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Cinema

Thomas Lá, Dá Cá #13: O que espero ver no próximo Star Trek

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A internet inteira só quer saber de Star Wars, mas como eu sou um cara chato, que tal darmos um espaço para outra franquia incrivelmente poderosa do universo sci-fi? Até porque Star Trek é muito melhor que Guerra nas Estrelas, não é mesmo? #BaitBarato

Eu estou bem ansioso pelo próximo filme da série, ainda mais por ele ser escrito pelo mito Simon Pegg, então fiquei pensando em algumas coisas que eu gostaria de ver em seu roteiro. Veja se concorda comigo:

Uma mensagem legal

Sabe o que faltou em Além da Escuridão? Ok, acertou quem disse “coesão” ou “bom roteiro”, mas o que estávamos procurando era “uma boa moral para a história”. Tomemos Star Trek IV: A Volta Para Casa como exemplo. Ao invés de apostar na ação incessante e efeitos espaciais mirabolantes, Leonard Nimoy e o produtor Harve Bennett preferiram abordar uma narrativa mais intimista.


Assim, o quarto longa, como um bom episódio da série de televisão, acabou servindo como pretexto para levantar uma boa – e atemporal – mensagem, fazendo com que o filme seja tão atual hoje em dia como em seu lançamento, lá em 1986.

Ao botar a tripulação da USS Enterprise numa viagem à Terra do passado em busca das extintas baleias-jubarte, Trek IV mostrou que é possível fazer um baita blockbuster sem deixar de passar uma mensagem ecológica bem bacana no processo. E que tal o sexto filme, A Terra Desconhecida, que usou o contexto da Guerra Fria como pretexto para discutir preconceito e igualdade racial? Cinema pode ter conteúdo, e Star Trek faria muito bem em voltar às suas raízes.

Mais McCoy!

O reboot de J.J. Abrams fez muitas coisas boas para a clássica franquia de ficção científica. Além de retirá-la do limbo e faturar uma ótima bilheteria no processo, a competente história de Roberto Orci e Alex Kurtzman, aliada aos sábios pitacos do trekker Damon Lindelof, conseguiu nos fazer gostar dos novos intérpretes de Kirk, Spock e companhia.

De repente amávamos esses novos rostos à bordo da Enterprise NCC-1701 quase tanto quanto curtíamos as atuações exageradas de William Shatner. Um feito e tanto!

Uma pena que, no processo, uma das melhores coisas da série clássica tenha sido sacrificada: o triângulo formado por Kirk, Spock e McCoy, subitamente, foi despedaçado. Se o médico ranzinza costumava ser a voz da emoção (em detrimento à lógica fria e calculista do Sr. Spock), agora esse papel ficou com Uhura, interesse amoroso do nosso Vulcano orelhudo favorito.

Dar mais espaço às mulheres nas narrativas é sempre legal, mas lamentamos que o bom doutor tenha sido colocado de escanteio no processo, especialmente considerando a excelente interpretação de Karl Urban, que conseguiu capturar perfeitamente os trejeitos de DeForest Kelley. Fica, então, a torcida para um pouco mais de amor por McCoy no terceiro filme da nova série.

Chega de reciclar velhas histórias

Apesar de terem lá suas virtudes, os dois filmes da nova série cometem um pecado gravíssimo: acrescentam muito pouco à incrível mitologia concebida por Gene Roddenberry.

Talvez o filme de 2009 possa ser eximido de culpa por ser obrigado a nos re-apresentar os personagens e preparar o terreno para novas aventuras, mas não há qualquer desculpa para Além da Escuridão ter optado por ser quase uma refilmagem de A Ira de Khan.

Quer dizer, é compreensível que alguém tenha pensado “Ei, um dos melhores vilões de toda a franquia está vivo, não seria demais poder utilizá-lo de novo?” e achado que era uma boa ideia. Diabos, a excelente interpretação de Benedict Cumberbatch só torna a premissa ainda melhor!

O problema, no entanto, é que nós já vimos uma perfeita história sobre o KHAAAAAN nos cinemas em 1982. Então pra quê mexer numa memória querida dos fãs?

Se todo trekker de carteirinha chorou de emoção ao ver Kirk de despedindo de Spock após décadas se aventurando juntos em um roteiro brilhante sobre o envelhecimento e a relação entre a vida e a morte, Além da Escuridão, no máximo, trouxe lágrimas de fúria ao botar o Spock de Zachary Quinto para berrar uma das mais icônicas cenas da franquia:

A aventura humana está só começando

Acima de tudo, quero que Star Trek volte a ser Star Trek.

Que desafie as convenções da indústria e proporcione viagens que só a USS Enterprise poderia estrelar.

Deslumbrar a audiência enquanto a faz pensar.

Emocionar, mas também nos deixar na ponta da cadeira com sua ação espacial.

Levar a ficção científica audaciosamente onde nenhum filme jamais esteve.

Nos vemos na fronteira final!

Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

Cinema

Hebe Camargo | Andréa Beltrão interpretará a apresentadora nos cinemas

Cinebiografia da saudosa apresentadora ainda não tem uma data de estreia definida

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Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna para a Folha de São Paulo, já foi escolhida a atriz que interpretará a saudosa Hebe Camargo nos cinemas.


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A honra ficou com a carioca Andréa Beltrão, veteraníssima na arte de atuar, com novelas como Mulheres de Areia e Radical Chic, e filmes como A Grande Família e Pequeno Dicionário Amoroso em seu currículo.

Ainda não foi anunciada uma data oficial para o começo das filmagens da cinebiografia da Hebe Camargo, mas o longa está cercado de bastante hype há algum tempo.

