Conecte-se conosco.

Críticas

Batman: Arkham Knight (Multi) fecha a série com chave de ouro

Publicado

em

O Homem Morcego entra em ação para mais uma vez salvar Gotham City das ameaças de terríveis vilões


Um dos maiores personagens da DC Comics, nas histórias em quadrinhos o Batman chama a atenção não apenas por seu ar misterioso, inteligência bem acima da média e incrível poder de percepção, mas por ser membro-fundador e ter cadeira cativa no time principal de heróis de grande escalão da Liga da Justiça.

arkham-knight-playreplay-1

Nos games, o cavaleiro das trevas se destacou — e muito — graças à série Arkham (mesmo já tendo estrelado alguns títulos excelentes no passado), da produtora Rocksteady Studios, que conseguiu capturar incrivelmente bem toda a essência do personagem em uma grande saga interativa nos videogames. Depois do sucesso de Arkham Asylum, Arkham City e Arkham Origins (este último, um prequel desenvolvido pela Warner Bros. Games e lançado junto de Arkham Origins Blackgate), a série chega ao seu capítulo final com o lançamento de Batman: Arkham Knight.

arkham-serie-playreplay

Gotham em toque de recolher

Os eventos de Arkham Knight se passam depois da derrota de Hugo Strange, responsável pelo caos visto em Arkham City. Após a morte do Coringa, Gotham finalmente fica em paz graças a uma considerável queda na criminalidade… por pouco tempo. Afinal, o Espantalho não demorou a aparecer e liberar sua toxina do medo em uma lanchonete, onde todos ficam loucos e começam a matar uns aos outros.

arkham-knight-coringa-playreplay

O vilão anuncia que isso é apenas uma parte do seu potencial e que vai liberar a toxina sobre Gotham inteira, o que leva o Departamento de Polícia de Gotham City (DPGC) a impor um toque de recolher e todos fogem da cidade — deixando o caminho livre para os criminosos, que logo dominam o lugar. Para combater os bandidos, a polícia do Comissário Gordon conta com a ajuda de Batman e seus parceiros, Asa Noturna (Dick Grayson), Robin (Tim Drake) e Oráculo (Barbara Gordon).

arkham-oraculo-playreplay

E assim se inicia a trama de um dos jogos mais sombrios do cavaleiro das trevas.

 

A cronologia Arkham

A série Arkham possui 5 jogos: Batman: Arkham Asylum, Batman: Arkham City, Batman: Arkham Origins, Batman: Arkham Origins Blackgate e Batman: Arkham Knight. Mas essa ordem não segue a cronologia da história. Adaptando para a linha do tempo, Batman Origins seria o primeiro, com Origins Blackgate vindo na sequência. Em seguida vêm Arkham Asylum, City e Knight, com as aventuras rolando em um intervalo de 2 anos.

 

Um Batman mais forte

Batman está ficando velho, mais lento, mas sua força é bem acima do “normal”. Como acontece sempre que envelhecem o personagem, ele troca agilidade por força (como nas animações Batman The Dark Knight Returns e The Batman). Tá certo que ele não está tão velho assim mas, em comparação aos seus jovens parceiros, sem sombra de dúvidas o morcegão é o que bate mais pesado.

arkham-knight-id-playreplay

A movimentação é similar aos outros jogos da série, sem grandes mudanças na forma de controlar o personagem ou seus aparatos, então quem já está acostumado com a série vai se sentir em casa. A inovação mesmo ficou por conta do Batmóvel, que trouxe à série inúmeras possibilidades de jogabilidade e habilidades únicas que o Homem Morcego pode usar a seu favor.

