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Especial: O encontro dos bosses: Street Fighter 2 X Fatal Fury 2

Conheça um pouco mais sobre os bosses de cada título e descubra qual franquia vencerá essa disputa


Quem foi o líder absoluto dos games de luta no começo da década de 90? Se você respondeu Street Fighter 2 (que já foi alvo de um texto nosso, com 10 excelentes curiosidades), sua resposta está absolutamente certa! Mas… foi o único bom título do gênero? De certo que não! Um dos concorrentes mais fortes (e ousados) foi Fatal Fury 2 (Garou Densetsu 2, no original), que inovou ao trazer o hoje clássico esquema de 4 botões da SNK, batalhas em dois planos e um rol de personagens bem diferentes entre si, o que só incrementava ainda mais o momento do fight!

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Hoje, 4 de setembro, é o aniversário (segundo dados oficiais das companhias) de dois personagens importantíssimos para Street Fighter e Fatal Fury: Pelo lado da Capcom, o boxeador marrento Balrog, enquanto pelo lado da SNK, o toureiro sanguinário Laurence Blood.

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Nós do PlayReplay, que adoramos ver o circo pegar fogo, decidimos confrontar os 4 chefes de cada um dos games em um racha pra ver quem é o melhor, além de destacar suas muitas semelhanças (mesmo que a ordem esteja trocada, apenas para realçá-las). Pra que a luta seja acirrada, focamos nossa disputa em 4 critérios pra não deixar nenhum gamer insatisfeito:

– Técnicas;

– Cenário;

– Background music (BGM);

– Relevância.

Sigam conosco! Fight!

 

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Balrog e Axel Hawk são os primeiros da lista. A dupla de boxeadores nunca representou grandes problemas para os jogadores mais técnicos, mas uma vez que começavam seu infinito padrão de socos poderosos, a coisa esquentava bastante. Em Street Fighter 2, Balrog era o primeiro grande chefe em seu caminho, ao passo que Axel seria o segundo grande oponente em Fatal Fury, vindo logo depois do britânico Billy Kane.

Técnicas: Disputa acirrada, já que ambos são boxeadores exímios. Não são bons com as pernas, salvo em seu gingado nos ringues para se aproximar e trucidar seus adversários. Balrog tem golpes de longo alcance que são destruidores, além de seu agarrão com cabeçadas que é capaz de tirar qualquer um do sério. Peca em ataques aéreos, perdendo nas disputas para as voadoras. Axel, por outro lado, além dos bons golpes com os punhos, gaba-se de sua magia de furacões, no melhor estilo Haohmaru/Joe Higashi. Boxeador com magia é tenso, então ponto para Axel! 0 x 1

 

 Cenário:

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O Cassino de Las Vegas (e sua iluminação fora do normal) sempre foi um dos meus cenários favoritos em SF2, principalmente por representar o começo dos duelos contra os chefões. Mulheres em trajes sumários, carrões por todos os lados e muita gente querendo sangue! Já pelo lado de Hawk, uma paisagem belíssima com arranha-céus iluminados ao fundo, telões exibindo as facetas do boxeador e carros pesadíssimos por toda a volta do ringue. Disputa acirrada, que Axel vence por um pequeno detalhe: cercas eletrificadas! Quer arena mais voraz que essa? Axel Hawk emenda um cruzado de esquerda e vence mais uma!  0 x 2

 

BGM: O cenário másculo e imponente de Hawk é embalado por batidas fortes e cadenciadas que dão o tom do perigo que você corre ao encará-lo. Uma ótima música, não fosse o fato de ter o tema de Balrog como adversário. Uma das músicas mais animadas de Street Fighter, que já ganhou até mesmo versão com vocal, vence de lavada. É de longe uma das preferidas dos fãs da série. Ponto para Balrog! 1 x 2

Balrog:

Axel Hawk:

 

Relevância: Axel Hawk é um cara bacana, um chefe meio osso duro de roer e tudo mais, mas não é dos mais marcantes. Apareceu em poucos games e fez mais pontas do que combate real. Balrog, por outro lado, participou de vários games da série, além de alguns crossovers. Ponto para Balrog e a disputa termina empatada! 2 x 2

 

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Mais uma vez, adversários compatriotas! Coincidência ou provocação?

