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Especial: Conheça um pouco mais de cada um dos portáteis Nintendo

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Meu primeiro portátil foi um Game Boy Pocket, comprado durante a febre Pokémon, nos idos dos anos 90. Na época a situação andava apertada, crises aqui e ali e meus pais fizeram um grande esforço para me presentear com o pequeno prateado, que foi companheiro inseparável por anos e anos. Depois vieram outros, mas o primeiro tem um lugar especial na coleção, ainda que isso tenha acontecido há 15 anos.

Agora a família de portáteis da Nintendo cresceu um pouquinho mais, com a chegada do New Nintendo 3DS. Mais potente, botões adicionais, tela melhorada e games exclusivos, para levar à loucura qualquer gamer que se preze, fã ou não do gadget de duas telas.

Essa história começou lá atrás, com o Game & Watch, na década de 80, e passa pelo estrondoso Game Boy Color e seus demais irmãos, até chegarmos à geração DS. Que tal aproveitarmos para relembrar cada passo dessa vistosa e bem-sucedida trajetória?

Ah! Aproveite o espaço dos comentários logo abaixo e conte-nos como foi seu primeiro contato com um portátil Nintendo!


 

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O começo de tudo. Lançado em 1980, o Game & Watch foi a primeira incursão da Big N no mundo dos games. Eram portáteis com apenas um jogo, desde os mais simples com apenas dois botões de ação, até os mais complexos que trouxeram a tecnologia do direcional em cruz. Com mais de 40 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, ao longo dos seus mais de 50 modelos diferentes, não dá pra negar que Game & Watch foi um sucesso.

Daqui surgiu Mr. Game & Watch, um dos personagens da série Super Smash Bros., de Masahiro Sakurai.

 

gameboy-playreplay

Game Boy e Tetris formaram uma dupla de peso no fim dos anos 80 e começo da década seguinte. Criado por Gunpei Yokoi, o portátil tem milhões e milhões de fãs até os dias de hoje, sendo tratado como relíquia em qualquer coleção que se preze. Comparado aos seus irmãos 20 anos mais novos, o primeiro Game Boy era um tanto quanto pesado para se carregar por aí, além da limitação de seu display verde. Acha que isso incomodava a galera jogadora da época? Claro que não! Além de ter um bom preço, o aparelho tinha autonomia de mais ou menos 20 horas, com quatro pilhas AA. Saudoso!

 

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Com o Super Game Boy você podia usar seus cartuchinhos do portátil em um Super Nintendo, saindo da telinha para a tela da sua TV. Por questões de proporção, era possível preencher a tela com bordas temáticas para cobrir o espaço deixado em sua tela de CRT de 4:3.

 

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Nem só de vitórias se vive a vida, Nintendo! E o Virtual Boy existe para provar isso!

O “portátil” que só podia ser utilizado em cima de uma mesa, com um tripé, também é criação de Gunpei Yokoi e prometia revolucionar a forma como enxergávamos os games até então. Com duas telas no formato de um óculos, o Virtual Boy nos oferecia um primeiro contato com a tecnologia 3D. Porém, para economizar nos custos, o console só era capaz de exibir games em vermelho e preto, o que limitou muito sua popularidade.

Outros pontos negativos como a ausência de jogos, o preço elevado e o fato de causar náuseas em seus usuários decretaram o fim prematuro do console, que hoje serve apenas como peça de museu. Faz parte!

 

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Mais leve e menor que o primeiro Game Boy. Sai o verde da tela para dar lugar ao autêntico preto e branco. Com todas essas vantagens, aceitava todos os cartuchos lançados até ali para o portátil e consumia menos energia: apenas duas pilhas AAA.

 

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Esse, só os japoneses viram. Pra quem curtia jogar no escuro, o Game Boy Light tinha uma tela iluminada por trás do display, que podia ser ligada ou desligada de acordo com a necessidade do jogador. Excelente ideia!