O veículo conta com duas formas: o modo normal, cuja prioridade é a velocidade e é perfeito para perseguir inimigos ou chegar a outros pontos do mapa mais rápido, ou o Modo Batalha, que transforma o carango em um tanque de guerra lento, mas extremamente poderoso, que pode abater veículos inimigos num instante. Você precisará dominar ambas as formas para salvar a cidade, então é bom praticar bastante.

batmovel-combate-playreplay

Além da locomoção e o modo tanque, o Batmóvel pode ser usado ainda durante os combos, ajudando a finalizar os adversários. Fora dos combates o veículo pode dar propulsão ao Batman, fazendo com que o herói ganhe mais velocidade enquanto plana, além de permitir alcançar áreas de difícil acesso, além de ser peça-chave para acessar áreas mais escondidas, arrancando grades, derrubando paredes ou suspendendo até mesmo o cabo de um antigo elevador. Louco, né?

O fato de a cidade ter sido evacuada antes de a ação rolar solta veio bem a calhar, já que metade da cidade acaba sendo invariavelmente destruída, enquanto você aprende a controlar e manobrar o carango com um mínimo de decência.

 

Vale a pena?

Batman Arkham Knight tem uma das tramas mais sombrias da série, contando com inúmeras referências a outras mídias nas quais o Cavaleiro das Trevas dá o ar da graça. Alguns exemplos disso são os pôsters que aparecem nas bases do Morcegão, como o Fantasma Cinzento, personagem da animação Batman The Animated Series (Beware the Gray Ghost – 1ª Temporada Episódio 08), cenas dos acontecimentos vistos em Batman: The Killing Joke (A Piada Mortal, de Alan Moore) e Batman: A Death in the Family (Uma Morte em Família). Todas essas peças são dignas de atenção do público, então fica a dica pra quem quiser se aprofundar sobre a história do morcego.

easter-egg-playreplay-arkham

Também é possível encontrar cartazes se referindo a personagens e vilões do Batman, como O Promotor, Harvey Dent (o vilão Duas Caras) e de um filme estrelado por Basil Karlo, o primeiro Cara-de-Barro.

Mas, afinal, o jogo vale ou não a pena? Levando em conta sua trama incrível e sombria, digna no Cavaleiro das Trevas, somada a todas as referências ao universo do Homem Morcego e toda a tensão gerada pela urgência da situação de caos instaurada pelos vilões, digo que Batman: Arkham Knight é sim um jogo que merece (e muito) ser jogado.

Os gráficos são, de longe, os melhores da série, fazendo jus à nova geração de consoles. Tudo parece ter sido cuidado nos mínimos detalhes, desde a chuva na capa do morcego até os detalhes da roda do Batmóvel, em níveis minuciosos que só provam o quanto o time se empenhou pra que essa fosse a aventura definitiva.

Em nossa análise nós experimentamos o jogo tanto com o áudio original quanto o dublado em português, e ficamos surpresos com o resultado. Tom de voz, interpretação, dublagem, tudo parece perfeitamente encaixado, sem causar nenhum estranhamento aos ouvidos, mesmo de quem está acostumado a ouvir apenas as vozes em inglês. Ponto para o Brasil!

arkham-grafico-playreplay

Um outro ponto a favor de Arkham Knight é a presença dos combates em dupla, o Dual Play, onde você consegue controlar dois personagens de forma simultânea, criando novas combinações de ataques e combos especiais para finalizar a pancadaria com mais estilo. Enquanto você controla um dos heróis, a IA assume a rédea do outro personagem e você pode revezar nas ações, trocando de combatente a qualquer momento.

dual-play-playreplay

Todos os novos aparatos, durante o combate ou não, trazem um sopro de inovação à jogabilidade, sem descaracterizar o jogo. A jogabilidade da série sempre foi muito boa, e “em time que está ganhando, não se mexe”, mas não há nada de errado em aprimorar, não é verdade? Só ficou faltando estender essas novidades até o modo Detetive.

De toda forma, Batman: Arkham Knight honra o peso que o personagem da DC Comics traz de bagagem, representando bem o mundo sombrio em que o Homem Morcego se aventura e trata bem de representar os perigos que um ser humano, ainda que muito bem treinado, pode sofrer nesse mundo de insanidade proporcionado por seus vilões.

