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Carbono-14: Relembre alguns excelentes Beat ’em Ups esquecidos (Parte 2)

Na última semana tivemos o prazer de listar 5 clássicos do gênero Beat ’em up que ficaram esquecidos nos últimos anos, todos lançados para Arcade (sem ports para consoles, na maioria dos casos). Mas a história da pancadaria side-scrolling é muito mais longa e profunda, já que o gênero foi um dos responsáveis pela febre de máquinas arcade, inclusive no Brasil.

Dando sequência aos trabalhos, trazemos outros 5 petardos onde não faltam socos, chutes e cabeçadas, pra matar a saudade e reacender a chama dos porradeiros de plantão. E se você perdeu a primeira parte da nossa saga épica, não deixe de conferir aqui.

 

5. Golden Axe Revenge of Death Adder (Arcade)

Quando falamos em Golden Axe, logo lembramos da saudosa trilogia lançada para o Mega Drive, mas deixamos de lado o melhor título da franquia, exclusivo dos Arcades.

Golden Axe Revenge of Death Adder tem sprites mais detalhados e maiores, excelentes animações e trilha sonora infinitamente superior às demais versões. Outra bola dentro da Sega foi incluir um número ainda maior de montarias disponíveis, o que dá um novo ar aos combates.

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Conforme progride nas fases, você tem a opção de escolher entre múltiplas rotas que o levarão a diferentes caminhos, aumentando assim o fator replay. Além disso, poder contar com até quatro jogadores eleva o desafio a outro patamar, deixando tudo muito mais divertido.

Ainda que outros games desta lista tenham os mesmos 22 anos de Golden Axe Revenge of Death Adder, ou até mais, o título da Sega parece não ter envelhecido tão bem, talvez por conta da sua mecânica e movimentação peculiar. Chega a ser curioso ver a sombra de seu personagem ser projetada no horizonte a cada salto que você dá, em um misto de nostalgia e admiração: como diabos minha sombra pode ir tão longe?

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4. Pretty Soldier Sailor Moon (Arcade)

Se você é daqueles que acha que Sailor Moon é jogo para meninas, talvez seja melhor rever seus pontos. Pretty Soldier Sailor Moon foi lançado em 1995 pela Banpresto e teve supervisão direta da autora da série, Naoko Takeuchi, contando com as vozes originais do animê no Japão.

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Até duas pessoas podem escolher entre cinco guerreiras: Sailor Moon, Sailor Mars, Sailor Mercury, Sailor Venus e Sailor Jupiter. O game tem gráficos bonitos e bem trabalhados, o que o torna de longe a melhor adaptação da franquia, que conta com versões caseiras nos mais variados estilos.

A trilha sonora é o ponto negativo, já que descer o sarrafo em monstros não parece combinar muito com as músicas alegres escolhidas pela equipe de áudio. Nada que tire o brilho da aventura de Serena e suas amigas no reino dos beat ’em up.

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3. Armored Warriors (Arcade)

Assim como Battle Circuit em nossa lista anterior, Armored Warriors foi outra tentativa da Capcom de fugir dos padrões criados por ela mesma para o gênero.

A primeira grande inovação está na temática e mecânica. No lugar dos fortões de sempre, você assume o controle de máquinas tripuladas gigantescas, capazes de reduzir prédios a pó em segundos. Você e até mais dois amigos podem controlar Rash (AEX-10M BLODIA), Justice (SVA-6L REPTOS), Gray (AEX-10H GULDIN) ou Siren (AEX-12J FORDY), cada um com características distintas entre si.

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A segunda inovação é que Armored Warriors é um jogo que requer grande habilidade, já que a ação ocorre em alta velocidade, desde a movimentação até os ataques do seu robô, o que vai exigir alguma prática em um arcade stick para se dar bem.

