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Top 5 ½ Melhores jogos [Desconhecidos] de plataforma do Famicom

Como havia dito na lista da semana passada, o rol de games lançados para o Famicom é muito vasto e se parece muito com o universo: quanto mais você acha que sabe, mais se tem a descobrir. Se isso é algo ruim? Claro que não! A verdade é que durante essa época a informação corria principalmente de boca em boca e não tínhamos o advento da internet para trocar dicas sobre os bons jogos que achávamos por aí. Em homenagem a esses tempos áureos, vamos dar continuidade a nossa listinha, agora com 5 jogos não tão conhecidos assim, mas que merecem o nosso respeito!

5. Felix The Cat (Hudson Soft – 1992)

Com quase 100 anos nas costas (sua primeira aparição foi em 1919), o Gato Felix é conhecidíssimo por sua risada característica, sua bolsa mágica e uma atmosfera surrealista que ronda toda a série, com objetos falantes e situações extremamente inusitadas. Ainda que seja um personagem manjado, Felix não é dos mais tradicionais quando se trata de games, principalmente se for o caso de um game lançado há 22 anos atrás para Nes e GameBoy.

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Aqui, como na grande maioria dos títulos da época, não há espaço para tramas complexas e isso fica claro com a introdução do jogo, onde descobrimos que o Professor, um dos grandes rivais do felino, sequestrou sua namorada e quer trocá-la pela sua bolsa mágica. Simples assim! Outro ponto forte do título da Hudson são os power-ups inspiradíssimos: Felix pode andar em um tanque de guerra, um balão de ar quente, em um avião, vestir-se de mágico e outras opções em fases bastante inspiradas e coloridas, tudo baseado em um sistema de level com corações que diminuem a cada seis segundos, mas que podem ser recuperados para manter a transformação ativa. Confira abaixo um vídeo do game!

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4. Chip N’ Dale – Rescue Rangers (Capcom – 1990)

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Conexão Salva-Ação, só com o vídeo acima você já deve ter se lembrado de Tico, Teco, Monty, Geninha e Zipper, heróis da animação criada no fim dos anos 80 e exibida exaustivamente por aqui! Se não for da sua época, um resumo rápido: Tico e Teco não despontaram como aventureiros em Kingdom Hearts, não! Quando não estavam tirando o sossego do Pato Donald, nossos amigos esquilos trabalhavam em sua agência de detetives chamada “Conexão Salva-Ação”, combatendo uma gangue de gatos liderada por Gatão (criativo, né?)!

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Chip N’ Dale – Rescues Rangers foi lançado pela Capcom em 1990, vendendo mais de 1 milhão de unidades por todo o mundo. No game, você anda com os dois esquilos por aí arremessando caixotes e derrotando robôs nos mais diversos ambientes, em um gameplay bastante fluido e desafiador. A produção ficou a cargo de Tokuro Fujiwara, que havia trabalhado em clássicos como Mega Man 2 e Ghost N’Goblins, no que seria o segundo título da empresa baseado em personagens da Disney. Olhando para trás, vemos o quanto essa parceria foi vitoriosa, tanto nos 8 quanto nos 16 bits. O game ainda teve uma continuação, Chip N’ Dale 2.

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3. Kamen no Ninja Hanamaru (Capcom – 1990)

O Ninja Mascarado Hanamaru foi lançado pela Capcom (sempre ela) no Japão em 1990 e serviu de base para um port norte-americano, Yo!Noid, game do personagem de mesmo nome pertencente à franquia de fast-food Domino’s. Com sua máscara vermelha e seu pássaro metálico como ajudante, Hanamaru precisa investigar o desaparecimento de crianças em um parque temático ao longo de 14 diferentes fases.