Ah! Por último, mas não menos importante, quem diabos é o tal Arkham Knight, vilão mais que alardeado e exclusivo dos games? Não contaremos, é claro! Incentivamos que vocês joguem o bendito jogo e descubram por conta própria!

arkham-knight-playreplay

Batman: Arkham Knight — Nota 4/5

Desenvolvedora: Rocksteady Studios
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4

Compartilhe

Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Cinema

Surpreendente, Deadpool 2 é cinema descontraído, divertido e cheio de ação

Entre erros e acertos, longa diverte e surpreende ao tomar rumos inesperados

Publicado

em

Deadpool 2, a continuação do aclamado filme que chegou as cinemas em 2016 com os dois pés nos peitos de nossas expectativas ao subverter o gênero de super-heróis com todo tipo de piadas e violência gratuita e explícita, chega aos cinemas esta semana. O filme, estrelado novamente por Ryan Reynolds, tem a missão de ser tudo o que a película anterior foi e ir além. Mas será que consegue?


Veja também:


Antes de começar a crítica, é preciso fazer aqui uma declaração: nunca fui realmente fã do Deadpool. Voltando uns bons 15 anos no tempo, lembro que quando mais jovem, na época da escola, lia avidamente as HQs da Marvel e discutia os arcos e edições com os amigos, meio que ignorava um pouco o mercenário falastrão. Lembro nitidamente de ranquear meus super-heróis favoritos com a galera e sempre — sempre mesmo — um dos únicos a bater o pé e dizer que “o Deadpool é que é foda” era o Luiz Felipe Piorotti, que também colabora aqui no PlayReplay.

Avançamos no tempo e agora é 2016. Wade Wilson chega aos cinemas, interpretado por Ryan Reynolds, em um filme que muda bastante alguns aspectos do personagem e seu folclore, mas ainda assim se mantém fiel à essência do que se entende por Deadpool.

Era mais do que evidente que o filme vinha para causar com sua classificação etária alta, que lhe rendeu o título de filme para maiores mais rentável da história do cinema e ainda ajudou a preparar o terreno para o violentíssimo (além de muito bom) Logan, que fechou com chave de ouro a saga do Wolverine de Hugh Jackman nos cinemas. Não digo que virei fã de carteirinha do Deadpool, mas o filme com certeza me divertiu bastante e deixou aquele gostinho de “quero mais.”

Cuidado! A partir daqui o texto contém spoilers!

Voltamos agora ao presente, e Deadpool 2 está aí. Desde o começo do filme é notável que a equipe de produção optou por apostar todas as fichas em repetir (e aprimorar) tudo o que deu certo no longa anterior, como todo tipo de piadas sexuais, escatológicas e tiradas quebrando a quarta parede, até porque o fator “novidade” (que foi sem dúvidas um dos maiores trunfos da estreia de Deadpool nos cinemas) já passou.

Somos apresentados a um Deadpool tristonho — mas sem perder o senso de humor — cometendo suicídio, e após sua “morte” o filme repete o esquema de “memória narrada” do longa anterior e acompanhamos Wade Wilson matando bandidos ao redor do planeta, mostrando o que o personagem fez entre uma trama e outra. A ação durante este trecho do filme beira a perfeição (palmas para o diretor David Leitch, de John Wick!), cheia de cenas rápidas e violentas repletas de desmembramentos e mortes e piadas e muito, mas muito sangue. E são os acontecimentos desta sequência que desencadeiam a trama de Deadpool 2.

Após um terrível infortúnio, Wade perde a vontade de viver (culminando na tentativa de suicídio) e acaba sendo socorrido por Colossus (Stefan Kapicic), que aqui ganha um papel mais relevante como bússola moral e verdadeiro amigo do mercenário falastrão em uma sequência que tem uma das melhores (e mais inesperadas) participações especiais do filme. A trama vai se desenrolando até que Deadpool topa entrar para os X-Men como trainee/estagiário ao lado de Colossus e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand), e é aí que somos apresentados a Russell Collins (Julian Dennison), um jovem mutante que busca vingança contra o orfanato onde sofria constantes abusos.