 

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A primeira mudança realmente impactante, desde o lançamento do primeiro Game Boy, 9 anos antes. O Game Boy Color contava com uma paleta de 56 cores que podiam ser utilizadas, inclusive, nos games lançados anteriores ao portátil, dando uma nova cara às velhas aventuras. Se você achou injusto que o New 3DS tenha games não-compatíveis com seus antecessores, saiba que o drama por aqui era praticamente o mesmo, já que alguns games tornaram-se exclusivos do Game Boy Color.

Foi lançado em diferentes cores e modelos, alguns comemorativos, inclusive. Acompanhou o boom da série Pokémon e teve grande aceitação em território brasileiro.

 

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De Game Boy, só tinha o nome, já que a proposta do Game Boy Advance ía muito além dos demais. Foi uma total ruptura, com um formato diferente, impressionantes 32 bits e uma biblioteca de dar inveja a muitos consoles de mesa da época, além de ser retro-compatível com os outros Game Boys. Foi o lar de muitos bons RPGs e games de plataforma, mas foi com Pokémon Ruby / Sapphire que a coisa pegou fogo: nada mais, nada menos que 16 milhões de unidades vendidas. Dez a mais que Mario Kart: Super Circuit, segundo colocado da lista.

Alguns títulos do portátil estão sendo transportados para o Virtual Console do Wii U. É bom ficar esperto, porque tem coisa boa por lá!

Ah! Quase esqueci de mencionar, mas a tampinha traseira das pilhas quebrava facilmente e isso era frustrante!

 

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Similar ao seu antecessor, mas em uma versão melhorada. Dobrável, cabia em qualquer bolso e evitava que sua tela ganhasse arranhões. Manteve a retro-compatibilidade do Game Boy Advance, agora com o uso de uma bateria interna em vez de pilhas.

 

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Não era tão bonito quanto o Super Game Boy, mas tinha praticamente a mesma função: possibilitar o uso dos cartuchos de Game Boy e Game Boy Advance em um console de mesa, o GameCube.

 

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Terminado o ciclo do Game Boy, nascia aqui o conceito DS (sigla para “Dual Screen”, ou duas telas), em um layout que remete ao Game & Watch, com diversas novas funções, dentre as quais destaca-se a tela inferior de toque, revolucionária para muitos jogos vindouros. Conta com 4 botões frontais (A,B,X,Y),  similar aos consoles de mesa, além de dois botões superiores (L e R), o que diversificava ainda mais o rol de opções nos games lançados.

Retro-compatível com o Game Boy Advance, o Nintendo DS aceita pequenos cartuchos que mais lembram chips, formato utilizado até os dias de hoje. Inovador, entrou para a história com um sem-número de títulos de qualidade, reverenciados até os dias de hoje.

 

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A despedida da linha Game Boy, com um layout diminuto e extremamente portátil. Era um Game Boy Advance reduzido ao máximo, com iluminação ajustável na tela e um frontplate customizável, para deixar o aparelho com o look de seu dono. Por conta de suas dimensões econômicas, não foi compatível com os games antigos da linha Game Boy. Na ilustração acima, um modelo raro que imita a aparência do joystick do Famicom, o NES 8 bits dos japoneses.

 

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A essa altura do campeonato, o Nintendo DS já era um sucesso e veio a primeira revisão de layout, com um portátil mais leve, mais seguro enquanto fechado e com uma caneta stylus maior.

 

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Sai o slot de cartuchos de Game Boy Advance, entram duas câmeras (uma frontal e uma traseira), além de acesso ao DSi Shop, onde era possível a compra de diversos games e aplicativos para customizar seu Nintendo DSi. Teve também um comercial protagonizado por ninguém menos que Beyonce. Chique!

 

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Um Nintendo DSi maior. Bem maior, diga-se de passagem! ;)

 

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Na época de seu lançamento, tinha como principal atributo a exibição de imagens em três dimensões sem o uso de óculos especiais. Contudo, mesmo com a promessa cumprida, a tridimensionalidade nunca ocupou o principal posto como chamariz do Nintendo 3DS, sendo este a vasta biblioteca de títulos que viriam a ser lançados, com alto grau de qualidade em áudio e vídeo, graças a um hardware bastante robusto, se comparado ao seu antecessor.

