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Top 5½ Shmups que fizeram época

O gênero Shoot ‘em Up (Shmup, para os íntimos) está diretamente ligado às origens dos videogames, com grande influência sobre os rumos que a indústria dos games tomou até os dias de hoje. Não conhece? E se dissermos que trata-se dos “jogos de nave”, facilitamos? Pois é, um dos gêneros mais antigos de jogos eletrônicos surgiu ainda na década de 60, com Spacewar, embora tenha em Space Invaders seu maior representante.

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Spacewar merece um lugar de maior destaque na história dos games

Centenas de milhares de fichas certamente foram devoradas em arcades, até que, para o bem de todos, as naves logo migraram para os consoles de mesa e muita coisa mudou. Temos games em progressão vertical e horizontal com muitas subdivisões e classificações de acordo com o nível de desafio envolvido, temática ou gráficos, ainda que todos ofereçam experiências similares.

Como verdadeiros fãs do gênero, decidimos listar 5 grandes representantes dos Shmups sem nenhuma ordem de preferência, baseados apenas em jogabilidade, gráficos, relevância e (muito) desafio. Bem, na verdade são 6 representantes, mas este último não nos faria muita falta! Curtam bastante e cuidado com as rajadas de plasma!

 

5. R-Type 3: The Third Lightning (SNES)

Uma das franquias mais famosas do gênero, nasceu ainda na década de 80 e recebeu atualizações regulares até 2009. Seu ápice foi em R-Type III, quando debutou no console 16 bits da Nintendo, sendo um dos títulos mais difíceis de toda a série. Foi eleito o shooter do ano em 1994, pela Electronic Gaming Monthly.

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Outro grande game da série foi R-Type Delta, um tanto mais elaborado que seu antecessor, já na era dos 32 bits. Um dos grandes hits do PlayStation, R-Type Delta surpreendeu ao trazer um ambiente tridimensional a um jogo de ação típica em 2D.

A série deixou saudades e milhares de órfãos que não se cansam de reviver aventuras em seus títulos mais antigos.

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4. Gradius V (PS2)

Gradius e R-Type duelaram pela soberania dos shmups como Street Fighter e The King of Fighters, sem que houvesse um vencedor declarado. Seria difícil elaborar uma lista respeitável sem um representante de cada série, no mínimo.

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Em Gradius as naves inimigas surgem em formações, um dos elementos clássicos do gênero. Além disso, a hit box (parte da nave que explode ao entrar em contato com um inimigo) foi reduzida em alguns pixels, de forma que manobras mais ousadas sejam extremamente encorajadas.

Muitos power-ups, efeitos de qualidade e uma dose alta de desafio garantem a quarta posição na nossa lista para Gradius V. Jogaço!

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3. Radiant Silvergun (Saturn)

Obra prima da Treasure, Radiant Silvergun não é dos games mais fáceis de se achar, mas tem lugar cativo em nosso Top 5 ½. Os motivos? São muitos, então vamos tentar listá-los abaixo.

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Em primeiro lugar, é o tipo de game que dará nós em seu cérebro, mas você se sente imbuído a terminá-lo de qualquer maneira. Não é tão bonito quanto Ikaruga (outro petardo da Treasure), mas esbanja originalidade em seus sistemas de jogo, principalmente no que diz respeito às armas e power-ups. Em vez de achar upgrades pelas fases, você começa com três armas principais disponíveis desde o início e pode recombiná-las em até seis diferentes variações, de acordo com a sua necessidade. Além disso, sua nave conta com uma lâmina de energia que é perfeita para combates a curta distância, que ainda absorvem a energia dos disparos inimigos, podendo devolvê-los em um gigantesco ataque especial.

Somada a essa complexidade envolvente, temos gráficos muito acima da média, um level design de qualidade e uma trilha sonora que até hoje ainda deixa alguns queixos caídos por aí. Se você for fã das naves, esse é o momento de ressuscitar o seu Sega Saturno.

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2. Ikaruga (Multi)

Eis que surge o sucessor espiritual de Radiant Silvergun (a ponto de ser nomeado Project RS2, quando ainda estava em desenvolvimento). Ainda que a Treasure negue, fica evidente que houve alguma inspiração que possa conectar os títulos, mesmo que suas diferenças sejam tão destacadas. Ikaruga é um game relativamente curto, de ação muito mais intensa e objetiva. São poucas opções de armas, mas você acaba por não sentir tanta falta por não haver muito tempo para estratégias: é partir para dentro e lutar até a morte!

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De tão bonito, chega a ser artístico

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O sistema alternado de ataque baseado em luz e sombra é um dos pontos mais marcantes do game

Lançado em 2001 nos arcades (Naomi), não tardou até receber ports para Dreamcast e GameCube. Conta hoje com versões para Xbox, Android e Windows.

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1. DoDonPachi (Multi)

Representante máximo de uma das vertentes mais insanas dos shmups, o bullet hell. Aqui, o desafio é a ordem e a sobrevivência, um caos!

Qualquer game bullet hell exige muita dedicação e habilidade por parte do jogador, já que em determinadas situações há apenas uma solução para escapar do emaranhado alucinado de tiros. Em DoDonPachi, isso é ainda mais acentuado.

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É o tipo de game “ame-o ou deixe-o”, tamanho seu nível de dificuldade. Em DoDonPachi você tem a opção dos tiros regulares (mais ágeis, porém fracos) ou dos disparos laser, que acontecem ao combinar seus canhões em uma rajada poderosa, mas que diminuem drasticamente sua velocidade de movimentação.

O game foi desenvolvido pela Cave e lançado pela Atlus, dando as caras nos arcades, Saturno e PlayStation. Hoje, conta com versões até mesmo para iOS.

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1/2. The King of Fighters: Sky Stage

Não é um jogo ruim, justiça seja feita. Se entre as nuvens e paisagens urbanas fossem naves, cenouras (Tyrian, já ouviu falar?) ou bruxinhas em vassouras, vá lá. Mas ver Kyo Kusanagi, Iori Yagami, Terry Bogard e outros como naves em shmups é no mínimo estranho, principalmente quando os fãs mais querem que a franquia ressurja das cinzas. Como grande admirador de The King of Fighters e em respeito aos seus 20 anos, prefiro ver os tradicionais embates com porradaria em trio.

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