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Críticas

Com Just Dance 2015, pra se divertir e dançar, é só começar

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Games musicais costumam ter vida curta. Depois de infinitas sequências, a fórmula é usada até a exaustão. Just Dance 2015 não foge disso, e ainda que esteja fadado a sumir, esse dia não é hoje. Na mais recente versão do famoso simulador de dança, tivemos algumas melhorias em mecânicas consagradas que tornaram a jogatina um tanto quanto mais… dançante. Vista algo confortável, abra espaço na sala e faça um bom alongamento, porque a festa vai começar!

Para começar a dançar, a criação de um perfil personalizado é requerida pelo sistema, com nome, idade e avatar. Cada um dos mais de 200 avatares disponíveis representa o dançarino de algumas das músicas de versões antigas, que podem ser desbloqueados com o uso das moedas de Mojo, que são acumuladas com as estrelas recebidas na pontuação final de cada partida.

Além disso, é possível liberar avatares de dançarinos presentes na nova versão, desbloqueados à medida que as canções são tocadas pela primeira vez. Avatares exclusivos de versões antigas também são adicionados à biblioteca assim que o jogo é iniciado: o software busca dados salvos de outros títulos e importa um avatar de cada para o novo jogo.

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A coletânea de músicas de Just Dance 2015 traz desde modernas que fizeram sucesso em filmes (como “Let It Go”, de Frozen) até as mais antigas, que também fizeram sucesso no cinema (como “Holding Out For a Hero”, que marcou presença em Shrek 2). Aqui, a atmosfera tanto dos anos 80 quanto dos anos 2000 é permitida, desde que cada um se divirta à sua forma. Ao final de cada música, o jogador pode avaliar a experiência que teve enquanto dançou.

 

Repleto de novidades

Em Just Dance 2015, as coreografias viraram clipes musicais. A arte dos efeitos visuais dá um toque todo especial, deixando-as ainda mais próximas da época, do filme e da temática da canção. Os dançarinos de fundo ajudam a dar vida ao cenário. Seus movimentos variam entre coreografias originais das músicas, como visto em “The Fox (What Does The Fox Say?)”, de Ylvis, e coreografias criadas exclusivamente para o jogo, como visto em “Dark Horse”, de Katy Perry. Um diferencial em algumas canções é a câmera utilizada na gravação da coreografia, que se mostra bem eficiente com efeitos de zoom e profundidade, que dão um toque diferente à arte, aproximando mais ainda o jogador da experiência.

Aliás, pela primeira vez as coreografias dos clipes musicais originais de algumas canções são usadas na franquia. Apesar de introduzido inicialmente em Just Dance 2014, apenas seu sucessor trouxe isso como parte inerente do jogo — e não apenas em DLC. Vale lembrar que existem tanto as versões com as coreografias originais puras (como “Bad Romance”, de Lady Gaga) quanto as versões com as coreografias originais misturadas com coreografias criadas para o jogo (como “Problem”, de Ariana Grande).

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Just Dance 2015 traz novamente um modo fitness, com playlists personalizadas pelos jogadores, variando apenas de tempo de exercício e quantidade de canções para cada tempo: três músicas para dez minutos, seis músicas para vinte minutos e dez músicas para quarenta minutos.

Apesar das mesmas características, o modo agora se chama simplesmente Playlist, e une algo do já conhecido fitness com o modo Non-Stop Shuffle, que apareceu em Just Dance 4 e nunca mais deu as caras. Esse modo, quando ativado, cria um looping infinito com todas as canções do jogo rolando sem parar. É só pegar um Wii Remote e sair dançando na frente da TV. A contagem de calorias é opcional, mas sua ativação ajuda no controle de exercícios físicos.

 

Soltando a voz com a galera

Quem acha que Just Dance 2015 é um jogo para apenas perder peso e dançar, está muito enganado: o título também permite a conexão de um microfone USB no console. Com isso, como as letras sempre aparecem nas partidas, no canto da tela, dá até para arriscar um karaokê. A melhor parte disso é que é possível ganhar pontos extras e, consequentemente, mais moedas com a cantoria. Vale a pena soltar a voz!

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Ok, ok, cantar e dançar é realmente divertido. Mas e reunir os amigos, ou se reunir com pessoas pela internet? Ou, ainda, simular a presença de outros jogadores? Pois saiba que sim, dá para fazer tudo isso em Just Dance 2015! Nas plataformas Nintendo e PlayStation, o jogo tem suporte para até quatro jogadores, e em outras plataformas pode chegar a até seis jogadores em uma única partida.

Agora, se você preferir jogar sozinho — mas não quiser se sentir tão sozinho assim — o modo Challenger dá uma ajudinha: três pontuações de qualquer lugar do mundo são adicionadas aos lugares vagos de outros jogadores. Pode até não substituir a presença de amigos reais, mas é uma boa opção caso queira um desafio.

