Conecte-se conosco.

Críticas

Super Mario Odyssey vai capturar sua imaginação

Publicados

on

Super Mario Odyssey é o mais novo game do mascote da Nintendo. Exclusivo do Switch, o game é um retorno ao estilo plataforma 3D, na linha de Super Mario 64 e Super Mario Sunshine. Confira, logo abaixo, o nosso review completo sobre o game, tanto com análise em vídeo como em texto:

Clique acima para dar play no nosso vídeo review! Se gostar, não esqueça de dar um joinha e assinar o canal para não perder todas as novidades sobre o universo da Big N!

Veja também:

A Odisseia do Mario não começou no Switch, mas sim em 1985, quando Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka levaram Super Mario Bros. ao nintendinho e mudaram para sempre os jogos de plataforma. De lá para cá, o personagem viveu aventuras dignas da imaginação de Homero. A cada geração suas jornadas eram contadas e reimaginadas nas mais distintas roupagens. Mario World, 64, Sunshine e Galaxy foram todos inovadores a seu modo, e ajudaram a sedimentar o bigodudo como o maior mascote dos videogames.

Com tantas décadas de games, era de se imaginar que, uma hora, Mario já teria feito tudo que se pode imaginar. Talvez isso realmente aconteça em algum momento mas, no que depender de seu primeiro jogo no Switch, parece que ainda teremos muitos e muitos anos de novidades e aventuras empolgantes pela frente!

No mundo das luas

Dirigida por Kenta Motokura, a nova saga de Mario tira inspiração direta de todos os jogos principais da franquia, mas especialmente de Super Mario 64. Ao mesmo tempo em que não faltam homenagens, o principal foco do jogo é a reinvenção de conceitos e o constante desafio de convenções.

Ao invés das breves fases vistas em Super Mario 3D World, ou das curtas missões em busca de uma única estrela de Mario 64, Odyssey usa uma abordagem inédita na série e solta o jogador vários grandes mundos, com bastante liberdade para explorar como bem entender. Há vários colecionáveis para obter, como moedas coloridas, faixas musicais e souvenir de viagem, mas a missão principal é coletar as centenas e centenas de Moons espalhadas pelos reinos temáticos.

A grande diferença é que, ao invés de disponibilizar apenas um objetivo por vez, e então retornar ao começo do mapa depois de cumprí-lo, desta vez é possível ficar horas em uma só fase, e pegar várias Moons de uma só vez. Há muito, MUITO mais moons pelos mapas do que é necessário para progredir na campanha, o que garante que ninguém fique encalhado por muito tempo. Há divertidas lutas contra chefes, passagens secretas, itens à venda, corridas contra o tempo, alavancas ocultas, enfim, tudo que você possa imaginar garante chances de somar Moons.

Ainda que o ato de apanhá-las fique banalizado após algums horas, tamanha a fartura de Moons disponível, a tarefa nunca fica tediosa. Afinal, a verdadeira recompensa não está em somar número de Moons, mas sim em explorar os cenários e descobrir quantas coisas legais o pessoal da Nintendo escondeu nos níveis.

Sempre em movimento

Todos os jogos do Mario possuem toneladas de coisas para fazer, mas eu nunca tinha visto um jogo com tantos segredos, easter eggs, referências e passatempos na série até hoje! O único jogo vasto assim na memória recente é justamente outro título de peso do Switch, o The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Como na aventura mais recente de Link, dá para gastar centenas de horas no mundo do game sem enjoar ou chegar perto de ver tudo que ele oferece.

Felizmentes, Odyssey não é só um mundinho bonito. Controlar Mario nunca foi tão bom, e tanto os jogadores mais veteranos como os novatos encontrarão muitos motivos para se divertir. Desde seu primeiro game, os pulos do personagem sempre foram muito precisos e agradáveis, e chega a ser impressionante notar o quanto o sistema foi refinado a cada novo jogo. Em Odyssey, há várias formas de calcular e aproveitar o momentum das corridas e deslizadas para executar movimentos acrobáticos cirúrgicos.

