Kombat 3.

Destaque para os Meteor Attacks, golpes especiais devastadores que podem mudar o rumo de uma luta em segundos.

[youtube id=”G6mDlM8UXCE” width=”633″ height=”356″]

 

2. Gundam Wing: Endless Duel

Um dos melhores games de luta do SNES, mesmo que nunca tenha sido lançado oficialmente no ocidente. Tem um sistema de combos consistente, uma boa variedade de ataques e é baseado em uma das séries mais famosas de Gundam, que chegou inclusive a ser transmitida no Brasil.

Gundam Wing: Endless Duel mostra a que veio logo no começo, com uma belíssima versão sintetizada de “Rhythm Emotion”, segunda abertura da série. Aliás, as músicas em geral são um ponto forte durante todo o game, mostrando que houve grande esmero por parte da equipe da Natsume.

gundam-wing-playreplay

Ainda que o game esteja centrado em combates de mechas, a jogabilidade é bastante cadenciada, exigindo habilidade para atacar e defender com eficiência, principalmente porque alguns combos podem ser devastadores. Não fosse o bastante, por se tratar de um jogo de batalha entre mobile suits, você pode dar saltos e usar propulsão para ir ainda mais alto, tornando os combates aéreos um show à parte.

Você tem à sua disposição os cinco personagens principais e seus respectivos Gundam, além de Wing Zero, Mercurius, Tallgeese,Vayeate e Epyon. Este último, secreto.

 [infobox color=”light”]

Dica:

Jogue com Epyon (Modos Versus ou Trial): Na tela de seleção de personagens, leve seu cursor até Tallgeese e faça a seguinte sequência: L, L, L, L, R, R, R, R, L, R, L, R, L, R, L, R. Epyon será selecionado automaticamente.[/infobox]

[youtube id=”L7N46Bcf6xo” width=”633″ height=”356″]

 

1. YuYu Hakusho Final – Makai Saikyou Retsuden

Tokubetsuhen não é um game ruim e vale como experiência, mas YuYu Hakusho Final é infinitamente superior em todos os aspectos. Além de abranger o anime em seu último arco, com a presença de Mukuro, Yomi e Raizen, ainda tem a participação especial do vilão Yakumo, extraído diretamente do filme YuYu Hakusho: The Movie.

Em Final a porradaria é franca, com tudo que um bom game de luta de SNES tem direito: combos, especiais, transformações, vários modos de jogo diferentes e ainda mais combos!

yuyu-final-playreplay

 Às vezes me pego pensando se a Namco acertou ao permitir que praticamente TODOS os ataques tivessem conexões entre si, de modo que chegar a um combo infinito seja mais fácil que tirar doce de criança! Uma voadora, dois socos, um ataque especial que lance seu inimigo para o ar e seu inimigo estará completamente tonto e vulnerável.

Os cenários são belos, e foram baseados nas duas últimas sagas do anime, todos localizados em Makai, o Mundo das Trevas. O som é apenas competente, com as vozes originais de todos os personagens, mas sem uma musiquinha sequer do animê, o que daria um ar especial às lutas. 

Quando algumas condições são preenchidas, é possível assistir a animações de finalização que valem a pena, principalmente na hora de tirar sarro dos amiguinhos!

[youtube id=”ic2dQVGoFHg” width=”633″ height=”356″]

Não é um game fácil de achar por aí, mas vale a pena tê-lo na coleção!

[infobox color=”light”]

Dica:

Para controlar Yakumo, basta executar a seguinte sequência na tela com a logo do game: pressione 7 vezes o botão Y, 6 vezes o botão X e 5 vezes o botão A. Uma voz confirmará se a dica funcionou e depois é só partir para a apelação.[/infobox]

[youtube id=”s2kDxssqmDE” width=”633″ height=”356″]


[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]

Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

Carbono-14

Carbono-14: 7 curiosidades sobre o Game Gear

Publicado

em

Os números não batem, nem chegam perto. Os pouco mais de dez milhões de Game Gears comercializados em todo o mundo não se aproximam sequer dos mais de 30 milhões de Game Boys vendidos no mercado japonês, quanto menos dos 120 milhões em todo o mundo. Mesmo assim, insistimos em considerar que ambos os portáteis foram rivais formidáveis, como uma versão digital do duelo entre Davi e Golias.

