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Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution tem pancadaria ninja

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Enquanto seu protagonista evolui em velocidade cavalar, a série Ninja Storm pouco muda em seu novo título

 

E isso necessariamente não quer dizer que o game seja ruim, calma lá. Antes de tudo, vale ressaltar que NS: UNSR é o mais próximo que um game baseado em anime chegou da perfeição, com um nível altíssimo de imersão nos combates, na história e na qualidade de sua animação. O único problema é que a façanha não é exatamente nova e já havia sido atingida no quarto título da franquia, lançado em 2013.

Naruto, pra quem não conhece, é um ninja da Vila Oculta da Folha que tem um passado extremamente sofrido, mas devidamente superado com a ajuda dos amigos que faz na medida em que a história se desenvolve. O mangá teve lançamento ainda no fim da década de 90 e encabeça, desde então, todas as listas de títulos mais lidos do gênero.

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Enquanto sua trama se aproxima de um fim (ou pelo menos é o que se pensa), títulos e mais títulos da franquia vão sendo lançados, geralmente baseados nos combates que caracterizam a obra. Revolution é o quinto game da série Ultimate Ninja Storm e traz mudanças sutis nas lutas e nos modos de jogo.

 

Mais de 100 personagens disponíveis

Quando paro e penso que Street Fighter 2 tinha 8 personagens disponíveis, vejo o quanto as coisas mudaram nesse sentido. Em NS: UNSR são mais de 100 combatentes a sua disposição, desde Naruto e sua trupe da Vila Oculta da Folha, passando por combatentes de outros vilarejos e rivais, até os famigerados vilões. Essa variedade assombrosa de personagens reflete a longevidade do mangá, sem deixar ninguém na mão porque o seu favorito acabou ficando de fora.

No rol de Ninjas à sua disposição temos todos os personagens dos games anteriores (mesmo aqueles que já morreram ou as versões mais jovens dos ninjas da Folha) e alguns novos que surgiram depois do lançamento de Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 3: Full Burst, em outubro de 2013. Há ainda a presença de um personagem criado exclusivamente para Revolution, contando com a mão do autor da série, Masashi Kishimoto, em sua concepção: Mecha Naruto, uma versão mecanizada do ninja laranja.

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Com belíssimos gráficos em cel shading, tanto a modelagem dos lutadores quanto a ambientação dos cenários é feita com perfeição, dando a impressão de estar assistindo a um episódio do anime. Outro ponto importante para dar um tom de credibilidade a mais é a presença de todos os dubladores originais da série, coroando os esforços da Bandai Namco em aproximar os fãs de Naruto de seus jogos.

 

Amarra lacunas deixadas pelo mangá

Games baseados em animes normalmente têm foco em um arco específico da história, recontando a trama com um mínimo de alterações e intervenções por parte do jogador. A série Ultimate Ninja Storm seguia essa regra até o último título, mas decidiu fazer uma revolução (sacaram?) ao dar muito mais pano pra manga em seus modos de jogo.

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Ao trocar o cansativo modo história dos games passados por novos modos de jogo, confesso que me senti renovado e mais disposto a encarar tudo o que fugia aos combates propriamente ditos. Revolution traz um modo de combate livre, um modo especialmente para batalhas online e outras duas modalidades novas: Torneio do Mundo Ninja e Fugas Ninjas.

O Torneio é uma Festa da Pancadaria, criado para decidir de vez quem é o ninja mais poderoso da história, seja ele mocinho ou vilão, vivo ou morto. As batalhas são disputadas com 4 combatentes simultâneos e sem um medidor de vida específico para cada jogador. No lugar do HP, cada participante começa com 1000 orbs, que podem ser coletadas conforme atinge seus adversários durante a luta. É um modo dinâmico, onde atacar e se defender com eficiência contam muito, mesmo no meio de uma luta caótica.

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Você começa competindo em Rank D e deve progredir nas lutas até se tornar o campeão. Entre uma batalha e outra, você pode transitar livremente pela ilha onde o torneio acontece, interagindo com outros personagens e adquirindo itens de vital importância para se dar bem nas lutas. Alguns pontos da ilha começam bloqueados e são abertos conforme você aumenta seu ranqueamento. Mecha Naruto é desbloqueado durante uma pequena aventura em meio ao torneio. Outros lutadores também estarão disponíveis pela ilha, então é importante dar uns rolés por aí.