Entre os movimentos inéditos, Mario consegue rolar ladeira abaixo em forma de bola, quicar no chão para saltar mais alto após uma bundada, fazer um pequeno pulo extra se arremessando no ar e, claro, atirar o seu chapéu para longe e então saltar sobre ele para ganhar impulso. Caramba, esse tempo todo de texto e ainda nem falamos no chapéu, justamente a inovação mais legal e relevante em todo o game!

Na mente do inimigo

Logo no começo da aventura, Mario perde o seu chapéu original em seu eterno confronto com o Bowser. O coitado é arremessado para longe e vai parar em um reino distante e cinzento. A cena é desoladora, especialmente porque o lagartão já está a um mundo de distância com Peach, e pretende se casar com ela o quanto antes!

Mas nem tudo está perdido: eis que entra em cena o simpático Cappy, um fantasminha em forma de cartola, que logo se prontifica a ajudar o herói. Afinal, além de Peach, Bowser também sequestrou Tiara, a irmã do Cappy. Consolidada a improvável aliança, Cappy assume a forma de boné do Mario, e lhe confere o poder de entrar na mente de seus inimigos e possuir seus corpos, o que… é um pouco perturbador, quando você para pra pensar no assunto, mas ao menos no game rende várias risadas e bons momentos.

dezenas de inimigos diferentes que podem ser possuídos, e cada um deles possui diferentes habilidades. Até os Goombas mais ordinários podem ser empilhados entre si para virar uma grande pilha ambulante de vilões, ideal para alcançar objetos mais altos. Centopeias podem esticar os seus corpos até plataformas distantes, Chain Chomps quebram paredes intransponíveis, pássaros usam seus bicos para se prender na parede, e tem até um T-Rex gigante para sair demolindo tudo por seu caminho!

Mesmo que este jogo não tenha flores de fogo, capinhas voadoras ou roupas de Tanooki, é possível vestir o Mario com várias roupinhas diferentes. Ainda que as alterações sejam meramente cosméticas na maior parte do tempo, algumas delas são obrigatórias para visitar novas áreas do mapa, trancadas até que você se apresenta com as vestimentas corretas. A soma das divertidas roupas alternativas com o cativante novo poder do Cappy é o bastante para tornar Odyssey o jogo com maior e melhor variedade de power ups em toda a série, o que é um feito e tanto!

Uma odisseia sonora

Além da jogabilidade praticamente perfeita, e dos gráficos e direção artística sublimes, que fazem o universo do game vibrar com vida e cores, também é preciso elogiar e destacar a fantástica trilha sonora de Super Mario Odyssey. Seja em suas belas melodias orquestradas inéditas, ou nas reimaginações de faixas clássicas da série, vale a pena tirar alguns minutos para apreciar o material. Se é que você já não gastou horas decorando e cantando junto o novo tema principal, a já famosa Jump Up, Superstar!

Pela primeira vez na série, é possível usar um player embutido nos menus para fazer com que qualquer uma das músicas já encontradas seja escutada como faixa de fundo quando bem entender, quase como um pequeno spotify portátil. Isso torna ainda mais divertida a perambulação pelo mapa. Aliás, sempre que você encontrar algo digno de nota, é possível entrar em modo fotografia e explorar diversos ângulos e filtros de imagem, até criar uma recordação perfeita do momento. Como o Switch é bem integrado com Twitter e Facebook, é fácil e rápido compartilhar suas memórias com os amigos.

Também é possível se divertir com os amigos comparando sua pontuação em rankings online, que registram tanto o seu desempenho nas várias corridas contra o tempo presentes pelos reinos como a pontuação em minigames como pular corda, voleibol e até uma corrida de carrinho por controle remoto.