Teve um começo difícil, com vendas abaixo do esperado, mas soube dar a volta por cima com um corte de aproximadamente 30% do preço e hoje é o portátil mais ativo da atual geração. Foi o primeiro portátil Nintendo a trazer um direcional analógico, além de incorporar tecnologias bem sucedidas do Wii, como a presença de um acelerômetro e um giroscópio.

 

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Um 3DS maior. Simples assim! ;)

 

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Comprovada a teoria de que o 3D não era o principal atributo do Nintendo 3DS, além da necessidade de atrair um público mais jovem para consumir seus games, a Big N lança o Nintendo 2DS.

Como a ideia era ter um portátil mais barato, foi retirado o efeito 3D, além de um layout em que não é possível dobrar o console, pensando nos pequenos gamers que tenderiam a quebrar a dobradiça frágil do 3DS com facilidade. Uma boa sacada e a última da linha, ou pelo menos assim pensávamos, até sermos surpreendidos pelo…

 

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Com capacidade de processamento superior, além de outras vantagens, o New Nintendo 3DS será lançado ainda em 2014 para os japoneses (sem data prevista no ocidente). Atributos como a presença de um segundo direcional analógico (Viva!), botões adicionais na parte superior e a mudança do sistema de armazenamento levam a crer que o N3DS será a versão definitiva da linha, uma vez que até mesmo games exclusivos para ele serão lançados, mais ou menos no esquema do Game Boy Color. Será?


Não deixe de comentar sobre a sua história pessoal com os portáteis da Nintendo, além de conferir o artigo escrito pelo nosso editor-chefe, Rodrigo Estevam, sobre a tradição de lançar revisões seguidas de seus portáteis. Até a próxima, galera!

Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

Destaques

Yellow e Red: uma opção simples para filas e banheiros

Puzzles simples, minimalistas e divertidos compõem dois apps que são uma ótima pedida para estarem no seu celular.

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“Entre diariamente para ganhar ítens bônus!”. “Aproveite essa oferta especial de 30 reais que vai acabar daqui duas horas!”. “Quer acelerar essa construção? Faça uma microtransação!”. Quer saber? Na maioria das vezes, eu acho tudo isso um pé no saco. Eu só queria um joguinho simples pra passar um tempo na fila ou fazendo as necessidades no banheiro.

E eu entendo como o mercado mobile tá crescendo e recebendo títulos mais robustos, mas não é pedir muito isso, não? Felizmente, yellowred são duas pequenas pílulas de puzzles que vão servir exatamente pra isso.

Basicamente, cada app é um conjunto de 50 enigmas minimalistas, que são resolvidos apenas utilizando com toques na tela do celular. Reconhecer padrões, resolver desafios lógicos e repetir sequências são alguns dos jeitos que o designer Bart Bonte encontrou para basear os puzzles.

yellow

yellow

Nada de microtransações, notificações indesejadas ou outros sistemas que estamos acostumados. No máximo, um sistema de dicas simples, caso você fique preso em alguma parte, mas que não vai te ajudar em alguns casos e vai te dar todas as respostas em outros. Nenhum dos enigmas são extremamente difíceis, então, recomendo que você vá no seu próprio ritmo.


yellow é um bom ponto de entrada para começar a entender o estilo do jogo e red funciona mais como um segundo desafio, que consegue, inclusive, utilizar conceitos já estabelecidos e usá-los de maneiras diferentes. Mesmo que sejam relativamente curtos, principalmente se você já gosta do estilo, valem a pena. Gratuito, interessante, divertido e minimalista: bem melhor que o rótulo daquele condicionador.

red

red


yellow e red são jogos desenvolvidos pelo belga Bart Bonte e estão disponíveis gratuitamente para Android (yellow/red) e iOS (yellow/red). Ambos os jogos permitem pagamento para retirar os anúncios, que vão aparecer entre uma dica e outra, e para apoiar o desenvolvedor.

Quer conhecer outros jogos gratuitos e inovadores para jogar e aproveitar muito? Dê uma olhada na nossa coluna Free to Play!

