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Críticas

Desperte a Força em seu smartphone com Star Wars: Galaxy of Heroes

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Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante… A EA lançava Star Wars: Galaxy of Heroes para smartphones e tablets. Ok, não foi em uma galáxia distante, foi aqui. E nem foi há tanto tempo: o jogo chegou à Google Play e à App Store há pouco mais de uma semana, no dia 24 de novembro. E, de lá pra cá, tem sido praticamente impossível parar de jogar.

Star Wars: Galaxy of Heroes nos insere no mundo de Star Wars como um visitante de uma das famosas cantinas vistas nos filmes, séries animadas e HQs da franquia criada por George Lucas na década de 1970. Somos apresentados ao Holotable, um jogo de simulação no qual montamos nosso time de personagens para batalhar contra grupos adversários em um campo de batalha criado com hologramas — que lembra um pouco o jogo visto em Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança.

Como a maioria dos jogos freemium para dispositivos móveis, Galaxy of Heroes utiliza um sistema no qual é preciso utilizar pontos de energia para completar determinadas ações. Batalhas no modo Bom ou Escuro da Força custam 6 pontos de energia no modo normal e 12 pontos no modo difícil, que é liberado após o término de cada fase. Cada fase é composta por diversas batalhas, cada uma com diferentes prêmios e com os mais diversos adversários.

Diversão na Cantina

Para montar seu time, é preciso vencer batalhas e torcer para conseguir fragmentos de personagens, itens que, quando somados, criam um combatente. É possível conseguir alguns lutadores facilmente, já que os mais fracos e comuns custam poucos fragmentos, mas alguns são bem complicados de conseguir. Grandes ícones da série, como por exemplo o grande vilão Darth Vader, custam 80 fragmentos.

Veja também:

Top 5½ Melhores jogos da série Star Wars
– E se A Ameaça Fantasma não for o pior Star Wars?

Outra forma de montar um bom time é resgatar cartões de bronze nos carregamentos da Cantina. Esses cartões podem ser trocados por Pontos de Aliança, conseguidos ao completar objetivos ou ao “pegar emprestados” e utilizar personagens de outros jogadores nas Batalhas e na Arena. Use a abuse dos personagens dos aliados para ganhar mais Pontos de Aliança, e adicione o máximo de jogadores que puder pois usar personagens de aliados rende um total de 20 Pontos de Aliança por batalha, enquanto usar personagens de jogadores aleatórios dá apenas 10 pontos.

É possível conseguir alguns combatentes bastante úteis nos cartões de bronze, como o Jedi Cônsul com poderes de cura e o Guardião Real com buffs de defesa para todo o time, por exemplo. O problema é que a probabilidade de conseguir personagens ou fragmentos de personagens nesses cartões é bastante pequena, então prepare-se para ganhar quantidades ínfimas de moedas ou itens.

Alguns itens podem ser usados como equipamentos para seus personagens, aumentando atributos como força, agilidade e inteligência. Quando todos os espaços para equipamentos de um personagem são ocupados, é possível aprimorá-lo. Assim o lutador ganha diversos bônus e os slots ficam vazios novamente, permitindo ao jogador adicionar novos itens visando aprimorá-lo novamente.

Luke Skywalker, Han Solo e Princesa Leia são apenas alguns dos diversos personagens disponíveis no jogo

Luke Skywalker, Han Solo e Princesa Leia são apenas alguns dos diversos personagens disponíveis no jogo

Conforme o jogo avança e o jogador vai passando de nível, novos modos vão sendo liberados — e a boa notícia é que a maioria deles tem seu próprio contador de energia! Ou seja, é possível jogar por bastante tempo até esgotar totalmente todas as possibilidades de modos e energia. Além disso, como cada modo tem diferentes tipos de prêmios, é possível acumular fragmentos de personagens, equipamentos e itens para melhorar habilidades, além de cristais.

Aqui os cristais também funcionam como a “moeda suprema”. Com cristais é possível comprar cartões Chromium, que têm grandes possibilidades de fornecer personagens top de linha como os Jedi Obi-Wan Kenobi (versão Velho Ben), Qui-Gon Jinn e Kit Fisto e o Sith Darth Maul, além de Lando, Princesa Leia e pilotos Rebeldes e do Império.