Para completar o pacote, ainda há um modo cooperativo local que me surpreendeu bastante. Achei que o segundo jogador seria tão inútil quanto o ponteiro de Super Mario Galaxy, que apenas apanhava estrelas e as disparava contra inimigos. Em Odyssey, um jogador controla o Mario e o outro assume o Cappy. Fica divertido coordenar seus esforços, especialmente porque o Cappy volta e meia pode ser utilizado para limpar obstáculos e facilitar a abertura de novos caminhos e saltos.

Longa vida ao rei dos games!

Fora alguns probleminhas bem raros com a câmera, e o fato de algumas Moons se resumirem ao grinding de moedas de ouro, Super Mario Odyssey é mais um game do herói que beira a perfeição. Qualquer um que tenha apreço pela história e jogos do personagem tem motivos de sobra para comprar o game e passar um tempão desbravando essa nova Odisseia. Da mesma forma, Odyssey é uma excelente porta de entrada para quem ainda busca o seu primeiro grande jogo de plataforma.

Seja qual for seu caso, o fato é que Odyssey mais uma vez coloca o Mario no posto de rei dos videogames, com uma aventura fantástica e deslumbrante, do jeitinho que apenas a Nintendo sabe fazer. Não é apenas um dos melhores jogos do Switch, mas também um dos grandes jogos da história!

Super Mario Odyssey – Nota: 5/5

Desenvolvimento: Nintendo
Plataforma: Nintendo Switch
Plataforma utilizada na análise: Nintendo Switch

Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

Anime

The Promised Neverland entrega tudo que prometeu

Um dos melhores animes de 2019

Publicados

on

The Promised Neverland (約束のネバーランド) era uma das estreias mais aguardadas de anime neste começo de 2019. A adaptação do mangá de Kaiu Shirai já tem todos os episódios da primeira temporada disponíveis para streaming na Crunchyroll nacional com legendas em português, então corra lá para ver, e confira abaixo a nossa crítica completa sobre os primeiros 12 episódios de Yakusoku no Neverland!


Veja também:


O vídeo de review acima foi postado no nosso canal parceiro Aquele Cara

Era uma casa, muito engraçada…

O estúdio Cloverworks não poupou despesas e investiu um bom tempo e orçamento para garantir que cada episódio de The Promised Neverland atenda às expectativas dos fãs da série. Desde o primeiro minuto do primeiro episódio, é evidente que o anime largou com toda a banca de brigar pelo posto de melhor anime do ano, com ótima arte, trilha sonora e acabamento. Como falamos em nossas primeiras impressões da temporada, o primeiro episódio já faz um ótimo trabalho ao apresentar o clima de tensão e suspense da casa onde moram as crianças.

Se você não sabe nada sobre The Promised Neverland, aliás, eu recomendo que você feche o texto agora mesmo, já que boa parte da graça é tomar todas as revelações e surpresas ao vivaço, então fica aqui um breve alerta de spoiler, já na sinopse da obra: no anime, acompanhamos os protagonistas Emma, Ray e Norman, três crianças muito inteligentes que dividem um “orfanato” com dezenas de outros pimpolhos, todos sob cuidados da “Mamãe” Isabella, enquanto esperam sua vez para serem adotados por uma família amorosa.

Só que não! Logo descobrimos que o orfanato é, na verdade, apenas uma fachada. As crianças são criadas como gato e servem apenas para atender à fome de criaturas assustadoras para quem a Mamãe trabalha. Quanto melhor o cérebro das crianças, mais valiosa é a sua carne. Quando os heróis descobrem isso, começa uma eletrizante missão para descobrir como e quando fugir das garras de seus captores e alcançar a terra prometida, além das muralhas que os cercam.

