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Thomas lá, dá cá #14: Ode a Super Mario Bros. 3

Mario levantou voo.

Com sua nova roupa de raccoon, o bigodudo decidiu ir onde nenhum encanador jamais esteve. A própria caixinha do jogo anunciava que estava começando “a maior e mais empolgante aventura dos irmãos Mario até agora”.

Poucas vezes uma propaganda fez tanta justiça: se o primeiro Super Mario Bros. inventou o gênero plataforma, sua terceira empreitada o expandiu em direções então inimagináveis. Já no levantar das cortinas ficava claro que estávamos diante de algo muito especial.

Que a Nintendo é fera em tirar o máximo de seus jogos e consoles não é novidade, mas eles devem ter aprendido alguma magia com Magikoopa enquanto produziam Super Mario Bros. 3. É quase inacreditável a quantidade de conteúdo que eles conseguiram encaixar em um simples cartuchinho!

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Se a maioria dos jogos da época se contentava em mostrar meia dúzia de cenários diferentes, a última grande produção da talentosa Nintendo R&D4 no NES contava com oito mundos temáticos, cada um deles repleto de fases bem criativas.

Para resgatar a princesa Peach das garras de Bowser, Mario e Luigi precisavam enfrentar desertos áridos, oceanos cheios de peixes letais, labirintos de canos e até mesmo uma terra de gigantes. Uma variedade sem precedentes!

Só que o maior perigo se escondia nos menores cascos: Larry, Morton Jr., Iggy, Lemmy, Wendy O., Roy e Ludwig Von Koopa roubaram os cetros mágicos de sete reinos e aguardavam ao fim de cada mundo para inesquecíveis duelos em seus barcos voadores.

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Cheios de carisma, os Koopalings logo se tornaram alguns dos chefes mais queridos da série. Tanto é que beliscaram uma vaga no elenco de Mario Kart 8. Ah, e não conte ao Bowser Jr., mas na época os pimpolhos eram até citados como filhos legítimos do Rei dos Koopa!

Mas os pestinhas não foram o único legado deixado pelo game. Os mapas elaborados e rotas secretas entre as fases viraram uma marca registrada da série, assim como os diversos power-ups que davam aquela ajuda amiga para superar as fases.

Da Tanooki Suit ao sapato Kuribo; da Frog Suit ao P Wing, a criatividade de Shigeru Miyamoto, Takashi Tezuka e sua equipe estava em alta e elevou ainda mais os já altíssimos padrões de inovação estabelecidos pela Big N.

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Com um design que beira a perfeição e uma jogabilidade que ainda não mostra sinais de idade, temos aqui um dos maiores atestados da genialidade da Nintendo. Como o bigodudo na capa do jogo, o lançamento de Super Mario Bros. 3 fez os videogames alçarem novos voos.

Jogar nunca foi tão empolgante!

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