Laurence Blood é o aniversariante do dia, mas nem por isso terá moleza em um duelo frente a frente com o ágil Vega. Nem mesmo com seu nome trocado, o belo mascarado faz feio em combate, principalmente se tiver a chance de se pendurar em grades para atacar.

Técnicas: Ambos lutam de forma graciosa, mesmo Vega sendo mais furtivo enquanto Laurence tem movimentos de maior fluidez. A garra de Vega tem grande vantagem sobre a espada de Laurence, principalmente por conta de seus ataques vindos de todas as direções. Fora isso, se defender usando uma capa de toureiro é uma baita mancada, né? Por favor! Ponto para Vega! 1 x 0

Cenário:

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Laurence luta nas touradas espanholas, o que faz todo sentido, dada a sua profissão. O cenário de Vega é extremamente bem construído, principalmente por ser a arena de maior interação com um personagem em qualquer jogo de luta 2D. Além disso, tem músicos e dançarinos tradicionais ao fundo, que enriquecem ainda mais o ambiente. A disputa é acirrada, mas Laurence leva essa por dois motivos: o primeiro é a superioridade da SNK em criar cenários bacanas. Aqui, os touros do fundo se movem, além de haver transição entre dia e noite conforme os rounds avançam, o que é belíssimo.

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O segundo grande motivo está bem ao fundo: a Sagrada Família, de Gaudí. Uma das mais belas construções da humanidade, a basílica também é das mais longas obras, iniciada em 1882 e com previsão de conclusão apenas para 2026, no centenário da morte do arquiteto. Pra quem acha que video game não é cultura, aquele abraço! E ponto para Laurence Blood, empatando a disputa. 1 x 1

BGM: O tema de Vega é lindo e trabalha super bem com o cenário, além de transmitir todo o calor hispânico. O problema é que o tema de Laurence também interage maravilhosamente bem com as touradas, mas tem o adicional de ter alguns momentos de quebra (e gritos!) que quase te motivam a enrolar um pouco para finalizar a luta, só para ouvir. E eu sei que você já fez isso! Ponto para Laurence, 1 x 2!

Vega:

Laurence Blood:

Relevância: O mesmo caso de Axel Hawk, porém menos acentuado, já que Blood fez participações em Real Bout Fatal Fury. Tivesse dado as caras em KOF (como personagem jogável, cameos não valem), talvez tivesse chances. Vega tem uma longa e vitoriosa carreira e leva essa com facilidade. Um novo empate entre os chefões, 2 x 2!

 

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Maldosos dirão que deixei SagatBilly Kane se enfrentarem por conta da sua vasta cabeleira. Não é verdade! Na minha humilde opinião, Sagat e Billy devem se enfrentar por serem os mais fortes, abaixo, é claro, de seus respectivos patrões. Sagat tem o poder do muai thai e seu forte desejo de vingança, enquanto Billy Kane tem apenas gratidão a Geese Howard por tê-lo tirado das ruas, junto de sua irmã, Lilly Kane. Lilly viria a integrar o cast de KOF Maximum Impact 2, mas essa história fica para outro dia.

Técnicas: Billy Kane usa seu bastão desde sempre com maestria e tem excelentes ataques de curto, médio e longo alcance. Aqui, Billy já tinha seu desperation move em que gira o bastão em alta velocidade, atirando um grande círculo de fogo. Forte? Com certeza, mas não o bastante. Sagat tem opções para combater todo tipo de adversidade, mesmo que não tivesse Super ou Ultra combos na época. Usar magias de pé ou agachado e finalizar com um Tiger Uppercut no queixo não tem preço. Ponto para Sagat! 1 x 0

Cenário:

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O cenário de Sagat tinha um coqueiro na primeira versão do game, que sumiu com o tempo, assim como a pedra no chão. Reza a lenda que a pedra aparecia em posições aleatórias a cada nova jogada, de forma a não se tornar uma referência estratégica nos combates. O cenário de Billy Kane é cheio de engrenagens giratórias, correntes e outros elementos metálicos, o que dá um ar steampunk e remete à Revolução Industrial. Ainda que a fase de Londres seja mais bem trabalhada graficamente, Sagat leva essa pela referência histórica: a estátua de Buda em seu cenário existe e está localizada nas ruínas de Ayutthaia, na Tailândia. Confira a foto abaixo e veja Sagat ampliar sua vantagem para 2 x 0!

