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Opinião: Poderio gráfico e polígonos não necessariamente produzem jogos divertidos

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Sprites bem detalhados e cenários em tons degradê, com rico detalhamento de todos os objetos que o compõem, desde o céu até a cascata de areia. O que faltava em poder de processamento, sobrava em criatividade e bom gosto na hora de programar os jogos do Mega Drive. A imagem acima foi retirada de Sonic & Knuckles, game lançado há mais de duas décadas, mas ainda lembrado por sua excelência técnica.

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Altered Beast é divertido em todas as suas nuances e versões, menos a a de PS2

 

Com paleta composta por meras 512 cores (contra 32.768 do concorrente), o Mega Drive vem divertindo pessoas desde a década de 80, tendo recebido “novas” versões até poucos anos atrás. Comix Zone, Aladdin, Shinobi e Wonder Boy são alguns exemplos de como era possível extrair o máximo de um console limitado e obter resultados muito acima da média.

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Comix Zone é bonito e irreverente

 

Os games nos divertem desde sempre

Toda essa introdução teve o intuito de lembrá-los que os bons gráficos não estão apenas nos equipamentos de ponta, mas em todo trabalho competente. As centenas de milhares de polígonos da oitava geração de consoles não dizem muita coisa, se mal utilizados. Poucas cores? Nada que um bom trabalho com pixels não corrija! No caso do nosso camarada de 16 bits, os meio-tons eram produzidos a partir de cores intercaladas. Truques que permitiam driblar limitações técnicas, mas exigiam esmero por parte do time envolvido. 32 bits, 128 bits, 16 bits ou apenas 8, tanta tecnologia envolvida e desenvolvida, mas nenhuma garantia de que os jogos dessa ou daquela época são melhores que os outros. Poderio gráfico não é garantia de diversão, não é mesmo?

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Mega Man… cada!

 

O PlayReplay tem, assumidamente, compromisso com jogadores de todas as gerações. Desde que o nosso site entrou no ar, dividimos nossos esforços entre jogos novos e antigos e não por acaso, “Jogos de ontem, hoje e amanhã” é o nosso lema. Puro saudosismo? Que nada, estamos falando de jogos de qualidade e que ainda divertem, mesmo passados 20 ou 30 anos desde o seu lançamento. Pensem comigo: Mega Man 3 ou Mega Man X7? Os polígonos não salvaram nosso amigo azulado, menos ainda a jogatina de quem esperou tanto pelo game, nos idos de 2003. Os gráficos eram ruins? Até que não, mas outros pontos importantíssimos afetaram a recepção do público, na época. Uma trama ruim, jogabilidade confusa, câmera porca e segue a procissão, porque a lista de defeitos é longa. Sabe a história do “bonitinho, mas ordinário”? Pois é.


Se apenas gráficos fossem garantia de um bom game, 1080p (ou 4k, para os mais bem servidos) seriam o bastante para nos levar ao nirvana dos games. No entanto, não é esse o cenário que vem se desenhando ao longo dos anos, principalmente por conta do desaparecimento (mesmo que forçado) de algumas franquias tradicionais. O Sonic, citado no começo do texto, que o diga. Boom, Lost World, Unleashed, Colors e sabe-se lá o que mais inventaram, tudo apontando para uma verdade só: os games do ouriço degringolaram e se perderam no espaço-tempo, mesmo com gráficos excelentes. Sem divertir, de nada adianta. Com isso, estou afirmando que os gráficos não são importantes? Longe disso. Gráficos mal trabalhados podem por a perder todo o trabalho de anos de desenvolvimento e isso não seria algo inédito na indústria de jogos. Contudo, essa é apenas uma das faces que devem ser trabalhadas para se chegar a um resultado razoável. Jogar Elder Scrolls V: Skyrim ou GTA 4 com trocentos mods que os tornam únicos e belos é divertido? Muito! Mas o que os torna tão bons já estava lá, antes de qualquer aparato visual que realce árvores e raios de sol. Ser bonito só os potencializou!

 

Gêneros perdidos

Há algum tempo, rolou uma discussão acalorada entre jogadores de todas as partes do planeta por conta de um suposto downgrade no visual de Watch Dogs, game de mundo aberto da Ubisoft. Segundo os vídeos comparativos lançados e compartilhados de forma exaustiva, os gráficos da versão exibida na E3 de 2012 eram levemente superiores ao produto final. A empresa francesa se defendeu dizendo que não ouve nenhuma redução em seus aparatos gráficos e que a diferença se deu apenas no nível de detalhes exibidos. Na época, voltamos a discutir se gráficos e diversão eram vetores diretamente proporcionais, no que se mostrou ser o maior sexo dos anjos de todos os tempos. O game foi lançado sem cumprir a promessa de mostrar o verdadeiro potencial dos consoles de ponta (quem acreditou que isso seria possível logo de cara?), mas divertiu quem se propôs a aceitá-lo, com ou sem capote-que-se-mexe-na-ventania.

