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Morrer ou jogar games nos quais não se pode morrer? Eis o puzzle da questão

1 UP! Dá até para ouvir o barulhinho, né? Quem joga Mário, sabe o que isso significa! Encontrar, conquistar e ganhar vidas durante as fases era questão de sobrevivência nos jogos mais antigos. Aliás, quem já jogou Alex Kidd In The Miracle World sabe a tranquilidade que se sente ao chegar na segunda lojinha e poder comprar uma vida com 500 dinheiros.

Alex Kidd In The Miracle World

Alex Kidd In The Miracle World

Ao mesmo tempo, no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, tudo o que aquele jogador cansado que empacou em uma fase mais cansativa (tipo aquela de Donkey Kong Country 2 que tem um ácido verde… Quem nunca? ) queria era ter vida eterna para conseguir avançar no jogo de uma vez.

E hoje osso já é possível! Atualmente, existem títulos nos quais não existe o indicador de quantidade de vidas. Se você cair no abismo ou algum outro personagem do jogo esvaziar a sua barra de stamina, como em Bioshock Infinite, por exemplo, você volta exatamente do ponto onde parou. Perdendo uma graninha, mas volta. E você volta infinitamente. Ba dum tsss!

Bioshock Infinite

Bioshock Infinite

O meio termo dessas situações “Life Mode” eram os passwords! Algo no estilo Pandemonium pra PC e Playstation, no qual você tinha de jogar bem pra não perder vidas, claro. Mas também ia anotando os amados e salvadores passwords em caderninhos, folhas de papel, páginas de jornal (ou praticamente qualquer superfície na qual fosse possível escrever)… Se desse game over porque você ficou com zero vidas, bastava colocar o código da última fase finalizada e pronto! E olha que naquela época ninguém conseguia encontrar os passwords secretos da internet como hoje…

E se em alguns jogos é impossível morrer, em outros o que vale é justamente o contrário. No RPG — totalmente extremista — Upsilon Circuit, o jogo acaba quando seu personagem morre. Simples assim. Se o seu personagem morrer, nunca mais você volta para aquela determinada partida e com seus respectivos jogadores. A aventura acaba ali, c´est fini. O game ainda não foi lançado, mas já divide opiniões.

Pandemonium

Pandemonium

Aí você me pergunta: “é bom ou não ter uma contagem da quantidade de vidas nos jogos”? Minha resposta: depende do propósito do game!

Alguém se imagina jogando GTA V com um número inicial de vidas? Ou Beyond? Ou LittleBig Planet? São mundos abertos, então essa limitação só iria atrapalhar. Mas ainda fico muito empolgada quando jogo meu Alex Kidd e “me mato” pra tentar zerar o jogo sem dar game over, ou seja, sem perder todas as vidas. Ou quando vou pro Castle of Illusion – Starring Mickey Mouse. Ou Scott Pilgrim vs. The World: The Game. Com essas variações, os jogos evoluíram e se reinventaram! A vida dos jogadores agradece!

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