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O outro modo, Fugas Ninjas, é o mais interessante de todos. Responsável por contar histórias que não tiveram o devido espaço no mangá, ajuda a amarrar pontas soltas na trama e enriquecer ainda mais o vasto universo de Naruto. Conhecer a origem da Akatsuki ou os laços de sangue da amizade entre Itachi Uchiha e Shisui Uchiha são adicionais que dão mais brilho ao game, principalmente pela forma como são contados.

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As histórias se desenvolvem com cenas de anime, em grau de qualidade similar ao desenho. Entre um diálogo e outro, você assume a direção nos combates, para depois assistir o desenrolar da trama. Conhecer um pouco mais sobre o passado de Hidan, Kakuzu, Deidara e Sasori, por exemplo, já deixariam qualquer fã da série louco para jogar.

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Os combates não mudaram muito

Os demais modos de jogo já são velhos conhecidos dos fãs, com combates livres entre até dois jogadores ou contra a máquina, podendo acontecer no 1 vs 1 ou em trio, com dois strikers na cobertura.

Adicione à bem sucedida fórmula a presença de especiais combinados entre os trios, além da possibilidade de quebrar a guarda do seu adversário e voilá. Em alguns momentos você se sente em um hack n’ slash, o que pode não ser muito tentador para os fãs de games de luta que não têm tanta simpatia por Naruto. Logo, Revolution é voltado diretamente para a legião de adoradores do anime.

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O sistema de combate tem elementos estratégicos, principalmente na hora de fugir dos combos gigantescos usando o jutsu de substituição (kawarimi no jutsu). Usá-lo nos momentos errados pode esgotar sua barra, deixando seu lutador à sorte de um especial colossal ou algo pior. Saber usar seus itens na hora exata e controlar o seu espaço de combate são elementos primordiais para o sucesso.

Além dos combos poderosos, você tem as opções de escolher entre três modos de combate antes de sair no braço, sempre buscando novas estratégias. Estes modos estão separados entre os Jutsus de Finalização (os especiais poderosos que podem mudar o rumo de um combate em um instante), o Despertar (o equivalente a transformações, onde você deixa de acumular chakra para ganhar um up em suas habilidades e golpear mais forte por tempo limitado) ou o Drive, onde você tem uma atuação mais presente de seus personagens assistentes.

O destaque fica para os belíssimos especiais combinados, com direito a dupla de Susanoo e ataques coordenados dos Ninjas da Areia. São animações acima da média e que impressionam à primeira vista (mas que se tornam um pouco repetitivas com o passar das lutas).

 

Rasengan!

É inegável o esforço da Bandai Namco em agradar o público brasileiro, já que o game foi lançado com legendas em português. Logo de cara, como bom fã de Naruto, você vai ao modo Opções e troca o áudio do inglês para o original, dando um upgrade na profundidade do jogo. Contudo, ainda deixaram passar alguns errinhos aqui e ali na tradução, mesmo que em menor quantidade se comparados aos do último título.

Mesmo apresentando modos de batalha interessantes, Ultimate Ninja Storm Revolution não trouxe toda a revolução que o nome carrega, soando como uma atualização anual de uma franquia bem sucedida para quem já é fã, sem atrair novos jogadores.

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O game, tido como o último da série Storm, impressiona a primeira jogada, mas não é imprescindível se você já investiu em algum título anterior da franquia. De toda forma, é divertido quando se reúne uma galera para trocar uns sopapos ninjas cheios de pirotecnia (online ou offline), especialmente para os aficionados pela obra de Kishimoto-san.

Dattebayo!

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Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution – Nota: 4/5

Desenvolvedora: Bandai Namco
Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC (Steam) (PS3 foi utilizado na análise)

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Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

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Críticas

ICEY oferece muito mais que um simples Hack and Slash no Switch

O jogo, que mistura ação com diversas surpresas e quebra da quarta parede, chegou ao console da Nintendo recentemente.

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em

icey

Embora os jogos de Hack and Slash tenham feito um grande sucesso entre os anos 1980 e 1990, é mais difícil de encontrar um título desse gênero atualmente. Parte disso se deve ao grande número de games similares que foram lançados no passado, o que realmente causou certa exaustão.


Veja também:


Ainda assim, jogos como ICEY estão aí para provar que é possível reaproveitar essa fórmula de maneira mais original, divertida e algumas viradas interessantes no meio do caminho.

Lançado originalmente em 2016, o jogo já estava disponível no PC, PlayStation 4, Android e iOS, mas acabou de chegar ao Nintendo Switch. Apesar de não ter recursos inéditos no console da Big N, acaba sendo muito mais confortável jogar um título deste tipo em um aparelho híbrido pela conveniência.

