Conecte-se conosco.

Críticas

Game of Thrones finalmente é bem representada nos jogos com Iron from Ice

Publicado

em

Se existe um universo fictício em que ninguém gostaria de viver, este lugar é Westeros. Cenário de Game of Thrones, o continente é palco de assassinatos cruéis, vidas miseráveis e muita ganância por parte das pessoas poderosas.

Mesmo sendo um lugar repugnante e de vida difícil, a Telltale Games decidiu expandir o universo dos livros e da série de TV com mais um game episódico no melhor estilo de seus clássicos contemporâneos e, como esperado, temos mais um jogo de escolhas difíceis e plot twists surpreendentes.

Conhecendo os Forrester

Neste primeiro episódio (Iron from Ice) de seis previstos para serem lançados, somos introduzidos à família Forrester, que sempre lutou ao lado dos Stark. Por se passar paralelamente à série, conferimos diversos acontecimentos do seriado sob outro ponto de vista. E o início não poderia ser mais chocante, já que Rodrik Forrester e seu pai, Gregor estão acompanhando Robb no famigerado Red Wedding.

Game-of-Thrones-1

Além de Rodrik e Gregor, neste primeiro episódio também somos introduzidos a outros membros da família que estão em diversas regiões de Westeros, e isso torna o jogo extremamente interessante. Assim como a família Stark na série e nos livros, a separação dos Forrester dá dinâmica ao enredo e faz com que conheçamos diversos locais do universo de Game of Thrones, além, é claro, de nos depararmos com personagens bastante queridos (ou não) da saga.

Conforme a história vai se desenvolvendo, é possível perceber como a ruína dos Stark afetou todos os que os acompanhavam e também como o universo literário criado por George R.R. Martin é rico e muito mais expansível do que apenas uma série de TV.

2734294-4

Os Forrester são tão carismáticos quanto os Stark, e, mesmo que neste primeiro episódio a história não se desenvolva muito, as três horas de episódio são bastante interessantes. Mas é bom avisar: não se apegue muito a ninguém, estamos falando de Game of Thrones, e não de Harry Potter.

Intrigas, sangue e mais intrigas

A base de Game of Thrones é muito parecida com a de todos os outros títulos da Telltale Games, mas as decisões são muito mais impactantes do que o normal. Exceto pela primeira temporada de The Walking Dead, nunca vi em nenhum título da desenvolvedoras escolhas tão complicadas e momentos tão chocantes.

Game-of-Thrones-TellTale1

O universo de Game of Thrones está muito bem representado, e a dinâmica dos relacionamentos é bastante fiel ao que estamos acostumados a ver nos livros ou no seriado. Por possuir muitas cenas de ação, espere por diversos Quick-Time Events durante o episódio. Infelizmente, como já é de praxe, algumas travadas podem prejudicar bastante a jogabilidade destas passagens.
Os diálogos do título são brilhantemente bem escritos e ter que se comportar de forma politicamente correta perante personagens repugnantes como Cersei Lannister ou Ramsey Snow é algo muito difícil, já que eles farão tudo para desestabilizar todos que estiverem ao seu redor.

Westeros nunca foi tão…feio

Se você acha que Westeros é feio quando mostrado na TV é porque nunca viu este jogo rodando. A Telltale quis criar cenários que se assemelham a pinturas, com os personagens cartunescos de sempre.

20823568_gotspot4-1416516636882

Apesar das boas intenções, o resultado não foi nem um pouco bom, e ao invés de pinturas, os cenários parecem mais borrões coloridos e feitos às pressas. Uma pena, pois este é o cenário mais promissor que a Telltale já colocou as mãos.

A parte sonora, ao contrário do visual, é excelente. Desde a épica trilha sonora, que inclui uma reprodução da abertura da série, até a dublagem impecável dos personagens, tudo funciona da forma que deveria e torna o clima do jogo extremamente fiel ao universo idealizado por Martin.

