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Retrosfera Especial: Entrevistamos Samantha Bittencourt

Diante do sucesso da nossa primeira entrevista (Wellington Fox, do Game Boy Club), decidimos seguir em frente trocando ideias com alguns colecionadores. Sempre atrás de boas dicas, dessa vez fomos atrás de uma especialista em coleções de todo tipo: Samantha Bittencourt, com quem tive o prazer de trabalhar no GameBlast. Hoje ela escreve para o Videogames Wonderland, que tem um blog e uma fanpage no Facebook. Vale a pena conferir!

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Fã de videogames em geral, a Samantha foi super solícita e topou de cara bater um papo com a gente, compartilhar um pouquinho da sua paixão e do seu vasto conhecimento na arte do colecionismo. Parte dessa nossa conversa você confere logo abaixo, além de algumas fotos do acervo de games da moça.


 

PlayReplay: Samantha, como foi seu primeiro contato com os games? Fala um pouco pra gente da sua relação com os videogames.

Samantha Bittencourt: Meu primeiro contato foi ainda na década de 90, em 1996, com o Master System III, presente de Natal da minha mãe e da minha avó! Antes ainda, já mexia com MS-DOS, no conhecido ‘jogo da tartaruga’ (Logo), dando comandos para ela se mexer e fazer desenhos e também com o Sokoban, com estratégias para encaixar blocos nos locais determinados em casa fase. Muito legal!

Ia muito a locadoras, também frequentei fliperamas durante alguns anos, até não ter mais eles por perto, quando fecharam-se todos os locais de jogos nos shoppings de Porto Alegre… era a moda dos cinemas! Mas tudo bem, agora eles estão voltando aos poucos e às vezes dou de cara com algum arcade velho. Sempre me emociono quando os vejo!

Tenho lembranças maravilhosas sobre games, poderia falar por horas e horas… faria uma carta sobre isso! (risos)

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Esse Mario felpudinho da esquerda tem cara de quem tem histórias pra contar

 

PR: A gente não vê nenhum problema nisso, Sam! Qual gênero mais gosta de jogar?

SB: Hmmm, essa é uma pergunta difícil. Eu gosto de games de plataforma, estilo Sonic, Castle of Illusion, Adventure Island e tantos outros. Por outro lado, também sou fascinada por estratégia, puzzle e alguns títulos de suspense, com tarefas, etc. (coisas mais atuais, tipo Murdered e LA Noire).

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Ah sim, também adoro joguinhos de mídias sociais! Sem vergonha e sem medo de assumir!
(Um segredinho: adoro jogos infantis, são fofos!  :P)

 

PR: Esse não é um segredo só seu! Eu, por exemplo, adoro Mônica no Castelo do Dragão! Mas por que decidiu se tornar uma colecionadora?

SB: Sempre gostei de colecionar coisas. Colecionei papel de carta (tenho muitos até hoje), álbuns de figurinha, latas de alumínio e brinquedos! Aí veio a vontade de colecionar jogos também,mas as finanças na época andavam complicadas (anos 90, inflação e etc) e isso não me permitiu ter os games que meus amigos tinham ou manter muitos consoles ao mesmo tempo. O Master System reinou sozinho por anos, aqui em casa!

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E aquele Virtual Boy ali?

Quando me tornei adolescente comecei a comprar o estoque antigo que algumas locadoras queriam descartar e fui fazendo listas. Quando me dei conta, já tinha um pequeno acervo de Master System e SNES. Só que eu ainda não tinha um SNES! E foi aí que o Mercado Livre e o Orkut me apresentaram tudo que deixei de lado nesses anos: SNES, Mega Drive III, um NES e tantos outros. Passei a me dedicar mais ao colecionismo, pesquisar sobre consoles que nunca tinha visto ou ouvido falar. Conclusão: eis o “estrago” formado! (risos)

Ter um mundo particular perto de si, sem disputar vaidade ou ficar esperando o outro virar o jogo é incrível! ;’)

 

PR: Você tem experiência trabalhando com games, já participou do GameBlast e atualmente tem o Videogames Wonderland. O que mudou quando esse lado profissional passou a dividir espaço com a jogadora?

SB: Eu trabalho meio turno e tenho a faculdade para conciliar. Tenho dedicado bem menos tempo para os jogos. Noites ou finais de semana é o que restam para eles. Infelizmente eu sofro do mesmo mal de vários colecionadores: vários itens lacrados, apenas esperando o dia em que serão jogados.

Essa divisão de espaço tem dias que chateaia, tem dias que chega a desanimar. Contudo, é como naquele même com o Sheldon Cooper: “Preciso trabalhar, videogames não caem do céu”.

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PR: Infelizmente, né? Às vezes eu sonho com uma chuva de cartuchos antigos. Pra fechar, que recomendações você dá pra quem está começando a colecionar?

SB: Olha, teria tanta coisa para recomendar, avisar e prevenir… Vamos lá!

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1. Ter bastante cuidado com o local que estão os jogos, pois umidade e sujeira podem diminuir bastante a vida útil de aparelhos, jogos e acessórios. Além disso, é super importante manusear os games com as mãos limpas, sem gordura ou creme hidratante. Essas substâncias aceleram a degradação do plástico e látex presentes em cabos e analógicos.

2. Outra coisa legal é manter uma tabela com os itens que se tem, com itens para procurar e ver as finanças, com outra listinha de gastos. :P

Já aconteceu de eu comprar jogos que já tinha na coleção, mais de uma vez. Acreditem!

São recomendações básicas, pois cada colecionador ou jogador tem as suas ‘neuras’ com os jogos e acervo. Mas… sejam todos bem vindos a esse mundo!  :D

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Terminamos mais uma entrevista pra lá de especial! Admito que fiquei sem ar dessa vez, porque a coleção da Samantha é monstruosa! Espero que vocês tenham curtido e não deixem de comentar e compartilhar esta postagem!

Ah! Pra fechar, achamos um vídeo da Samantha fazendo review de um NES Clone! Bem divertido!

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Você pode ser o próximo entrevistado e a sua coleção pode ser a próxima a fazer parte da nossa Retrosfera! Para isso, basta enviar um e-mail para a nossa equipe!

Fiquem ligados e até o próximo Retrosfera Entrevista!

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