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Especial Halloween: Um game para jogar antes de morrer

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“Sem um joystick nas mãos, há vida lá fora”, ou ao menos é o que dizem por aí. Noite fria, nuvens pesadas e apressadas cortam o céu, mostrando apenas a silhueta de uma Lua mais tímida que o normal. Uma brisa gelada sopra de forma intermitente, enquanto as árvores farfalham ruidosas que só. E cá estou eu, em linha reta no meio do nada…


O Halloween é hoje, mas a data não é das mais populares no Brasil, sendo uma festividade originária dos países de língua inglesa. Em tempos de internet, é claro que não há uma fronteira real que nos impeça de entrar na dança — logo, sempre rolam umas festinhas perdidas aqui e ali.

Trilha sonora sugerida, logo abaixo (boa sorte):


 

Halloween (1)

Naquele clima de fantasias monstruosas em noite enluarada, a gente acaba viajando um pouco além da conta e se pega pensando em loucuras como um Apocalipse Zumbi, Lobisomens ou o dia de nossa morte. E foi no ápice dessa viagem do barulho que eu comecei a imaginar um bom game para jogar antes de morrer. Macabro demais? Nem tanto. Tem quem planeje a música que toca, as flores que vão decorar o espaço ou quem dirá as últimas palavras do cortejo. Eu decidi escolher, entre tantos momentos divertidos, qual aventura se encaixaria melhor na minha morte.

Num primeiro momento, fechava os olhos e só pensava em violência e horror, sensações mais óbvias de quem pensa em morte. Os puzzles macabros de Clock Tower, as ameaçadoras monstruosidades de Silent Hill e, mais recentemente, a temerosa Laura de The Evil Within. Com as pernas bambas, revivi cada noite tensa que passei com os games de terror, mesmo quando os gráficos ainda não eram tão convincentes. Doom? Duke Nukem 3D? Yeah, piece of cake! Mas não, sai de mim, assombração!

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Prefiro pensar em jogos mais cândidos, ainda que se brinque de morrer a todo momento. Um passo em falso em um abismo, o tempo que acaba, um inimigo que encosta em você ou a sua barra de HP zerada. Rapaz, jogar videogames é lidar com a morte a todo momento! Seria tenso lidar com isso, não fosse o advento das múltiplas vidas (e dos truques). Foi quando me veio a dúvida: e se os games fossem todos como o Hardcore de Diablo, ou a vida em Sword Art Online? Morreu, morreu e fim. Um fim digno? Não sei dizer, mas certamente um fim corajoso. É o que eu desejo? Sem respostas, segui em frente nas divagações.

Ser um Mestre Pokémon ou um usuário de Keyblade, ter conhecimento e perícias militares como Snake ou viver em um mundo fantasioso e colorido com Mario e sua turma. Para onde ir? Pro Limbo? Não, obrigado! E depois disso tudo, desvendar meu fim como O’Connor em Murdered: Soul Suspect? Não, também não é o que estou procurando. É tão difícil encontrar “aquele” jogo especial, a ponto de me pegar em dúvida se o problema é falta ou excesso de opções.

Nessas horas a gente volta no tempo e começa a assistir nossa vida em um filme rápido, sei do que falo. Lá pelos meus 3 ou 4 anos de idade, meu pai me deu um NES e me ensinou a jogar Super Mario Bros. Duck Hunt, Ducktales, Castlevania Jr., Mega Man, Yo! Noid, Contra, Zelda e uma pá de outras vidas vividas intensamente. Outros consoles com ênfase em outras sensações, até que me tornei um adulto saudosista. Nos bons tempos, ponderava entre meus camaradas se estar morto não seria um estado passageiro, resolvido com o tilintar de uma ficha batendo fundo em uma máquina de Arcade. Um novo crédito, uma nova chance de fazer tudo outra vez. Possível? Há quem diga que sim.

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Antes de entrar no mérito espiritual da questão, fui interrompido pelo lado tragicômico e comecei a pensar nos games que eu nunca mais jogaria, ou acabaria morrendo de verdade! As tenebrosidades que a indústria cospe de vez em quando, tipo um Cat Mario qualquer. O Superman 64 se encaixa nessa lista, com grandes chances de encabeçá-la, diga-se de passagem.