A diferença numérica pode ser gritante, mas isso não representa necessariamente um demérito na ficha do portátil da Sega. O fato de suas vendas não terem decolado está diretamente ligado ao seu tamanho avantajado, grande consumo de pilhas e o lançamento tardio. Mesmo assim, reconhecemos que se tratava de um produto com qualidade diferenciada, superior até mesmo ao Master System, com um lugarzinho especial em nossos corações e digno de ter pelo menos um Carbono-14 dedicado às suas peculiaridades. Vamos a elas?

 

7. Um verdadeiro astro

game-gear-playreplay

O Game Gear foi lançado em outubro de 1990 no Japão, mas só chegou ao ocidente um ano depois. Durante sua concepção, o portátil era referido como Projeto Mercúrio, já na linha de nomes de planetas que mais tarde batizariam o Sega Saturno e o Sega Netuno (projeto híbrido de Mega Drive e 32X, que não chegou a se concretizar).


 

6. Multi-sistema

Outra curiosidade bacana sobre o Game Gear é que ele foi o primeiro portátil a permitir o uso de jogos de outra plataforma. Através de um adaptador era possível rodar os jogos do Master System, que tinha basicamente as mesmas configurações do portátil.

game-gear-cartuchos

 

Infelizmente, o caminho reverso não podia ser feito, já que o Game Gear tinha uma paleta de cores superior.

 

5. TV portátil

Outra coisa bacana do Game Gear era a possibilidade de assistir TV direto no portátil, usando um acessório opcional que funcionava como antena. Dava pra jogar e assistir a novela os seus programas favoritos em qualquer lugar.

game-gear-tv-playreplay

4. Rise from your grave

Em um momento de genialidade (ou loucura), a Majesco decidiu relançar o Game Gear em meados da década passada. Uma versão menor e mais econômica, com a promessa, inclusive, de reabastecer o mercado com novos títulos.

Nessa época a Sega já havia lançado o Nomad (portátil que rodava jogos de Mega Drive, mas que padecia dos mesmos problemas que o Game Gear), então fica aquela sensação de “What the fuck”? Pois é.

 

3. Cinematográfico

Nada como o bom e velho merchandising para promover um produto! No caso do Game Gear foram diversas aparições especiais, desde “Arrebentando em Nova York” com Jackie Chan até um episódio da série ER. Mas a cereja do bolo com certeza veio de “Surfistas Ninjas”, onde a Sega cooperou e produziu um jogo com lançamento simultâneo ao filme, recheado de cenas bizarras e que não faziam nenhum sentido. Hoje a gente ri, mas na época…

 

2. Poucas roupas

Ao contrário do Game Boy que teve dezenas de versões diferentes, a Sega apostou em uma linha mais discreta e só lançou dois modelos do Game Gear no ocidente. Além do pretinho básico, houve uma versão alternativa azul que vinha acompanhada do jogo World Series Baseball, variando apenas na cor da carcaça.

Para o público japonês as coisas eram mais fartas, com direito até mesmo a uma versão especial da Coca Cola.

 

1. Um concorrente honrado

Até o lançamento do PSP, o Game Gear ocupava o primeiro lugar no ranking de portáteis não-fabricados pela Nintendo, desbancando concorrentes como o TurboExpress e o Atari Lynx.

Na época as campanhas de marketing da Sega eram bastante agressivas, vendendo a ideia de que os produtos da empresa eram radicais, ao passo que os concorrentes eram bobos e ingênuos. Sabe a campanha do “Genesis does what Nintendon’t”? Pois é, era bem nessa linha.