Reviravoltas e mais reviravoltas

Um dos maiores trunfos, mas também uma das maiores maldições de The Promised Neverland, é o fato de que todos os seus episódios apresentam múltiplas guinadas na narrativa, com plot twists e surpresas constantes para te deixar na ponta da cadeira a todo momento. Isso é bom para deixar o espectador sempre apreensivo e atento, mas pode quebrar um pouco da graça na medida em que uma reviravolta é anulada pela seguinte, tirando o peso de algumas decisões do roteiro.

São momentos que revelam agentes duplos, agentes triplos, gente que parece que morreu mas não morreu, gente que parece que vai viver mas morre… é tanto puxa e empurra que cansa ao longo da temporada, e isso contamina um pouco o ritmo do miolo deste primeiro ano de The Promised Neverland. Ainda assim, os dois primeiros e os dois últimos episódios são simplesmente fantásticos, e o ponto alto dessa primeira leva de episódios.

O clímax consegue amarrar bem todos os arcos de personagem e os principais mistérios levantados até então, e sabiamente amarrar um flashback da Mamãe com as questões enfrentadas pelas crianças no momento. Só seria melhor ainda se a nossa suspensão de descrença não fosse testada ao máximo ao ver crianças de quatro anos com uma maturidade e inteligência maiores que as de muitos adultos, mas esse pecado passa batido perto dos grandes acertos do arco final de Promised Neverland.

Vale muito a pena!

The Promised Neverland possui algumas falhas sérias de ritmo e estrutura, e constantemente somos bombardeados com soluções do tipo “era tudo parte do meu plano o tempo inteiro“, mas nada apaga o brilho desta que é uma das melhores estreias de 2019 até agora. Da empolgante opening gravada pela banda Uverworld até os sempre instigantes ganchos no final de cada episódio, o anime é recomendadíssimo para qualquer um que goste de um pouco de terror e aventura.

[rwp-review id=”0″]

Continue lendo

Críticas

Como recuperar arquivos deletados usando o EaseUS Software, a ferramenta essencial para todo PC Gamer

Testamos ferramenta que promete, sem complicações, recuperar arquivos deletados ou perdidos no seu computador

Publicados

on

Quando você pensa em começar a sua jornada no mundo dos games no computador, as primeiras preocupações são quais peças são necessárias para jogar um game recém-lançado e quanto custa pra ter o PC dos sonhos. É uma tarefa árdua e que pesa no bolso, mas que, com toda certeza, compensa o investimento. Afinal, a próxima vez que você vai precisar trocar essas peças será em questão de anos.

O problema é que muita gente acaba esquecendo dos possíveis problemas que podem acontecer depois de já estar envolvido nesse mundo, como a perda dos arquivos, saves ou aquele bendito .dll que some do nada, sem nem dar tchau! Algumas das vezes, é possível recuperar o arquivo procurando pela internet (mas com chances de acabar infectado com um vírus de computador), baixando o jogo de novo ou copiando o arquivo de um amigo. Mesmo assim, saves são arquivos que, se perdidos, não tem mais volta… ou será que tem?

Recupere seus arquivos sem preocupação

A ferramenta EaseUS Software tem justamente essa função: recuperar os arquivos perdidos e deletados do seu computador. Ou seja, nada mais de esquecer de fazer o backup dos saves dos seus jogos favoritos durante uma formatação ou até mesmo ao deletar o game, a EaseUS é o programa para recuperar facilmente esse arquivo de maneira simples e prática, e o melhor, não precisa nem de guia para entender o funcionamento dela.

Assim que você baixar o programa, você se depara com a tela que mostra os diretórios do seu computador (no meu caso, o diretório C, o F e o disco local como visto na imagem). Caso você mantenha os seus arquivos organizados, basta selecionar a pasta que deseja para recuperar, o processo é bem mais rápido do que buscar o diretório inteiro. Ou, caso você queira recuperar múltiplos arquivos, compensa mais realizar a busca no diretório completo e depois ir selecionando os arquivos que deseja.