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Anime

A divertida safadeza sci-fi de Darling in the Franxx

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Darling in the Franxx chegou de mansinho, mas logo se tornou uma das maiores surpresas da temporada de inverno, sempre figurando entre os animes mais populares do Crunchyroll nacional.


Veja também:


Como o pôster do anime deixa claro, trata-se de uma ficção científica cheia de mechas, honrando a tradição de obras focadas em robôs gigantescos em lutas divertidas contra criaturas hostis. Mas há algo em Darling in the Franxx que o destaca da concorrência. Algo… bem safadinho.

Co-produzido entre a A-1 Pictures e a Trigger, o anime começou a passar em 13 de janeiro de 2018, e logo no dia seguinte iniciou a sua serialização em mangá. Sua história mostra um futuro pós-apocalíptico no qual a humanidade se viu quase extinta graças à ameaça de criaturas monstruosas.

A raça humana montou, então, uma cidade militar e, nela, crianças passam a ser criadas e educadas desde pequenas a treinar com parceiros do sexo oposto a fim de pilotar os mecha chamados Franxx. Hiro, o protagonista, era visto como um prodígio cheio de potencial, mas estranhamente ele não conseguia passar nos testes e pilotar com as outras garotas, ao menos até encontrar a Zero Two, uma Parasita (piloto) infame por sua letalidade.


“O que há de safado nisso?”, você me pergunta, inocente. Bom, eu até poderia até explicar em um parágrafo mas, como dizem por aí, uma imagem vale mais do que mil palavras. Sendo assim, dê uma boa olhada na posição que os garotos e garotas precisam ficar para pilotar as máquinas de combate:

Darling in the Franxx em uma cena sugestiva

Darling in the Franxx em uma cena sugestiva

“Ah, mas isso é só um ângulo infeliz”. “Duvido que todo mundo pilote assim!”. Bom, na verdade…

Darling in the Franxx em uma cena ainda mais sugestiva

Darling in the Franxx em uma cena ainda mais sugestiva

Obviamente essas posições são um pouquinho engraçadas à primeira vista, mas isso poderia até passar batido se não fosse um elemento central do argumento! Repleto de subtextos e metáforas, não é preciso ir muito longe para traçar os mais diversos paralelos entre relações sexuais e as aventuras e arcos dos personagens.

Isso já está fazendo muita gente quebrar a cuca em fóruns de discussão pela internet, montando teorias e caçando significados ocultos nas cenas do anime. Como você bem viu nas imagens acima, em todos os Franxx são os meninos que ficam sentados na posição dominante, enquanto as garotas ficam deitadas em… bem, posição cachorrinho.

O lance é que Hiro simplesmente não consegue botar o seu… “”””robô”””” para funcionar na posição masculina. Na verdade, ele só consegue botar a coisa toda para andar justamente quando aceita ser dominado pela Zero Two, que toma o posto principal. A Zero Two, inclusive, refere-se a si mesma como ぼく(boku, em romaji, um pronome japonês usado apenas por homens e jovens garotos).

Darling in the Franxx: a dominadora Zero Two em toda sua glória parasita

Darling in the Franxx: a dominadora Zero Two em toda sua glória parasita

O que isso quer dizer sobre a relação entre Hiro e Zero Two? Ao menos por enquanto, fica aberto à sua interpretação.

O primeiro episódio do anime é um pouco lento e sem graça, mas se você curtiu as ideias acima, persista, pois do episódio dois em diante esses temas só são explorados mais e mais, cheio de frases de duplo sentido, cenas engraçadas e aquele ecchi maroto, mas também ricas dinâmicas de personagem e símbolos ocultos para aumentar ainda mais a sua diversão.

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Destaques

Conversamos com Patricia Summersett, a voz oficial da Zelda

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The Legend of Zelda Breath of the Wild não foi apenas o jogo mais aclamado de 2017 e o principal jogo do lançamento do Nintendo Switch, mas também um divisor de águas na história da franquia da Nintendo. Afinal, pela primeira vez tivemos vozes para seus personagens! Dar voz para a Princesa Zelda pela primeira vez era uma grande responsabilidade, que a atriz e dubladora Patricia Summersett tirou de letra! Batemos um papo com ela, e o resultado você confere no vídeo abaixo:


Veja também:


PlayReplay: Como e quando você decidiu começar a trabalhar com dublagem de jogos?