 

Pista de dança internacional

Introduzido em Just Dance 2014, o modo online retorna. World Dance Floor se mostrava prematuro em sua primeira versão, mas agora é muito mais estável, rápido e divertido do que seu predecessor. A cada dez jogadores, uma sala é formada sem limite de região. Canadenses, brasileiros, italianos, franceses… Todas as nacionalidades se encontram ali.

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O ranking acontece em simultâneo, com seus sobes e desces, e aquele que ganha pode ir para o pódio mundial, ocupando o primeiro, segundo ou terceiro lugar. Para os que ocuparem o quarto lugar para baixo, ainda assim é possível saber em que posição ficou, coisa que antes não era mostrada — e se era, era muito impreciso e confuso.

A interação com jogadores em outros países acontece, mas de forma limitada. Mensagens criadas pelo sistema podem ser enviadas pelo Control Pad, e variam entre exclamações como “Yay!”, “Lol!”, “Oh no!” e “Hey!” para o jogador enviar durante a partida para os companheiros. Finalizada a música, ao reunir as informações ao redor do mundo, mensagens aleatórias como “Legend…dary!”, de vencedores, e “Well done!”, de perdedores, aparecem automaticamente na tela para a comunidade à medida que tudo é atualizado.

A cada término de partida, um novo modo de jogo é aberto para a seguinte, permitindo a escolha de canção pela comunidade ou pelo sistema. No segundo caso, há duas possibilidades: equipes que dividem os jogadores para criar uma batalha de preferências (cachorros contra gatos, ou garotas contra garotos); ou a batalha entre dançarinos, para canções com mais de um, onde os jogadores escolhem seu favorito. Infelizmente, apenas as canções nativas aparecem no modo online (esqueça os DLCs).

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Comunidade da dança

O novo recurso Community Remix permite que os jogadores ocupem o lugar dos dançarinos na tela. O vídeo das performances pode ser gravado em simultâneo com o jogo, mas isso só está disponível apenas em plataformas com câmera integrada. Em outras, ainda é possível aparecer com a galera, mas é necessário gravar em câmera separada e postar no YouTube para receber a avaliação. Com os vídeos gravados e compartilhados, a comunidade escolhe as melhores performances e a produção cria um remix com os vídeos escolhidos para compartilhar a tela com a coreografia nativa. Além de ocupar um lugar consagrado, é muito engraçado ver as pessoas dançando! As votações são feitas periodicamente.

E para avisar aos jogadores da “competição” de vídeos, existe o JD Wall, que nada mais é que um mural de recados. Novas versões de jogo disponíveis, DLCs, eventos in-game… Tudo relacionado ao título é mostrado ali. Infelizmente, apesar da utilidade, o JD Wall é um pouco incômodo, pois as atualizações são frequentes e aparecem tanto ali quanto durante a navegação.

No menu principal, cada música é separada por um outro menu independente, especial para cada uma delas. Ele reúne as versões originais, alternativas e até mesmo, um ranking local com pontuações máximas de outros jogadores, que são transmitidas online para o resto da comunidade. A disponibilização das pontuação nos encoraja a melhorar nossa posição ali. Pode virar, até mesmo, um desafio pessoal, já que os rankings são atualizados semanalmente.

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“Versatilidade” é a melhor palavra para resumir Just Dance 2015. O jogo é uma boa pedida para quem busca diversão sozinho, diversão com os amigos, diversão online e até para quem quer sair do sedentarismo de uma forma divertida. A interação entre usuários melhorou, mas ainda precisa de vários ajustes, apesar de não ser algo necessário perto do que o jogo oferece para a comunidade. E fica a dica: seja qual for a opção de jogo que você escolher, é uma boa ideia ter uma garrafa de água do lado. Porque, acredite, você vai precisar.

 

[infobox color=”light”]

Just Dance 2015 – Nota: 4/5

Desenvolvedora: Ubisoft
Plataformas: Wii U, Wii, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3 e Xbox 360
Plataforma utilizada na análise: Wii

[/infobox]

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Futura engenheira da computação e técnica em Informática. Curiosa sobre vários assuntos, gosta de aprender cada vez mais sobre eles. Apesar de gostar da natureza, prefere viver na cidade (porque não suporta insetos).

Anime

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance: Um Teto Não Familiar

Mudanças e nostalgia se misturam em um longa digno do legado de Eva

Publicado

em

Após “rebootar” a franquia Evangelion de forma bem segura em Rebuild of Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone) — confira nosso review do filme clicando aqui —, Hideki Anno aproveitou o segundo longa, Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版: 破 ), para fazer o que faz de melhor: surpreender os fãs do anime!