Telltale, a fábrica de hits

Como era de se esperar, o primeiro episódio do jogo de Game of Thrones, Iron from Ice, não decepciona. Com um enredo que começa a tomar forma e se desenvolve em um ritmo bom e personagens fortes, o jogo promete ser uma experiência excelente para os fãs da série.

telltales-game-of-thrones-available-for-pre-purcha_gqxv.1920

Infelizmente, diversos problemas de performance e os gráficos terríveis fazem com que o jogo fiquem devendo um pouco. Ainda assim, Iron from Ice é uma parada obrigatória para qualquer fã dos livros ou do seriado, e os próximos episódios prometem expandir ainda mais o rico universo de Game of Thrones.

Game of Thrones – Episode 1: Iron from Ice – Nota 3,5/5

Desenvolvedora: Telltale Games

Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC, iOS, Android. Versão utilizada: Xbox One

Compartilhe

Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

Críticas

Mario Tennis Aces | Um retorno em grande estilo

Publicado

em

Não há duvidas de que Mario Tennis Ultra Smash no Wii U foi algo feito às pressas para preencher o calendário nos meses finais do console. Por mais que o gameplay fosse sólido, a única inovação (o Mega Mushroom) era a parte mais frustrante das partidas e a falta de variedade e modos tornava a experiência rasa. Mas claramente os esforços da Camelot em Ultra Smash não foram em vão: Mario Tennis Aces no Nintendo Switch claramente importa bastante de seu DNA, mas responde à diversos pedidos dos fãs e críticos, criando um dos melhores jogos de esporte do Mario da última década.

 

Pequenas mudanças de grande impacto

O esqueleto da franquia se mantém presente aqui: diferentes combinações de botões resultam em retornos da bola em estilos diferentes (flat, topspin, lob ou drop-shot), e estes ainda podem ser modificados ao segurar o direcional para a esquerda ou direita, adicionando o efeito correspondente à bola. Mas em cima dessas mecânicas, Camelot adicionou um novo elemento que muda completamente o ritmo e a estratégia das partidas de tênis: Zone Energy.

Essa energia, adquirida ao retornar a bola para a quadra do oponente, pode ser gasta de três maneiras: Zone Speed (diminuindo o tempo, para facilitar alcançar a bola), Zone Shots (um retorno com ultra-precisão graças a uma câmera em primeira pessoa) ou, ao custo da barra inteira de energia, Special Shots (Ataque especial do personagem, que além de funcionar como Zone Shot, acerta a bola onde ela estiver). Existem também os Trick Shots, que permitem que o jogador alcance bolas distantes e ganhe energia, mas requisitam grande precisão para executar, correndo o risco de perder a bola.

Zone Shot do Mario em ação; com pouca energia DK terá dificuldades em defender

Atrelada à mecânica de energia, também está a vida da sua raquete, pois, caso tente rebater um poderoso Zone Shot e não o faça no momento exato, a bola será retornada mas sua raquete levará dano. Receba o dano de três Zone Shots (ou um único Special Shot) e a raquete quebrará, dando o ponto para o oponente. Esgote a suas raquetes (duas por partida) e você automaticamente perde o jogo.

As mudanças nas mecânicas base de Mario Tennis não só adicionam uma nova condição de vitória (via KO por falta de raquete), mas adicionam também um elemento estratégico de gerenciamento de recursos. Por exemplo, ao receber um Zone Shot do oponente, o jogador tem poucos segundos para decidir entre utilizar da sua energia para diminuir o tempo e rebater na hora certa, ou então correr o risco de danificar sua raquete e rebater sem diminuir o tempo, conservando assim sua energia para contra atacar com seu próprio Zone Shot.

Ao contrário de Power Tennis, os Special Shots não são vitória garantida e têm o mesmo efeito para todos os personagens. Só mudam as excelentes animações que os precedem.

Aventura curta, mas carismática

As novas mecânicas são fáceis de se compreender, mas difíceis de se adquirir maestria. Por isso, o modo Aventura é uma ótima adição. O modo é inegavelmente curto e limitado: são cerca de 4-6 horas, não há nada para fazer após completo, somente Mario é jogável e a história é basicamente Guerra Infinita com uma raquete no lugar da Manopla. Entretanto, os seus desafios tem ótimas inspirações na franquia e são apresentados de forma que, ao final da campanha, o jogador terá compreendido todas as mecânicas a fundo.

