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Retrô: Zelda II: The Adventure of Link e a coragem da Nintendo para inovar

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O primeiro título da franquia The Legend of Zelda foi um dos maiores marcos da Nintendo durante a década de 1980 e estabeleceu diversas tendências na indústria no que se refere a jogos de aventura. Contando com diversas inovações, que iam desde a possibilidade de salvar o progresso de jogo até a possibilidade de se explorar um mundo aberto sem grandes restrições, era claro para muita gente que a Nintendo havia descoberto uma fórmula perfeita para o gênero. Mas todos sabemos que com a Big N as coisas não são bem assim.

Cerca de um ano depois, Shigeru Miyamoto e sua trupe lançaram uma sequência para o grande hit do Nintendinho. Entitulado de Zelda II: The Adventure of Link, o jogo se passa pouco tempo depois das aventuras vividas por Link em The Legend of Zelda, mas conta com uma jogabilidade completamente diferente, o que acabou sendo pano para manga de muitas discussões acaloradas entre os jogadores. Mas o que deu na Nintendo para mudar tanto uma fórmula que deu tão certo um ano antes?

Link repaginado

A primeira grande mudança que se pôde notar em The Adventure of Link foi a própria câmera do jogo: sai a visão de cima para baixo e entra uma visão lateral, parecida com a de jogos de plataforma como Super Mario Bros. Além disso, o jogo conta com um overworld no qual Link pode se locomover de um ponto a outro de Hyrule, e este funciona mais ou menos como os da franquia Final Fantasy. Diferente, não?

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A mudança drástica de direção da franquia fez com que a equipe de Miyamoto fosse capaz de implementar diversas mecânicas completamente novas não apenas para a franquia, mas para os videogames em geral. No overworld, Link pode encontrar inimigos que, quando tocados, levam o jogador para uma cena de batalha, que ocorre na visão side-scroll.

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O herói pode pular, se abaixar, disferir golpes com sua espada e até mesmo utilizar magias para derrotar seus inimigos que, como ocorre em RPGs tradicionais, fornecem pontos de experiência ao serem derrotados. Link ainda é capaz de subir de nível e aprimorar suas habilidades com os pontos de experiência obtidos. E isso é só parte da revolução proposta no jogo.

Um mundo vivo

Ao contrário do primeiro jogo da franquia, em que Link vagava por um mundo que continha praticamente apenas inimigos, em The Adventure of Link, Hyrule é muito melhor construída e realmente se parece com um universo habitável. Contendo várias cidades e regiões distintas entre si, Zelda II foi um dos primeiros jogos a introduzir NPCs à sua mecânica.

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Assim como acontece nas batalhas, a exploração de cidades e dungeons também ocorrem na visão side-scroll, o que a torna muito mais imersiva, dada a potência do NES, que não permitia um mundo visto de cima muito detalhado. As conversas com NPCs forneciam dicas e até mesmo alguns itens importantes para auxiliar na jornada.

Desafio fora de série

Talvez uma das maiores críticas a Zelda II seja quanto à sua dificuldade. As lutas durante toda a jornada são realmente difíceis e exigem muita habilidade dos jogadores, que devem aprender os padrões de ataque de cada um dos inimigos para saírem vivos dos campos de batalha. O sistema de níveis também possui uma falha que pode frustrar muitos jogadores: toda vez que o jogador morre, mesmo que tenha gravado seu progresso, ele perde todos os pontos de experiência obtidos entre um level e outro.

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Por exemplo: Link acabou de subir para o nível 2 e faltam 50 pontos de experiência para que ele chegue ao 3. Caso você morra faltando apenas cinco pontos, quando o jogo recomeçar ainda faltarão 50 pontos novamente. Complicado…

As origens de uma lenda

Se as mudanças na jogabilidade de Zelda II não agradaram, todos os elementos de enredo acabaram ajudando a definir todos os jogos subsequentes. Recheado de nomes e personagens de jogos mais recentes, o segundo jogo da franquia rendeu a criação de boa parte da mitologia da série.

Em primeiro lugar, todas as cidades do jogo possuem nomes de sábios de Ocarina of Time, exceto por Impa, que já assumia o papel de protetora da princesa Zelda. Inimigos como Dark Link e Volvagia também surgiram pela primeira vez neste jogo, e também elementos de jogabilidade como a barra de magia de outros jogos, como A Link to the Past e Ocarina of Time.

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Mas até mesmo a não tão querida visão de lado foi utilizada em jogos posteriores, mesmo que de forma mais leve, quase como um extra. Em Link´s Awakening diversas cavernas possuem visão de lado e uma jogabilidade completamente diferenciada em relação ao restante do título, que é jogado com visão de cima.