Continue lendo

Carbono-14

Carbono-14: Vida longa ao Nintendo 64, o rei do multiplayer

Publicado

em

Saudoso, surpreendente e inovador. Faltam-me adjetivos para descrever o quão importante foi o Nintendo 64 para a história dos videogames. Mesmo sem o mesmo brilho de seu concorrente, o PlayStation, nenhum outro console cumpriu com tanta maestria a missão de juntar a galera para partidas multiplayer.

Mesmo sem o incentivo das third parties, o Nintendo 64 soube se virar só com a força de suas próprias franquias (e uma forcinha extra da Rare). Que tal recordar um pouquinho desse sucesso?


 

Menos de 400 jogos lançados

n64-colecao

Mesmo sendo considerado um sucesso, o Nintendo 64 sofreu com um número relativamente baixo de jogos lançados. Snes e Nes, por exemplo, alcançaram a marca de mais de 700 games cada um. O PlayStation, rival direto na época, chegou a estrondosos 1100 jogos.


 

Atrasadinho

O projeto original previa o lançamento do Nintendo 64 para o Natal de 1995. O tiro saiu pela culatra e houve um adiamento para abril de 1996, também não cumprido.

super-mario-64-playreplay

No fim das contas, o console só chegou às prateleiras japonesas em junho de 1996 e em setembro do mesmo ano para os norte-americanos.

Europeus e sul-americanos tiveram que aguardar até 1997 para jogar o console.

 

O último dos moicanos

O N64 foi o último dos consoles caseiros a trabalhar com cartuchos, quando todos os seus concorrentes já haviam adotado os CDs.

tony-hawk-playreplay

O último dos últimos lançamentos com essa tecnologia foi Tony Hawk Pro Skater 3, lançado em agosto de 2002.

 

É do Japão!

Enquanto os norte-americanos tiveram à disposição apenas dois games no lançamento do console (Super Mario 64 e Pilot Wings 64), do outro lado do mundo os japoneses contaram com um título extra: Saikyo Habu Shogi, baseado no jogo de tabuleiro nipônico, similar ao xadrez.

saikyo-shogi-playreplay

Mas que menino lindo!

 

A estrela do game é Yoshiharu Habu (foto acima), um dos maiores campeões da modalidade.

 

Vendeu bem?

O Nintendo 64 vendeu, ao todo, cerca de 32.9 milhões de unidades em todo o mundo. Cerca de 17 milhões a menos que o Super Nintendo, mas 11 milhões de unidades acima do seu sucessor, o Game Cube.

Entre seus títulos mais vendidos, temos Super Mario 64 (11.9 milhões), Mario Kart 64 (9.8 milhões), Goldeneye 007 (8 milhões), The Legend of Zelda: Ocarina of Time (7.6 milhões) e Super Smash Bros (5.5 milhões de unidades vendidas).

mario-kart-64-playreplay

Já que Super Mario 64 acompanhava o console, nada mais justo que dar a medalha de ouro para o segundo game da série de corrida estrelado pelo bigodudo.

 

Barato para eles, mas caro para nós

Enquanto um console atual custa entre 400 e 500 dólares em seu lançamento, o Nintendo 64 surpreendeu a todos com um preço enxuto de US$200, bastante acessível para os jogadores na época. Isso, claro, só para os norte-americanos, já que por aqui a situação foi bem diferente. Em território tupiniquim, para se aventurar em três dimensões era preciso desembolsar cerca de R$650,00 (aproximadamente R$2.000,00 nos dias de hoje).

n64-estadao-playreplay

 

 

Cartuchos hoje custam mais caro que o console

Aqui no Brasil o Nintendo 64 ainda é idolatrado por muitos. Colecionadores chegam a desembolsar até R$300,00 por um cartucho raro como Conker’s Bad Fur Day. Por outro lado, um console em bom estado pode ser comprado por até R$100,00 com cabos e controles. Bastante acessível, não?

n64-colecao

Continue lendo

Carbono-14

Carbono-14: Sega Saturno, um excelente console ofuscado pela concorrência

Publicado

em

No caminho da Sega havia um PlayStation. Havia um PlayStation no meio do caminho…


Na última edição do Carbono-14 nós relembramos um pouquinho da curta história do Dreamcast, o último console lançado pela Sega. Se é possível apontar um responsável por abreviar sua trajetória, não me vem outro nome a cabeça senão PlayStation 2, vejam só.