Seja devolvendo bolas de neves na cara de Shy Guys, distraindo um Chain Chomp ao rebater bolas ou excelentes batalhas contra chefes, o modo tem seu charme. A única grande frustração fica por parte dos duelos de tênis contra inimigos controlados por computador. A dificuldade da CPU aumenta de forma absurda entre cada encontro do tipo, o que é ainda mais exacerbado devido às quadras possuirem diversos elementos para complicar sua vida (como MechaKoopas que explodem ou Piranha Plants que engolem sua bola e cospem de volta). Isso resulta na necessidade de jogar novamente missões anteriores para aumentar de nível (pois existem simplórias mecânicas de RPG no modo) ou utilizar-se de táticas baratas, como vencer por quebra da raquete do oponente.

Cada chefe treina o jogador em uma habilidade específica, mas todos tiram vantagem da habilidade nova, o Trick Shot, como movimento evasivo para Mario.

Multiplayer: grandes acertos e (vários) pequenos erros

Por mais que o conteúdo para jogatinas solo seja bom, todos os elementos do jogo, incluindo suas falhas, realmente brilham no multiplayer, seja local ou online. Online pode-se participar de jogatinas rápidas (com amigos ou estranhos) ou de torneios para adquirir pontos que serão utilizados para desbloquear antecipadamente personagens de DLC gratuito. Localmente, pode-se jogar até quatro pessoas em um Switch com tela dividida, conectando dois switches com duas pessoas em cada, ou quatro pessoas, cada um com seu Switch. Exclusivo para jogatina local é o Swing Mode, que usa o sensor de movimento dos JoyCon para reviver os tempos de tênis no Wii Sports. E vale mencionar que em todos os modos existe a opção Standard que conta com todas as mecânicas ou Simple (sem energia, zone speed ou zone, special e trick shots) para os mais puristas.

Torneios são divertidos e viciantes: derrote todos os oponentes em sucessão até ser o ultimo restante. Alguém disse Mario Tennis Battle Royale?

Infelizmente, as maiores falhas de Aces não se encontram no gameplay em si e sim nas coisas ao seu redor. Além de não poder customizar a duração de uma partida, não é possível escolher a quadra em que se quer jogar, pois o jogo as escolhe randomicamente. Para poder forçar a escolha, é necessário ir em um menu e desativar todas as outras quadras; um processo confuso e desnecessário. A ausência de um “Retry” durante os desafios da campanha força o jogador ir para o mapa e selecionar a fase novamente no modo aventura, enquanto o pareamento de oponentes no Online é instável (ao contrario da conexão, que melhorou muito desde a demo). Adicione isso à falta de modos como treinamento ou online com dois jogadores locais, e acaba sendo inevitável retirar pontos dessa experiência que, por pouco, poderia ter sido um Mario Tennis perfeito.

Por mais divertido que o jogo seja, é difícil se divertir quando se joga contra alguém cuja habilidade está extensivamente acima da sua

Mario Tennis Aces é o retorno à forma que todos desejavam para a série: um modo single player divertido e criativo, um gameplay renovado que cria partidas intensas, um excelente e variado elenco (que esbanjam mais carisma que em qualquer outro jogo) e uma boa quantidade de modos e quadras. As únicas coisas que lhe impedem de ser o melhor Mario Tennis são detalhes de interface e experiência que vão somando uns aos outros e causam uma certa frustração ao longo do tempo. Dada a promessa da nintendo de updates grátis com mais modos e conteúdo (algo que tem virado tradição com os jogos multiplayer da empresa), não é improvável que essas reclamações se tornem algo do passado. Mas desde já, Aces proporciona as partidas mais intensas e divertidas da história da franquia, sejam elas online ou local. Então, se você é ou já foi fã dos jogos de esporte do bigodudo, essa é uma ótima oportunidade de tirar a poeira da raquete.

E se esse review não te convenceu, talvez esse GIF convença

Mario Tennis Aces:
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Melhor gameplay da série
  • Campanha instrutiva
  • Ótimo conteúdo multiplayer
  • Boa seleção de personagens e fases
Contras
  • Dificuldade inconstante
  • Campanha curta
  • Menus obtusos
Avaliação
Pequenos detalhes impedem a perfeição, mas Mario Tennis Aces apresenta o melhor gameplay da franquia - seja a partida online ou local.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Críticas

ICEY oferece muito mais que um simples Hack and Slash no Switch

O jogo, que mistura ação com diversas surpresas e quebra da quarta parede, chegou ao console da Nintendo recentemente.