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BGM: A disputa menos acirrada, muito por conta das várias releituras sobre o tema de Billy, principalmente em suas participações no KOF. A música que embala o cenário de Sagat é interessante e tem todo um ar asiático, mas não acompanha a ferocidade do tigre guerreiro, enquanto o rock sujo britânico carrega todo o visual descolado de Billy. Ponto fácil para Kane, 2 x 1!

Sagat:

Billy Kane:

Relevância: Sagat tem suas próprias convicções para participar do torneio. Mesmo sendo um dos chefes, é considerado um lutador determinado e honrado. De forma injusta, não participou de nenhum dos crossovers da Marvel, mas deu as caras em Capcom vs SNK. Billy Kane começou em Fatal Fury, mas participou do KOF por diversas vezes, inclusive em sua versão 3D, Maximum Impact. Com certeza leva essa por suas participações em diversos títulos, além de ter feito parceria com Iori Yagami, logo em seu ano de estreia no The King of Fighters (95), ao lado de Eiji Kisaragi.

2 x 2 no placar, pela terceira vez!

 

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Para desempatar a peleja, a responsabilidade ficou nas mãos dos verdadeiros chefes. De um lado, M. Bison, cuja origem é desconhecida, mas seus planos maliciosos são pra lá de manjados. Do outro, Wolfgang Krauser von Stroheim, meio-irmão de Geese Howard. Quem vencerá o duelo final?

Técnicas: De acordo com a história de Street Fighter 2, M. Bison não usou 100% dos seus poderes. Mesmo com o Psycho Power, sua atuação foi muito aquém do que vimos em outros títulos da série, onde o ditador atira projéteis, se teleporta e tem um Psycho Crusher matador. O alemão Krauser usa de tática diferente, não apenas atirando bolas de fogo, como atirando bolas altas e baixas. Fora isso, aproveita-se de sua envergadura para ganhar todas em socos poderosos. Não fosse o bastante, ainda tem o absurdo Kaiser Wave, que já arrancou muitas fichas por aí. Krauser vence! 0 x 1

Cenário: 

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Enquanto escrevo este artigo, me pego pensando no quanto Bison é um vilão pobre e o quanto essa disputa é covarde. Por mais bacanas que as ruas da Tailândia possam vir a ser, o que dizer de Mittelbirge Castle, onde lutamos diante de estátuas, candelabros dourados e uma orquestra? Massacre de Wolfgang Krauser! 0 x 2

BGM: Segue o massacre: o tema de Bison tem apenas sinos badalando, enquanto Krauser luta ao som de seu xará, Wolfgang Amadeus Mozart. Precisamos dizer mais? Ouça abaixo Dies Irae, tema da batalha final de Fatal Fury 2. 0 x 3 Krauser!

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M. Bison:

Wolfgang Krauser:

Relevância: O calcanhar de Aquiles do alemão, que além dos games da série Fatal Fury, participou apenas do KOF 96 ao lado de Geese Howard e Mr. Big, além de entrar na versão definitiva de 98. Bison goza de grande prestígio nos games de luta, tendo participado do crossover com os X-Men, depois em Marvel vs Street Fighter, Marvel vs Capcom, Marvel vs Capcom 2 e outros títulos. Um ponto pela honra da Shadaloo! 1 x 3 Krauser!


A disputa foi quente, mas terminou com vitória da galera da SNK! Nossos parabéns aos aniversariantes, Balrog e Laurence Blood. Continuem conosco e até o próximo confronto entre séries! Não deixe de comentar, ok?

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