A química entre Wade e Russell funciona muito bem, o que ajuda a comprar a ideia de que Deadpool faria de tudo para salvá-lo quando Cable vem do futuro para exterminar o rapaz. Segundo o coroa bombado, quando adulto, Russel é responsável pela morte da família do brucutu, interpretado por Josh Brolin — que parece tão confortável na pele do mutante viajante do tempo quanto estava como Thanos, no último Vingadores.

E a partir daí o filme engata em um ritmo frenético, parando apenas para respirar (e soltar uma piada ou quebrar a quarta parede, isso quando não faz tudo isso de uma vez), e nos deleita com sequências de ação, diálogos, interações e reviravoltas na trama que nos deixam ao mesmo tempo sentados na pontinha da cadeira, gargalhando e boquiabertos.

Um dos grandes destaques dos trailers, a equipe X-Force criada por Deadpool brilha na sequência mais interessante, divertida e inesperada de todo o filme. Vanisher (não pisque ou vai perder a ótima participação especial!), Shatterstar (Lewis Tan), Bedlam (Terry Crews, o eterno “pai do Chris”), Zeitgeist (Bill Skarsgaard, o palhaço de It- A Coisa), Peter (Rob Delaney, simplesmente o melhor!) e Domino (Zazie Beetz, que mostrou que apesar de todas as críticas negativas dominou o papel) extrapolaram o surpreendente e provaram que a Fox fez a lição de casa na hora de conseguir manter os segredos guardados a sete chaves.

Deadpool 2 acerta em cheio em nos presentear com o inesperado, tomando rumos completamente diferentes do que esperávamos, mas peca (e muito) no uso da computação gráfica. Quando personagens feitos em CG aparecem na tela, fica mais do que evidente que são gerados por computação gráfica. Basta comparar o Colossus do primeiro filme com o desta nova película para perceber que a qualidade dos efeitos especiais caiu consideravelmente. Quando o último vilão do filme aparece, então, aí sim é que a coisa fica realmente feia.

Por falar em vilão, Deadpool 2 sofre ao mesmo tempo com o excesso e com a falta de vilões. Pois é, eu explico. O filme tem 3 vilões principais: o primeiro surge na sequência de introdução, mas é descartado logo em seguida; o segundo, Cable, vira a vida de Deadpool de cabeça pra baixo mas logo se torna um aliado; enquanto o terceiro e último surge de maneira extremamente inesperada mas não tem qualquer peso ou importância para a trama. Em momento algum em Deadpool 2 há um senso de urgência ou de real perigo, o que atrapalha um pouco a experiência.

Em alguns momentos o filme também parece não saber aonde quer chegar, e de certa forma transformar Deadpool em alguém tão emocional em uma trama de alma amargurada em busca de redenção não combinou tanto com o personagem que Ryan Reynolds nos agraciou em 2016. Foi até mesmo por isso que foi impossível conter a risada quando o próprio Deadpool aponta que o roteiro do filme é preguiçoso.

Mas nada disso torna a experiência de Deadpool 2 ruim. Muito pelo contrário, a continuação honra o legado do filme anterior e se prova um filme imperdível. Depois do trauma de Vingadores: Guerra Infinita, nada melhor do que gargalhar no cinema em uma aventura descontraída, divertida e cheia de ação.

A sacada de aproveitar ambientações como a Mansão X e utilizar músicas famosas que realmente funcionam no contexto da trama ajudam Deadpool 2 a segurar a atenção do espectador, que fica atento a todo instante tanto pra pegar as referências e rir das piadas quanto para saber o que vai rolar na cena seguinte. 

Ah, e não saia do cinema quando subirem os créditos! Deadpool 2 tem as melhores cenas “pós-créditos” (no caso, no meio dos créditos) que já vi em um filme de super-heróis, tirando sarro e “corrigindo erros” do passado. Simplesmente genial! Resta saber o que será da franquia, agora que a Marvel detém os direitos do personagem e dos X-Men — e é provavelmente por isso que o longa termina sem deixar tantos ganchos para uma possível sequência.