Patricia Summersett: Oi pessoal, é ótimo conversar com vocês hoje, obrigado por me receberem! Quando eu estava na faculdade estudando para me tornar uma atriz, tinha uma aula de dublagem, e foi quando eu vi, pela primeira vez, que você poderia fazer vozes de personagens, e que as pessoas poderiam te pagar por isso, que era realmente uma opção real de carreira. Instantaneamente eu adorei aquilo e pensei “Nossa, isso vai ser ótimo para a minha carreira.” Isso foi 10 anos atrás, e eu venho trabalhando na área desde então. Comecei a gravar demos ainda na faculdade, e também a me candidatar para projetos independentes, o que levou ao meu primeiro videogame, e depois aos grandes jogos AAA. Algo que eu gosto muito sobre ser dubladora de videogames é a chance de interagir com tecnologia de uma forma realmente significativa, que até me ajuda a entender melhor o mundo em que vivemos. De um ponto de vista artístico, é algo que eu aprecio muito.


Conte um pouco sobre o processo que a levou a ser escolhida como a primeira voz da Princesa Zelda.

PS: Quando eu fiz os testes para o papel de Zelda, eu nem sabia que era para dublar a Zelda em si! A Nintendo é altamente sigilosa sobre os papéis, então eu nunca poderia imaginar. O que me passaram foram os detalhes da dublagem, em um teste ao vivo. Eu li que se passaria em um mundo medieval, preferencialmente com um sotaques britânicos, que eles tentaram de várias formas. A idade da personagem parecia muito vaga, tipo, entre 17 anos e… mais velha. Deixaram tudo bem em aberto mesmo, de forma que você não soubesse quem estava dublando, mas ao mesmo tempo teria uma noção do tipo de voz desejada. Então o que eu ofereci foi essencialmente o que eu fiz na chamada depois do meu primeiro teste, e só descobri semanas depois, quando eu tinha conseguido o papel, quem era a personagem. Então muitas das decisões sobre o que eu poderia trazer criativamente já estavam pré-aprovadas, porque elas tinham que passar por vários lugares ao redor do mundo antes de receber um ok. E eu fiquei em choque, eu não… conseguia acreditar no papel que consegui. Que… que era o papel de Zelda. Foi algo que mudou minha vida, explodiu minha mente e continua sendo o presente mais incrível de todos.

Zelda é uma das personagens femininas mais celebradas e queridas do mundo. Nestes tempos em que o feminismo anda tão em pauta, acha que a Zelda pode representar algo legal para as mulheres de todo o mundo?

Sempre que você pega uma personagem feminina que é tão icônica, e ela parte de não ter uma voz para ter uma voz, acho que há um simbolismo profundo nisso, que dialoga com os tempos em que vivemos e as oportunidades que estão lá. Eu amo interpretar guerreiras, e é algo que, na minha vida, é um sonho meu continuar fazendo. Interpretei várias delas, mas Zelda é uma das personagens mais icônicas e gigantescas guerreiras dos videogames, obviamente. Então foi muito legal viajar ao redor do mundo e conhecer muitas mulheres, e poder representar esta personagem guerreira… eu acho que há uma responsabilidade nisso, de interpretar bem o papel e falar bem por todas elas, então… eu tentei.

The Legend of Zelda Breath of the Wild está sendo um sucesso gigantesco de vendas. Seu contato com os fãs mudou depois do lançamento do game?

Então, a comunidade de fãs da Nintendo, para mim… ela mudou minha vida no dia a dia. Eu conheço gente de todo o mundo que ama a Nintendo e sente que Zelda é uma parte grande de suas vidas, e das vidas de suas famílias por 30 anos. Eu conheci o Charles Martinet e falei com ele em duas convenções. Ele é tão incrível também, eu acho que ele aprecia esse presente de ser a voz do Mario… é uma comunidade muito, muito especial! A comunidade de Zelda, a comunidade de Nintendo, o que os jogos representam, o quão bem feitos eles são… As pessoas que gostam de jogos de mundo aberto, desse tipo de jogos de Zelda, tendem a ser muito gentis, a amar fantasia… tendem a ser muito interessadas em enigmas, então rolam até umas discussões intelectuais sobre essas coisas. Tem sido simplesmente incrível. Eu senti muito amor, e tento retribuir isso. É uma ótima troca.