Simples, prático e rápido

Como eu já disse antes, não é necessário realizar um tutorial para aprender a utilizar a ferramenta, ela é bem intuitiva. Para melhorar a situação, assim que é realizada a busca, o software mostra os resultados de forma organizada, colocando seus arquivos em pastas conforme você havia organizado anteriormente (é muito importante manter seus arquivos organizados!), dessa forma, caso esteja procurando arquivos específicos, a localização deles fica mamão com açúcar!

O primeiro grande teste que fiz foi trazer todos os arquivos do diretório F, onde eu normalmente salvo os meus jogos. Como muitos arquivos de lá são pesados, o processo completo levou em torno de 5 horas para ser finalizado, e foi em torno de 500GB analisados.

Confesso que, mesmo com meu computador montado em menos de 1 ano, fiquei impressionado com a forma com que os resultados foram apresentados, tudo organizado e fácil de identificar cada arquivo. Uma pena que ainda não existe a possibilidade de pré-visualizar arquivos de imagem antes, é preciso recuperá-la para poder ver se é o arquivo desejado.

E quanto custa?

Por incrível que pareça, a EaseUS Software permite que você baixe uma versão gratuita do programa. É claro que há algumas limitações dessa versão, uma delas sendo a possibilidade de recuperar um arquivo por vez ao invés de fazer em lotes. Mesmo assim, já é o suficiente para fazer a recuperação do seu HD, caso alguns arquivos tenham se perdido em seu computador. Mas caso queira a versão EaseUS Data Recovery Wizard Professional, recomendamos para quem tem muitos arquivos a serem recuperados.

Claro que existe a possibilidade de fazer um teste gratuito da versão paga, que vem com 100% da funcionalidade da ferramenta, te dando total liberdade de verificar cada detalhe antes da aquisição do produto. Isso mostra que a empresa quer garantir que EaseUS Software seja exatamente o que você precisa e que se familiarize com ela durante esse período. O valor do plano mais barato está próximo de US$ 70,00, que deve ser pago uma vez para a licença do programa.

Vale a pena?

Como todos sabem, não temos como prever quando algum arquivo pode ser perdido durante toda a vida de um computador, então é sempre bom você ter algum jeito de recuperar seus arquivos perdidos para que não seja jogado fora suas 200 horas de gameplay de Monster Hunter: World, por exemplo!

Vale a pena lembrar também que EaseUS Software também funciona para Mac, Android e iOS, ou seja, qualquer uma dessas plataformas também podem passar por perdas de arquivos durante o processo de vida e esse serviço com certeza vai garantir que você não se desespere nesses momentos, podendo confiar 100% nela!

Continue lendo

Críticas

Resident Evil 2 é a melhor homenagem que o clássico poderia ganhar

Testamos o remake do clássico Resident Evil 2, lançado para Xbox One, PS4 e PCs

Publicados

on

Jogos de terror tiveram seu ápice na década de 90 e nos anos 2000, com franquias que fizeram a gente borrar as calças a cada susto tomado com games como Fatal Frame, Silent Hill e Resident Evil. Porém, no decorrer dos anos, o gênero terror foi enfraquecendo, ganhando apenas alguns jogos de destaque. Até mesmo as nossas franquias amadas tomaram um rumo inesperado, deixando de lado o terror — ou o desenvolvimento dos jogos do gênero deixou a desejar.


Veja também:


Porém, nos últimos anos, o gênero terror parece estar ganhando seu brilho novamente, com a demo P.T. de Silent Hills fazendo muito sucesso, Resident Evil 7 se esforçando para entregar uma experiência mais assustadora e o recém-lançado Resident Evil 2 Remake prometendo ser um novo rumo para a franquia.

Leon já ta pronto pra entrar em Resident Evil 2

Como já disse anteriormente, Resident Evil tomou um rumo que os games acabaram tendendo mais para a ação do que um jogo de terror e sobrevivência, como havia sido feito originalmente. Mas com o lançamento de Resident Evil 7 e o remake de Resident Evil 2 a série parece estar mirando em voltar às origens. E o remake de Resident Evil 2 Remake realmente merece um destaque por toda essa re-transformação da série.