Para quem está disposto a gastar uma grana. é possível comprar cristais e até mesmo pacotes especiais com personagens garantidos e diversos fragmentos. Quando o jogo começa, por exemplo, é possível comprar o Conde Dookan (um dos lutadores mais apelões que vi até agora) por R$ 10,00. Existem outros pacotes que são renovados de tempos em tempos, e todos são relativamente caros.

Veredito

Graças à disponibilização de diversos modos de jogo que não compartilham contadores de energia, Star Wars: Galaxy of Heroes permite ao jogador participar de diversos combates diariamente, coletando experiência, itens e personagens para aprimorar seu arsenal e se preparar para batalhas nas fases ou na Arena PVP.

O esquema de batalhas por turnos funciona bem, mas infelizmente toda a experiência coletada nos combates é direcionada para o jogador, e não para os personagens. Para que seus lutadores evoluam é preciso gastar moedas de jogo e robôs de treinamento, o que vai te deixar pobre de vez em quando ou impossibilitado de aumentar o nível de seus personagens por algum tempo.

star-wars-galaxy-heroes-playreplay-03

Conseguir bons personagens pode ser uma tarefa demorada, mas felizmente você não precisa ser tão forte quanto Mace Windu para sair no braço com Darth Vader… às vezes

Por outro lado, é possível aumentar o nível do jogador rapidamente ao completar as atividades diários, que rendem boas quantidades de experiência, alguns cristais e equipamentos. Também é possível acumular uma boa quantidade de cristais e fragmentos de Darth Vader completando os objetivos de jogo, então dá pra acumular boas quantidades de cristais para comprar cartões Chromium, mais energia ou rodadas no PVP sem precisar esvaziar a carteira. Outra forma de conseguir cristais rapidamente é conseguindo boas colocações na Arena PVP para receber a premiação diária. Se você conseguir se manter sempre acima da posição #500 é possível receber 60 cristais diariamente.

Dentre os poucos problemas que encontrei em Star Wars: Galaxy of Heroes, o único que realmente me incomodou foi a dificuldade de se conseguir novos personagens. Nos primeiros dias de jogo é praticamente impossível acumular fragmentos o suficiente para montar um bom combatente. Depois que os modos Batalhas de Esquadrão e Guerra Galáctica são liberados, porém, é possível conseguir premiações suficientes para destravar personagens bons em poucos dias. Mas, ainda assim, para um jogo freemium até que não é um problema tão ruim.

No final das contas, Galaxy of Heroes se destaca por proporcionar bastante diversão por longos períodos de tempo, apresenta ótimos gráficos e boas mecânicas de jogo. Tudo isso somado ao carisma do mundo de Star Wars e seus lendários personagens é a receita para um jogo simplesmente imperdível.

Os combates rolam em Holotables, mesas que simulam as batalhas com hologramas

Os combates rolam em Holotables, mesas que simulam as batalhas com hologramas

Só quero ver o que a turma da EA está preparando para o lançamento de Star Wars: O Despertar da Força, que chega aos cinemas no dia 17 de dezembro. Não custa nada sonhar com um evento para descolar um Kylo Ren ou uma Rey… Certo, EA?

Star Wars: Galaxy of Heroes — Nota: 4/5

Desenvolvedora: EA
Plataformas: Mobile (iOS e Android)
Plataforma utilizada na análise: Android

 

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Anime

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance: Um Teto Não Familiar

Mudanças e nostalgia se misturam em um longa digno do legado de Eva

Publicado

em

Após “rebootar” a franquia Evangelion de forma bem segura em Rebuild of Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone) — confira nosso review do filme clicando aqui —, Hideki Anno aproveitou o segundo longa, Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版: 破 ), para fazer o que faz de melhor: surpreender os fãs do anime!


Veja também:


Como explicado na análise do filme anterior, o primeiro filme da linha Rebuild serviu para reapresentar ao mundo os conceitos, temas e personagens da série original de anime e mangá. De forma bem segura (talvez até segura demais), o longa passeia pelos eventos dos seis primeiros episódios da série sem maiores alterações, fora meia dúzia de acréscimos ou releituras.

Já no segundo filme, lançado em 2009, as coisas ficam um pouco mais complicadas: ao invés de se limitar a filmar passo a passo o anime com a maior fidelidade possível, desta vez praticamente tudo foi ou reimaginado totalmente, ou recontado de uma forma que apenas lembra de leve a série original.

