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Retrô: Killer 7, o jogo que marcou a chegada de Suda 51 ao ocidente

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Goichi Suda é um dos desenvolvedores mais excêntricos de toda a indústria. Conhecido como Suda51, o cara é tão peculiar que consegue unir, em um só jogo, elementos de lucha libre, referências à cultura pop (ocidental e oriental), humor nonsense e uma dose cavalar de violência gratuita. Apesar de hoje em dia já contar com sucessos mundiais, como No More Heroes e Lollipop Chainsaw, sua entrada no ocidente ocorreu por meio de um de seus jogos mais bizarros: Killer 7.

O jogo de ação, lançado para GameCube e PlayStation 2, não contava apenas com todas as esquisitices que acabei de citar, mas também com um visual único e uma jogabilidade até estranha demais para ser entendida apenas por imagens e vídeos. Considerado um clássico cult da sexta geração de consoles, Killer 7 completou nove anos de lançamento na semana passada e, para comemorar, preparamos um especial bem bacana para tentar explicar por que a criação de Suda51 é um dos jogos mais ousados de todos os tempos.

 

O fiasco do Capcom Five

A vida era bem complicada para os nintendistas durante a sexta geração de consoles. Após a relativa derrota do Nintendo 64 para o PlayStation, na quinta geração, a Big N depositou todas as suas esperanças no GameCube, console bastante robusto e mais potente que o PlayStation 2. Para tentar garantir o sucesso do aparelho, a empresa estabeleceu parcerias de exclusividade com a franquia Resident Evil e estreitou bastante seu relacionamento com a Capcom.

Um dos maiores frutos desta relação foi o anúncio do Capcom Five, um projeto que garantiria cinco títulos experimentais exclusivos para o console da Nintendo. Conforme as informações eram liberadas, a empolgação dos fãs aumentava, e os jogos pareciam cada vez mais espetaculares. Mas alguma coisa deu errado, e o acordo acabou sendo um dos maiores fiascos daquela geração.


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O primeiro jogo, P.N.03, era um título futurista em que o jogador assumia o papel da mercenária Vanessa Schneider para conter uma ameaça alienígena. O título foi massacrado pela mídia e se manteve exclusivo do console da Nintendo. Dead Phoenix, jogo que lembrava muito a série Panzer Dragoon, nem chegou a ser lançado. Resident Evil 4, apesar da imensa qualidade, provavelmente foi portado até para o micro-ondas da sua casa. Viewtiful Joe e Killer 7, as duas maiores surpresas do acordo, são excelentes, mas também não foram mantidos como exclusivos do console da Nintendo e acabaram dando as caras também no PlayStation 2.

 

Suda invade o ocidente

Por se tratarem de jogos experimentais, a Capcom achou que era o momento de descobrir se Suda51 conseguiria agradar este lado do mundo com suas criações bizarras; e a chance não poderia ter sido mais bem aproveitada. O desenvolvedor era conhecido no Japão por alguns jogos de luta livre de Super Nintendo e outros de aventura para PlayStation. Sem nunca deixar suas raízes de lado, mas sem medo de inovar, Suda decidiu criar um jogo de tiro sobre trilhos, com elementos de aventura, repleto de quebra-cabeças insanos e com um enredo conflituoso e cheio de reviravoltas. E assim nasceu Killer 7.

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Terroristas, transtornos psicológicos e fogos de artifício

Killer 7 se passa em uma realidade em que, após uma série de guerras, as Nações Unidas decidem lançar todas as armas nucleares para além da atmosfera e destruí-las sem afetar a população do planeta. O evento, conhecido como Fireworks, iniciou um período de paz, que ainda assim fora sombrio para a humanidade. A internet passou a ser controlada e as viagens aéreas foram proibidas a fim de evitar ataques terroristas. Ainda assim, um grupo conhecido como Heaven Smile disseminou um vírus que faz com que os infectados tenham um intenso desejo de matar. De forma cruel, e com uma risada macabra, os doentes explodem seus próprios corpos para matar quem cruza seu caminho e, neste contexto, surge Harman Smith.