Revivendo Raccoon City

O novo lançamento da série da Capcom é uma remodelagem do clássico game Resident Evil 2 lançado originalmente para o primeiro PlayStation e o Nintendo 64. E, para manter o jogo interessante tanto para gamers que já jogaram o clássico como para novos aventureiros que não acompanharam a primeira aventura de Leon e Claire (é o meu caso), a Capcom refez não apenas os gráficos, mas também inúmeras mudanças para surpreender os dois grupos de jogadores.

A história continua basicamente a mesma: dois personagens estão indo para Raccoon City sem saber que a cidade já estava infestada de zumbis. Leon S. Kennedy é um policial novato e está indo para a delegacia para seu primeiro dia de trabalho. Já Claire Redfield é irmã do membro da S.T.A.R.S. Chris Redfield e, por conta disso, vai em busca do seu irmão (que desapareceu depois do primeiro Resident Evil). Ambos se encontram no posto perto da cidade, onde são atacados por zumbis e, após escaparem, decidem ir para a cidade para ver o que está acontecendo.

Os Cerberus voltaram para causar na sua jogatina, agora em HD!

Com gosto de nostalgia e novidade, o novo Resident Evil 2 mantém praticamente o mesmo layout dos mapas, porém inúmeras mudanças foram feitas no geral. Puzzles, por exemplo, foram totalmente remodelados, pegando de surpresa até o mais experiente dos jogadores. Por mais que o game seja um remake, é possível ser considerado um jogo completamente novo, mesmo que mantenha a mesma história de forma geral.

Falando em história, assim como no original, é possível escolher entre Leon e Claire para iniciar a aventura. Nessa primeira jornada, existem algumas diferenças mínimas entre o percurso dos dois, como as armas, por exemplo, Leon consegue a Shotgun e a Claire um lança-granadas no lugar. Eles se encontram algumas vezes durante a jornada, mas confesso que é menos do que eu esperava depois de ler muito sobre RE2.

Ao completar o modo história, você libera o modo Segunda Jornada do personagem oposto ao que você jogou, ou seja, complete a primeira aventura com Leon e libere a segunda jornada da Claire e vice-versa. Vale lembrar que esse modo, apesar de ser o mesmo cenário, é mais difícil que o normal, mudando algumas rotas e localização de alguns itens, encontrando mais inimigos e tendo munição reduzida.

Após completar esse modo, libera-se o famoso 4º Sobrevivente (4th Survivor), em que você controla Hunk, um agente secreto da corporação Umbrella que liderou uma equipe para levar William Birkin, criador do G-Virus, de volta à sede da corporação. Claro que tudo dá errado, a equipe acaba matando o cientista mas ainda coletam uma amostra do vírus. Nesse modo, você precisa apenas chegar ao ponto de extração do helicóptero para fugir da cena.

Birkin não autorizou a Claire de levar a Sherry pra longe dele!

Mas não é tão simples quanto parece, você apenas pode contar com os itens em seu inventário, não tendo saves, acesso ao baú de itens e nem mesmo encontrará itens e munições durante a missão. E, pra finalizar, completando o modo você libera a versão Tofu dele, onde você controla um Tofu gigante, membro da S.T.A.R.S. e pode utilizar apenas faca. Boa sorte!

O retorno ao horror

Resident Evil 7 veio trazendo de volta as coisas que mais amamos na franquia, como sobrevivência e o medo de se aventurar pelos corredores. Porém, mesmo não apresentando zumbis, conseguiu conquistar muitos fãs. Já o remake de Resident Evil 2 traz de volta tudo o que sentimos na época em que os primeiros títulos da série Resident Evil chegaram aos consoles. Mesmo não tendo jogado a versão original de RE2, tive a oportunidade de poder desfrutar dos outros jogos da série e, com certeza, a sensação de medo e pavor durante o jogo deve ter sido a mesma.