Temos anjos novos, mais mudanças em sua numeração, e até uma nova piloto misteriosa de Eva, a Mari Illustrious Makinami, a Quarta Criança! Só isso já seria o bastante para provar que a linha Rebuild estava mais do que disposta a sair da zona de conforto, mas as mudanças não pararam por aí.

Kaji, por exemplo, tem um papel bem reduzido em relação ao anime original, e praticamente toda a paixão platônica que Asuka sentia por ele é totalmente ignorada desta vez. A própria Asuka parece um pouco menos arisca, chegando ao ponto de cozinhar para o Shinji em casa! Isso, claro, só depois de brigar com a Rei na famosa cena do elevador, que também tem um desfecho diferente por aqui. Compare:

Longe de ser uma aberração, mudanças assim viraram regra: em quase todas as ocasiões em que voltamos a uma cena bem conhecida, há um detalhe diferente em tela, ou mesmo uma radical alteração do material original. Como o próprio Shinji sentiu na pele, é quase como acordar em uma nova cama e vislumbrar um teto não familiar!

Isso só aumenta a força das teorias de que o primeiro filme dos Rebuild era apenas uma grande pegadinha: você começa a ver a nova série achando que vai ser tudo igual ao que conhecia mas, bem quando se acostuma com a ideia, Anno e sua equipe chegam e puxam seu tapete violentamente!

Isso se provaria uma ideia ainda mais controversa no filme seguinte (linkaremos o seu review aqui posteriormente para sua conveniência) mas, ao menos até a parte 2.0, a maioria dos fãs ainda estava a bordo das atualizações e mudanças, dado que o rumo da história ainda parecia razoavelmente próximo ao material original. Só que, particularmente, quanto mais o segundo Rebuild se distanciava da fonte original, mais eu gostava. Afinal, a série clássica sempre vai estar lá disponível para a gente, do jeitinho que foi feita, para toda a eternidade! Se é para fazer filmes novos, eu quero mais é me deparar com novidades!

Adorei, por exemplo, a grande mudança na luta contra o Anjo Bardiel (antes 13º anjo, e agora o 9º): desta vez é Asuka quem fica presa dentro do Eva possuído! Eu amo o arco original, mas confesso que essa nova versão da luta me deixou mais nervoso e angustiado, até mesmo pela sacada brilhante da direção, que colocou uma música bem fofinha durante as partes mais brutais do combate, causando aquela inquietação esperta, do jeito que só um bom Eva sabe fazer!

Aliás, mais uma vez a trilha sonora merece todo o destaque e elogios! Shiro Sagisu novamente conseguiu misturar temas clássicos de nova roupagem com ótimas músicas inéditas, em um trabalho fenomenal. A animação também continuou evoluindo e oferece o melhor que estava disponível lá em 2009, misturando ótimo traço 2D com cenas em 3D por computador, que acabou envelhecendo surpreendentemente bem.

Diferente do primeiro Rebuild, que me deu um pouco de sono pelo seu foco excessivo em ação e na reciclagem de material antigo, o segundo Rebuild me deixou o tempo todo na ponta da cadeira, ansioso e empolgado por rever meus personagens queridos, e descobrir quais mudanças os aguardavam. Felizmente, ele é bem melhor sucedido em sua missão de recriar a comédia, ação, e até o “suspense e sedução” (como dizia o anúncio da saudosa Locomotion) da série original!

Claro que ainda há alguns problemas de ritmo e estrutura, e a própria Mari é quem melhor sintetiza isso, já que, depois da sua sólida apresentação, ela fica muito tempo sumida de tela. Sua reaparição não clica tão bem quanto deveria com o resto da trama, e acaba parecendo um pouco forçada — embora Mari até tenha um bom payoff de ação, ao assumir o Eva-02 para uma luta empolgante.

Entre os três filmes lançados até agora, Rebuild of Evangelion 2.0 é provavelmente o que vai agradar ao maior número de fãs das antigas, porque ele não tem tantas polêmicas, e a maioria de suas mudanças acertam em cheio o alvo, recriando um sentimento bastante familiar, mesmo com tanta coisa diferente ao seu redor.