harmlunContratado para acabar com a ameaça dos Heaven Smile, Smith, um senhor em uma cadeira de rodas, é o líder de um grupo de sete assassinos conhecidos como Killer 7, e tudo seria normal se todos eles não fossem a mesma pessoa. Harman possui sete personalidades que acabam se personificando em cada um dos personagens jogáveis do título, que são completamente transtornados. Cada um deles possui habilidades exclusivas e formas diferentes de matar seus oponentes. De um lutador de luta livre até uma garota ensanguentada e com habilidade psíquicas, todos têm apenas duas coisas em comum: moram na mente doentia de Harman e possuem o sobrenome Smith.

 

Andando nos trilhos

Killer 7 é um jogo inteiramente sobre trilhos, em que os caminhos das fases são pré-determinados. Com visão em terceira pessoa, basta segurar um botão para que o personagem se desloque pelo cenário. Cada um dos capítulos do jogo é recheado de inimigos horripilantes, de quebra-cabeças complexos e de − pasmem − referências à icônica banda britânica The Smiths.

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Para atacar os inimigos, é necessário entrar no modo de primeira pessoa. Ao derrotá-los, o jogador é recompensado com sangue, que pode ser trocado por novas habilidades para os personagens, que podem ser alternados em tempo real o tempo todo durante as fases.

Durante as fases, que têm um clima bastante pesado, encontramos personagens dispostos a ajudar os Smiths em sua jornada, mas geralmente eles são espantalhos, cabeças dentro de máquinas de lavar roupas e outras esquisitices que te deixarão perturbado por um bom tempo. Mas não se sinta intimidado de jogar, pois a bizarrice é o que torna Killer 7 algo tão único e marcante.

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Show de estilo

Para Suda51, não basta um enredo complexo e cheio de reviravoltas, personagens completamente doentes e uma jogabilidade inédita no gênero. No papel de cerejas do bolo, o visual e a trilha sonora do jogo precisam ser tão perturbadores quanto o restante da obra. Com cores lavadas, poucos traços e um estilo que vai de encontro ao noir de obras como Watchmen e Sin City, Killer 7 surpreende por ir em uma direção completamente oposta à que a indústria seguia naquela época. Os gráficos em cel shading ainda eram pouco aceitos pelos jogadores e os consoles finalmente começavam a permitir um visual mais realista para os jogos, e isso acabou tornando o título ainda mais único perante uma indústria que se homogeneizava cada vez mais.

A trilha sonora, recheada de músicas assombrosas e perturbadoras (e não, não haviam músicas dos Smiths no pacote) completavam o clima pesado do jogo, ainda mais quando eram aliadas às terríveis risadas dos Heaven Smile, que são tão macabras que fariam até o Coringa morrer de medo e correr para os braços do Homem-Morcego.

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O legado dos assassinos

Killer 7 não chegou a ser um sucesso de crítica, mas foi ganhando reconhecimento com o tempo. O clássico cult da Capcom popularizou o estilo de Suda no Ocidente, e deu ao desenvolvedor o título de Quentin Tarantino dos videogames. Nove anos após o lançamento do jogo, diversas homenagens ainda são feitas à obra, o que possibilitou a Suda emplacar grandes sucessos, como No More Heroes, Lollipop Chainsaw, Sina Mora e Shadows of the Damned, survival horror desenvolvido em parceria com Shinji Mikami (Resident Evil).

Apesar de já ter sido lançado há quase uma década, o enredo de Killer 7 permanece atual, assim como seu visual, que envelheceu bem e se sobressai até se comparado a jogos atuais. O Capcom Five pode não ter dado muito certo para a Nintendo, mas possibilitou que jogadores deste lado do mundo conhecessem algo que eles nem sabiam que poderia existir no mundo dos games.

Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

Cinema

De Fullmetal Alchemist a Samurai X, entenda a febre dos Live-Action

Relembre os melhores filmes em live-action lançados neste século

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Não foi apenas Fullmetal Alchemist que ganhou uma hypada adaptação em live action. A Warner Bros. Japan também está apostando forte no lançamento da versão com atores de Bleach, e esses são apenas dois exemplares de live action que estão repercutindo muito bem na internet!


Veja também:


Com lançamento marcado para 20 de julho de 2018, Bleach chegará aos cinemas japoneses e já tem até um trailer caprichado — esse do link acima —, prontinho para você clicar e se refestelar. Já Fullmetal Alchemist está disponível para streaming no catálogo da Netflix nacional enquanto você lê este texto. Mas não é de hoje que grandes obras dos anime e mangás são adaptadas para filmes!

adaptação em live action de Bleach

adaptação em live action de Bleach

Entre erros e acertos, há uma infinidade de versões com atores de carne e osso por aí. Vamos começar relembrando as melhores lançadas neste século? Todos eles valem um pouquinho do seu tempo!

Os melhores filmes em live-action

Em 2001 tivemos Ichi: O Assassino, adaptação do Ichi the Killer de Hideo Yamamoto. Já em 2003 foi a vez do clássico absoluto Oldboy, baseado no mangá homônimo de Garon Tsuchiya. A versão de Gantz lançada em 2010 também foi uma ótima opção para quem curte os mangás de Hiroya Oku, e ganhou até uma sequência, Gantz: A Resposta Perfeita, no ano seguinte.


Em 2011, Takehiko Shinjo adaptou o mangá Paradise Kiss de Ai Yazawa de forma bem divertida, mas foi em 2012 que tivemos uma das adaptações mais celebradas, quando Keishi Ohtomo lançou Samurai X O Filme, a aclamada versão com atores de Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan, de Nobuhiro Watsuki.

Já em 2014, outro clássico ganhou vida em Lupin the Third, baseado no Lupin Sansei de Kazuhiko Kato. Apesar da complicada missão, o filme de Assassination Classroom comandado por Eiichiro Hasumi conseguiu ser bem fiel aos livros de Yusei Matsui. Ou seja, não faltam exemplos de boas adaptações por aí!

O cantinho da desonra…

Mas nem tudo são flores quando obras queridas ganham uma nova roupagem, especialmente quando americanos tentam a sorte nesse ramo tão traiçoeiro. O exemplo mais infame, claro, é o execrável Dragon Ball Evolution. Lançado em 2009, até hoje ele causa pesadelos nos fãs da obra de Akira Toriyama.

Os últimos tempos foram particularmente ingratos para adaptações ocidentais, já que os filmes de Ghost in the Shell e Death Note, ambos de 2017, tiveram uma recepção muito fria tanto por parte dos fãs como da crítica especializada. Aqui está nossa crítica de Death Note que não nos deixa mentir…

Ou seja, embora o estouro de popularidade do live action de Fullmetal Alchemist possa fazer alguém recém-chegado ao mundo dos live-action acreditar que isso é novidade, acho que ficou bem claro o quão comum é a prática, certo?

Isso porque, neste texto, só falamos em coisas deste século. Quem sabe na próxima não cobrimos também algumas adaptações ainda mais clássicas? Deixe um comentário aqui embaixo caso tenha interesse no tema!

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Kingdom Come: Deliverance | Os 5 melhores mods para o jogo

Kingdom Come conta com mods que podem consertar problemas do jogo e contornar mecânicas irritantes.

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kingdom come capa

Apesar de ter sido lançado há pouco tempo, Kingdom Come: Deliverance já se mostrou ser um grande sucesso, especialmente entre os fãs de RPG que queriam algo diferente dos clichês de sempre.



É claro que um jogo deste porte e com tantos jogadores ativos acaba apresentando diversos problemas e algumas mecânicas que não agradam todo mundo.

