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Thomas Lá, Dá Cá #3: Viva a Bienal do Livro!

Vamos falar de coisa boa? Afinal, a vida é curta demais para gastar seu tempo reclamando e arranjando tretas na internet. Há uma enorme quantidade de coisas maravilhosas para se fazer lá fora, mas poucas são mais legais do que dar um pulinho na feira que o Rio Centro está hospedando a partir de hoje, e que vai até o próximo dia 13 de setembro.

Pois é! Para cariocas ou aventureiros dispostos a viajar para curtir um pouco de cultura. não há melhor pedida que visitar a Bienal do Livro.

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A coluna dessa semana é um oferecimento do PlayReler. Porque literatura é tão legal quanto videogame!

Desde que me entendo por gente, videogames são meu hobby favorito. Jogo todos os dias e adoro ficar por dentro das novidades. Já fui em dezenas de eventos, dentro e fora do país, para experimentar os próximos lançamentos em primeira mão. Ainda assim, das gigantescas feiras internacionais à encontros intimistas com desenvolvedores locais, nunca encontrei algo que se comparasse à magia de uma Bienal do Livro.

Uma afirmativa ousada? Talvez. É bem possível que eu só diga isso por não conseguir desvincular a feira da deliciosa sensação de nostalgia que sinto toda vez que passo por seus portões de entrada. Jamais perdi uma edição sequer da Bienal do Livro, pois quando eu não era levado para lá em divertidíssimas excursões de escola, estava curtindo um aprazível passeio em família.

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Aviso: frequentar a Bienal do Livro é contra indicada para pessoas que sofrem de claustrofobia ou que odeiam multidões. Nesses casos, evite com todas as suas forças ir pra lá no feriado ou final de semana

Minha avó era aficionada por literatura e sempre me estimulou a partilhar desse carinho. Lembro bem de como ela sempre fazia questão de entrar em cada um das centenas de estandes, falar com expositores, pedir catálogos e perguntar sobre as últimas novidades e promoções.

Enquanto admirava esse ritual bem de perto, eu chegava um pouco mais perto de ganhar ciência de que passaria o resto da vida imerso no meio editorial. De certa forma, não dá para negar que esses passeios à Bienal me ajudaram um bocado a encontrar minha vocação, algo que só foi ainda mais desenvolvido a cada nova edição da feira.

Conforme os anos foram passando, me vi mergulhado em filas de autógrafo, palestras, debates e meses redondas. Descobri a maravilhosa proximidade que existia entre autores e leitores, uma relação moldada por extremo bom gosto e respeito. Uma, duas, três vezes pude papear com meu ídolo Ziraldo, sempre vestindo aquele icônico colete. Guardo com carinho cada autógrafo dos maravilhosos autores que me apresentaram a novos mundos, e que ajudaram a estimular minha imaginação.

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Ele certamente me ajudou a ser um menino bem maluquinho por literatura

Se eu cresci para me tornar um jornalista e escritor de romances, certamente as fagulhas criativas vieram lá dos primeiros passeios que fiz pela Bienal do Livro.

Mas ainda que você não tenha o menor interesse em seguir a carreira, ou sequer tenha adquirido gosto pela leitura ainda, por que não aproveita a chegada nessa nova Bienal para dar uma chance ao universo literário? Garanto que não vai se arrepender. Nos vemos por lá!

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