Essa história já havia acontecido antes, mais precisamente na metade da década de 90, quando Sega Saturno, PlayStation e Nintendo 64 mediram forças na batalha pela preferência do mercado. E ainda que o console da Sony tenha vencido por lavada, nenhum de seus concorrentes foi considerado um fracasso, dados os números expressivos de vendas e a vasta biblioteca de títulos de cada um.

Se é possível colocar dessa forma, podemos dizer que na 5ª geração de consoles, não houve de fato um derrotado, apenas vencedores. Confiram com a gente 7 curiosidades sobre o Sega Saturno!

 

1. Muitos modelos diferentes

Se você é colecionador e está em busca de um Sega Saturno, melhor ficar esperto para a quantidade de modelos diferentes do console que vai encontrar por aí.


O modelo original japonês, por exemplo, era cinza com botões azuis, substituído posteriormente pelo modelo branco (um cinza sujo, vai) com um botão rosa para abrir a tampa do leitor de CDs. Por último, os japoneses foram coroados com um modelo translúcido do Saturno, o ‘Skeleton’.

modelos-sega-saturno-playreplay

Empresas parceiras da Sega tiveram a oportunidade de construir seus próprios modelos de Saturno, como o Hi-Saturn (Hitachi) e o V-Saturn (JVC/Victor). Situação semelhante havia acontecido com o 3DO na mesma época, com direitos licenciados para diversas companhias.

Nos Estados Unidos prevaleceu o modelo preto (básico, combina com tudo, né?), mas diversas atualizações foram lançadas, mexendo até no layout do joystick, até finalmente adotarem o modelo japonês.

 

2. A esperança de ver um Sonic 3D

Sonic X-treme era a promessa da Sega of America para competir com Super Mario 64 e Crash Bandicoot, ambos bem sucedidos em ambientes 3D. O jogo estava previsto para o natal de 1996, mas nunca chegou a ser concluído. Em seu lugar, os fãs tiveram de se contentar com um mero port de Sonic 3D Blast, aventura requentada dos 16 bits.

sonic-3d-blast-playreplay

 

No desespero para lançar X-treme, a equipe de programadores chegou a tentar usar a engine de NiGHTS into Dreams, de Yuji Naka (um dos criadores do Sonic Team), mas o japonês não permitiu.

Anos mais tarde, o programador Chris Senn liberou um site com mais informações sobre o game em um novo esforço para concluí-lo, sem sucesso.

 

3. Excelente para jogos 2D

A 5ª geração de consoles deu início a era dos jogos poligonais, onde tudo era novidade e nós sequer tínhamos certeza de seu real potencial. O Sega Saturno, por exemplo, só recebeu um processador para renderizar gráficos 3D já em cima da sua data de lançamento.

nanatsu-kaze-playreplay

Nanatsu Kaze no Shima Monogatari: excelentes gráficos 2D

Como ainda não existia a tecnologia de processadores com múltiplos “cores”, o jeito foi trabalhar de forma separada, dificultando bastante a vida dos programadores da época. Por outro lado, seus resultados em games 2D eram superiores aos de seus concorrentes.

 

4. O melhor resultado da Sega… no Japão

Se no ocidente o Saturno não foi exatamente um fenômeno de vendas, pelo menos a Sega tinha motivos para comemorar do outro lado do mundo: No Japão, o console atingiu a marca de 5.8 milhões de unidades vendidas, superando até mesmo o Mega Drive (3.5 milhões).

