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Top 5½: Enfrente conosco os chefes mais apelões dos jogos de luta

Nossas melhores estratégias e apelações nem sempre são o bastante. A ficha em jogo, a sensação de perigo e o desejo de vencer nos motivam, mas em alguns casos só isso não resolve o nosso problema. Com magias e golpes especiais beirando o absurdo, alguns chefes parecem ter sido criados apenas com o intuito de arruinar a nossa diversão, indo além do desafio sadio.

No segundo Top 5½ dessa semana, preparamos uma lista com os chefes mais apelões dos jogos de luta. Pelo menos, os que mais me fizeram sofrer, em todos esses anos nessa indústria vital. Se você lembrar de outros e quiser compartilhar com a gente, não se acanhe e deixe o seu comentário, ok?

Como são poucas vagas, decidi não listar mais de um chefe de uma mesma franquia. Mas se o safado for apelão mesmo, farei uma menção honrosa. Pode seguir lendo, sem medo, já que aqui os continues são infinitos!

 

5. Akuma – Super Street Fighter II Turbo

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Em sua primeira aparição, Akuma justificou a alcunha de demônio logo de cara, ao varrer o chão com a cara do todo poderoso M. Bison. Teleportando-se pra lá e pra cá, usando magias aéreas e contra-atacando qualquer movimento seu com um poderoso Shoryuken. Foi um cartão de visitas bem pesado.

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Em Capcom vs SNK 2, Shin Akuma também deu muito trabalho, valendo-se das mesmas estratégias apelonas de sempre, aliadas a golpes devastadores de HP. Já em Marvel Super Heroes vs Street Fighter, foi a vez de Cyber Akuma dar as cartas, com direito a par de asas e tudo mais. Sinistro!

 

Menções honrosas:

 

Gill – Street Fighter III – Third Impact

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Enquanto seus ataques regulares são apenas apelados, seus três golpes especiais beiram o infernal. Pra quem não conhece, basta mencionar que em um deles, Gill resuscita. Sim, se você quer ter chance contra o loirão aí, precisa derrotá-lo quando ele não tem nenhum level na barra de especial, ou ele acaba ressuscitando com a barra cheia! É ou não é safadeza?

 

Bison – Street Fighter Alpha 3

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Bison até que não era dos chefes mais difíceis, desde que não decidisse apelar para a sequência de Psycho Crushers. Contudo, em Street Fighter Alpha 3 as coisas eram completamente diferentes, já que além de apelão, seu ataque especial levava embora quase metade do seu sangue em um rastro de luz, dor e medo. Barrinha encheu? Vai pra defesa e segura as pontas, meu rapaz!

 

4. Geese Howard – Fatal Fury

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Atemi Nage e Reppuken, duas das técnicas mais apelonas de todos os tempos. Por quê? Se você ficar no chão, leva a magia rasteira. Se pular para atacar, leva o agarrão. Se não fizer nada, Geese resolve a treta se aproximando e baixando o cacete de todo jeito.

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Qualquer jogo que tenha Geese Howard como chefe, pode crer que vai ser sofrido de vencer. Se acontecer, grandes chances de ter sido por pena.

 

Menções honrosas:

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Wolfgang Krauser – Fatal Fury 2

O meio-irmão de Geese deu as caras na segunda versão de Fatal Fury e mostrou que manja dos paranauês da apelação, ainda que sem a mesma voracidade do chefão anterior. Kaiser Wave, pernas compridas e magias com altura alternada. É ou não é a receita perfeita para uma surra?

 

Rugal, Goenitz, Orochi, Krizalid, Zero, Igniz, Mukai, Magaki, Evil Ash

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Não fiquem tristes por vê-los todos agrupados. A verdade é que são todos uns malditos apelões, cada um com seu rol peculiar de safadezas. Os chefes dos jogos da SNK, em geral, seguem um padrão no que diz respeito ao grau de dificuldade, qualidade do vestuário e excentrismo das suas técnicas. O jeito que sobra é apelar, mesmo que nem sempre dê certo.


