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Estamina #01: Ela Joga, Lê, Assiste, Escreve, Grava…

Aqui no PlayReplay já fiz de tudo um pouco: declarei meu amor pela Playstation, acompanhei o lançamento de um selo de quadrinhos, comentei a estreia de um filme, analisei o episódio de um jogo, escrevi notícias mais do que aguardadas, refleti sobre a relação vida e morte nos videogames, exaltei os games indies, comentei o formato episódico de alguns jogos… A partir de agora, esta “mina” que vos escreve quer descrever sua própria estamina, seja ela humana ou virtual.

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Em 1993, aprendi a ler e não parei mais. Desde esse ano até hoje, seja com capa em alto relevo ou em formato digital, sempre tenho uma realidade paralela para acessar através da literatura em suas variadas formas e formatos, alguma linha de raciocínio para entender nas publicações técnicas ou uma vida inteira na palma da minha mão nomeada como biografia.

Comecei com o gibi, me encantei com os clássicos, conheci os mangás, colecionei revistas, enfrentei a lista de obrigatórios do vestibular, descobri o que está sendo produzido de mais recente, assimilei os best-sellers e hoje leio o que me der vontade, sem medo. Tenho minhas preferências, claro, mas evito fechar meus olhos para toda e qualquer leitura que esteja fora do meu ideal. Afinal, o ato da leitura exige que os olhos do leitor assumam os olhos, a mente e o coração do autor e o ato da escrita demanda uma entrega de si próprio justamente por causa disso.

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Lá para o final dos anos 90, fui hipnotizada pela magia dos jogos transmitida por quebra-cabeças, tetris, Legos, tabuleiros, cartas de baralho, videogames e, mais recentemente, aplicativos. Entre um e outro, me vi imbuída de tantos desafios exaustivos, competições inimagináveis e jornadas empolgantes que não consigo mais me livrar desse transe. Minha casa parece uma luderia dentro de uma biblioteca!

Durante a minha infância, nenhum gamer saía da frente do videogame sem responder a uma pergunta, aquela que sempre aparecia ao final de cada fase do dia: aonde vamos jogar agora? E os critérios que influenciavam na decisão eram variados: jogos novos (geralmente, o “critério-minerva”!), mudar um pouco de console, ajudar o(a) gamer vizinho(a) em uma fase complicada, disponibilidade da TV no dia e horário combinados, imposição dos responsáveis (lê-se “adultos da família”) e etc. Já passei 13 horas jogando Banco Imobiliário sem parar – e hoje viro uma noite com o Board Game do Game of Thrones fácil! Na verdade, estou em transe até agora, pois não saio de casa sem um baralho surrado que não tenha cartas marcadas.

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Na adolescência, descobri que queria dedicar minha força de trabalho para o mundo da comunicação, mais especificamente dentro da área audiovisual (honestamente, mais áudio do que visual). E assim tem sido até hoje. Na minha opinião, imagem e áudio são o casal ideal: a combinação entre os dois é perfeita quando estão juntos e, mesmo assim, coexistem de uma forma equilibrada e independente caso estejam separados.

Apesar de ter sido tímida e caladona durante boa parte da minha vida, anos depois, entendi o motivo de minha escolha: é uma área que me permite abordar uma variedade de assuntos sem formatos pré-determinados. Assisto séries até meu cérebro fechar o meu olho à força, escuto músicas e podcasts enquanto trabalho, vejo Youtube e Netflix até cansar a vista e bato carteira em todos os shows nacionais e internacionais que me der na telha.

"Audiovisual Pictograms" de Morevi

“Audiovisual Pictograms” de Morevi

Essa é a minha Estamina e é disso que vamos falar por aqui.

Sinta-se à vontade e volte sempre, até o próximo post!

Crédito da imagem de capa: Softmode

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