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Retrosfera Especial: Entrevistamos Marcelo França Kerber

Continuamos nossas andanças pela internet, conhecendo pessoas e suas coleções, descobrindo de onde vem o seu carinho pelos games e do que são capazes para deixar o acervo em dia!

O maluco da vez é o Marcelo França Kerber, um colecionador super dedicado e atencioso que decidiu dividir com a gente um pouquinho da sua própria intimidade e do seu cantinho gamer. Nós ficamos com inveja, depois de ver a coleção do rapaz!

 

PlayReplay: Fala, Marcelo! Antes de mais nada, conta pra gente como surgiu a sua paixão pelos videogames?

Marcelo Kerber: Foi no final da década de 80, quando eu ainda morava no interior (do Rio Grande do Sul). Na época, nós costumávamos visitar meus primos e tivemos um primeiro contato com o Atari, na casa de um amigo. Não me recordo do modelo do console, mas lembro claramente que se tratava de um game de boxe.

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Olha o cantinho dos games que o Marcelo tem

Mais tarde, meu irmão mais velho acabou comprando um Turbo Game (clone do Nes), acompanhado dos cartuchos Tiger-Heli e Batman. Foi um alvoroço só e até a minha mãe jogou, ou pelo menos tentou jogar! Ali, surgia a minha paixão pelos games…

 

PR: Sua coleção é bem diversificada. Qual é o seu foco como colecionador?

MK: Eu não tenho um foco, apenas busco os itens que me interessam. Enquanto colecionador, a única certeza que tenho é do que não quero ter na estante. Se um item desses chega pra mim, acabo passando pra frente.

Sobre os consoles e jogos, dou prioridade aos aparelhos em suas respectivas caixas ou berços. A minha ideia é deixar a coleção sempre organizada, ‘tri legal’! Em alguns casos, recorro até mesmo a réplicas das caixas, como é o caso do Telejogo, do fim da década de 70.

Quando comecei a colecionar, eu só pensava em realizar um sonho de criança de ter os videogames que sempre quis. Se o console me traz boas lembranças, não sossego até tê-lo exposto em meu cantinho dos games, que chamo de Sala do Kratos (por conta de uma máscara do espartano na parede).

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PR: Quais são os seus itens favoritos de toda a coleção e quais foram os mais difíceis de conseguir?

MK: Bah! Essa é muito difícil! Afinal, como você pergunta a um pai qual é o seu filho favorito? (risos)

PR: Você pode dividir a resposta em categorias, se te facilitar!

MK: Os itens mais difíceis ainda não vieram e está sendo uma batalha longa. No momento, estou atrás de todo o acervo de jogos da CCE com 60 pinos para Turbo Game. Até onde sei, são 50 cartuchos ao todo e eu já tenho 47. Falta pouquinho e se eu conseguir completar, te garanto que vou ser o cara mais feliz da minha sala de jogos! (risos gerais)

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Dentre os itens que eu já possuo, o mais difícil foi sem dúvidas o Telejogo. Achar um em bom estado e sem trincados na madeira ou manchas é bem difícil. O meu está em excelente estado.

Já sobre os favoritos, da minha coleção acho o GameCube o console mais charmoso, muito por conta do seu design super estiloso. Tem também o meu Mega Drive importado do Japão, que fiz questão de gravar o momento em que abri sua caixa pela primeira vez. Tenho muitos itens de que gosto muito, são relíquias que pretendo guardar para sempre. (o vídeo está disponível no final do post)

 

PR: Bacana! E que cuidados especiais você toma para preservar o seu acervo?

MK: Sempre que chega um item novo, eu sigo o mesmo ritual: limpo todas as partes plásticas com álcool, sempre evitando passar sobre a label, depois dou uma geral com pincel, cotonentes, limpadores de contato, óleo de peroba e um pano de algodão. Tudo isso fica guardado em uma caixa específica para a limpeza dos games.

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Perceberam o Kratos vigiando tudo lá do alto?

Depois dessa primeira geral, tiro foto de tudo e embalo com um plástico bem firme para não perderem a cor com o tempo. Além disso, tenho tudo catalogado em um caderno para não cometer o erro de comprar o mesmo game duas vezes (já fiz isso). De dez em dez dias, limpo tudo com o maior cuidado. Será que eu sou neurótico?

 

PR: Se for assim, todos somos! Marcelo, o mercado de games está sempre em transformação. Pra você, o que mudou desde que você começou a colecionar?

MK: Eu comecei a colecionar há cinco anos e nesse tempo, não vi muitas mudanças senão a super valorização dos produtos retrô. O que está acontecendo é uma nova onda de colecionismo, onde a galera se diz entendida do assunto, mas não conhece o suficiente.

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Com a entrada da nova geração, essa sim causando grandes transformações, a forma de interação entre os gamers mudou consideravelmente. Tudo se conecta, não é mais como no tempo em que a jogatina era no sofá de casa. Agora, tudo acontece no ambiente virtual.

 

PR: Pra fechar, fala um pouco de você!

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Nós aqui achamos que o Marcelo leva mesmo a sério essa história de troféus

MK: Mesmo tendo muitos videogames, o que eu curto mesmo é jogar os consoles antigos com os amigos que me visitam. Quando estou sozinho, aí o papo é outro e eu prefiro colecionar troféus nos consoles da Sony. Pra quem quiser me adicionar, meu ID é kiube!
Eu tenho 34 anos, trabalho como motorista de ônibus e tenho um filho de 10, que já joga bastante! Faço questão de ensinar a ele tudo sobre os video games. Sou um cara abençoado por ter um hobby que me faz bem, uma família linda e uma esposa que sempre me incentivou com a coleção. A ela, fica aqui o meu agradecimento mais que especial!

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