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Carbono-14: Recordando o furacão PlayStation

Em 2014, um dos consoles mais vendidos de todos os tempos completou 20 anos. O PlayStation redefiniu os padrões ao apresentar uma terceira alternativa de sucesso em um mercado predominantemente marcado por consoles da Sega e Nintendo, por duas longas gerações. Com mais de 100 milhões de unidades vendidas, o PS1 faz parte daquela seleta lista dos videogames mais bem sucedidos de todos os tempos. Com esses dados monstruosos em mente, trouxemos para vocês um Carbono-14 especial PlayStation!

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A parceria que não deu certo

Na década de 90, Sony e Nintendo trabalhavam juntas para desenvolver um drive de CD-ROM para o Super Nintendo, cujo protótipo foi nomeado “Play Station”. Na época, a Sega também já tinha um projeto de drive similar, que viria a ser lançado como Sega CD. Após divergências na condução do projeto, a Big N rompeu a parceria, mas a Sony continou com o seu desenvolvimento a todo vapor, integrando seu CD-ROM a um sistema próprio, o PlayStation.

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Isso quase aconteceu

 

Há quem diga que a Nintendo insistiu na tecnologia dos cartuchos por tempo demais, principalmente depois do lançamento do Nintendo 64. Conforme mostramos no Carbono-14 da última semana, a Squaresoft tinha intenções de lançar Final Fantasy VII para o Nintendo 64, mas deu para trás por conta das limitações de memória dos cartuchos. Não fosse por esse pequeno detalhe, talvez a história pudesse ter se desenrolado de uma forma completamente diferente.

Já que estamos falando das mídias empregadas em cada console, nossa segunda curiosidade tem como estrela o CD, mais um dos ingredientes de sucesso do PlayStation.

 

 

Mídia inovadora

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A tacada da Sony foi certeira: apostar em um console que usa o CD como mídia foi um dos alicerces para a construção do império PlayStation. O CD, além de ser muito mais barato, é também mais simples de se produzir que os cartuchos das empresas concorrentes, com capacidade de armazenamento muito maior (750mb contra 64mb, máximo disponível em um cartucho de Nintendo 64, por exemplo). Essa discrepância nos valores de produção permitiu, por exemplo, que jogos com múltiplos discos fossem criados. Além disso, havia espaço de sobra para as CGs de introdução dos títulos, sempre um show a parte.

 

A pirataria foi um problema

Nas banquinhas de 3 por 10, os CDs de PlayStation eram os campeões de audiência. Há quem tenha passado pela era 32 bits sem sequer ter visto um disco original, salvo o CD de demos que vinha junto com o console.

A pirataria sempre existiu, com cartuchos dos mais diversos sistemas sendo vendidos pelo preço de um original em lugares de procedência questionável. No caso do PlayStation, sua força e fraqueza tinham a mesma origem: a praticidade e o baixo custo de um CD.

Quem saiu lucrando com isso foram os técnicos, especialistas em realinhar e trocar os canhões dos leitores de CD, geralmente danificados por conta das gravações de baixa qualidade.

 

O quarto console mais vendido da história

Segundo dados do VGChartz, nosso camarada PlayStation é o quarto colocado na lista de consoles mais vendidos da história, segundo colocado entre os consoles de mesa. No ranking geral, fica atrás apenas de seu irmão mais novo PlayStation 2, além dos portáteis Nintendo DS e Game Boy. Veja os números (em milhões):

 

  • PlayStation 2 – 157.68
  • Nintendo DS – 154.88
  • Game Boy – 118.69
  • PlayStation – 104.25

 

Muitos clássicos

Na seleta lista dos títulos mais vendidos para o console, números que ultrapassam a casa dos milhões de cópias vendidas, mesmo que a pirataria fosse uma pedra no caminho.

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Em primeiro lugar, um surpreendente Gran Turismo, com 10,95 milhões de unidades vendidas. A série, das mais bem sucedidas da história, emplacou ainda o terceiro colocado da lista, Gran Turismo 2. Ocupando posições intercaladas, Final Fantasy VII e Final Fantasy VIII também marcaram presença. Confiram os números (em milhões):

  1. Gran Turismo – 10,95
  2. Final Fantasy VII – 9,72
  3. Gran Turismo 2 – 9,49
  4. Final Fantasy VIII – 7,86
  5. Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back – 7,58
  6. Tekken 3 – 7,16
  7. Crash Bandicoot 3: Warped – 7,13
  8. Crash Bandicoot – 6,82
  9. Driver – 6,27
  10. Metal Gear Solid – 6,03

 

Por onde anda Crash Bandicoot?

Franquia com o maior número de títulos no Top 10 do PlayStation, Crash Bandicoot amarga hoje o esquecimento. Crash foi o mais próximo que a Sony já teve de um mascote de peso. Ícone da geração PSOne e inspirado em um pequeno marsupial australiano, foi protagonista de grandes aventuras, com direito a spin-off de kart e tudo, sob a batuta competente da Naughty Dog, de Uncharted, Jak e The Last of Us.

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Com o lançamento do PS4, especulou-se um glorioso retorno para a franquia, ainda não concretizado. Claro, há bastante tempo para isso, mas ninguém se pronunciou a respeito.

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Crédito pelo vídeo: World of Longplays

 

Uma nova casa para os RPGs de ponta

Por longos anos, os consoles Nintendo foram sinônimo de RPGs de qualidade. Desde o NES, as longas e memoráveis aventuras das maiores franquias do gênero sempre penderam para o lado da empresa de Hiroshi Yamauchi. Pelo menos até a chegada do PlayStation.

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Final Fantasy, Xenogears, Valkyrie Profile, Grandia, Alundra, Vagrant Story, Chrono Cross, Parasite Eve… Incontáveis games marcantes, todos lançados em um só console. Como não sentir saudades?

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Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.

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