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Mega Man Legacy Collection é a oportunidade que me faltava para jogar os clássicos do robozinho azul

Não joguei a maioria dos jogos do Mega Man. Não vou mentir, realmente não joguei. E, sim, me arrependo amargamente de ter deixado passar uma boa quantidade de títulos de qualidade no passado, não nego.

Agora, com o lançamento de Mega Man Legacy Collection, a Capcom parece que vai me ajudar a encontrar a redenção.

Legado

É inegável que a série Mega Man, criada por Keiji Inafune — aquele mesmo que está trabalhando em Mighty No. 9 e Red Ash —, ajudou a moldar os videogames como os conhecemos hoje. Já discorremos bastante sobre a série aqui no PlayReplay (como quando falamos sobre o sumiço do personagem e relembramos algumas curiosidades da franquia) e, como tenho muito menos conhecimento de causa do que nosso amigo Eidy, nem vou me arriscar a falar muito sobre o passado da série.

Diz aí, dá a maior vontade de começar a jogar agora!

Diz aí, dá a maior vontade de começar a jogar agora!

Mas posso, sim, afirmar que diversos títulos bebem (com vontade) da fonte dos jogos do carismático robozinho azul. A dificuldade elevada, a curva de aprendizado e a jogabilidade de Mega Man ainda hoje servem de inspiração para desenvolvedores que cresceram se aventurando no mundo criado por Inafune na Capcom.

E não é pouca inspiração não: só nesse novo pacote, que chega digitalmente ao PS4, XOne e PC no dia 25 de agosto (e ao 3DS no início do ano que vem), estão disponíveis os seis primeiros jogos da série do robozinho. Pra completar e fazer logo a alegria dos mais nostálgicos — e dos arrependidos que querem se redimir, como eu — a coleção conta ainda com um modo museu e com o Challenge Mode.

O Museum de Mega Man Legacy Collection traz informações e artes conceituais

O Museum de Mega Man Legacy Collection traz informações e artes conceituais

Ou seja, além de consertar o erro do passado jogando seis games clássicos, de quebra vou ficar por dentro de cada detalhe da série (com direito a acesso a artworks, informações e artes conceituais!) e curtir uma nova e diferenciada forma de jogar Mega Man com grandes e novos desafios (como se a série já não fosse difícil o suficiente!).

Repeteco

É claro que fico feliz de poder voltar atrás agora e curtir alguns clássicos, mas fica aquele gostinho amargo na boca quando lembro que já passou da hora de um novo Mega Man chegar às lojas. E quando digo “novo Mega Man”, me refiro a um novo game do azulzinho original, e não dos “sucessores espirituais” Mighty No. 9 e Azure Striker Gunvolt.

Foi uma tremenda decepção quando cancelaram Mega Man Legends 3, um título que eu esperava ansiosamente para jogar. Mas quem sabe Red Ash (Olha o sucessor espiritual aí, gente! Chora, cavaco!) não consegue suprir essa demanda?

Red Ash é o "sucessor espiritual" de Mega Man Legends

Red Ash é o “sucessor espiritual” de Mega Man Legends

Essa nova estratégia da Capcom de reviver jogos antigos com nova roupagem e conteúdo diferenciado é até legal. É bom pra produtora, que encontrou nos remakes e remasterizações uma verdadeira mina de ouro; e pros jogadores, que ganham a oportunidade de reviver suas velhas aventuras ou de curtir jogos que passaram batidos anos atrás.

O problema é que novos games dessas mesmas franquias poderiam estar em produção agora mesmo, em vez de as equipes de desenvolvimento estarem focadas em recriar conteúdo antigo.

Lembra desse?

Lembra desse?

Redenção

De qualquer forma, esse “repeteco” de Mega Man vem em boa hora. O retrô tá aí com força total, e na falta de um novo Mega Man a gente joga os antigos de bom grado.

Ainda mais quando se deixou passar a oportunidade no passado. Aí sim vale mais a pena ainda. Falo por experiência própria.

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