Mesmo com alguns defeitos bastante evidentes, Deadpool 2 definitivamente merece ser assistido no cinema. Só tome cuidado para não engasgar quando rir enquanto come sua pipoca!

Deadpool 2
8 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ação na medida certa
  • Ótimas participações
    especiais
  • Reviravoltas na trama
  • Cenas "pós-créditos" geniais
Contras
  • Computação gráfica
  • Deadpool de coração mole
  • Não passa sensação
    de perigo
  • Trama meio preguiçosa
Avaliação
Entre erros e acertos, Deadpool 2 oferece uma aventura surpreendente emocional, cheia de reviravoltas e, é claro, violenta e divertida, que merece ser assistida na tela do cinema.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Críticas

McItália peca pelo peso, mas tem seu valor entre os Sanduíches Campeões McDonald’s

Confira nosso review do sanduíche de Domingo no McDonald’s

Publicado

em

Como em toda Copa do Mundo FIFA, o McDonald’s do Brasil lançou em 2018 a sua linha temática Sanduíches Campeões, que traz um sanduba diferente para cada dia da semana. Domingo é dia de McItália, e preparamos um review caprichado esmiuçando sua receita, batatas, preço e custo-benefício. Clique abaixo para dar play no nosso vídeo sobre o McItália!


Veja também:


Para você se organizar e não esquecer, lembre que segunda-feira é dia de McFrança, terça tem McEspanha, quarta McAlemanha, quinta McUruguai, sexta McInglaterra, sábado McArgentina, e domingo McItália, enquanto todo dia é dia de McBrasil! O preço sugerido para a promoção com sanduíche, batatas e refrigerante é de R$ 29,90, mas é possível gastar mais R$ 2,50 para dar uma aprimorada na sua batata com uma receita especial.

No caso do McItália, a batata é aquela mesma batada fininha padrão do McDonald’s, mas servida em maior quantidade com bacon picado sobre um molho de muçarela com tomate seco. O molho infelizmente é bem sem graça, e o ponto mais fraco do pacote. O mesmo molho é utilizado no sanduíche em si, onde é acompanhado por pão brioche, queijo muçarela, polpetone, tomate e pepperoni. No sanduba, o que realmente brilha é o queijo, que ficou bem puxa-puxa e surpreende ao casar muito bem com tudo no miolo da refeição.

O pepperoni tem um gosto bem similar ao de outras cadeias de fast food e pizzas de franquias como Domino’s e Pizza Hut, ou seja, é bem sequinho e gostoso. A carne está bem melhor em relação ao McItália de outros anos, com uma consistência mais gostosa de morder, o que era o ponto fraco nas edições passadas, quando o polpetone meio que parecia com um croquete barato em sua textura.

A mistura de queijo com molho deixa a refeição bem pesada e cansativa de comer, então o lanche é mais recomendado para ser comido por duas pessoas dividindo a batata. Caso contrário, vale mais a pena pedir a batata comum, que casa melhor com o sanduba. Mesmo que você seja muito fã dos ingredientes listados acima, infelizmente o McItália acaba tendo bem pouco de sabor italiano em seu sabor. É um bom lanche, mas há várias opções melhores no menu…

McItália - Sanduíches Campeões
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Queijo surpreendente
  • Bom pepperoni
Contras
  • Refeição pesada
  • Molho fraco
Avaliação
Entre os oito sanduíches da Copa do McDonald's, o McItália fica mais ou menos no meio da tabela. É um lanche gostoso e que alimenta bem, mas é o que mais pesa também quando você compra as batatas especiais em conjunto com o sanduíche. Seu queijo é ótimo e se destaca, mas o resultado final não é tão interessante nem tem um gosto tão característico e especial quanto deveria.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Críticas

Arctic Monkeys se reinventam em Tranquility Base Hotel & Casino

Banda de Alex Turner chega ao seu auge em disco brilhante e essencial

Publicado

em

“Eu só queria ser um dos Strokes, agora veja só a bagunça que você me obrigou a fazer…” Não dá para ser muito mais meta do que os primeiros versos de Tranquility Base Hotel & Casino, o novo disco do Arctic Monkeys, lançado esta semana para download, streaming e venda nas melhores lojas físicas.


