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Críticas

Rocket League é um gol de placa no Nintendo Switch

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Dizem que a graça do futebol é a sua simplicidade. Basta pegar qualquer objeto circular, montar uma trave com caixas, chinelo ou o que for, e pronto, você já pode jogar! Entre todas as formas divertidas de simular futebol, poucas chegam aos pés do jogo da Psyonix, a criadora de Rocket League.

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No seu jogo, é preciso controlar um carrinho equipado com jatos e o poder de dar super pulos, e então marcar mais gols que os seus oponentes. Como uma ideia dessas poderia dar errado? Além da divertida premissa, a grande sacada do game é que ele é, ao mesmo tempo, simples o bastante para divertir de imediato em partidas casuais, mas também complexo a ponto de inspirar uma cena competitiva bem hardcore, com torneios e uma comunidade apaixonada.


Isso acontece porque a jogabilidade se resume a alguns poucos botões. Você pode acelerar, saltar, usar turbos e virar mais rápido, mas é apenas combinando todos esses elementos que poderá fazer jogadas de efeito que definem a partida. Saltar e usar turbo, por exemplo, permite que o carrinho voe e acerte a bola em jogadas aéreas improváveis e espetaculares, o que é bom tanto para surpreender defesas como para salvar o seu próprio gol.

Há vários painéis de turbo espalhados pelas diferentes arenas de Rocket League, e esse poder também serve para acelerar em direção aos carros rivais e explodí-los por alguns segundos, o que dá uma grande vantagem à sua equipe. Trabalhar em equipe é essencial, e a curva de aprendizado, apesar de puxada, não deixa de ser bastante agradável, desde que você esteja disposto a apanhar em alguns jogos até se acostumar com a dinâmica do game.

A curva é acentuada graças ao excelente suporte a cross-play. Com ele, quem joga no Switch pode enfrentar, sem qualquer problema, lag ou burocracia, jogadores do PC ou Xbox One. Tudo rola lisinho e suave, exatamente como tem que ser. O único destaque negativo fica para a Sony ser a única companhia que se recusou a entrar na brincadeira. De resto, é só alegria.

Jogando no Switch, há alguns mimos interessantes. Primeiro, há carros inspirados nas franquias Metroid e Super Mario para utilizar de cara, e não dá para negar que eles são muito estilosos e legais. Além disso, o seu avatar de conta da Nintendo também é seu avatar no game, o que dá um charme a mais aos lobbies.

Você pode usar os joy-cons para jogar localmente com um amigo a seu lado em tela dividida, ou pode usar Switchs na rua para jogar em lan sem maiores complicações. O único detalhe é que, sem um chat por voz ou suporte nativo a teclados, a forma de comunicação se resume a frases prontas pré-configuradas. Isso é o bastante para avisar aos seus companheiros que você vai ficar na defensiva, pedir um passe ou congratular os colegas por uma jogada bem feita, então não há muito o que reclamar no jogo com estranhos. Com amigos, fica legal jogar com Discord ou Skype ligado, a fim de combinar táticas em tempo real.

O ponto negativo mais sério da versão para Switch é que os gráficos estão levemente piorados em relação aos demais sistemas, com um pouco de serrilhados e falta de detalhes. Além disso, as letras nos menus de conexão são bem pequenas e mais parecem um exame de vista bem puxado.

Mesmo com a pequena perda de qualidade visual, é preciso enaltecer o trabalho da Panic Button, que também portou muito bem o jogo Doom para o Switch. Como no jogo da Bethesda, em Rocket League eles optaram por tirar um pouco dos detalhes gráficos em troca de uma taxa de quadros por segundo completamente estável. Com isso, a impecável física do game mantém todas as partidas em um ritmo alucinante, divertido e perfeitamente justo, e ajuda o gameplay a jamais perder o gás.

Com sua fartura de opções, toneladas de itens cosméticos para desbloquear e customizar seu carro, um gratificante sistema de progressão de ranking online e a possibilidade de jogar em qualquer lugar com seus amigos, Rocket League é uma adição fantástica para a já farta biblioteca de jogos do console, e uma compra ideal para quem procura um multiplayer para jogar por anos a fio. Um golaço!

Rocket League – Nota: 4,5/5

Desenvolvedora: Psyonix
Distribuidora: Psyonix
Plataformas: Nintendo Switch, Xbox One, PlayStation 4 e PC
Plataforma utilizada na análise: Nintendo Switch
Produto cedido para análise: Sim

Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

Cinema

Viva A Vida é uma Festa repleta de emoções

Nem tudo é alegria nessa festa, mas você vai lembrar dela por muito tempo

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Devo admitir que não comecei a ver Coco (Viva A Vida é uma Festa, em português) com a melhor das expectativas. Afinal, desde 2010 ou, mais especificamente, desde Toy Story 3, não assisto a um filme da Pixar que eu considere essencial, bonito e divertidíssimo. Então, ainda que muita gente estivesse se derretendo em elogios ao novo desenho, eu não estava lá muito animado.


