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Top 5 ½: Vaciladas de Mortal Kombat

Finalmente chegou o dia de trocar sopapos em Mortal Kombat X, o mais novo capítulo da série. Depois de uma longa viagem no trem do hype, só mesmo com uma tonelada de fatalities pra saciar a sede de sangue desde o último título, marco do renascimento da franquia.

Pra quem é muito novo ou tem a memória ruim, não custa nada lembrar que esse caminho não está totalmente preenchido de flores, sobrando bastante espaço para alguns espinhos aqui e ali. A trajetória de Mortal Kombat, dentro e fora do mundo dos games, é marcada por alguns deslizes que contribuíram para quase uma década de limbo, antes do glorioso retorno na geração passada.

Como é de praxe, nós do PlayReplay vasculhamos o fundo do baú atrás de algumas pérolas que separamos especialmente para vocês. Pra ser mais exato, exatamente cinco (e meia)! Se você não tem teto de vidro, melhor seguir em frente com a leitura, ou nós vamos equalizar a sua cara, sacou? ;)

 

5. Um seriado de TV que não decolou

Depois de se arriscar e obter algum sucesso nas telonas, a franquia decidiu dar mais uma esticadinha de pernas fora do mundo dos games, mas dessa vez sem sair da TV. Em 1998 foi lançada a série Mortal Kombat: Conquest, recontando a história do Grande Kung Lao, ancestral do guerreiro de chapéu, seu homônimo, que nós já conhecemos.

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A série chegou a ser transmitida pelo SBT, mas contou com apenas uma temporada, dividida em 22 capítulos. Na trama, Kung Lao (Paolo Montalban) combatia o mal acompanhado de Siro (Daniel Bernhardt) e Taja (Kristanna Loken), com direito a participação especial de alguns personagens clássicos dos games. Mesmo assim, não decolou.

 

4. Uma tentativa de sair dos jogos de luta

Já dizia minha avó: ganha quem se arrisca mais. E nesse sentido, não podemos culpar a equipe responsável por Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero, pois sobrou ousadia no projeto da Midway de transportar o universo de MK para um game de plataforma.

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Lançado em 1997 para PlayStation e Nintendo 64, o jogo tinha como protagonista um de seus personagens mais icônicos e um pano de fundo que não era dos piores, fazendo a ligação entre a história original e os vilões de Mortal Kombat 4, Quan Chi e Shinnok. O problema, é claro, ficou por conta da execução, já que a jogabilidade era um tanto quanto tosca e monótona.

Houve uma nova tentativa com Mortal Kombat: Special Forces (PS1 – 2000) e depois, com Mortal Kombat: Shaolin Monks (PS2 – 2005). Não mais que razoáveis.

 

3. Os fatalities genéricos

Mortal Kombat Armageddon (2007 – Multi) foi anunciado como a versão derradeira da série, ao reunir mais de 60 personagens de todas as edições anteriores em um último confronto. No fim das contas, acabou servindo como um bom gancho para o excelente Mortal Kombat, que deixou a franquia em um bom caminho outra vez.

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Entre seus erros e acertos, não temos nenhuma saudade do sistema genérico de fatalities, que envolvia um “faça você mesmo”, combinando golpes comuns e execuções nada originais para todos os lutadores presentes. Foi bem triste de se ver, diga-se de passagem.

2. Mortal Kombat sem sangue

A primeira versão do game causou polêmica por seu conteúdo demasiadamente violento para a época. Mesmo assim, os consoles caseiros não deixaram de receber suas versões, mesmo que um tanto quanto capadas, principalmente na questão do sangue.

A pior de todas foi a versão para Snes, que além de remover o sangue, ainda fez adaptações grotescas nos fatalities, tornando-os secos e sem graça. Pelo menos dava pra reativar o banho vermelho com um código secreto.

 

1. A Pitty em Mortal Kombat X

Não temos absolutamente nada contra a cantora, sequer a intenção de discutir a qualidade de suas músicas. No entanto, foi uma bola fora das grandes escalar Pitty Leone como dubladora de Cassie Cage, repetindo o erro recente ocorrido em Battlefield Hardline, com o também músico Roger Moreira.

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Suas falas destoam das demais, executadas por dubladores profissionais, além de imprimir um sotaque forte e descaracterizado a personagem. Não duvidamos do esforço da cantora em realizar um trabalho de qualidade, já que ela já havia se afirmado fã da série, além de mostrar seriedade ao gerir seu nome e sua carreira. A bola fora aqui foi, sem dúvidas, de quem achou que seria uma boa ideia contratar alguém que não é do ramo.

 

½. Um DLC que facilita a execução dos fatalities

Segure o botão de defesa e dê dois toques no direcional para cima! Pronto, você acaba de fritar o seu coleguinha com o Scorpion no primeiro game da série.

Alguns golpes fatais de Mortal Kombat são tão emblemáticos que mesmo seus comandos tornaram-se marca registrada. Faz parte do folclore do game tentar lembrar, anos mais tarde, um golpe um pouco mais complexo.

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Além disso, terminar uma partida a dois com um Fatality é como ser premiado pelas suas habilidades, além de ser uma tremenda tiração de sarro. Usar dois botões para fazer todo o trabalho sujo não nos pareceu nada gratificante, muito menos justo para valer o investimento de alguns dólares por algo que poderia estar disponível de forma gratuita.

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