Estar vivo é perambular por um longo caminho, cheio de altos e baixos, sabendo sempre o momento certo de recuar. Crescer seria mais fácil se a vida fosse como E.V.O., onde compramos nossos upgrades e nos transformamos em constante evolução. Se não for dessa forma, que houvessem TMs e HMs para nos ensinar a viver de forma instantânea. Uma semelhança entre Pokémon e Matrix, ó pá! Mas a realidade não é tão objetiva e o homem tem grandes dificuldades de seguir em frente quando não há uma missão determinada. Sabe quando você perambula a esmo em um Sandbox, tipo GTA V ou Red Dead Redemption? Pois é, bem nessas. Aí surge o American Lifestyle, em uma tentativa vã de criar missões para o ser humano, sem nenhum grande indício de sucesso. De volta à estaca zero.

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Talvez eu me desse melhor com um MMORPG, dono do meu próprio nariz. Forjar, pescar, andar, guerrear e conhecer amigos de verdade de toda parte do mundo. Mas qual seria a graça de trocar uma vida por outra?

O ar parece estar se esgotando ou o sono deve estar chegando ao fim. Sem muito tempo para bater o martelo, acredito que qualquer bom game seria bom o bastante para isso, desde que pudesse terminá-lo antes do último suspiro. O gênero é o que me for conveniente, sem enrolações e arrependimentos. Se existe, de fato, um jogo indicado para essa hora, não sei se soube aproveitar a oportunidade. Você sabe de algum?

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“Sem um joystick nas mãos, há vida lá fora”, ou ao menos é o que dizem por aí. A conclusão que cheguei é que há vida aqui dentro também, mesmo que seja sentado diante da televisão apertando alguns botões. Pra quem não entende, é só desperdício de tempo, como correr atrás de uma bola ou ler um bom livro. Não é o meu caso; eu entendia daquilo que gostava e assim construí minha vida. O bom game para jogar antes de morrer eu não cheguei a descobrir qual era e não tive tempo para isso. Vocês que ainda estão vivos, que levem adiante minhas divagações e que aproveitem bastante!

Nos vemos do lado de cá! E que todos tenham um ótimo Dia das Bruxas!

Quiá! Quiá! Quiá! Quiá!

Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

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Kingdom Come: Deliverance | Os 5 melhores mods para o jogo

Kingdom Come conta com mods que podem consertar problemas do jogo ou que simplesmente contornar mecânicas irritantes.

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Apesar de ter sido lançado há pouco tempo, Kingdom Come: Deliverance já se mostrou ser um grande sucesso, especialmente entre os fãs de RPG que queriam algo diferente dos clichês de sempre.



É claro que um jogo deste porte e com tantos jogadores ativos acaba apresentando diversos problemas e algumas mecânicas que não agradam todo mundo.

Felizmente, os jogadores de PC podem contar com modificações feitas especificamente para resolver esses probleminhas. Você pode conferir nossa lista dos cinco mods mais úteis para Kingdom Come logo abaixo!


5. Faster Arrows

Em Kingdom Come: Deliverance, você só conta com armas reais, então aqueles que dão preferência a um estilo de combate de longa de distância, podem acabar gostando de lutar mais com um bom e velho arco e flecha.

O único problema é que o sistema de arco e flecha do jogo não é tão realista assim e as flechas são bem mais lentas do que deveriam ser. Para resolver isso, você pode usar o mod “Faster Arrows”, que ajusta a velocidade das flechas de modo mais aproveitável. Clique aqui para baixá-lo.

4. Cheap Training

Assim como em muitos outros RPGs, você pode pagar por treinamentos para melhorar certas habilidades, mas isso é algo extremamente caro em Kingdom Come.

É claro que você pode fazer bastante dinheiro no jogo, mas isso certamente vai demorar dezenas de horas. Para não sofrer tanto com o preço dos treinamentos no início do game, basta usar o mod “Cheap Training”. Ele diminui o preço para 50% ou 10% do valor original, dependendo do que você preferir. Clique aqui para baixá-lo.

3. Unlimited Weight

O mod “Unlimited Weight” é bem mais superficial e serve para aqueles que não gostam de lidar com sistemas de peso em jogos deste tipo. Basicamente, você pode carregar o que quiser sem se preocupar com o peso dos itens. Você pode clicar aqui para baixar o mod.

2. Sectorial Lockpicking

Quem já jogou qualquer game mais moderno da Bethesda sabe o quanto seus minigames de fechadura são irritantes, mas elas são toleráveis quando você aprende exatamente como elas funcionam.