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • MINHA ASUKA VOLTOU <3
  • Músicas incríveis
  • Ação voltou a ser
    inquietante
Contras
  • Puristas podem se irritar
  • Ritmo
    inconstante
  • Mari podia ser melhor explorada
Avaliação
Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance é um grande aprimoramento em relação ao primeiro Rebuild. Já ajuda bastante que ele não se limite a refilmar o passado, como fez seu antecessor. Misturar nostalgia com frequente inovação deixa os velhos fãs curiosos na maior parte do tempo, mas nem toda novidade funciona igualmente bem: Mari é legal, mas seu arco todo parece um pouco forçado. O bom uso da música, suspense e inquietação tornam esse filme um legítimo Eva!
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Críticas

Crawl | Escape das masmorras neste excelente multiplayer assimétrico

Enquanto você controla o herói, os seus amigos ficam no controle dos monstros ao seu redor.

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em

Existem quatro coisas sobre o Switch que não se pode negar: ele é um excelente lugar para jogos indies, ele foi feito para jogatinas rápidas, pixel art é linda na sua tela em modo portátil e ele é uma excelente plataforma para multiplayer local.

Muitos jogos atuais possuem essas características, mas elas são ainda mais evidentes em Crawl.

Originalmente lançado em 2014 na Steam, Crawl, como talvez você possa advinhar, trata-se de um dungeon crawler com elementos procedurais. A diferença aqui é que tanto os exploradores quanto os monstros da masmorra são controlados por jogadores (ou pelo computador, caso esteja jogando solo).

Empurrando a estética de uma maquina de fliperama desde sua tela inicial, Crawl opta por jogatinas rápidas e repetidas. A ideia aqui é que quatro jogadores competem para sair da tal masmorrana qual se encontram – mas somente um poderá sair de lá vivo.

Após o primeiro embate entre os jogadores – para definir o primeiro sobrevivente, cabe aos jogadores mortos assumirem o papel de fantasmas que podem incorporar objetos e armadilhas ou invocar monstros em círculos de magias arcanas para tentar derrotar o jogador humano. Quem acertar o golpe fatal recupera sua humanidade enquanto o recém-falecido assume a forma de fantasma.

Mas para escapar dessa masmorra não basta estar vivo. Você terá que coletar experiência o suficiente, chegar ao nível 10 e enfrentar um chefe gigante que também tem cada uma de suas três partes controladas pelos outros na partida.

Ainda assim, ficar no mundo dos vivos nem sempre é uma boa ideia, já que é na forma de fantasma, causando dano ao jogador vivo, que se adquire ouro para comprar melhores armas e habilidades – o que lhe oferecerá melhores chances de derrotar o chefão.

Alternar entre fantasma, humano e monstros é simples pelo fato do jogo manter o mesmo esquema de controle independentemente da entidade sendo controlada. “A” é seu ataque simples, “B” seu especial (que pode ser um ataque, invocação ou desvio de golpe) e o direcional lhe move.

A cada andar da masmorra o jogo balança os jogadores ao distribuir pontos que permitem tornar mais fortes os montros invocados através de uma árvore de upgrades. O balanceamento se dá através da distribuição dos pontos ser proporcional aos níveis adquiridos por seus rivais.

Desta forma, quem está em último recebe mais pontos para ter monstros mais fortes e, ultimamente, mais chances de derrotar o humano no próximo andar.

Um dos aspectos mais bacanas de Crawl é que existe uma certa progressão, apesar da abordagem arcade do jogo. Ao chegar em níveis mais profundos da masmorra, novos itens e monstros são desbloqueados para serem comprados e invocados, respectivamente. Com eles, novos desafios para um jogador são destravados.

Por todos os jogadores sempre estarem no mesmo cômodo da masmorra, Crawl também é uma excelete opção para se jogar em modo portátil com outros amigos, já que os pixels e cores primarias contra os cenários de tons terrosos são fáceis de se distinguir.

Com uma leve pegada Lovecraftiana em seu design e história (que até no multiplayer permite que “todos percam”), Crawl consegue intrigar e prender a atenção do jogador facilmente.

Também vale mencionar sua excelente direção artística em pixel art, que conta com uma paleta de cores limitada e com pixels relativamente grandes, mas que ganham vida através de animações detalhadíssimas.

Uma trilha sonora em chiptune empolgante e viciante eleva tudo a um outro nível, fazendo deste um excelente jogo para rápidas doses single-player ou horas de diversão e gritaria com amigos.

Crawl - Switch
9 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
  • Ótimo como single e multiplayer
Contras
  • Alguns Easter Eggs foram retirados
Avaliação
Além de um estilo artístico incrível e uma ótima trilha sonora, Crawl oferece um tipo de conteúdo que funciona muito bem no single player e no modo cooperativo.
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The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

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em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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