A direção ficará a cargo de Maurício Farias, de Vai que Dá certo e Verônica, e também marido de Andréa Beltrão. Já o roteiro será de Carolina Kotscho, autora de Dois Filhos de Francisco, além de ter ajudado na série global Supermax.


O filme vai contar toda a trajetória de Hebe, desde seus tempos de cantora de rádio até o seu lendário programa de entrevistas no SBT. Ainda sem data de estreia, ao menos os fãs da Hebe podem conferir agora mesmo o espetáculo no Teatro Procópio Ferreira, em SP.

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Cinema

Star Trek Discovery tem um voo de estreia turbulento

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Por mais que Star Trek tenha inspirado dezenas de filmes, não há como negar que Jornada nas Estrelas sempre ficou muito mais à vontade na televisão, seja na série clássica absurdamente inovadora de Gene Roddenberry, ou em suas várias derivadas, como as cultuadas Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager.


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Assim, a notícia de que a CBS e a Netflix disponibilizariam uma temporada completa focada em novas aventuras no universo principal, e não no cânone alternativo estabelecido pela série de filmes da Bad Robot, foi recebida com bastante interesse e, claro, inevitáveis polêmicas na internet, com fãs apaixonados temendo pelo pior. Curiosamente, o primeiro ano de Star Trek Discovery consegue agradar e irritar todos os tipos de espectadores ao mesmo tempo e, infelizmente, isso acontece devido a sua falta de foco.

Os primeiros capítulos são, de longe, os piores da temporada, e mais parecem um extenso, desnecessário e desinteressante prólogo, que poderia ser apagado sem qualquer prejuízo para a série. Ainda que não falte valor de produção neles (todas as naves e planetas mostrados são muito bem feitos, ainda que sua estética pareça derivativa demais do jogo Mass Effect e do filme de JJ Abrams), a trama não empolga.

À bordo da nave Shenzhou acompanhamos a protagonista Michael Burnham (Sonequea Martin-Green) e sua capitã e mentora Georgiou (Michelle Yeoh), mas, após uma batalha infeliz com os Klingons, eles e a Federação começam uma guerra, e Michael acaba perdendo sua patente de primeira oficial e o direito à liberdade após responder por seus atos em um julgamento marcial.


 

Presa e odiada por todos, Michael acaba encontrando uma nova chance à bordo da USS Discovey, onde o Capitão Lorca (Jason Isaacs) nota seu potencial e a coloca para trabalhar com sua tripulação. É uma premissa ok, mas que é pessimamente conduzida por uma trama muito dark, que nada tem a ver com o tom dos seriados anteriores.

Tempos de guerra e conflitos sangrentos até poderiam apontar para um caminho audacioso e servir de gancho para boas soluções otimistas e moderadas, mas praticamente não há espaço para leveza, nem mesmo entre os tripulantes sem carisma da Discovery.  Honrando a histórica luta por diversidade que a franquia Trek sempre se empenhou em trazer muito bem, Paul Stamets (Anthony Rapp) e o Dr. Culber (Wilson Cruz) formam um casal homossexual, mas seu relacionamento é totalmente sem graça e dificulta a criação de empatia, se resumindo a panfletagem vazia e sem graça.

Melhor sorte tem a fofa Sylvia Tilly (Mary Wiseman), que consegue ter um bom arco de personagem, começando como uma garota insegura que fala demais e teme a opinião dos outros, e progredindo lentamente para o posto de uma oficial determinada, que acredita e luta por seus amigos. Sem dúvidas ela é quem mais se aproxima do tom tradicional de Star Trek.

O grande problema da primeira metade da temporada é inserir personagens bem desinteressantes e obrigá-los a enfrentar temas pesados, que vão desde crimes de guerra, passando por estupro e os traumas derivados disso, racismo, abuso animal, enfim, só “diversão”!

Talvez já notando os problemas e insatisfação justificada de uma parcela dos fãs com o clima pesado e militarizado demais, após as férias de fim de ano, a primeira temporada voltou para uma leva final de episódios muito mais palatáveis para quem via a série clássica assiduamente, com direito até a uma exploração rica do Universo Espelho, onde reencontramos o Império Terran, além de uma referência bem bonita à série clássica em seu episódio final.

Atirar para todos os lados pode até não ter gerado o produto final mais coeso do mundo, mas há algo admirável na tentativa de correção de curso no meio do caminho, ainda que isso venha ao custo de sabotar as expectativas de quem estava gostando da série em seus primeiros episódios. Foi um voo turbulento, sem dúvidas, mas se a o próximo ano seguir mais a linha da reta final da primeira temporada, talvez Discovery finalmente encontre um pouco mais de amor quando chegar a seu destino.

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Cinema

Pantera Negra | Kevin Feige o considerou o melhor filme da Marvel

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Ainda nem faz uma semana completa desde a estreia de Pantera Negra, o mais novo filme da Marvel, mas, além de estar superando todas as expectativas de bilheteria, o filme também está somando vários elogios por aí.


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Além de estar com 97% no Rotten Tomatoes, o próprio chefão da Marvel Studios, o Kevin Feige, não poupou elogios ao último longa da empresa.

Em entrevista ao ABC News, Kevin relembrou sua primeira reação ao ver o filme, quando conversou com o diretor Ryan Coogler e lhe teceu elogios como “Esse é o melhor filme que nós já fizemos!”


Vale lembrar que Kevin Feige produziu absolutamente todos os filmes da Marvel, desde Homem de Ferro até os Vingadores e Guardiões da Galáxia, então seu elogio ganha um certo peso com isso.

Por outro lado, ele também não é a voz mais imparcial do mundo, e seria surpreendente se ele não estivesse trabalhando para vender o seu peixe, né? Seja como for, é animador ver um filme ser tão bem recebido por todo o mundo!

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