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Carbono-14: Mario e a evolução dos games

Herói inconteste do mágico mundo dos games, Mario é dos personagens mais versáteis já criados pelo homem. Além de encanador e herói nas horas vagas (ou seria o contrário?), já se aventurou em diversas modalidades esportivas, toda a gama de desafios e ainda mostra fôlego para centenas de outras peripécias. Na verdade, uma pincelada rápida sobre Mario e suas epopeias tem muito mais a dizer sobre a história dos videogames do que se imagina.

Tudo começou quando Mario e Donkey Kong duelavam por Pauline, na década de 80. A indústria dos games andava a beira do colapso e o cenário foi modificado pela Nintendo com um jogo que fugia às propostas da época.

Passados mais de 30 anos, Mario ainda traz para si todos os holofotes. Aventuras tridimensionais, bidimensionais, games de luta, de corrida e tantos outros. Mario é o expoente máximo do que os videogames são capazes de proporcionar. Com isso em mente, o PlayReplay decidiu selecionar 10 momentos da história do encanador e relacioná-los com  a realidade da indústria dos jogos na época. Será que o bigodudo é tão relevante quando dizem?

 

Super Mario Bros. (1985 – NES)

Já falamos sobre o peso que a primeira aventura side-scrolling de Mario teve sobre a indústria. Game mais vendido de todos os tempos, redefiniu os padrões dos jogos eletrônicos e trouxe transformações consideráveis para a indústria.

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Super Mario Land (1989 – GB)

Primeira incursão de Mario em consoles portáteis. Super Mario Land foi um dos games lançados junto com o Game Boy, que viria a ser um fenômeno de vendas e abriria portas para outros consoles de mão. Tem leves diferenças se comparado a série original, o que ajudou a ampliar o “marioverso”. Daí surgiria a princesa Daisy, por exemplo.

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Super Mario Bros. 3 (1990 – NES)

Para muitos, a aventura definitiva do encanador. Não deixa de ser verdade, pelo menos para o NES, já que o game seguinte foi lançado já na geração 16 bits.

Power-ups, mapa disposto de forma inovadora, jogabilidade acima da média, trilha sonora envolvente e a estreia dos Koopalings. São tantos pontos positivos que chega ser difícil enumerar um principal.

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Super Mario World (1990 – NES)

Game que mostrou ao mundo o poder de fogo do Super Nintendo, além de deixar claro que a mente de Shigeru Miyamoto estava plenamente afiada. Tudo aquilo que havia sido feito em Super Mario Bros. 3 foi levado a outro patamar, com mais fases, novas ideias, caminhos alternativos e novos personagens. Era o começo da geração 16 bits para a Nintendo.

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Super Mario Kart (1992 – SNES)

Um Spin-off! Na verdade, “o” spin-off, posto de respeito para um personagem que pratica tudo que é esporte, com direito a competições olímpicas com seus rivais de longa data.

Super Mario Kart levou as disputas de corrida a outro nível, com uma gama ampla de itens a sua disposição para sabotar a vida dos amiguinhos ou dar uma turbinada em seu kart. Tornou-se presença obrigatória em todo e qualquer console Nintendo, com direito a versões exclusivas para Arcade.

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Super Mario 64 (1996 – N64)

Mario é avant-garde e está sempre ditando os rumos da indústria. Em 1996 veio ao mundo sua primeira aventura em 3D, no lançamento do Nintendo 64. Nascia uma nova vertente de games para o bigodudo e sua turma e, em paralelo, encerrava-se o ciclo de consoles de mesa com cartuchos. Piruetas, saltos mortais, cambalhotas, chutes e socos eram novidades na vida de Mario. E ele gostou tanto, que decidiu trocar sopapos com outros personagens em Super Smash Bros.

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Super Mario Sunshine (2002 – GC)

Quebrando uma tradição, Mario não foi o primeiro a dar as caras no GameCube. Seu título exclusivo veio apenas alguns meses depois do lançamento do console, cabendo a honra desta vez ao seu irmão, em Luigi’s Mansion.

Super Mario Sunshine levou o bigodudo à Ilha de Delfino, em mais uma aventura tridimensional. Mesmo que não tenha repetido o sucesso de Super Mario 64, tem seu lugar na história dos games.

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Super Mario Galaxy 2 (2010 – Wii)

O Reino dos Cogumelos mostrou-se pequeno demais para Mario e sua trupe, então dessa vez a aventura engloba um território “um pouco maior”. Em Super Mario Galaxy, conquistamos planetas e visitamos estrelas, revolucionando a jogabilidade mais uma vez, em um título que surpreendeu a comunidade gamer em todos os aspectos. Receosos pelo peso de uma sequência direta, parece que a Nintendo deu tudo de si e mais um pouco para se superar, de forma que Super Mario Galaxy 2 esteja bem próximo da perfeição.

Novos power-ups, a presença de Yoshi, melhorias nos efeitos gravitacionais (que são o grande barato do game) e uma dose forte de nostalgia trouxeram SMG2 até esta lista. Mario foi um dos poucos personagens que conseguiu uma transição perfeita entre os gêneros 2D e 3D, ganhando cada vez mais seguidores.

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Super Mario 3D World (2013 – Wii U)

Em um primeiro momento, parecia que o portátil Nintendo 3DS não emplacaria, principalmente por conta do número baixo de vendas e um mercado que não levava fé na plataforma. Veio o programa de Embaixadores, novos títulos chegaram e o panorama mudou drasticamente. Nesse contexto, Super Mario 3D Land tem grande papel, principalmente por carregar a bandeira da inovação.

Em SM3DL estão elementos de New Super Mario Bros. (DS), Super Mario Land (GB), Super Mario World (SNES) e mais uma pá de games de sua trajetória vitoriosa. Seria o ápice da franquia? Negativo.

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O Wii U encontrava-se na mesma posição delicada de seu irmão portátil, desacreditado da mesma forma. A solução? Mario! Reunindo mais uma vez os pontos positivos de seus títulos anteriores, Shigeru Miyamoto e sua equipe criaram um título extremamente divertido, desafiador e recheado de remissões a outros games.

Com até 4 players simultâneos, experimentalismos que deram certo (vide Captain Toad) e uma boa dose de extras, Super Mario 3D World mostra ter gás para competir entre os maiores, divertindo ou instigando famílias inteiras.

 

Mario Kart 8 (2014 – Wii U)

22 anos se passaram desde que o povo do Reino dos Cogumelos decidiu tirar um racha por aí. Castelos ilhados por lava, mansões mal assombradas ou cenários praianos já destroçaram muitas amizades, proporcionando dias e noites de diversão nos consoles Nintendo.

Em Mario Kart 8, toda essa tiração de sarro e velocidade foi elevada a milésima potência, com um sem-fim de corredores disponíveis (que tende a aumentar, com a chegada de novos desafiantes), pistas alucinadas e cada vez mais power-ups para equilibrar (ou não) as disputas.

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Ainda que Mario Kart Wii (Wii) já contasse com um modo online, o sistema tornou-se mais sólido e estável em seu irmão mais velho, que traz também a interação do miiverse, rede social da Big N.

Repensando esta lista e a história dos Video Games, fica claro que Tecnologia e Mario são dependentes um do outro, pois basta um novo passo de um e o outro cresce na mesma medida. O que isso significa? Que nas desventuras do nosso camarada roliço e bigodudo não há limites, assim como a zoeira que cai sobre aqueles que perdem no multiplayer!

Mamma mia!

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Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]