 

5. Console chaveado

Para poder testar os jogos exclusivos do mercado japonês, era necessário ‘chavear’ o seu console. O processo, que não deve ser confundido com o desbloqueio, servia para trocar a região do Saturno e podia ser feito com um cartucho acoplado no expansor de memória do videogame. Era uma santa mão na roda!

chave-saturno-playreplay

 

6. Não precisamos de memory cards

Diferente do PlayStation, no Saturno era possível gravar o seu progresso nos games em uma memória interna, economizando assim uma graninha bacana. O problema disso? Impossibilitava o transporte dos seus saves, deixando-os restritos apenas ao seu videogame.

Posteriormente foram lançados memory cards para o Saturno, mas a preferência geral era seguir em frente sem eles mesmo, tudo para não gastar mais.

 

7. Shenmue no Saturno

Falamos um pouco sobre Shenmue no Carbono-14 do Dreamcast e recordamos sua importância e peso para os jogos da época. No entanto, o projeto original do game previa seu lançamento para o Sega Saturno, pasmem.

No CD de Shenmue II é possível encontrar vídeos que comprovam essa informação. Abaixo, você confere um deles:

 

 

Continue lendo

Últimas notícias

Burnout Paradise Remastered Burnout Paradise Remastered
Games5 horas atrás

Burnout Paradise Remastered | Jogo chega aos consoles em março

A versão remasterizada de Burnout Paradise já era esperada há algum tempo, mas a EA só confirmou o lançamento hoje.

Anime5 horas atrás

Star Wars | Animador de One Punch Man recria luta entre Obi-Wan e Darth Maul

Arifumi Imai também trabalhou como animador em Attack on Titan e Guilty Crown

Cinema6 horas atrás

Pantera Negra | Filme já superou a bilheteria americana total de Liga da Justiça

Em menos de uma semana o novo filme da Marvel atropelou o flop da DC nos EUA

Música7 horas atrás

Sade | Cantora participará da trilha de Uma Dobra no Tempo com nova música

Foi divulgada a tracklist completa da trilha sonora do novo filme da Disney

Notícias9 horas atrás

Jessica Jones | Novo trailer da Netflix destaca terapia da heroína

Novos episódios estreiam em Março na Netflix

kingdom come kingdom come
Games10 horas atrás

Kingdom Come: Deliverance | Modo de salvar o jogo deve mudar em breve

Os desenvolvedores do game estão planejando um recurso de "Salvar e Sair", mas não há previsão de quando isso acontecerá.

Games12 horas atrás

League of Legends | Flamengo estreia com vitória

Mengão estreia no Circuito Desafiante de League of Legends vencendo a IDM Gaming

doom capa doom capa
Games12 horas atrás

Doom | Versão do Switch recebe controles de movimento

Depois de alguns desde seu lançamento, os jogadores de Doom finalmente terão uma alternativa melhor para mirar no Switch.

Notícias13 horas atrás

The Walking Dead | Criador queria que Rick perdesse a mão na série de TV

"Eu quero cortar fora a mão do Rick"

Cinema13 horas atrás

Star Wars | Blu-ray de Os Últimos Jedi ganha data e trailer

Star Wars The Last Jedi estará disponível em Download e Blu-Ray já em março

Anime14 horas atrás

Sword Art Online | Terceira temporada cobrirá todo o arco Alicization

Nova temporada cobrirá do nono ao 18º volume das light novels

Cinema14 horas atrás

Sharknado | Sexto filme vai misturar nazistas com dinossauros

Série trash do canal Syfy ainda encontrará um espacinho para a Arca de Noé em sua trama

Cinema14 horas atrás

Blade Runner 2049 | Rutger Hauer não queria que filme existisse

Vilão do filme não ficou satisfeito ao ver uma sequência do clássico cult ganhar forma

Games1 dia atrás

Switch | Acessório transforma o console da Nintendo em um mini arcade

Agora você já pode dar uma surra de Hadoukens nos amigos simulando fliperamas em casa

Cinema1 dia atrás

Hebe Camargo | Andréa Beltrão interpretará a apresentadora nos cinemas

Cinebiografia da saudosa apresentadora ainda não tem uma data de estreia definida

Em alta