Publicado

em

icey

Embora os jogos de Hack and Slash tenham feito um grande sucesso entre os anos 1980 e 1990, é mais difícil de encontrar um título desse gênero atualmente. Parte disso se deve ao grande número de games similares que foram lançados no passado, o que realmente causou certa exaustão.


Veja também:


Ainda assim, jogos como ICEY estão aí para provar que é possível reaproveitar essa fórmula de maneira mais original, divertida e algumas viradas interessantes no meio do caminho.

Lançado originalmente em 2016, o jogo já estava disponível no PC, PlayStation 4, Android e iOS, mas acabou de chegar ao Nintendo Switch. Apesar de não ter recursos inéditos no console da Big N, acaba sendo muito mais confortável jogar um título deste tipo em um aparelho híbrido pela conveniência.

ICEY começa de maneira bem normal, com tutoriais te ensinando como se movimentar, matar inimigos e a adquirir novas habilidades ou melhorar as que já possui. É quando você inicia o game de verdade que percebe que as coisas não exatamente o que esperaria de um Hack and Slash.

Um narrador começa a descrever todas as suas ações, tenha você as realizado ou não. É aí que você percebe que pode desobedecê-lo, primeiro ao não ativar uma ponte que ele diz que você precisa utilizar, algo que o deixa meio desconcertado.

Se continuar esse comportamento, ele reinicia o game, faz algumas mudanças e garante que você siga o caminho que ele planejou. É claro que há várias outras maneiras para fazer exatamente o contrário que o narrador quer e ele não demora para deixar claro que é o próprio desenvolvedor do jogo e o quanto é frustrante que você não siga o game da maneira que ele o criou.

Isso leva a inúmeras possibilidades e finais diferentes que você pode encontrar, afinal, é possível obedecer ou desobedecer as instruções a qualquer momento, sem a necessidade de seguir um único tipo de decisão por toda uma jogada.

É claro que não vamos mencionar detalhes que estraguem sua experiência, mas vale mencionar que isso tudo aumenta bastante a vontade de retornar ao jogo, mesmo depois de terminá-lo algumas vezes.

Felizmente, o jogo não depende dessa interação e quebra da quarta parede para valer a pena. Só pelo aspecto de Hack and Slash, ele ainda é muito divertido e apresenta desafios e ondas de inimigos que podem ser difíceis de matar.

icey análise

Sua melhor chance de ganhar as batalhas é dominar os golpes especiais que mencionamos antes. Você pode adquiri-los e melhorá-los com o dinheiro que recebe ao destruir inimigos, algo que não falta em ICEY.

Esses golpes geralmente consistem de combos que são fáceis de lembrar, especialmente se você focar em dois ou três deles. A habilidade de se esquivar acaba sendo ainda mais importante, já que não só dá a oportunidade de escapar dos inimigos, como também te ajuda a acertá-los em momentos de fraqueza.

Com isso tudo em mente, é bom mencionar que o jogo em si pode ser bem curto e dá para zerá-lo em pouco tempo. Isso poderia ser um ponto negativo se toda a interação com o narrador não aumentasse as possibilidades que o game traz com seus múltiplos finais.

Um ponto positivo é que mesmo depois de ouvir o narrador por horas, esse aspecto nunca fica chato ou cansativo. Graças a maneira que o game funciona e o próprio roteiro divertido seguido pelo narrador, é sempre agradável saber o que ele tem a dizer.

Considerando a boa quantidade de indies que é possível encontrar na eShop do Switch atualmente, dá para dizer que ICEY se destaca muito bem, até por não ser o que parece à primeira vista. Caso esteja procurando por um jogo com mais ação e algumas viradas bem criativas, esta é uma excelente escolha.