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Essa dependência do poderio gráfico nos consoles mais novos resultou no desaparecimento de alguns gêneros tradicionais das gerações passadas, como o beat ’em up, o shmup e os games de plataforma. Um ou outro título aqui e ali, mas os tempos gloriosos de Final Fight, R-Type e Adventure’s Island não parecem ter data para voltar. O porquê disso é totalmente discutível, já que os requerimentos para rodar games desse porte, hoje, são preenchidos até mesmo por alguns modelos de calculadoras. O que os impede de desenvolver novos games com gráficos mais modestos? Nada! E a prova cabal disso foi a enxurrada de títulos “2.5D” lançados nos últimos tempos, com pouco ou nenhum fervor envolvido.

A solução? Hoje, recorrer aos consoles clássicos como alternativa entre um game AAA e outro. Na verdade, tenho jogado muito mais meu PS1 que o seu irmão de última geração, PS4. Polígonos porcos, muito loading, trocar de disco e todas aquelas lenga-lengas da época são parte da diversão, mais ou menos como apreciar cinema Noir ou discos de vinil. A diversão nunca foi exclusividade das maravilhas modernas, cheias de componentes e fios coloridos. Se você duvida, te convido para uma partida de Mega Drive qualquer hora dessas. Vai encarar?

Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

Cinema

De Fullmetal Alchemist a Samurai X, entenda a febre dos Live-Action

Relembre os melhores filmes em live-action lançados neste século

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Não foi apenas Fullmetal Alchemist que ganhou uma hypada adaptação em live action. A Warner Bros. Japan também está apostando forte no lançamento da versão com atores de Bleach, e esses são apenas dois exemplares de live action que estão repercutindo muito bem na internet!


Veja também:


Com lançamento marcado para 20 de julho de 2018, Bleach chegará aos cinemas japoneses e já tem até um trailer caprichado — esse do link acima —, prontinho para você clicar e se refestelar. Já Fullmetal Alchemist está disponível para streaming no catálogo da Netflix nacional enquanto você lê este texto. Mas não é de hoje que grandes obras dos anime e mangás são adaptadas para filmes!

adaptação em live action de Bleach

adaptação em live action de Bleach

Entre erros e acertos, há uma infinidade de versões com atores de carne e osso por aí. Vamos começar relembrando as melhores lançadas neste século? Todos eles valem um pouquinho do seu tempo!

Os melhores filmes em live-action

Em 2001 tivemos Ichi: O Assassino, adaptação do Ichi the Killer de Hideo Yamamoto. Já em 2003 foi a vez do clássico absoluto Oldboy, baseado no mangá homônimo de Garon Tsuchiya. A versão de Gantz lançada em 2010 também foi uma ótima opção para quem curte os mangás de Hiroya Oku, e ganhou até uma sequência, Gantz: A Resposta Perfeita, no ano seguinte.


Em 2011, Takehiko Shinjo adaptou o mangá Paradise Kiss de Ai Yazawa de forma bem divertida, mas foi em 2012 que tivemos uma das adaptações mais celebradas, quando Keishi Ohtomo lançou Samurai X O Filme, a aclamada versão com atores de Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan, de Nobuhiro Watsuki.

Já em 2014, outro clássico ganhou vida em Lupin the Third, baseado no Lupin Sansei de Kazuhiko Kato. Apesar da complicada missão, o filme de Assassination Classroom comandado por Eiichiro Hasumi conseguiu ser bem fiel aos livros de Yusei Matsui. Ou seja, não faltam exemplos de boas adaptações por aí!

O cantinho da desonra…

Mas nem tudo são flores quando obras queridas ganham uma nova roupagem, especialmente quando americanos tentam a sorte nesse ramo tão traiçoeiro. O exemplo mais infame, claro, é o execrável Dragon Ball Evolution. Lançado em 2009, até hoje ele causa pesadelos nos fãs da obra de Akira Toriyama.

Os últimos tempos foram particularmente ingratos para adaptações ocidentais, já que os filmes de Ghost in the Shell e Death Note, ambos de 2017, tiveram uma recepção muito fria tanto por parte dos fãs como da crítica especializada. Aqui está nossa crítica de Death Note que não nos deixa mentir…

Ou seja, embora o estouro de popularidade do live action de Fullmetal Alchemist possa fazer alguém recém-chegado ao mundo dos live-action acreditar que isso é novidade, acho que ficou bem claro o quão comum é a prática, certo?