A sensação de jogar a versão remake de Resident Evil 2 é incrível, você fica tenso o tempo todo, a cada susto tomado e preocupado com cada bala gasta para matar ou apenas atordoar os inimigos para avançar. Durante a primeira jogatina na história do Leon, confesso que dei alguns gritos e soltei alguns xingamentos de nervoso para cenas de surpresas e inimigos inusitados aparecendo onde não foram chamados.

Claro que isso se deve a toda ambientação e clima construídos durante a jogatina. Os cenários finalmente possuem iluminação adequada para um jogo de terror, coisa que não era possível durante a geração do primeiro PlayStation. Joguei o game todo com as configurações que o próprio game indica, ou seja, nas áreas que os personagens utilizam a lanterna para iluminar o caminho, apenas o que a luz tocava conseguia enxergar, o resto era escuridão pura. Então cada grunhido do zumbi que eu não via era um novo momento de tensão.

Mr. X ta putaço por colocarem esse chapéu nele!

Além disso, vale dizer que todos os inimigos foram remodelados para poder se adequar ao novo clima retratado no remake e, para ser bem mais realista, modelaram os zumbis utilizando os próprios desenvolvedores, ficando mais tenebroso ainda. As outras criaturas, apesar de não conseguir ver tão bem os detalhes delas por estar fugindo praticamente o tempo todo, são bem assustadoras. Depois de liberar o modelo delas no modo Extra do jogo, é possível ver os detalhes das criaturas, uma mais monstruosa que a outra.

A versão do jogo que utilizamos, cedido pela Capcom, contava com os bônus incríveis como a clássica arma de Albert Wesker de sua época de líder da S.T.A.R.S., a possibilidade de aprofundar mais ainda o nível nostálgico do jogador com a trilha sonora original e novas roupas com possíveis referências à outras séries, games e até mesmo de uma versão de Resident Evil 2 1.5, game que seria o RE2 original se não fosse descartado no meio do processo de desenvolvimento e refeito com cara do RE que conhecemos.

O único ponto negativo de tudo isso é a questão de tempo de jogo. Em minha primeira jogatina, foram um pouco mais de 9 horas para completar a primeira parte da campanha, o que foi até um bom tempo de jogo. Porém, nos outros modos, ele cai para 5 horas e até menos, já que, como todo Resident Evil clássico, é questão de decorar os caminhos certos a serem percorridos e otimizar esse tempo. Mesmo contando com 3 modos diferentes, a história principal, a segunda jornada e o 4º sobrevivente, é possível completá-la de forma rápida, sobrando apenas os liberáveis que requerem mais habilidade para conquistar. Isso se deve por ser um remake de um jogo onde essa média de tempo era normal na época, mas estamos em um ano onde games e gamers estão acostumados com aqueles jogos que duram mais que isso.

Afinal, o novo modo de jogo ou o antigo?

Como disse, muitas mudanças foram realizadas nesse remake, inclusive podendo ser considerado um novo jogo, já que as mudanças foram intensas. Como era de se esperar, também a gameplay evoluiu, não contamos mais com aquela câmera fixa para causar mais pânico numa época onde a capacidade gráfica era pequena. Dessa vez, combinou a gameplay apresentada em Resident Evil 4, combinando bem com a forma de jogatina que novos jogadores possam se adaptar.

A coisa ficou feia pra Claire agora

O remake de Resident Evil 2 consegue trazer a grandeza e o peso que a franquia merece e, com relatos até de fãs da versão original de RE2, posso dizer que a Capcom é excelente em criar remakes. A história se repetiu como em Resident Evil Remake (a versão refeita do primeiro jogo da série) e, mesmo sendo mais ousados em mudar a forma de jogo de um game já conceituado no mundo gamer, a homenagem feita para esse grande clássico, com certeza, entrou na lista de um dos melhores games da série, podendo até retratar como um novo recomeço para a série, mas isso é assunto para uma outra postagem.