Veja também:


Como explicado na análise do filme anterior, o primeiro filme da linha Rebuild serviu para reapresentar ao mundo os conceitos, temas e personagens da série original de anime e mangá. De forma bem segura (talvez até segura demais), o longa passeia pelos eventos dos seis primeiros episódios da série sem maiores alterações, fora meia dúzia de acréscimos ou releituras.

Já no segundo filme, lançado em 2009, as coisas ficam um pouco mais complicadas: ao invés de se limitar a filmar passo a passo o anime com a maior fidelidade possível, desta vez praticamente tudo foi ou reimaginado totalmente, ou recontado de uma forma que apenas lembra de leve a série original.

Temos anjos novos, mais mudanças em sua numeração, e até uma nova piloto misteriosa de Eva, a Mari Illustrious Makinami, a Quarta Criança! Só isso já seria o bastante para provar que a linha Rebuild estava mais do que disposta a sair da zona de conforto, mas as mudanças não pararam por aí.

Kaji, por exemplo, tem um papel bem reduzido em relação ao anime original, e praticamente toda a paixão platônica que Asuka sentia por ele é totalmente ignorada desta vez. A própria Asuka parece um pouco menos arisca, chegando ao ponto de cozinhar para o Shinji em casa! Isso, claro, só depois de brigar com a Rei na famosa cena do elevador, que também tem um desfecho diferente por aqui. Compare:

Longe de ser uma aberração, mudanças assim viraram regra: em quase todas as ocasiões em que voltamos a uma cena bem conhecida, há um detalhe diferente em tela, ou mesmo uma radical alteração do material original. Como o próprio Shinji sentiu na pele, é quase como acordar em uma nova cama e vislumbrar um teto não familiar!

Isso só aumenta a força das teorias de que o primeiro filme dos Rebuild era apenas uma grande pegadinha: você começa a ver a nova série achando que vai ser tudo igual ao que conhecia mas, bem quando se acostuma com a ideia, Anno e sua equipe chegam e puxam seu tapete violentamente!

Isso se provaria uma ideia ainda mais controversa no filme seguinte (linkaremos o seu review aqui posteriormente para sua conveniência) mas, ao menos até a parte 2.0, a maioria dos fãs ainda estava a bordo das atualizações e mudanças, dado que o rumo da história ainda parecia razoavelmente próximo ao material original. Só que, particularmente, quanto mais o segundo Rebuild se distanciava da fonte original, mais eu gostava. Afinal, a série clássica sempre vai estar lá disponível para a gente, do jeitinho que foi feita, para toda a eternidade! Se é para fazer filmes novos, eu quero mais é me deparar com novidades!

Adorei, por exemplo, a grande mudança na luta contra o Anjo Bardiel (antes 13º anjo, e agora o 9º): desta vez é Asuka quem fica presa dentro do Eva possuído! Eu amo o arco original, mas confesso que essa nova versão da luta me deixou mais nervoso e angustiado, até mesmo pela sacada brilhante da direção, que colocou uma música bem fofinha durante as partes mais brutais do combate, causando aquela inquietação esperta, do jeito que só um bom Eva sabe fazer!

Aliás, mais uma vez a trilha sonora merece todo o destaque e elogios! Shiro Sagisu novamente conseguiu misturar temas clássicos de nova roupagem com ótimas músicas inéditas, em um trabalho fenomenal. A animação também continuou evoluindo e oferece o melhor que estava disponível lá em 2009, misturando ótimo traço 2D com cenas em 3D por computador, que acabou envelhecendo surpreendentemente bem.

Diferente do primeiro Rebuild, que me deu um pouco de sono pelo seu foco excessivo em ação e na reciclagem de material antigo, o segundo Rebuild me deixou o tempo todo na ponta da cadeira, ansioso e empolgado por rever meus personagens queridos, e descobrir quais mudanças os aguardavam. Felizmente, ele é bem melhor sucedido em sua missão de recriar a comédia, ação, e até o “suspense e sedução” (como dizia o anúncio da saudosa Locomotion) da série original!

Claro que ainda há alguns problemas de ritmo e estrutura, e a própria Mari é quem melhor sintetiza isso, já que, depois da sua sólida apresentação, ela fica muito tempo sumida de tela. Sua reaparição não clica tão bem quanto deveria com o resto da trama, e acaba parecendo um pouco forçada — embora Mari até tenha um bom payoff de ação, ao assumir o Eva-02 para uma luta empolgante.

Entre os três filmes lançados até agora, Rebuild of Evangelion 2.0 é provavelmente o que vai agradar ao maior número de fãs das antigas, porque ele não tem tantas polêmicas, e a maioria de suas mudanças acertam em cheio o alvo, recriando um sentimento bastante familiar, mesmo com tanta coisa diferente ao seu redor.