Isso porque, neste texto, só falamos em coisas deste século. Quem sabe na próxima não cobrimos também algumas adaptações ainda mais clássicas? Deixe um comentário aqui embaixo caso tenha interesse no tema!

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Destaques

Kingdom Come: Deliverance | Os 5 melhores mods para o jogo

Kingdom Come conta com mods que podem consertar problemas do jogo e contornar mecânicas irritantes.

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Apesar de ter sido lançado há pouco tempo, Kingdom Come: Deliverance já se mostrou ser um grande sucesso, especialmente entre os fãs de RPG que queriam algo diferente dos clichês de sempre.



É claro que um jogo deste porte e com tantos jogadores ativos acaba apresentando diversos problemas e algumas mecânicas que não agradam todo mundo.

Felizmente, os jogadores de PC podem contar com modificações feitas especificamente para resolver esses probleminhas. Você pode conferir nossa lista dos cinco mods mais úteis para Kingdom Come logo abaixo!


5. Faster Arrows

Em Kingdom Come: Deliverance, você só conta com armas reais, então aqueles que dão preferência a um estilo de combate de longa de distância, podem acabar gostando de lutar mais com um bom e velho arco e flecha.

O único problema é que o sistema de arco e flecha do jogo não é tão realista assim e as flechas são bem mais lentas do que deveriam ser. Para resolver isso, você pode usar o mod “Faster Arrows”, que ajusta a velocidade das flechas de modo mais aproveitável. Clique aqui para baixá-lo.

4. Cheap Training

Assim como em muitos outros RPGs, você pode pagar por treinamentos para melhorar certas habilidades, mas isso é algo extremamente caro em Kingdom Come.

É claro que você pode fazer bastante dinheiro no jogo, mas isso certamente vai demorar dezenas de horas. Para não sofrer tanto com o preço dos treinamentos no início do game, basta usar o mod “Cheap Training”. Ele diminui o preço para 50% ou 10% do valor original, dependendo do que você preferir. Clique aqui para baixá-lo.

3. Unlimited Weight

O mod “Unlimited Weight” é bem mais superficial e serve para aqueles que não gostam de lidar com sistemas de peso em jogos deste tipo. Basicamente, você pode carregar o que quiser sem se preocupar com o peso dos itens. Você pode clicar aqui para baixar o mod.

2. Sectorial Lockpicking

Quem já jogou qualquer game mais moderno da Bethesda sabe o quanto seus minigames de fechadura são irritantes, mas elas são toleráveis quando você aprende exatamente como elas funcionam.

O sistema que implementaram em Kingdom Come também não é nada fácil e muitos fãs já pediram por uma alteração no futuro. Enquanto isso não acontece, você pode usar o mod “Sectoria Lockpicking”, que deixa o minigame mais viável sem modificá-lo de maneira extrema. Clique aqui para baixá-lo.

1. Unlimited Saving

Por fim, não dava para deixar de fora um dos mods mais úteis que foram disponibilizados até agora para Kingdom Come. Se você já jogou o título, deve ter percebido que não dá para salvar a qualquer momento, já que você precisa usar o item “Saviour Schnapps” toda vez que quiser fazer isso.

Como você só tem um número limitado deste item, acaba sendo irritante ter que esperar o jogo chegar em um checkpoint (para salvar sozinho) e tomar cuidado extra para não perder o progresso de horas por algum problema do próprio game, que ainda é bem instável. Felizmente, o mod “Unlimited Saving” resolve isso e permite que você salve a qualquer momento e lugar. Baixe-o neste link.

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Venha fazer um Book Tour pelo mangá oficial de Splatoon

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A Nintendo começou a publicar um mangá oficial de Splatoon a partir de dezembro de 2017 nos Estados Unidos. Apesar de ainda não existir uma versão nacional, o livro está disponível tanto para importação como para venda diretamente pela Amazon nacional através deste link. No vídeo de hoje te convidamos a fazer um passeio detalhado pela obra. Basta clicar no player abaixo!


Veja também:


Escrito e desenhado por Sankichi Hinodeya, o mangá foi publicado originalmente no Japão através da Korokoro Comics em 2016, e depois traduzido e lançado nos Estados Unidos pela Viz Media em 2017.

Por enquanto, apenas o primeiro volume está disponível, mas a edição 2 já tem data marcada de lançamento para março de 2018, enquanto o volume 3 sai em junho de 2018.


Os três primeiros volumes são focados no jogo Splatoon de Wii U, enquanto o volume 4 já começa a mostrar a mitologia e personagens de Splatoon 2, um dos principais jogos do Nintendo Switch.

Depois de ver o vídeo, não esqueça de contar o que achou do mangá nos comentários aqui embaixo! Aliás, por que não aproveita e diz pra gente se você já leu ou se tem vontade de ler o mangá também?

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