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O maravilhoso mundo de Wonder Boy: The Dragon’s Trap

Assim como a Turma da Mônica resgatou a dentuça no saudoso Master System, Wonder Boy: The Dragon’s Trap, resgata tudo que o gênero plataforma tem de mais legal.

Se você não entendeu o motivo de abrirmos o texto falando sobre o antigo console da SEGA e dos queridos personagens de Mauricio de Sousa, talvez você nem fosse nascido nos tempos em que a TecToy lançou um dos maiores clássicos dos videogames nacionais.

Em 1993, o mercado brasileiro ganhou a sua própria versão de Wonder Boy III, lançado originalmente em 1989. Ao invés de se limitar a traduzir textos e menus, a TecToy fez o serviço completo e repaginou o game inteiro, trocando seus personagens pelos heróis da turminha. Isso apenas serviu para deixar mais popular e ainda melhor um jogo que já era muito bom em sua roupagem original.

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Para surpresa geral, eis que, em pleno 2017, a aventura ganha novamente uma roupa inédita, desta vez pelas mãos da pequena desenvolvedora DotEmu, que remasterizou a versão original do Master System com muito capricho.

A única coisa que segue igual é a excelente estrutura e jogabilidade básica do game. De certa forma, o jogo parecia um híbrido entre The Legend of Zelda e Kirby, pegando os melhores elementos dos dois mundos, mas apresentando bons recursos inéditos no processo.

De Zelda vieram tanto os elementos de RPG como a exploração de dungeons, todas espalhadas por um mundo bem aberto para a época, repleto de rotas alternativas e caminhos escondidos. Já a parte Kirby vem dos diferentes poderes e habilidades destrancáveis ao longo da jornada.

Após uma breve introdução com pinta de tutorial, onde um todo-poderoso Wonder Boy OU Wonder Girl invadem um castelo, o personagem é transformado em um dragão e perde quase todos os seus poderes.

A ideia é desbravar o mapa e tentar vencer os cinco chefes, já que eles garantem novas skins e caminhos. Ao longo da campanha você vai controlar um ratinho capaz de escalar paredes, um monstro submarino que é excelente nadador, um poderoso leão com ataques mortais, e um pássaro capaz de alcançar os céus.

Além das habilidades naturais de cada classe, também é possível customizar os personagens visitando lojinhas, onde seu dinheiro pode ser trocado por novos escudos, espadas e itens. Poções dão vidas extra e uma série de magias podem facilitar sua jornada.

Um novo menu de inventário garante maior velocidade ao processo de trocar de itens. Se no Master System era preciso levantar e apertar o botão de pausa, nos consoles basta um toque no joystick para acessar tudo rapidamente.

Com apenas um toque também é possível alternar imediatamente entre as versões retrô e moderna dos gráficos, trilha e efeitos sonoros, ou mesmo misturar elementos novos e antigos ao seu gosto. Seja qual for sua opção, puristas e novatos ficarão plenamente satisfeitos.

Uma tonelada de extras, como um modo mais difícil e destrancáveis com artes conceituais e bastidores da produção garantem boa longevidade ao título, e garantem que qualquer fã de plataforma termine a jornada com aquele gostinho de quero mais na boca.

Será que já podemos começar a lotar a caixa de e-mails da Dot Emu pedindo mais remasterizações de Master System para os novos consoles? Votamos em R-Type ou Outrun!