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • MINHA ASUKA VOLTOU <3
  • Músicas incríveis
  • Ação voltou a ser
    inquietante
Contras
  • Puristas podem se irritar
  • Ritmo
    inconstante
  • Mari podia ser melhor explorada
Avaliação
Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance é um grande aprimoramento em relação ao primeiro Rebuild. Já ajuda bastante que ele não se limite a refilmar o passado, como fez seu antecessor. Misturar nostalgia com frequente inovação deixa os velhos fãs curiosos na maior parte do tempo, mas nem toda novidade funciona igualmente bem: Mari é legal, mas seu arco todo parece um pouco forçado. O bom uso da música, suspense e inquietação tornam esse filme um legítimo Eva!
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Críticas

Crawl | Escape das masmorras neste excelente multiplayer assimétrico

Enquanto você controla o herói, os seus amigos ficam no controle dos monstros ao seu redor.

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em

Existem quatro coisas sobre o Switch que não se pode negar: ele é um excelente lugar para jogos indies, ele foi feito para jogatinas rápidas, pixel art é linda na sua tela em modo portátil e ele é uma excelente plataforma para multiplayer local.

Muitos jogos atuais possuem essas características, mas elas são ainda mais evidentes em Crawl.

Originalmente lançado em 2014 na Steam, Crawl, como talvez você possa advinhar, trata-se de um dungeon crawler com elementos procedurais. A diferença aqui é que tanto os exploradores quanto os monstros da masmorra são controlados por jogadores (ou pelo computador, caso esteja jogando solo).

Empurrando a estética de uma maquina de fliperama desde sua tela inicial, Crawl opta por jogatinas rápidas e repetidas. A ideia aqui é que quatro jogadores competem para sair da tal masmorrana qual se encontram – mas somente um poderá sair de lá vivo.

Após o primeiro embate entre os jogadores – para definir o primeiro sobrevivente, cabe aos jogadores mortos assumirem o papel de fantasmas que podem incorporar objetos e armadilhas ou invocar monstros em círculos de magias arcanas para tentar derrotar o jogador humano. Quem acertar o golpe fatal recupera sua humanidade enquanto o recém-falecido assume a forma de fantasma.

Mas para escapar dessa masmorra não basta estar vivo. Você terá que coletar experiência o suficiente, chegar ao nível 10 e enfrentar um chefe gigante que também tem cada uma de suas três partes controladas pelos outros na partida.

Ainda assim, ficar no mundo dos vivos nem sempre é uma boa ideia, já que é na forma de fantasma, causando dano ao jogador vivo, que se adquire ouro para comprar melhores armas e habilidades – o que lhe oferecerá melhores chances de derrotar o chefão.

Alternar entre fantasma, humano e monstros é simples pelo fato do jogo manter o mesmo esquema de controle independentemente da entidade sendo controlada. “A” é seu ataque simples, “B” seu especial (que pode ser um ataque, invocação ou desvio de golpe) e o direcional lhe move.

A cada andar da masmorra o jogo balança os jogadores ao distribuir pontos que permitem tornar mais fortes os montros invocados através de uma árvore de upgrades. O balanceamento se dá através da distribuição dos pontos ser proporcional aos níveis adquiridos por seus rivais.

Desta forma, quem está em último recebe mais pontos para ter monstros mais fortes e, ultimamente, mais chances de derrotar o humano no próximo andar.

Um dos aspectos mais bacanas de Crawl é que existe uma certa progressão, apesar da abordagem arcade do jogo. Ao chegar em níveis mais profundos da masmorra, novos itens e monstros são desbloqueados para serem comprados e invocados, respectivamente. Com eles, novos desafios para um jogador são destravados.

Por todos os jogadores sempre estarem no mesmo cômodo da masmorra, Crawl também é uma excelete opção para se jogar em modo portátil com outros amigos, já que os pixels e cores primarias contra os cenários de tons terrosos são fáceis de se distinguir.

Com uma leve pegada Lovecraftiana em seu design e história (que até no multiplayer permite que “todos percam”), Crawl consegue intrigar e prender a atenção do jogador facilmente.

Também vale mencionar sua excelente direção artística em pixel art, que conta com uma paleta de cores limitada e com pixels relativamente grandes, mas que ganham vida através de animações detalhadíssimas.

Uma trilha sonora em chiptune empolgante e viciante eleva tudo a um outro nível, fazendo deste um excelente jogo para rápidas doses single-player ou horas de diversão e gritaria com amigos.

Crawl - Switch
9 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
  • Ótimo como single e multiplayer
Contras
  • Alguns Easter Eggs foram retirados
Avaliação
Além de um estilo artístico incrível e uma ótima trilha sonora, Crawl oferece um tipo de conteúdo que funciona muito bem no single player e no modo cooperativo.
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The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

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em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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