A experiência de poder desfrutar Resident Evil 2 pela primeira vez através do remake para mim com certeza foi mais que positiva, dando esperança para um renascimento incrível da franquia, podendo ter a mesma força que tinha durante a minha infância. Para os nostálgicos de plantão, a emoção bate mais forte ainda ao jogar essa releitura do segundo jogo, além das grandes surpresas incríveis que apenas jogando para saber.

[rwp-review id=”0″]

Continue lendo

Últimas notícias

Games3 dias atrás

Fortnite Battle Royale | Veja os desafios da Semana 2 da Temporada 9

Veja quais são os desafios do Passe de Batalha da Semana 2 da Temporada 9 de Fortnite Battle Royale

Games5 dias atrás

Fortnite | Veja o que mudou com o Patch v.9.01

Veja todas as novidades que a atualização traz para os modos Battle Royale, Salve o Mundo e Criativo de Fortnite

Cinema1 semana atrás

X-Men: Fenix Negra | Fox anuncia celebração no X-Men Day

Fox Film lança campanha global com pré-venda de ingressos para X-Men: Fênix Negra começando nesta segunda-feira

Games1 semana atrás

EA Access | Serviço de assinatura chegará ao PS4

Benefícios do serviço por assinatura da EA chegam finalmente ao PlayStation 4, da Sony

Games1 semana atrás

Fortnite | Veja o que mudou com o Patch v.9.00

Veja todas as novidades que a atualização traz para os modos Battle Royale, Salve o Mundo e Criativo de Fortnite

Games1 semana atrás

Fortnite Battle Royale | Veja os desafios da Semana 1 da Temporada 9

Veja quais são os desafios do Passe de Batalha da Semana 1 da Temporada 9 de Fortnite Battle Royale

Games4 semanas atrás

Hollow Knight | Assista agora ao nosso gameplay ao vivo

Indie games ganham cada vez mais espaço entre os jogos AAA no mundo dos games. Onde as principais franquias não...

Anime1 mês atrás

Crunchyroll | Conheça os animes mais vistos no começo de abril

De Food Wars a My Hero Academia, conheça os animes de maior sucesso da plataforma

Cinema1 mês atrás

Star Wars | A ascensão de Skywalker vem aí no primeiro trailer do Episódio 9

The Rise of Skywalker chega aos cinemas em dezembro deste ano

Games1 mês atrás

Fortnite Battle Royale | Veja os desafios da Semana 7 da Temporada 8

Veja quais são os desafios do Passe de Batalha da Semana 7 da Temporada 8 de Fortnite Battle Royale

Games1 mês atrás

Fortnite | Veja o que mudou com o Patch v.8.30

Veja todas as novidades que a atualização traz para os modos Battle Royale, Salve o Mundo e Criativo de Fortnite

Games1 mês atrás

Fortnite Battle Royale | Epic Games revela skin secreta da Temporada 8

Donos de Passes de Batalha... preparem-se para a Ruína!

Games1 mês atrás

Fortnite Battle Royale | Van de Reinicialização chega ao jogo na próxima semana

A partir da atualização de patch v.8.30 será possível reviver aliados eliminados em Fortnite Battle Royale utilizando as novíssimas Vans...

Games2 meses atrás

Fortnite Battle Royale | Veja os desafios da Semana 6 da Temporada 8

Veja quais são os desafios do Passe de Batalha da Semana 6 da Temporada 8 de Fortnite Battle Royale

Games2 meses atrás

Fortnite Battle Royale | Veja os desafios da Semana 5 da Temporada 8

Veja quais são os desafios do Passe de Batalha da Semana 5 da Temporada 8 de Fortnite Battle Royale

Em alta