Veja também:


Se você precisa de um pouco mais de contexto para entender a letra de Star Treatment, a ótimo faixa que abre o disco, basta saber que, no começo dos anos 2000, após o The Strokes lançar o álbum Is This It e ser rotulado pela mídia como “salvadores do rock”, surgiram uma infinidade de bandas dispostas a seguir seus passos e cair de cabeça no revival do rock de garagem, pós punk e indie.

Entre inúmeros nomes mais ou menos relevantes, o Arctic Monkeys se consagrou como a melhor e maior resposta da Inglaterra ao movimento. Em 2006, seu disco de estreia, Whatever People Say I Am That’s What I’m Not, chegou com tudo, quebrou vários recordes de venda e sacramentou a jovem trupe liderada por Alex Turner como um dos nomes mais promissores do rock mundial.

O amadurecimento de Alex Turner

Após sobreviver com tranquilidade à prova de fogo do segundo disco, o grupo passou os álbuns seguintes lutando para encontrar uma identidade própria e escapar do saturadíssimo cenário indie rock da época. Entre vários experimentos, tentativas mais pop e projetos paralelos intrigantes, houve espaço para um pouco de tudo, até uma apadrinhagem básica do ilustre Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age.

As duas faces do menino Turner

As duas faces do menino Turner

Nem tudo funcionou tão bem quanto deveria, e a própria postura do vocalista Alex Turner refletia isso nos palcos. Quando o Artic Monkeys começou, ele ainda era um adolescente meio fechadão e tímido, que mal interagia com a plateia. Aos poucos Alex foi se soltando, até abraçar uma persona meio artificial de bad boy metido a motoqueiro. Há quem goste disso, mas nunca funcionou para mim.

Seja lá qual for a sua opinião sobre essa fase, o fato é que, após um breve hiato lá em 2014 e muito aprendizado com seu parça Miles Kane (queridinho da lenda Noel Gallagher e líder do The Last Shadow Puppets), em Tranquility Base Hotel & Casino, Alex Turner voltou em plena forma, e finalmente atingiu a verdadeira maturidade!

O novo disco do Arctic Monkeys é a culminação de toda essa longa jornada repleta de cobranças, pressão, sucesso prematuro e inúmeras influências musicais e literárias absorvidas por Turner e companhia pelo caminho. Esqueça todos os clichês presentes nos discos anteriores, pois aqui tudo soa novo e diferente! Como tal, naturalmente o disco não pode ser considerado menos que interessante, até por quem acabar o odiando.

E é bem capaz que muita gente tome esse caminho, já que o CD não é uma obra fácil de digerir, especialmente para os fãs que gostavam do antigo estilo da banda. Suas guitarras soam mais etéreas do que nunca, dividindo espaço com pianinhos pontuais e linhas de baixo cheias de eco, tudo evocando uma lisérgica viagem pelo espaço ao lado dos britânicos mais espertos e sarcásticos que você possa imaginar. Se você achou essa imagem meio pirada demais, espera só até ouvir o disco!

Não estranhe, só curta a jornada

Maduro e ciente de suas forças e fraquezas, Turner escreve bem como jamais escreveu, claramente atingindo seu auge como compositor. “Desde o Livro do Êxodo está tudo em processo de gentrificação. Inaugurei uma loja de tacos no telhado e ela foi bem recebida: quatro de cinco estrelas”, ele canta em Four Out of Five, um dos vários pontos altos do álbum.

A versão ao vivo dessa maravilha dá uma boa ideia da qualidade monstruosa do disco

Brilhante nas letras repletas de comentários sociais e alegorias relevantes sobre o mundo atual; fascinante na forma como explora os instrumentos e diferentes gêneros musicais, indo do jazz ao Lounge e space pop, Tranquility Base Hotel & Casino é um disco denso, bem trabalhado e bem pensado, que merece diversas audições até ser apreciado em sua plenitude.