Já o sistema que implementaram em Kingdom Come consegue ser ainda pior e até os desenvolvedores do game já prometeram sua alteração em uma atualização futura. Enquanto isso não acontece, você pode usar o mod “Sectoria Lockpicking”, que deixa o minigame mais viável sem modificá-lo de maneira extrema. Clique aqui para baixá-lo.

1. Unlimited Saving

Por fim, não dava para deixar de fora um dos mods mais úteis que foram disponibilizados até agora para Kingdom Come. Se você já jogou o título, deve ter percebido que não dá para salvar a qualquer momento, já que você precisa usar o item “Saviour Schnapps” toda vez que quiser fazer isso.

Como você só tem um número limitado deste item, acaba sendo irritante ter que esperar o jogo chegar em um checkpoint (para salvar sozinho) e tomar cuidado extra para não perder o progresso de horas por algum problema do próprio game, que ainda é bem instável. Felizmente, o mod “Unlimited Saving” resolve isso e permite que você salve a qualquer momento e lugar. Baixe-o neste link.

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Venha fazer um Book Tour pelo mangá oficial de Splatoon

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A Nintendo começou a publicar um mangá oficial de Splatoon a partir de dezembro de 2017 nos Estados Unidos. Apesar de ainda não existir uma versão nacional, o livro está disponível tanto para importação como para venda diretamente pela Amazon nacional através deste link. No vídeo de hoje te convidamos a fazer um passeio detalhado pela obra. Basta clicar no player abaixo!


Veja também:


Escrito e desenhado por Sankichi Hinodeya, o mangá foi publicado originalmente no Japão através da Korokoro Comics em 2016, e depois traduzido e lançado nos Estados Unidos pela Viz Media em 2017.

Por enquanto, apenas o primeiro volume está disponível, mas a edição 2 já tem data marcada de lançamento para março de 2018, enquanto o volume 3 sai em junho de 2018.


Os três primeiros volumes são focados no jogo Splatoon de Wii U, enquanto o volume 4 já começa a mostrar a mitologia e personagens de Splatoon 2, um dos principais jogos do Nintendo Switch.

Depois de ver o vídeo, não esqueça de contar o que achou do mangá nos comentários aqui embaixo! Aliás, por que não aproveita e diz pra gente se você já leu ou se tem vontade de ler o mangá também?

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Yellow e Red: uma opção simples para filas e banheiros

Puzzles simples, minimalistas e divertidos compõem dois apps que são uma ótima pedida para estarem no seu celular.

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“Entre diariamente para ganhar ítens bônus!”. “Aproveite essa oferta especial de 30 reais que vai acabar daqui duas horas!”. “Quer acelerar essa construção? Faça uma microtransação!”. Quer saber? Na maioria das vezes, eu acho tudo isso um pé no saco. Eu só queria um joguinho simples pra passar um tempo na fila ou fazendo as necessidades no banheiro.

E eu entendo como o mercado mobile tá crescendo e recebendo títulos mais robustos, mas não é pedir muito isso, não? Felizmente, yellowred são duas pequenas pílulas de puzzles que vão servir exatamente pra isso.

Basicamente, cada app é um conjunto de 50 enigmas minimalistas, que são resolvidos apenas utilizando com toques na tela do celular. Reconhecer padrões, resolver desafios lógicos e repetir sequências são alguns dos jeitos que o designer Bart Bonte encontrou para basear os puzzles.

yellow

yellow

Nada de microtransações, notificações indesejadas ou outros sistemas que estamos acostumados. No máximo, um sistema de dicas simples, caso você fique preso em alguma parte, mas que não vai te ajudar em alguns casos e vai te dar todas as respostas em outros. Nenhum dos enigmas são extremamente difíceis, então, recomendo que você vá no seu próprio ritmo.


yellow é um bom ponto de entrada para começar a entender o estilo do jogo e red funciona mais como um segundo desafio, que consegue, inclusive, utilizar conceitos já estabelecidos e usá-los de maneiras diferentes. Mesmo que sejam relativamente curtos, principalmente se você já gosta do estilo, valem a pena. Gratuito, interessante, divertido e minimalista: bem melhor que o rótulo daquele condicionador.

red

red


yellow e red são jogos desenvolvidos pelo belga Bart Bonte e estão disponíveis gratuitamente para Android (yellow/red) e iOS (yellow/red). Ambos os jogos permitem pagamento para retirar os anúncios, que vão aparecer entre uma dica e outra, e para apoiar o desenvolvedor.

Quer conhecer outros jogos gratuitos e inovadores para jogar e aproveitar muito? Dê uma olhada na nossa coluna Free to Play!

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