ICEY - Switch
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Excelente Hack and Slash
  • Narração divertida
    e que não cansa
  • Viradas criativas
    e surpreendentes
Contras
  • Pode ser meio curto para
    quem não tiver a paciência
    de tentar outros caminhos
    e finais alternativos
Avaliação
O game não só traz um antigo gênero à tona com bastante vitalidade ao Switch, como também é perfeito para quem gosta de jogos que quebram a quarta parede.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Críticas

Juicy Realm é um jogo indie que vai desafiar suas habilidades

Divertido indie chinês para Switch, PS4 e Steam tem cenários gerados aleatoriamente

Publicado

em

Desenvolvido pela X.D. Network Inc., Juicy Realm é um jogo indie dos gêneros shooter e roguelike (aquele em que você deve passar e avançar pelos diversos mapas gerados aleatoriamente derrotando os monstros no caminho até chegar no último chefe) lançado recentemente para Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC.


Veja também:


O game traz um ar de desafio, característica marcante de jogos do gênero, e apresenta quatro personagens, cada um com habilidades distintas, que devem prosseguir pelos cenários dizimando… frutas! Isso, mesmo, em Juicy Realm você abate melancias, peras, maçãs e diversas outras frutas (devidamente armadas e bastante perigosas).

Bora fazer um suco?

Ao iniciar a aventura, você terá que jogar solo ou em dupla, podendo escolher entre as classes Ninja, Botanista, Boxeadora e Mercenária. Decidida a sua classe, a aventura começa e já te joga em fases repletas de inimigos, cada um requerendo uma estratégia diferente para serem derrotados. Por exemplo, a pera e melancia são inimigos armados com pistola e escopeta, respectivamente. Porém, existe um delay de ataque entre cada tiro disparado por estes inimigos, dando abertura para um ataque seguro e preciso do jogador.

Para chegar ao chefão de cada área, é necessário avançar por várias a várias telas — cada uma gerada aleatoriamente e repleta de inimigos. A cada trecho conquistado, o jogo te recompensa com um bônus, que podendo ser um upgrade de stamina, mais vida ou até mesmo armas especiais. Na minha jogatina, por exemplo, consegui até uma arma chamada Steam que atirava dinheiro!

É possível perceber quando chega o momento do embate contra o chefe, já que antes de cada boss existe um mini bônus aleatório, podendo te dar a chance de recuperar HP, munição ou, se der muito azar, simplesmente nada. Assim como os adversários comuns, cada chefe também requer uma estratégia diferente para ser derrotado. Ou seja, não basta chegar atirando e gastar toda sua munição sem analisar e desenvolver uma tática para derrotá-lo, pois isso pode te prejudicar e o game over vai ficando cada vez mais próximo de se tornar realidade.

Derrotado o chefão, você passa para uma transição de cenário, que apresenta novos inimigos e novos desafios que farão seu percurso cada vez mais perigoso e, sendo necessário redobrar a atenção para não cair em enrascadas.

Suco de laranja + limão

Em Juicy Realm é possível jogar em duplas, e esta é sem dúvidas a melhor forma para avançar no jogo. Com o auxílio de mais um jogador, consegui avançar muito além do que eu fui capaz na minha jogatina solo. Com dois personagens a aventura se torna mais desafiadora, com mais disparos e inimigos aparecendo cruzando seu caminho. Por outro lado, a presença de um segundo jogador permite a criação de estratégias diferenciadas, utilizando habilidades específicas de cada personagem selecionado. Por exemplo, enquanto um player utiliza a Boxeadora, que possui uma skill especial de cura, o outro pode utilizar o Ninja, que possui atributos mais apropriados para abater os inimigos à curta distância.

Como nada é perfeito, tenho dois poréns para adicionar quanto ao modo multiplayer. Meu primeiro empecilho foi não entender o porquê de o jogo não possuir a opção de jogar até 4 jogadores, o que tornaria o modo multiplayer muito mais atrativo. O outro ponto é que, apesar de já começar com quatro personagens de características diferentes, não é possível liberar outros personagens jogáveis. Até surgem outras figuras para auxiliá-lo em sua jornada, vendendo armas ou runas que ajudam a facilitar o decorrer do jogo, mas não é possível controlá-los.

Batendo o liquidificador

Juicy Realm é um jogo com visuais e cenários muito bonitos e bem trabalhados, com alto nível de detalhes, transformando a experiência de jogo mais agradável e intuitiva, já que é possível interagir com objetos nas fases e também identificar onde ir e onde o caminho é bloqueado.