ICEY começa de maneira bem normal, com tutoriais te ensinando como se movimentar, matar inimigos e a adquirir novas habilidades ou melhorar as que já possui. É quando você inicia o game de verdade que percebe que as coisas não exatamente o que esperaria de um Hack and Slash.

Um narrador começa a descrever todas as suas ações, tenha você as realizado ou não. É aí que você percebe que pode desobedecê-lo, primeiro ao não ativar uma ponte que ele diz que você precisa utilizar, algo que o deixa meio desconcertado.

Se continuar esse comportamento, ele reinicia o game, faz algumas mudanças e garante que você siga o caminho que ele planejou. É claro que há várias outras maneiras para fazer exatamente o contrário que o narrador quer e ele não demora para deixar claro que é o próprio desenvolvedor do jogo e o quanto é frustrante que você não siga o game da maneira que ele o criou.

Isso leva a inúmeras possibilidades e finais diferentes que você pode encontrar, afinal, é possível obedecer ou desobedecer as instruções a qualquer momento, sem a necessidade de seguir um único tipo de decisão por toda uma jogada.

É claro que não vamos mencionar detalhes que estraguem sua experiência, mas vale mencionar que isso tudo aumenta bastante a vontade de retornar ao jogo, mesmo depois de terminá-lo algumas vezes.

Felizmente, o jogo não depende dessa interação e quebra da quarta parede para valer a pena. Só pelo aspecto de Hack and Slash, ele ainda é muito divertido e apresenta desafios e ondas de inimigos que podem ser difíceis de matar.

icey análise

Sua melhor chance de ganhar as batalhas é dominar os golpes especiais que mencionamos antes. Você pode adquiri-los e melhorá-los com o dinheiro que recebe ao destruir inimigos, algo que não falta em ICEY.

Esses golpes geralmente consistem de combos que são fáceis de lembrar, especialmente se você focar em dois ou três deles. A habilidade de se esquivar acaba sendo ainda mais importante, já que não só dá a oportunidade de escapar dos inimigos, como também te ajuda a acertá-los em momentos de fraqueza.

Com isso tudo em mente, é bom mencionar que o jogo em si pode ser bem curto e dá para zerá-lo em pouco tempo. Isso poderia ser um ponto negativo se toda a interação com o narrador não aumentasse as possibilidades que o game traz com seus múltiplos finais.

Um ponto positivo é que mesmo depois de ouvir o narrador por horas, esse aspecto nunca fica chato ou cansativo. Graças a maneira que o game funciona e o próprio roteiro divertido seguido pelo narrador, é sempre agradável saber o que ele tem a dizer.

Considerando a boa quantidade de indies que é possível encontrar na eShop do Switch atualmente, dá para dizer que ICEY se destaca muito bem, até por não ser o que parece à primeira vista. Caso esteja procurando por um jogo com mais ação e algumas viradas bem criativas, esta é uma excelente escolha.

ICEY - Switch
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Excelente Hack and Slash
  • Narração divertida
    e que não cansa
  • Viradas criativas
    e surpreendentes
Contras
  • Pode ser meio curto para
    quem não tiver a paciência
    de tentar outros caminhos
    e finais alternativos
Avaliação
O game não só traz um antigo gênero à tona com bastante vitalidade ao Switch, como também é perfeito para quem gosta de jogos que quebram a quarta parede.
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Juicy Realm é um jogo indie que vai desafiar suas habilidades

Divertido indie chinês para Switch, PS4 e Steam tem cenários gerados aleatoriamente

Publicado

em

Desenvolvido pela X.D. Network Inc., Juicy Realm é um jogo indie dos gêneros shooter e roguelike (aquele em que você deve passar e avançar pelos diversos mapas gerados aleatoriamente derrotando os monstros no caminho até chegar no último chefe) lançado recentemente para Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC.


Veja também:


O game traz um ar de desafio, característica marcante de jogos do gênero, e apresenta quatro personagens, cada um com habilidades distintas, que devem prosseguir pelos cenários dizimando… frutas! Isso, mesmo, em Juicy Realm você abate melancias, peras, maçãs e diversas outras frutas (devidamente armadas e bastante perigosas).

Bora fazer um suco?

Ao iniciar a aventura, você terá que jogar solo ou em dupla, podendo escolher entre as classes Ninja, Botanista, Boxeadora e Mercenária. Decidida a sua classe, a aventura começa e já te joga em fases repletas de inimigos, cada um requerendo uma estratégia diferente para serem derrotados. Por exemplo, a pera e melancia são inimigos armados com pistola e escopeta, respectivamente. Porém, existe um delay de ataque entre cada tiro disparado por estes inimigos, dando abertura para um ataque seguro e preciso do jogador.