Quem diria que uma banda que começou apenas querendo ser o próximo The Strokes conseguiria lançar um disco tão bom, inteligente e bem trabalhado, chegando ao ponto de se aproximar muito mais de um John Lennon do que de Julian Casablancas. É coisa de gente grande! Contrariando a expectativa do Turner, vale até ganhar uma estrelinha a mais: cinco de cinco estrelas, e um lugar garantido entre os melhores discos de rock deste século!

Tranquility Base Hotel & Casino
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Ousado e desafiador
  • Alex Turner escreve suas
    melhores letras
  • É o melhor disco da banda
Contras
  • Fãs mais puristas
    podem estranhar
Avaliação
Com Tranquility Base Hotel & Casino o Arctic Monkeys finalmente alcança a plena maturidade e lança o seu melhor disco até agora. Conceitualmente e sonoramente interessante, é uma obra que merece várias audições para ser apreciada em sua plenitude. É até difícil escolher apenas um ponto alto entre as letras brilhantes, vocais hipnóticos e instrumentos perfeitamente equilibrados em uma fusão interessantíssima de gêneros. Rock de primeira!
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Últimas notícias

Anime22 horas atrás

Mahou Shoujo Site | Japão denuncia o anime por seu conteúdo violento

Violência sexual e bullying são as maiores preocupações

Séries2 dias atrás

Thundercats: O Horror | Ou melhor, Thundercats ROAR — Conheça o novo desenho

Leia e contemple a destruição da sua infância

Música2 dias atrás

Fifth Harmony | Confira o clipe Don’t Say You Love Me

É o novo single do disco homônimo

Games2 dias atrás

No Man’s Sky | Update do multiplayer e versão para Xbox One chegam em julho

Depois de tanto tempo, o modo multiplayer finalmente chegará em No Man's Sky.

Música2 dias atrás

BTS | Ouça aqui o novo disco Love Yourself: Tear

Confira também o novo clipe de Fake Love!

Mangá2 dias atrás

NewPop | Mangás de Citrus e Made in Abyss chegam ao Brasil

Dois animes de sucesso chegam às bancas

Playerunknown's Battlegrounds Playerunknown's Battlegrounds
Games2 dias atrás

PUBG | Versão mobile já conta com 10 milhões de usuários

A PUBG revelou que este é o número de jogadores ativos todos os dias.

Games2 dias atrás

Kingdom Hearts 3 | Confira 10 minutos de gameplay

Depois de 5 anos de seu anúncio original, a Square Enix finalmente liberou imagens do jogo.

Games2 dias atrás

The Division 2 | Jogo será lançado no início de 2019

A empresa não liberou muitos detalhes sobre o game em si, mas pelo menos sabemos que ele deve chegar até...

Games3 dias atrás

Fortnite Battle Royale | Epic Games anuncia modo competitivo

Depois de alguns rumores e vazamentos ao longo da semana, a Epic Games confirmou a chegada de um modo competitivo...

Games3 dias atrás

Call of Duty: Black Ops 4 | Jogo terá um modo Battle Royale

O modo ser chamará Blackout e terá vários recursos e itens especiais de outros jogos da linha Black Ops.

steam capa steam capa
Games3 dias atrás

Steam Link | Aplicativo já está disponível no Android

Os usuários de dispositivos iOS ainda terão que esperar a aprovação da Apple para ver o aplicativo na App Store.

Games3 dias atrás

ONRUSH | Jogo recebe novo trailer com gameplay

O jogo está cada vez mais perto de ser lançado e agora você pode conferir ainda mais detalhes de seu...

Séries3 dias atrás

Sense8 | Netflix libera trailer do episódio final

Desfecho da série vai ao ar em 8 de junho

Games3 dias atrás

Fallout 4 | Jogo estará de graça no Xbox One

O game poderá ser aproveitado durante todo o fim de semana, mas só pelos usuários do Xbox One.

Em alta