A obra incompreendida

Zelda II: The Adventure of Link pode não ser o melhor Zelda já criado, mas ainda assim é um marco para a franquia não apenas pela quantidade de nomes e referências utilizadas em jogos lançados após sua chegada, mas por mostrar, de forma brusca, uma das maiores características da franquia e de seus criadores: a ousadia de levar uma fórmula de sucesso para novas direções sem medo de mexer no time que está ganhando.

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Com o avanço tecnológico dos novos consoles, a Nintendo poderia considerar um verdadeiro remake do jogo, já que nunca Hyrule foi tão vasta como é no jogo de vinte e seis anos de idade. O enredo, apesar de complexo, é contado de forma simples, poderia ser melhorado a ponto de tornar o jogo um dos mais profundos de toda a franquia. Sei que tudo isso é praticamente impossível, mas não custa sonhar, não é? Enquanto isso não acontece, tudo o que posso fazer é desejar feliz 26 anos de idade para o Zelda mais peculiar de todos.

Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

Cinema

De Fullmetal Alchemist a Samurai X, entenda a febre dos Live-Action

Relembre os melhores filmes em live-action lançados neste século

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Não foi apenas Fullmetal Alchemist que ganhou uma hypada adaptação em live action. A Warner Bros. Japan também está apostando forte no lançamento da versão com atores de Bleach, e esses são apenas dois exemplares de live action que estão repercutindo muito bem na internet!


Veja também:


Com lançamento marcado para 20 de julho de 2018, Bleach chegará aos cinemas japoneses e já tem até um trailer caprichado — esse do link acima —, prontinho para você clicar e se refestelar. Já Fullmetal Alchemist está disponível para streaming no catálogo da Netflix nacional enquanto você lê este texto. Mas não é de hoje que grandes obras dos anime e mangás são adaptadas para filmes!

adaptação em live action de Bleach

adaptação em live action de Bleach

Entre erros e acertos, há uma infinidade de versões com atores de carne e osso por aí. Vamos começar relembrando as melhores lançadas neste século? Todos eles valem um pouquinho do seu tempo!

Os melhores filmes em live-action

Em 2001 tivemos Ichi: O Assassino, adaptação do Ichi the Killer de Hideo Yamamoto. Já em 2003 foi a vez do clássico absoluto Oldboy, baseado no mangá homônimo de Garon Tsuchiya. A versão de Gantz lançada em 2010 também foi uma ótima opção para quem curte os mangás de Hiroya Oku, e ganhou até uma sequência, Gantz: A Resposta Perfeita, no ano seguinte.


Em 2011, Takehiko Shinjo adaptou o mangá Paradise Kiss de Ai Yazawa de forma bem divertida, mas foi em 2012 que tivemos uma das adaptações mais celebradas, quando Keishi Ohtomo lançou Samurai X O Filme, a aclamada versão com atores de Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan, de Nobuhiro Watsuki.

Já em 2014, outro clássico ganhou vida em Lupin the Third, baseado no Lupin Sansei de Kazuhiko Kato. Apesar da complicada missão, o filme de Assassination Classroom comandado por Eiichiro Hasumi conseguiu ser bem fiel aos livros de Yusei Matsui. Ou seja, não faltam exemplos de boas adaptações por aí!

O cantinho da desonra…

Mas nem tudo são flores quando obras queridas ganham uma nova roupagem, especialmente quando americanos tentam a sorte nesse ramo tão traiçoeiro. O exemplo mais infame, claro, é o execrável Dragon Ball Evolution. Lançado em 2009, até hoje ele causa pesadelos nos fãs da obra de Akira Toriyama.

Os últimos tempos foram particularmente ingratos para adaptações ocidentais, já que os filmes de Ghost in the Shell e Death Note, ambos de 2017, tiveram uma recepção muito fria tanto por parte dos fãs como da crítica especializada. Aqui está nossa crítica de Death Note que não nos deixa mentir…

Ou seja, embora o estouro de popularidade do live action de Fullmetal Alchemist possa fazer alguém recém-chegado ao mundo dos live-action acreditar que isso é novidade, acho que ficou bem claro o quão comum é a prática, certo?

Isso porque, neste texto, só falamos em coisas deste século. Quem sabe na próxima não cobrimos também algumas adaptações ainda mais clássicas? Deixe um comentário aqui embaixo caso tenha interesse no tema!

