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Street Fighter V: Charlie Nash, nova mecânica e o que mais sabemos sobre o game

Um novo Street Fighter na praça é sempre motivo para grande excitação. Desde o teaser vazado no último dia 5, muito se especulou sobre o que poderíamos ter de inovações por parte da Capcom, já que Ultra Street Fighter IV ainda parecia ter gás para seguir adiante. Em observações minuciosas do curto vídeo revelado, a comunidade logo pescou os poderes elementais de Chun-Li e Ryu, além da clara mudança na mecânica, com combos visivelmente mais complexos e elaborados.

 

O que vimos

No último final de semana tivemos a Capcom Cup, torneio promovido pela companhia com os melhores jogadores de USFIV. A expectativa era grande, não apenas pelas lutas, mas por alguma nova informação do novo título. Voilá! Yoshinori Ono, o caricato produtor executivo de Street Fighter, dá as caras vestido como Charlie Nash (o amigo que Guile quis vingar em Street Fighter 2) e o revela como personagem do novo game.

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Ono, à direita, com um cosplay duvidoso de Charlie Nash

Não fosse o bastante, tivemos duas partidas de SF5 para deixar qualquer fã da franquia com água na boca. Mike Ross e Combofiend, renomados jogadores da série, foram ao palco e mostraram um pouco da mecânica do jogo. O vídeo pode ser conferido logo abaixo.

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De cara, a surpresa com a diferença entre as barras de especial de Ryu e Chun-Li. Ryu tem a barra um nível menor, que pode representar alguma vantagem na hora de carregar seu Super. Ono havia prometido que cada personagem receberia tratamento individual, tornando-o único e diferente de tudo o que já foi visto na série. Seria essa uma forma de refletir os atributos físicos de cada lutador? Zangief, se estiver presente, terá apenas uma barra de especial?

Outro elemento que se destacou foi a presença da barra “Revenge”, logo abaixo da barra de HP de cada personagem. Ela substitui o Ultra de USFIV, enchendo conforme seu personagem recebe dano. Nas duas lutas entre Ross e Combofiend vimos a barra em uso, principalmente na segunda luta (reparem em Chun-Li).

Os poderes elementais funcionam como power-ups, mas seu uso ainda não ficou claro. Em que momentos, o que muda em cada golpe e se há algum prejuízo para o usuário, nada disso foi revelado. É um adicional que revoluciona a mecânica da série, além de abrir espaço para a mente voar longe: o fogo de Ken e o Psycho Power de Bison são óbvios, mas quais serão os poderes de E. Honda, Cammy, Guile e tantos outros, se é que eles estarão presentes?

 

Nash?

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Charlie (Nash para os japoneses) deu as caras na série Street Fighter Alpha, tendo aparecido pela última vez em 1998, com SFA3. Seus ataques são similares aos de Guile, só que com uma mão só!

No vídeo revelado durante a Capcom Cup, Nash aparece com uma espécie de artefato verde na testa. Vimos algo semelhante no anime Street Fighter Victory, quando Chun-Li foi controlada por Bison. Será esse o destino reservado para o soldado?

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Em Marvel vs Capcom (primeiro game da série, lançado ainda para a placa CPS-2), tivemos a participação de alguns personagens secretos, mas dois em especial nos chamam a atenção: Shadow Lady e Shadow. Tratam-se de versões sombrias de Chun-Li e Charlie. A primeira estava viva e era personagem jogável, podia estar sendo apenas controlada pelo Psycho Power de Bison. Mas e quanto a Charlie? Acreditávamos que ele estava morto, então o que fazia ali? Confira logo abaixo o final de Shadow Lady, com participação especial de Shadow.

 

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Os gráficos não mudaram?

Uma queixa de parte da comunidade se deu quanto aos gráficos de Street Fighter V, que não pareciam muito diferentes da geração atual. Em uma rápida comparação, podemos dizer que isso não é verdade e que houve sim uma grande transformação. Claro, nada tão brusco quanto a revolução causada entre o terceiro e quarto título da franquia, quando deixamos de lado os sprites e partimos de vez para a porradaria poligonal.

Street Fighter V é um game da nova geração (PC e PS4, inicialmente), o que por si só já garante uma bela repaginada no visual. Cenários interativos e maiores, expressões faciais mais complexas e animações mais convincentes. Se isso não for mudar o bastante, o que queremos de fato? Vale lembrar que The King of Fighters seguiu por longos 8 anos com os mesmos sprites, salvo pequenos ajustes aqui e ali, além da inclusão de novos personagens.

O pessoal da IGN fez uma comparação entre SFIV e SFV, que deixa ainda mais clara a diferença entre as versões.

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Doa a quem doer, Street Fighter vem aí. É verdade que a série nunca se deu bem com números ímpares, sendo melhor sucedida em sua segunda e quarta edições. Por outro lado, SFV pode representar transformações, amadurecimento e uma nova caminhada a passos largos para o título definitivo de melhor série de luta. A receita é manjada: nada simples demais que possa desagradar os fãs, nada complexo demais que distancie o jogador casual. Os outros ingredientes, Ryu e companhia já sabem de cor e salteado. O que fazer contra a concorrência?

Hadouken!