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Até a premissa eu não considerava das mais interessantes, já que a temática de Mundo dos Mortos eu julgava ter sido realizada bem próxima da perfeição no jogo Grim Fandango. Então até o fator ineditismo se perdia neste sentido. Ainda assim, relevei tudo isso e, com a maior boa vontade que consegui reunir, comecei a ver o filme.

 

Viva a Vida é uma Festa conta a história de Miguel, um garotinho de apenas 12 anos que sonha em ganhar a vida como músico. Uma ideia simples o bastante, exceto pelo fato de que sua família odeia música com todas as suas forças. Tudo porque, mais de 100 anos atrás, o tataravô de Miguel abandonou sua tataravó para perseguir o estrelato.


Assim, Miguel pratica violão escondido enquanto decora todas as músicas de seu ídolo Ernesto de la Cruz. Ao mesmo tempo, sua família se esforça ao máximo para convencê-lo a seguir a carreira de sapateiro, como todos os demais familiares. Insatisfeito, o jovenzinho foge de casa no feriado de Dia dos Mortos e, no processo acidentalmente cruza a barreira para o “outro lado”, onde acredita ter uma chance de finalmente encontrar Ernesto.

Durante os dois primeiros atos do filme, a jornada é repleta de clichês e reviravoltas previsíveis e, com isso, me deixou consideravelmente de saco cheio, a despeito de alguns personagens carismáticos que surgiam pelo caminho aqui e ali, com destaque para o adorável esqueleto Héctor, magistralmente interpretado por Gael García Bernal.

Ainda que uma ou outra piadinha funcionasse, a aventura em si não estava me agradando, e chegou à beira do desastre quando seu principal antagonista foi reduzido ao puro maquiavelismo barato. No entanto, os últimos 20 minutos de filme me provocaram algo inesperado e muito especial!

Sem spoilers, várias coisinhas espalhadas ao longo da jornada foram ressignificadas (especialmente a sua canção principal, em uma sacada de gênio) e, quando unidas à linda trilha incidental do mestre Michael Giacchino, viram um soco emocional certeiro em seu cérebro, capaz de demolir até a mais durona das pessoas.

Faz quase um dia inteiro desde que vi o filme e, desde então, já devo ter ouvido a sua música principal, Remember Me, algumas dezenas de vezes. E não penso em parar tão cedo! Aliás, muito me impressionaria se ela não vencesse o Oscar 2018 de melhor canção original, pois seria muito merecido.

Ainda que eu não tenha achado a animação maravilhosa como um todo, e veja sérios problemas com a barriga da jornada, o final de Viva é tão gratificante e emocionalmente devastador que eu não posso deixar de recomendar a obra para qualquer um que tenha interesse em desenhos 3D. Só não esqueça de separar alguns lencinhos antes de começar!

Viva A Vida é uma Festa
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Emocionante demais
  • Linda trilha sonora
Contras
  • Aventura arrastada
  • Piadas fracas
Avaliação
Viva a Vida é uma Festa é mais uma animação da Disney Pixar que tem tudo para conquistar uma montanha de prêmios. Sua mensagem é linda e sua conclusão emocionante, mas a jornada em si não é das mais divertidas.
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Cinema

Star Trek Discovery tem um voo de estreia turbulento

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Por mais que Star Trek tenha inspirado dezenas de filmes, não há como negar que Jornada nas Estrelas sempre ficou muito mais à vontade na televisão, seja na série clássica absurdamente inovadora de Gene Roddenberry, ou em suas várias derivadas, como as cultuadas Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager.


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Assim, a notícia de que a CBS e a Netflix disponibilizariam uma temporada completa focada em novas aventuras no universo principal, e não no cânone alternativo estabelecido pela série de filmes da Bad Robot, foi recebida com bastante interesse e, claro, inevitáveis polêmicas na internet, com fãs apaixonados temendo pelo pior. Curiosamente, o primeiro ano de Star Trek Discovery consegue agradar e irritar todos os tipos de espectadores ao mesmo tempo e, infelizmente, isso acontece devido a sua falta de foco.

Os primeiros capítulos são, de longe, os piores da temporada, e mais parecem um extenso, desnecessário e desinteressante prólogo, que poderia ser apagado sem qualquer prejuízo para a série. Ainda que não falte valor de produção neles (todas as naves e planetas mostrados são muito bem feitos, ainda que sua estética pareça derivativa demais do jogo Mass Effect e do filme de JJ Abrams), a trama não empolga.

À bordo da nave Shenzhou acompanhamos a protagonista Michael Burnham (Sonequea Martin-Green) e sua capitã e mentora Georgiou (Michelle Yeoh), mas, após uma batalha infeliz com os Klingons, eles e a Federação começam uma guerra, e Michael acaba perdendo sua patente de primeira oficial e o direito à liberdade após responder por seus atos em um julgamento marcial.