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Destaques

Kingdom Come: Deliverance | Os 5 melhores mods para o jogo

Kingdom Come conta com mods que podem consertar problemas do jogo e contornar mecânicas irritantes.

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Apesar de ter sido lançado há pouco tempo, Kingdom Come: Deliverance já se mostrou ser um grande sucesso, especialmente entre os fãs de RPG que queriam algo diferente dos clichês de sempre.



É claro que um jogo deste porte e com tantos jogadores ativos acaba apresentando diversos problemas e algumas mecânicas que não agradam todo mundo.

Felizmente, os jogadores de PC podem contar com modificações feitas especificamente para resolver esses probleminhas. Você pode conferir nossa lista dos cinco mods mais úteis para Kingdom Come logo abaixo!


5. Faster Arrows

Em Kingdom Come: Deliverance, você só conta com armas reais, então aqueles que dão preferência a um estilo de combate de longa de distância, podem acabar gostando de lutar mais com um bom e velho arco e flecha.

O único problema é que o sistema de arco e flecha do jogo não é tão realista assim e as flechas são bem mais lentas do que deveriam ser. Para resolver isso, você pode usar o mod “Faster Arrows”, que ajusta a velocidade das flechas de modo mais aproveitável. Clique aqui para baixá-lo.

4. Cheap Training

Assim como em muitos outros RPGs, você pode pagar por treinamentos para melhorar certas habilidades, mas isso é algo extremamente caro em Kingdom Come.

É claro que você pode fazer bastante dinheiro no jogo, mas isso certamente vai demorar dezenas de horas. Para não sofrer tanto com o preço dos treinamentos no início do game, basta usar o mod “Cheap Training”. Ele diminui o preço para 50% ou 10% do valor original, dependendo do que você preferir. Clique aqui para baixá-lo.

3. Unlimited Weight

O mod “Unlimited Weight” é bem mais superficial e serve para aqueles que não gostam de lidar com sistemas de peso em jogos deste tipo. Basicamente, você pode carregar o que quiser sem se preocupar com o peso dos itens. Você pode clicar aqui para baixar o mod.

2. Sectorial Lockpicking

Quem já jogou qualquer game mais moderno da Bethesda sabe o quanto seus minigames de fechadura são irritantes, mas elas são toleráveis quando você aprende exatamente como elas funcionam.

O sistema que implementaram em Kingdom Come também não é nada fácil e muitos fãs já pediram por uma alteração no futuro. Enquanto isso não acontece, você pode usar o mod “Sectoria Lockpicking”, que deixa o minigame mais viável sem modificá-lo de maneira extrema. Clique aqui para baixá-lo.

1. Unlimited Saving

Por fim, não dava para deixar de fora um dos mods mais úteis que foram disponibilizados até agora para Kingdom Come. Se você já jogou o título, deve ter percebido que não dá para salvar a qualquer momento, já que você precisa usar o item “Saviour Schnapps” toda vez que quiser fazer isso.

Como você só tem um número limitado deste item, acaba sendo irritante ter que esperar o jogo chegar em um checkpoint (para salvar sozinho) e tomar cuidado extra para não perder o progresso de horas por algum problema do próprio game, que ainda é bem instável. Felizmente, o mod “Unlimited Saving” resolve isso e permite que você salve a qualquer momento e lugar. Baixe-o neste link.

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Venha fazer um Book Tour pelo mangá oficial de Splatoon

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A Nintendo começou a publicar um mangá oficial de Splatoon a partir de dezembro de 2017 nos Estados Unidos. Apesar de ainda não existir uma versão nacional, o livro está disponível tanto para importação como para venda diretamente pela Amazon nacional através deste link. No vídeo de hoje te convidamos a fazer um passeio detalhado pela obra. Basta clicar no player abaixo!


Veja também:


Escrito e desenhado por Sankichi Hinodeya, o mangá foi publicado originalmente no Japão através da Korokoro Comics em 2016, e depois traduzido e lançado nos Estados Unidos pela Viz Media em 2017.

Por enquanto, apenas o primeiro volume está disponível, mas a edição 2 já tem data marcada de lançamento para março de 2018, enquanto o volume 3 sai em junho de 2018.


Os três primeiros volumes são focados no jogo Splatoon de Wii U, enquanto o volume 4 já começa a mostrar a mitologia e personagens de Splatoon 2, um dos principais jogos do Nintendo Switch.

Depois de ver o vídeo, não esqueça de contar o que achou do mangá nos comentários aqui embaixo! Aliás, por que não aproveita e diz pra gente se você já leu ou se tem vontade de ler o mangá também?

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