Para chegar ao chefão de cada área, é necessário avançar por várias a várias telas — cada uma gerada aleatoriamente e repleta de inimigos. A cada trecho conquistado, o jogo te recompensa com um bônus, que podendo ser um upgrade de stamina, mais vida ou até mesmo armas especiais. Na minha jogatina, por exemplo, consegui até uma arma chamada Steam que atirava dinheiro!

É possível perceber quando chega o momento do embate contra o chefe, já que antes de cada boss existe um mini bônus aleatório, podendo te dar a chance de recuperar HP, munição ou, se der muito azar, simplesmente nada. Assim como os adversários comuns, cada chefe também requer uma estratégia diferente para ser derrotado. Ou seja, não basta chegar atirando e gastar toda sua munição sem analisar e desenvolver uma tática para derrotá-lo, pois isso pode te prejudicar e o game over vai ficando cada vez mais próximo de se tornar realidade.

Derrotado o chefão, você passa para uma transição de cenário, que apresenta novos inimigos e novos desafios que farão seu percurso cada vez mais perigoso e, sendo necessário redobrar a atenção para não cair em enrascadas.

Suco de laranja + limão

Em Juicy Realm é possível jogar em duplas, e esta é sem dúvidas a melhor forma para avançar no jogo. Com o auxílio de mais um jogador, consegui avançar muito além do que eu fui capaz na minha jogatina solo. Com dois personagens a aventura se torna mais desafiadora, com mais disparos e inimigos aparecendo cruzando seu caminho. Por outro lado, a presença de um segundo jogador permite a criação de estratégias diferenciadas, utilizando habilidades específicas de cada personagem selecionado. Por exemplo, enquanto um player utiliza a Boxeadora, que possui uma skill especial de cura, o outro pode utilizar o Ninja, que possui atributos mais apropriados para abater os inimigos à curta distância.

Como nada é perfeito, tenho dois poréns para adicionar quanto ao modo multiplayer. Meu primeiro empecilho foi não entender o porquê de o jogo não possuir a opção de jogar até 4 jogadores, o que tornaria o modo multiplayer muito mais atrativo. O outro ponto é que, apesar de já começar com quatro personagens de características diferentes, não é possível liberar outros personagens jogáveis. Até surgem outras figuras para auxiliá-lo em sua jornada, vendendo armas ou runas que ajudam a facilitar o decorrer do jogo, mas não é possível controlá-los.

Batendo o liquidificador

Juicy Realm é um jogo com visuais e cenários muito bonitos e bem trabalhados, com alto nível de detalhes, transformando a experiência de jogo mais agradável e intuitiva, já que é possível interagir com objetos nas fases e também identificar onde ir e onde o caminho é bloqueado.

Os controles são bem simples e intuitivos. Quando jogando no PC, as teclas movimentam os personagens e utiliza o especial, enquanto o mouse faz o trabalho da mira, tiro e dash. Já no joystick, o direcional da esquerda faz o movimento, enquanto a mira fica para o direcional da direita. Um grande problema que enfrentei foi ao utilizar o controle. A mira é precisa com o mouse, mas com o controle fica muito difícil de conseguir a mesma precisão, fazendo com que gaste muita munição só para acertar um tiro em um único inimigo, por exemplo.

Hora da degustação

Juicy Realm é um bom game que podia ser muito melhor. Talvez se houvesse a possibilidade de jogar online ou com até quatro pessoas por partida, a diversão poderia ser maior, com mais confusão e mais desafios ao longo da jornada.

O jogo é muito divertido e desafiador, e requer que o player se dedique para descobrir como derrotar cada adversário da melhor maneira possível e avançar de forma estratégica pelas fases. Como há um número grande de armas de fogo e armas brancas, isso ajuda também na questão replay, já há um diferencial gigante entre elas e você pode seguir seu caminho usando uma chave de fenda ou até mesmo aquele frango de borracha para dar cabo dos inimigos. Divertidíssimo!

Juicy Realm
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Grande variedade de armas
  • Gameplay desafiador
  • Chefes requerem boa estratégias
Contras
  • Não tem online
  • Multiplayer limitado
  • Skills não têm descrição
Avaliação
Divertido, Juicy Realm peca por não aproveitar a oportunidade de proporcionar uma experiência multiplayer mais interessante, limitando as partidas para apenas dois jogadores e de maneira local.
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Críticas

Elder Scrolls Online: Summerset é uma aventura incrível para novatos e veteranos do jogo

O novo capítulo de Elder Scrolls Online chegou ao PC, PS4 e Xbox One com tudo o que os novos e antigos fãs do MMO poderiam querer.