O que você acha que tem em comum com a Zelda? E no que são mais diferentes?

A Zelda não é boba, ela está mais para uma geek, meio nerd, talvez… e eu sou mais bobinha. Mas dá quase na mesma, né? Nós duas também amamos sapos! E isso me lembra até da minha cena favorita, que foi uma das mais divertidas de gravar. Porque eu cresci beijando todos os sapinhos, brincando com eles, tentava apanhar um diferente por dia em Michigan, onde cresci, porque tinha muita fauna ao nosso redor, então… é, na verdade eu tenho bastante em comum com a Zelda, mas se tivesse que escolher uma só… definitivamente é o amor pelos sapinhos.

Vamos imaginar um cenário aqui: Link partiu em uma aventura e vai demorar para voltar, enquanto Zelda está entediada e pensa em se divertir com um dos quatro campeões de Breath of the Wild. Quem ele vai chamar?

Com certeza a Urbosa! Tanto no jogo como na vida real ela é minha amigona agora, porque trabalhamos juntas e passamos a nos conhecer, e ela é simplesmente incrível. Seríamos melhores amigas… tanto no jogo como na vida real.

Você não usa sua voz apenas para dublar, né? Pelo que vimos, você também parece gostar bastante de cantar.

Ah, obrigada por trazer esse assunto, minha carreira musical… na verdade eu estou trabalhando em meu segundo disco agora mesmo. Minha banda se chama Summersett Band… e a razão dela levar o meu sobrenome é porque eu tenho três irmãs envolvidas com música, e duas são cantoras e compositoras, uma com ópera e outra com folk. Então Summersett ficou como o nome da banda para que todas ficássemos ligadas online… então é, eu tento fazer essa fusão com folk, mas também colaboro com outros projetos musicais com várias outras pessoas, porque música é uma parte gigantesca da minha vida. Na verdade eu estou fazendo umas coisas bem divertidas que ainda não contei para ninguém ainda, mas… eu posso estar tentando gravar um trabalho de Zelda a cappella com minhas irmãs para o aniversário de um ano do Breath of the Wild, e você ouviu isso primeiro mas… bom, não é nada demais. Summersettband.com, e se você for ao meu site normal, o patriciasummersett.com, eu também tenho links para meus trabalhos musicais e redes sociais… eu provavelmente vou postar mais coisas em breve, porque vamos gravar um novo disco nos próximos meses.

Você tem trabalhado bastante ultimamente, aparecendo em filmes, séries e jogos. Quais são seus planos para a carreira?

Parte do meu plano profissional é visitar muitas convenções, vão acontecer algumas em outras partes do mundo, vou visitar o Oriente Médio de novo… também vão acontecer alguns anúncios de videogame em breve… muito em breve, na verdade! Então fiquem de olho!

Que tal deixar uma mensagem final para os brasileiros que acompanham o seu trabalho?

Uma mensagem para todos os meus amigos no Brasil… a maioria de vocês eu não conheci ainda, mas eu amo vocês, amo a sua música, sua dança, sua comida, e aposto que a gente se divertiria muito caso nos conhecêssemos. Eu vi que Rainbow Six Siege teve um grande torneio em São Paulo, e como eu faço a voz da Ash no jogo, conhecia algumas das pessoas que foram ao Brasil participar do campeonato, e fiquei com tanta inveja, porque eu adoraria ir e fazer parte disso tudo… E sobre Zelda, quem sabe… em algum momento, vamos, vamos, nos encontrar em uma convenção, eu adoraria conhecer todos vocês, compartilhar o seu cosplay e arte, e sua paixão por seja lá o que for que vocês estiverem fazendo. Obrigado por me receber e gostar do jogo!

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