Felizmente, os jogadores de PC podem contar com modificações feitas especificamente para resolver esses probleminhas. Você pode conferir nossa lista dos cinco mods mais úteis para Kingdom Come logo abaixo!


5. Faster Arrows

Em Kingdom Come: Deliverance, você só conta com armas reais, então aqueles que dão preferência a um estilo de combate de longa de distância, podem acabar gostando de lutar mais com um bom e velho arco e flecha.

O único problema é que o sistema de arco e flecha do jogo não é tão realista assim e as flechas são bem mais lentas do que deveriam ser. Para resolver isso, você pode usar o mod “Faster Arrows”, que ajusta a velocidade das flechas de modo mais aproveitável. Clique aqui para baixá-lo.

4. Cheap Training

Assim como em muitos outros RPGs, você pode pagar por treinamentos para melhorar certas habilidades, mas isso é algo extremamente caro em Kingdom Come.

É claro que você pode fazer bastante dinheiro no jogo, mas isso certamente vai demorar dezenas de horas. Para não sofrer tanto com o preço dos treinamentos no início do game, basta usar o mod “Cheap Training”. Ele diminui o preço para 50% ou 10% do valor original, dependendo do que você preferir. Clique aqui para baixá-lo.

3. Unlimited Weight

O mod “Unlimited Weight” é bem mais superficial e serve para aqueles que não gostam de lidar com sistemas de peso em jogos deste tipo. Basicamente, você pode carregar o que quiser sem se preocupar com o peso dos itens. Você pode clicar aqui para baixar o mod.

2. Sectorial Lockpicking

Quem já jogou qualquer game mais moderno da Bethesda sabe o quanto seus minigames de fechadura são irritantes, mas elas são toleráveis quando você aprende exatamente como elas funcionam.

O sistema que implementaram em Kingdom Come também não é nada fácil e muitos fãs já pediram por uma alteração no futuro. Enquanto isso não acontece, você pode usar o mod “Sectoria Lockpicking”, que deixa o minigame mais viável sem modificá-lo de maneira extrema. Clique aqui para baixá-lo.

1. Unlimited Saving

Por fim, não dava para deixar de fora um dos mods mais úteis que foram disponibilizados até agora para Kingdom Come. Se você já jogou o título, deve ter percebido que não dá para salvar a qualquer momento, já que você precisa usar o item “Saviour Schnapps” toda vez que quiser fazer isso.

Como você só tem um número limitado deste item, acaba sendo irritante ter que esperar o jogo chegar em um checkpoint (para salvar sozinho) e tomar cuidado extra para não perder o progresso de horas por algum problema do próprio game, que ainda é bem instável. Felizmente, o mod “Unlimited Saving” resolve isso e permite que você salve a qualquer momento e lugar. Baixe-o neste link.

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Venha fazer um Book Tour pelo mangá oficial de Splatoon

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A Nintendo começou a publicar um mangá oficial de Splatoon a partir de dezembro de 2017 nos Estados Unidos. Apesar de ainda não existir uma versão nacional, o livro está disponível tanto para importação como para venda diretamente pela Amazon nacional através deste link. No vídeo de hoje te convidamos a fazer um passeio detalhado pela obra. Basta clicar no player abaixo!


Veja também:


Escrito e desenhado por Sankichi Hinodeya, o mangá foi publicado originalmente no Japão através da Korokoro Comics em 2016, e depois traduzido e lançado nos Estados Unidos pela Viz Media em 2017.

Por enquanto, apenas o primeiro volume está disponível, mas a edição 2 já tem data marcada de lançamento para março de 2018, enquanto o volume 3 sai em junho de 2018.


Os três primeiros volumes são focados no jogo Splatoon de Wii U, enquanto o volume 4 já começa a mostrar a mitologia e personagens de Splatoon 2, um dos principais jogos do Nintendo Switch.

Depois de ver o vídeo, não esqueça de contar o que achou do mangá nos comentários aqui embaixo! Aliás, por que não aproveita e diz pra gente se você já leu ou se tem vontade de ler o mangá também?

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