Os níveis são relativamente curtos, mas bastante diferentes entre si. Ainda que o cenário em todas as fases seja um mundo pós-apocalíptico, ora você estará a céu aberto em um nível extremamente veloz, ora estará botando pra quebrar em uma fábrica, com direito a tanques de lava e tudo mais.

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A trilha sonora de Armored Warriors é eletrizante, o que torna o game ainda mais memorável. Merece posição de destaque em nossa lista.

Curiosidade: Armored Warriors é o game que inspirou o jogo de luta Cyberbots, lar de Jin Saotome.

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2. Bucky O’Hare (Arcade)

O coelho Bucky já deu as caras aqui no PlayReplay, quando falávamos de games de plataforma para NES, lembra? Na oportunidade, prometi que um dia falaria de sua outra aparição no mundo dos games. Ambos foram lançados em 1992, mas a Konami decidiu usar abordagens diferentes para cada game, deixando a pancadaria franca para o Arcade.

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KOMPLEX, um super-computador, realiza uma grande lavagem cerebral  em todo o Império dos Sapos e planeja utilizá-los para dominar o Aniverso (o universo paralelo onde se passa o game). Como já era de se esperar, apenas o coelho Bucky e sua trupe (a gata Jenny, o pato Dead Eye e o robô Blinky) podem combatê-los.

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O personagem surgiu de uma HQ da década de 80, mas quem serviu de base para este jogo foi a série animada para TV.

Bucky O’Hare tem seu espaço em nossa lista por fugir dos padrões. Aqui, no lugar dos socos, você carrega uma arma com munição infinita. Bordoadas, só se o inimigo estiver muito próximo de você, o que dificilmente acontecerá, diferente de Alien vs Predator, da nossa lista anterior.

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A ação transcorre de maneira muito mais próxima de um autêntico run n’ gun (Contra, Metal Slug), mas com cenários cartunescos. Você pode fazer upgrades em sua arma conforme pega itens, aumentando o poder e o tamanho de seus tiros, além de ter especiais para usar nas horas de aperto. Até 4 jogadores podem encarar o game ao mesmo tempo.

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1. Asterix (Arcade)

Seguindo a linha de games baseados em quadrinhos, nosso primeiro colocado é o gaulês Asterix, personagem criado na França na década de 50. Ao contrário da Capcom, que dava preferência a personagens realistas em seus beat ’em ups, a Konami usava personagens conhecidos para alavancar seus títulos. Além de Bucky O’Hare e Asterix, outro título de peso da empresa nos arcades foi The Simpsons, que deixaremos para outra ocasião.

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Asterix não é um dos games mais conhecidos do gênero, mas certamente se encaixa como um dos mais competentes e refinados. Aqui, você pode escolher entre Asterix, o baixinho mais forte e invocado de toda a Gália, ou seu fiel companheiro Obelix, o grandalhão que caiu dentro de um caldeirão com poção mágica, obtendo super-força de forma permanente. Além de você, um amigo também pode participar da aventura, de forma simultânea.

A história do game é contada como uma história em quadrinhos, com animações divertidas para situá-lo ao fim de cada fase. Todos os estágios são bem construídos e trabalhados, de forma a levá-lo diretamente para o universo da série, nos mínimos detalhes. Destaques para a fase que se passa no mar e a do carrinho de mina, onde você deve saltar de um carrinho para o outro, mais ou menos no mesmo esquema de Donkey Kong Country. Vale a menção de que Asterix foi lançado dois anos antes.

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Durante a pancadaria, além dos habituais socos, você tem um rol de opções para finalizar seus inimigos derrotados. Outro caminho é usar um super gancho capaz de jogar qualquer um para o ar, no melhor estilo Mortal Kombat.

Se você for fã dos quadrinhos, vai amar este jogo. Cheio de referências e tiradas divertidas, a Konami fez questão de homenagear diversos personagens conhecidos na trama. Se ainda não conhece, não deixe passar a oportunidade de se divertir bastante com esse clássico.

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[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]