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Thomas lá, dá cá #8: Spotify, o Game Changer que ninguém se importa

Já faz mais de um ano que o Spotify, popular serviço de streaming de músicas, desembarcou no Brasil. Sobram motivos para comemorar a marca, mas poucas coisas foram mais bacanas que ver o revolucionário aplicativo ser adotado pelo PlayStation 4 em uma atualização de sistema que virou não apenas um dos momentos definidores da atual geração de consoles, mas também da história dos videogames.

Até seu lançamento gratuito na Playstation Store, pode-se argumentar que não havia muitos motivos para apontar o console da Sony como algo digno de atenção – além de suas esmagadoras vendas por todo o planeta, claro.

De fato, ainda não há. Seus principais títulos first party são remasterizações da geração passada, seu poder de processamento já nasceu datado comparado aos melhores computadores do mercado, e a “guerrinha” com o Xbox One costuma se resumir a qual sistema roda Assassin’s Creed com menos bugs.

Será que o pessoal está comprando tantos PlayStation 4 baseado tão somente na promessa do que o console poderia entregar (greatness awaits!), ainda empolgado com a histórica surra que a Sony deu na Microsoft na E3 de 2014, aproveitando as inúmeras mancadas caixistas, desde DRM até um console focado em televisão?

Seria irônico, pois cá estamos nós com uma caixa preta de dois andares que mal lembra um videogame, trazendo todos os piores elementos dos computadores (instalações gigantes, patches de correção de arquivos) e quase nenhum dos seus benefícios (processador mais fraco que um computador de médio porte e loadings enormes em jogos pessimamente otimizados – estou olhando pra você, Bloodborne).

Mas há uma tábua de salvação, afinal. Escondida e empoeirada no canto mais obscuro da PlayStation Store, uma ferramenta pouco divulgada, mas que mudaria os videogames para sempre: o Spotify!

Poder deixar a sonzeira rolando enquanto jogo o que bem entender é um recurso incrível. É um bom motivo para ter um PlayStation 4. Acima de tudo, é um game changer daqueles, e poucas pessoas estão notando isso. Com um simples clique dá para jogar FIFA 15 ao som de Oasis e Skank. Dar um rolé no Driveclub curtindo R.E.M.. Hotline Miami 2 consegue ficar ainda mais anos 80 ao som de Tears for Fears e Duran Duran!

Dá para brincar de Deus e criar híbridos incríveis, como esse inusitado crossover entre Bloodborne e Castlevania que eu gravei. Vai dizer que isso não melhora bastante o jogo?

Posso não ter as melhores tecnologias de captura mas, diabos, eu sei embalar Arkham Knight com um hino do Seal:

Trocar automaticamente a faixa de trilha sonora dos games, mantendo os efeitos sonoros em seu volume natural foi uma sacada de gênio da Sony. É algo inédito e revigorante, capaz de mudar para sempre o entretenimento digital.

Infelizmente, esse recurso super bacana está sendo ignorado pela molecada da internet, ainda insistindo em destacar que aquele pixel extra no gramado de Destiny é mais bonito no PlayStation 4 que no Xbox One (embora seja preciso acoplar um microscópio na televisão para perceber isso).

Mal sabem eles que a verdadeira revolução está logo ali, e nem é preciso forçar os olhos para encontrá-la. Basta instalar o Spotify e mudar para sempre o modo como você curte seus jogos de videogames.

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