 

Presa e odiada por todos, Michael acaba encontrando uma nova chance à bordo da USS Discovey, onde o Capitão Lorca (Jason Isaacs) nota seu potencial e a coloca para trabalhar com sua tripulação. É uma premissa ok, mas que é pessimamente conduzida por uma trama muito dark, que nada tem a ver com o tom dos seriados anteriores.

Tempos de guerra e conflitos sangrentos até poderiam apontar para um caminho audacioso e servir de gancho para boas soluções otimistas e moderadas, mas praticamente não há espaço para leveza, nem mesmo entre os tripulantes sem carisma da Discovery.  Honrando a histórica luta por diversidade que a franquia Trek sempre se empenhou em trazer muito bem, Paul Stamets (Anthony Rapp) e o Dr. Culber (Wilson Cruz) formam um casal homossexual, mas seu relacionamento é totalmente sem graça e dificulta a criação de empatia, se resumindo a panfletagem vazia e sem graça.

Melhor sorte tem a fofa Sylvia Tilly (Mary Wiseman), que consegue ter um bom arco de personagem, começando como uma garota insegura que fala demais e teme a opinião dos outros, e progredindo lentamente para o posto de uma oficial determinada, que acredita e luta por seus amigos. Sem dúvidas ela é quem mais se aproxima do tom tradicional de Star Trek.

O grande problema da primeira metade da temporada é inserir personagens bem desinteressantes e obrigá-los a enfrentar temas pesados, que vão desde crimes de guerra, passando por estupro e os traumas derivados disso, racismo, abuso animal, enfim, só “diversão”!

Talvez já notando os problemas e insatisfação justificada de uma parcela dos fãs com o clima pesado e militarizado demais, após as férias de fim de ano, a primeira temporada voltou para uma leva final de episódios muito mais palatáveis para quem via a série clássica assiduamente, com direito até a uma exploração rica do Universo Espelho, onde reencontramos o Império Terran, além de uma referência bem bonita à série clássica em seu episódio final.

Atirar para todos os lados pode até não ter gerado o produto final mais coeso do mundo, mas há algo admirável na tentativa de correção de curso no meio do caminho, ainda que isso venha ao custo de sabotar as expectativas de quem estava gostando da série em seus primeiros episódios. Foi um voo turbulento, sem dúvidas, mas se a o próximo ano seguir mais a linha da reta final da primeira temporada, talvez Discovery finalmente encontre um pouco mais de amor quando chegar a seu destino.

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Críticas

Brinquedos que Marcam Época é um presente da Netflix

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No finzinho de 2017 a Netflix disponibilizou uma de suas melhores e mais subestimadas produções. Quase sem alarde, The Toys That Made Us (Brinquedos que Marcam Época, em português) chegou ao serviço de streaming e, se você gosta de brinquedos e colecionáveis, não deveria deixar esse documentário passar batido!


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Por enquanto são apenas quatro episódios com pouco menos de uma hora cada um, mas já há outros quatro encomendados, com estreia programada para ainda em 2018. Já estão no ar documentários sobre Star Wars, GI Joe, Barbie e He-Man, e na segunda levam estreiam LEGO, Transformers, Hello Kitty e Star Trek.

Com direção de Tom Stern, o documentário criado por Brian Volk-Weiss é extremamente nostálgico, como não poderia deixar de ser, mas, diferente de outras produção da Netflix, jamais se limita a uma apelação barata para nossas lembranças a fim de provar seu valor. Não, aqui há bastante trabalho de pesquisa e material interessante até mesmo para os aficionados mais versados no tema.

Pessoas envolvidas com as mais diversas etapas da produção e venda de brinquedos, desde seus idealizadores, passando por empregados das empresas, advogados, executivos e varejistas, fornecem aspas repletas de informações, então há muito a se aprender sobre a história do hobby favorito de milhares de pessoas por todo o mundo.


Naturalmente, o foco do documentário fica restrito ao mercado norte-americano mas, felizmente, isso não impede a nossa apreciação e identificação, já que todos os brinquedos mencionados por enquanto fizeram muito, muito sucesso em nossas lojas também, ainda que em diferentes proporções.

Se você nasceu na década de 1980, seguramente deve ter várias memórias sobre esses bonecos! Mas, se for mais jovem, encontrará aqui uma oportunidade de ouro para o aprendizado, que não deve ser desperdiçada.

Ao fim da série, você vai saber muito mais sobre como era a cultura pop durante as décadas de 1970 e 1980. Mais importante, vai entender melhor como funciona a cabeça daqueles que vivem em função de pequenos pedaços de plástico, e como esses pequenos objetos podem ganhar um improvável e gigantesco significado nos corações das pessoas.

 

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