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Hands-On: Adventurezator é um point-and-click inteligente, inspirado e meio louco

O que você faria se estivesse caminhando por aí e, de repente, fosse amaldiçoado e se transformasse em um homem-porco?

Em Adventurezator: When Pigs Fly você encarna Edmund, um humano vendedor de poções (que, diga-se de passagem, não funcionam exatamente como deveriam). Por infelicidade do destino, ele acaba cruzando o caminho de um de seus insatisfeitos consumidores e, para o azar do rapaz, o tal cliente era um feiticeiro e lançou-lhe um feitiço, transformando-o em um homem-porco. Um pouco mais adiante na estrada, Edmund encontra uma casa e descobre no local que pode existir uma cura para sua condição, e é aí que começa a aventura.

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O game oferece duas formas de se jogar: o modo Quickie, no qual o jogador segue uma trama pré-estabelecida pelo próprio título; e o modo Sandbox, que permite que aventuras personalizadas sejam criadas. Um terceiro modo, o Campaign, ainda não está disponível.

Por ainda estar em versão alpha, o modo Quickie de Adventurezator ainda não tinha muitos estágios. Pudemos testar as três primeiras fases disponíveis, nas quais Edmund deve usar a cabeça para desvendar os puzzles e completar as missões dadas no início do estágio. O jogo utiliza, de forma bem inteligente, contos clássicos e personagens históricos em uma só trama, dando um ar de fantasia, nostalgia e non-sense bastante inesperado.

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Por exemplo, no segundo capítulo Edmund precisa visitar uma casa onde mora uma família de ursos para conseguir algumas de suas garras, que são elementos essenciais para a produção da poção que pode transformá-lo em humano novamente. A referência à história da Cachinhos Dourados e os Três Ursos logo se torna óbvia, mas o mais interessante mesmo é que o jogo permite que você tome rumos, digamos, diferentes do habitual.

Um bom exemplo disso é a possibilidade de utilizar armas e atacar os NPCs para conseguir o que você precisa. No caso das garras de ursos, é possível descer o machado nos bichos e torcer para que, caso você vença a luta, o item possa ser encontrado no cadáver. É claro que é possível encontrar os itens ao explorar os cenários, mas a possibilidade de tirar a vida dos outros personagens para alcançar seu objetivo foi totalmente em direção oposta ao que esperava encontrar no título. E isso não foi uma coisa ruim. Mas é bom ficar atento pois algumas missões só podem ser concluídas se determinados personagens continuarem vivos.

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Outro elemento que torna a experiência de jogo de Adventurezator ainda mais surreal são as transições de tela. Enquanto o jogo entra em loading, são exibidas artes que vão do engraçado ao bizarro, sempre com alguma referência à cultura pop. Dentre uma imagem e outra somos apresentados a versões de quadros famosos repintados utilizando porcos como protagonistas, orcs em roupas sensuais e até mesmo a referências a filmes como Matrix e séries de TV como Doctor Who.

Já no modo Sandbox, Adventurezator permite que você crie sua própria história. E sim, dá pra fazer isso de forma rica em detalhes. Por exemplo, você pode construir os cenários, criando e mobiliando casas e castelos. Também é possível montar o elenco da sua aventura, podendo escolher a raça, cor de pele e cabelos, formato do resto e o vesturário de cada um dos seus personagens. Você pode até mesmo criar máscaras utilizando suas próprias imagens, o que abre um leque imenso de possibilidades. No trailer de divulgação do jogo, por exemplo, essa ferramenta é exemplificada utilizando uma foto de Gabe Newell, o criador do Steam.

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Talvez a ferramenta mais interessante do modo Sandbox de Adventurezator seja a de criação de cenas de corte. Imagine o que é possível fazer usando suas criações. Dá pra brincar de interagir com famosos, com personagens de outros jogos e até mesmo com seus amigos. A ferramenta de criação de cutscenes é tão boa que, para se ter uma ideia, ela foi usada para criar o próprio vídeo de introdução do game, que você pode assistir logo abaixo. E ele ficou incrível!

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Como ainda está em versão alpha com Early Access no Steam, a versão que testamos de Adventurezator ainda não estava com todas as opções de jogo liberadas. Não pudemos, por exemplo, jogar o modo aventura completo e nem mesmo criar a nossa própria, ficando restritos a brincar de construir os demais elementos componentes da trama. Outro ponto que deixa a desejar é a câmera, que é um tanto confusa e complicada de controlar. Mesmo permitindo o uso do teclado ou do mouse (ou dos dois em conjunto), a câmera mais dificulta do que ajuda.

Porém, é perceptível que a equipe de desenvolvimento está empenhada em trazer uma experiência diferente e personalizada. Se o jogo já está legal agora, imagina quando estiver pronto…

 

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Adventurezator: When Pigs Fly

Desenvolvimento: Pigasus Games
Plataformas: PC, Mac e Linux (Steam)[/infobox]