Os controles são bem simples e intuitivos. Quando jogando no PC, as teclas movimentam os personagens e utiliza o especial, enquanto o mouse faz o trabalho da mira, tiro e dash. Já no joystick, o direcional da esquerda faz o movimento, enquanto a mira fica para o direcional da direita. Um grande problema que enfrentei foi ao utilizar o controle. A mira é precisa com o mouse, mas com o controle fica muito difícil de conseguir a mesma precisão, fazendo com que gaste muita munição só para acertar um tiro em um único inimigo, por exemplo.

Hora da degustação

Juicy Realm é um bom game que podia ser muito melhor. Talvez se houvesse a possibilidade de jogar online ou com até quatro pessoas por partida, a diversão poderia ser maior, com mais confusão e mais desafios ao longo da jornada.

O jogo é muito divertido e desafiador, e requer que o player se dedique para descobrir como derrotar cada adversário da melhor maneira possível e avançar de forma estratégica pelas fases. Como há um número grande de armas de fogo e armas brancas, isso ajuda também na questão replay, já há um diferencial gigante entre elas e você pode seguir seu caminho usando uma chave de fenda ou até mesmo aquele frango de borracha para dar cabo dos inimigos. Divertidíssimo!

Juicy Realm
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Grande variedade de armas
  • Gameplay desafiador
  • Chefes requerem boa estratégias
Contras
  • Não tem online
  • Multiplayer limitado
  • Skills não têm descrição
Avaliação
Divertido, Juicy Realm peca por não aproveitar a oportunidade de proporcionar uma experiência multiplayer mais interessante, limitando as partidas para apenas dois jogadores e de maneira local.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Últimas notícias

Música17 horas atrás

Pantera | Morreu o baterista e fundador Vinnie Paul

Músico nos deixou aos 54 anos de idade

Cinema18 horas atrás

Homem-Aranha | Tom Holland revela o título de seu segundo filme solo

Filme estreia em 5 de julho de 2019

life is strange life is strange
Games2 dias atrás

Life is Strange 2 | Jogo recebe data de lançamento

Ainda não se sabe qual será a trama do game ou que personagens aparecerão nele.

Música3 dias atrás

Paul McCartney | Macca revisita sucessos dos Beatles no Carpool Karoke

Teve até um show surpresa em pub!

Música3 dias atrás

Nine Inch Nails | EP Bad Witch já está disponível no Spotify

Ouça aqui o novo disco da banda

Séries3 dias atrás

Cara Gente Branca | Netflix renova a série para sua terceira temporada

Ainda não há data de estreia para os novos episódios

Games3 dias atrás

Overwatch | Assista agora à equipe do PlayReplay jogando ao vivo no Twitch!

Sexta-feira é dia de live com a equipe!

Cinema3 dias atrás

Edgar Wright | Diretor confirma estar trabalhando em documentário sobre o Sparks

Diretor volta a se envolver com o mundo da música

Música3 dias atrás

Panic! At The Disco | Ouça aqui o disco Pray for the Wicked

Confira também o vídeo oficial de Hey Look Ma, I Made It

Games3 dias atrás

World of Warcraft | MMO está gratuito neste fim de semana

Quem ainda tem curiosidade em jogar o clássico MMO, pode aproveitá-lo sem assinatura nos próximos dias.

Games3 dias atrás

PUBG | Jogo perdeu metade dos jogadores ativos no PC

Mesmo com números menores do que antes, ainda há mais de 1 milhão de jogadores ativos no game.

Games3 dias atrás

Red Dead Redemption 2 | Versão de PC pode ter sido confirmada

A Rockstar ainda não se pronunciou sobre o assunto por enquanto.

Mangá3 dias atrás

The Legend of Zelda | Panini lança o mangá The Minish Cap Phantom Hourglass

Conheça a nova Perfect Edition, de Akira Himekawa

Games3 dias atrás

Steam | Promoção de férias já está no ar!

Os usuários do Steam tem até o início de julho para comprarem seus jogos favoritos.

Games4 dias atrás

Shadowrun Returns | Jogo está gratuito no Humble Bundle

O game poderá ser adquirido de graça por mais alguns dias no PC.

Em alta