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Ghost Recon Wildlands tem cartel, corrupção e muito sangue em mundo aberto inspirado na Bolívia

Após firmar base e iniciar suas atividades criminais na Bolívia, transformando o país no maior produtor de cocaína do mundo, o cartel Santa Blanca ataca a embaixada norte-americana e mata um agente infiltrado. O país do Tio Sam envia, então, a equipe Ghost — uma unidade tática de elite — para encarar os narcotraficantes que estão tocando o terror no povo boliviano.

Se já jogou algum jogo de mundo aberto da Ubisoft, você vai sentir em casa ao começar sua aventura em Ghost Recon Wildlands. A estrutura do jogo é quase um repeteco do que você já viu em outros jogos, mas dessa vez a ambientação é uma Bolívia fictícia dominada por um cartel fictício comandado pelo (também fictício — e bizarramente tatuado) traficante El Sueño.

O objetivo do seu time, composto por quatro agentes de elite, é derrubar o cartel Santa Blanca, e para tal será necessário derrubar cada pilar do grupo narco-terrorista. Será precisado começar por baixo, primeiro tirando do tabuleiro alguns peões para conseguir pistas sobre a localização dos chefes regionais, desestabilizando assim os chefes de segurança, influência, contrabando e produção. Só então, após dar conta de cada um dos responsáveis por esses quatro pilares do grupo, é que chegará a vez do impiedoso líder, El Sueño.

Por se tratar de um jogo de mundo aberto, Wildlands foge bastante da fórmula dos Ghost Recon anteriores. Embora a série tenha mudado bastante ao longo dos anos, é Ghost Recon Wildlands o game responsável pelas maiores mudanças — chegando, inclusive, a muitas vezes nem parecer tanto com um game da série. A quebra da linearidade é um dos pontos altos, permitindo a você decidir em que ordem deseja atacar os membros do cartel. Como as missões são liberadas após reconhecimento de território e coleta de informações, você pode simplesmente abandonar uma das tramas e cair de cabeça em outra num território vizinho.

Coletar informações também te ajuda a encontrar pontos de habilidades e melhorias para o seu equipamento. Somados a diferentes recursos, esses pontos liberam melhorias de habilidades e equipamentos, como a possibilidade de correr por mais tempo ou suportar mais danos de armas de fogo, a utilização de paraquedas, o aprimoramento da bateria ou da câmera de detecção do seu drone, entre outros. Utilizar seus pontos de habilidade, que também são recebidos ao passar de nível coletando experiência ao finalizar missões, é fundamental para dar conta de missões mais complicadas ou das regiões com nível de dificuldade elevado.

Ghost Recon Wildlands foi projetado para jogar com outros jogadores, e a Ubisoft faz questão de te lembrar disso de tempos em tempos. Quando o jogo é iniciado, a primeira tela de menu funciona como um lobby e já te oferece a possibilidade de jogar no modo cooperativo online. Se você recusar, ao longo da jogatina uma janelinha vai te lembrar de que basta pressionar um botão para curtir o tiroteio boliviano com outros jogadores via internet. E pode ter certeza de que é muito mais bacana e divertido jogar com outras pessoas, principalmente se rolar um chat por voz. É muito mais fácil coordenar o ataque combinando com o colega o que cada um vai fazer, informando por voz a localização dos inimigos e etc.

Jogar no modo single player também é uma boa pedida, principalmente se você não tem uma boa conexão ou é do tipo “lobo solitário”. É possível dar ordens para o seu time no modo para um jogador, com a opção de ordenar ataques, reposicionamento do time e até mesmo sinalizar alvos para seus companheiros finalizarem. Jogar “sozinho” (entre aspas, visto que Nomad, seu personagem, sempre está acompanhado de Hold, Midas e Weaver, completando o quarteto Ghost) é um pouco mais difícil, mas não impossível.

Opte você por jogar furtivamente ou no melhor estilo kamikaze, será necessário percorrer kilômetros de distância pela belíssima Bolívia digital, cujo visual é um dos pontos altos do jogo. Para tanto, você conta com diversos veículos diferentes, que vão desde motocicletas e jipes a carros de luxo, bem como helicópteros e aviões. Opções de transporte não faltam, e se você em algum momento cansar de correr por entre as pistas de terra batida, imensos lagos ou até mesmo céu aberto, sempre há a possibilidade de usar a viagem rápida para pontos seguros encontrados no mapa.

Bem diferente dos games anteriores da série, Ghost Recon Wildlands tem seu próprio charme e encanto, mas pode se tornar repetitivo após algumas horas de gameplay. Para uma experiência mais divertida, o ideal é jogar online com amigos (ou até mesmo com desconhecidos, por que não?) e libertar a Bolívia das mãos de El Sueño e os demais membros do cartel Santa Blanca.

Ghost Recon Wildlands – Nota: 3,5/5

Produtora: Ubisoft
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: Xbox One

Formado em Administração de Empresas e formando em Análise de Sistemas. Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já participou de sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.
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