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A versão americana é amplamente conhecida e figura em várias listas pela web, seja como um dos melhores ou dos piores jogos do Famicom. Complicado de entender, né? O que acontece é  uma relação de amor e ódio entre os gamers e os coelhos fissurados em pizza, muito por conta do alto grau de dificuldade dos níveis (o que não era raro na época), mais ou menos como o fenômeno Battletoads. Sai o pássaro metálico para dar lugar a um io-iô, muda a trilha sonora e voilá! Um novo game!

Apesar do port, as paisagens de Kamen no Ninja Hanamaru e Yo!Noid são bem diferentes, o primeiro sediado em um ambiente mais selvagem e o segundo em Nova York, restando apenas as mecânicas do jogo em si para fins de comparação. Vale pela curiosidade!

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2. Darkwing Duck  (Capcom – 1992)

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Mais um herói da Disney lançado pela Capcom, o Herói da Noite e destemido Darkwing Duck aventurou-se no melhor estilo plataforma, compartilhando muitas similaridades com Mega Man, a começar pelas fases: você começa com 3 fases disponíveis e, após completá-las, abrem-se mais três. Outro ponto em comum entre os games é a possibilidade de conquistar armas elementais (Trovão, Pesada ou Flecha) para incrementar seu arsenal de combate ao crime.

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O game debutou em 1992 nos EUA e ganhou um port bastante similar para o portátil GameBoy em 1993, quando já vivíamos a nova era 16 bits. Ainda assim, Darkwing Duck não fez feio e merece a segunda colocação na nossa lista!

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1. Bucky O’Hare  (Konami – 1992)

A cereja no bolo dos desconhecidos! Inspirado em uma série de quadrinhos e um desenho animado com o mesmo nome, Bucky O’Hare foi lançado para Nes em 1992, pela Konami.

A trama é a seguinte: há um universo paralelo dividido por uma grande guerra entre a Federação dos Animais Unidos (United Animals Federation, no original) e o Império dos Sapos. Só quem pode resolver o impasse é o valente coelho Bucky e sua intrépida tripulação, na batalha contra o computador KOMPLEX, responsável por realizar uma grande lavagem cerebral nos anfíbios. Viajado? Viajadíssimo!

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No game, você comanda Bucky e precisa resgatar sua equipe. A cada membro da tripulação resgatado, você passa a controlá-lo ao longo das fases, onde cada um tem diferentes atributos e habilidades, desde saltos mais altos até o poder de planar por alguns segundos, permitindo alcançar plataformas mais distantes.

No mesmo ano, Bucky O’Hare estrelou outra aventura nos Arcades, mas essa história fica para outra oportunidade!

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1/2. Dr. Jekyll and Mr. Hyde (Bandai/Toho 1988)

Baseado no livro homônimo de Robert Louis Stevenson (traduzido no Brasil como “O médico e o monstro), de 1885, o game reconta a história do Dr. Henry Jekyll e sua luta contra o seu lado sombrio, o demoníaco Mr. Hyde, despertado ao beber uma fórmula desenvolvida por ele mesmo.

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O pano de fundo é interessante, mas a execução falha de muitas maneiras diferentes, desde o gameplay medonho até a dificuldade absurda. Dividido em seis fases, você alterna entre jogar com o doutor e o monstro, transformando-se conforme leva dano dos absurdos e apelativos inimigos, aumentando uma barra que mede sua raiva. Na forma humana, o jogo acontece na ensolarada Londres, deslocando-se da esquerda para a direita, ao passo que transformado, o jogo se dá na penumbra e de forma espelhada, e é aqui que as coisas pioram pra valer. Os inimigos são super difíceis de se atingir, em parte porque surgem do nada, além do seu tiro torto e sem propósito.

O game ganhou força pela internet depois de ser analisado algumas vezes por James Rolf, o Angry Video Game Nerd. Passe o mais longe que puder!

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[infobox color=”light”]Terminamos nossa aventura pelo gênero plataforma no Famicom! Que outro gênero e console você gostaria de ver na coluna Top 5 ½? Não deixe de comentar![/infobox]