PS: Orochi é fraquinho, mas tem lá seus méritos para fazer parte dessa lista, vai. Nós não somos tão malvados assim! ;)

 

3. I-No – Guilty Gear XX

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Apesar da aparência agradável, I-No soube dar continuidade ao legado destrutivo de Testament, Dizzy e Justice, com louvores. Com a guitarra afinadíssima, a bruxinha destruidora de corações é especialista em varrer a barra de defesa de seus adversários. Se por acaso você vir avisos de Warning e Danger pipocando em vermelho na tela, é melhor seguir a ordem e tratar de se livrar o mais rápido possível da ameaça.

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I-No como personagem jogável é sofrível, já que é preciso muita destreza para controlar seus movimentos ariscos. Tenho a leve desconfiança de que isso seja intencional, justamente para que apenas a poderosa máquina possa usá-la de forma correta. Se você joga bem de I-No, por favor, nos envie seus vídeos! ;)

 

Menção honrosa:

 

Dizzy – Guilty Gear X

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Metade Gear, metade humana, Dizzy é uma personagem extremamente cativante e peculiar. Suas asas chamam-se Necro (a morte) e Undine (o anjo), e ela tem apenas 3 anos de idade! Seu corpo se desenvolveu de forma acelerada por conta de sua porção gear. Além de ser bastante charmosa e poderosa, Dizzy tem uma das melhores músicas já compostas para um jogo de luta, tudo proveniente da mente miraculosa de Daisuke Ishiwatari. Com vocês, “Awe of she”.

 

2. Shao Kahn – Mortal Kombat II

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Uma caveira no rosto e uma tanguinha na cintura, quem será? Não adivinhou, leva martelada na face. Shao Kahn foi o último chefe de alguns games da série, mas sua melhor atuação foi, sem dúvidas, em Mortal Kombat II. Com um repertório mais simples, além de algumas pausas breves para bravatas, Shao Kahn era mestre na arte de sapatear nas nossas caras.

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Se você é um dos bravos guerreiros que terminou Mortal Kombat II no arcade com um só crédito, meus parabéns: você é um verdadeiro jogador!

“Don’t make me laugh!”

 

Menção honrosa:

 

Shang Tsung – Mortal Kombat

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O “velhinho” metamorfo acabou caindo no conceito da galera conforme rejuvenescia com o passar dos anos, mas era temido e respeitado na primeira edição do torneio. Lançando crânios em chamas pra todos os lados, Shang Tsung parecia ler sua mente e descobrir, no cantinho mais profundo do seu coração, o pior personagem possível para se transformar, em todas as situações. Dava medo!

 

 

1. General – Kaiser Knuckle

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Conheci Kaiser Knuckle há pouco tempo, mesmo o jogo já tendo mais de 20 anos desde o seu lançamento. Como o conheci? Em pesquisas sobre chefes apelões, em um momento de iluminação divina em que decidi que iria ganhar de todos eles.

Como palavras não bastam aqui, achei esse vídeo do youtuber Roman FiveFive. Só vendo pra entender o tamanho da sacanagem.

General, último chefe do game (os outros são Gonzales e Azteca), é parte da escolinha ditatorial de vilões, com quepe, traje e postura rigorosamente copiados de M. Bison (assim como Brocken, de World Heroes), mas em uma escala maior. Além de teleportar-se pelo cenário com alguma liberdade, General tem uma rasteira chatíssima de 2 hits, um golpe especial multidirecional, um agarrão que leva metade da barra de HP e nenhuma vergonha de ser apelão. Merece o primeiro lugar da nossa lista!

 

 

1/2. Johann – Rage of the Dragons

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Rage of the Dragons é uma sequência espiritual de Double Dragon, sem nenhuma ligação oficial com a série original por questões de licenciamento. Lançado em 2002 pela SNK Playmore, RotD conta com um sistema interessante de tag battle, recheado de ataques encadeados e sequências fulminantes. Chega a ser gostosa a sensação de completar um combo com seus dois personagens. Quem já jogou, sabe do que estou falando.

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Tudo muito bonito, tudo muito bacana, pelo menos até chegar ao último chefe, Johann. Aí, é se preparar pra ser surrado, não importa de que forma. Ora com magias e especiais poderosos (a barra do amigão enche bem depressa), ora com agarrões destruidores de HP. Chatíssimo!

O único ponto negativo de Johann é ser um chefe pouco tradicional, já que a excelente franquia acabou não tendo continuação.

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