Publicado

em

Elder Scrolls Online recebeu muitas atualizações gratuitas e DLCs pagos no passado, mas o novo capítulo Summerset é facilmente uma das expansões mais esperadas dos fãs deste MMORPG.


Veja também:


Summerset nos leva para uma das regiões mais conhecidas de Tamriel, traz dezenas de quests, novos recursos, uma nova linha de habilidades, mais uma opção de crafting e uma ótima nova dungeon para grupos de 12 jogadores.

É bom já mencionar que as expansões de ESO funcionam de forma bem diferente de outros MMO que vemos por aí.

Em vez de exigir que você tenha um personagem no nível máximo ou que tenha completado várias outras quests antes de iniciar suas novas aventuras, Summerset permite que você viaje para a famosa ilha dos High Elves imediatamente, seja com um personagem novo ou já existente.

Talvez até por não ter a gigantesca expectativa da expansão de Morrowind (que permanece como uma das regiões mais amadas no coração dos fãs), é mais fácil de apreciar todos os pequenos detalhes e novidades das ilhas Summerset.

Além disso, dá para perceber que apesar de parecer menor que seu antecessor à primeira vista, esta expansão facilmente tem um conteúdo mais robusto e que vai te manter engajado por mais tempo.

“Você já ouviu falar dos High Elves?”

Em questão de trama, até então, o local estava fechado para outras regiões, mas a rainha Ayreen decide abri-lo para os estrangeiros e nosso fiel amigo Razum-dar (um velho conhecido Khajit do game) volta para nos ajudar e explicar nossas primeiras missões na região.

Como tantos outros problemas causados nesta era, logo descobrimos que o desaparecimento de certos turistas está diretamente relacionado aos Daedrics e seus seguidores. Rapidamente, isso nos leva a uma quest principal que se encaixa muito bem com a trama de outras regiões, algo que pode ser bem aproveitado por novatos ou veteranos do jogo.

As quests em si devem ser bem mais interessantes para quem passou apenas algumas dezenas de horas no mundo de ESO, enquanto os veteranos terão certa familiaridade com algumas delas.

A verdade é que adorei algumas das quests que não envolviam ter que ir em uma dungeon, matar certos monstros ou descobrir um plano envolvendo Daedrics. Embora essas ainda sejam divertidas e tradicionais da série, foram algumas das missões casuais e que não tinham nada a ver com esses temas que me chamaram mais atenção.

Parte disso se deve ao fato de eu já feito todas as missões principais e secundárias das outras regiões, então a experiência de cada um pode variar. Felizmente, há conteúdo diversificado suficiente para todos os gostos, basta explorar os diferentes cantos de Summerset para encontrar algo surpreendente.

Joias, joias e mais joias

Para começar, o tal aguardado e requisitado sistema de criação e aprimoramento de joias finalmente está aqui. Ele se tornou em uma nova linha de habilidades para quem quiser se especializar no assunto e agora há muitos novos traços que podem ser atribuídos a anéis e pingentes.

Com isso, também há novos materiais que você pode encontrar e coletar em todas as regiões de Tamriel para a construção desses acessórios. O interessante é que qualquer jogador pode pegar esses materiais, mas só aqueles que possuem a expansão podem usar as meses de criação de joias.

De certa forma isso pode ser positivo, já que não exclui os jogadores totalmente desta novidade, permitindo que eles vendam os materiais que coletaram a outras pessoas e que usem as joias especiais criadas por seus colegas aventureiros.

Isso abre um novo leque de possibilidades de combinações de armaduras, acessórios e armas que seu personagem pode usar. Antigamente, você só contava com jóias que achava no mundo, em dungeons ou no PVP (modo que coloca jogador contra jogador).

O problema era que só conjuntos específicos de equipamentos que eram encontrados como loot tinham essas joias e você nem sempre as encontrava na qualidade ou com o traço necessário para o seu personagem.

Agora você não só pode aprimorar as joias encontradas no mundo, como também pode fazê-las da maneira que quiser para os conjuntos especificamente disponíveis para criação manual. Acredite ou não, esta é uma tremenda melhora na qualidade de vida daqueles que passavam dezenas de horas procurando o equipamento perfeito em dungeons.

Voltando no tempo

Falando em novas habilidades, é claro que temos que mencionar a adição da nova linha de habilidade ligada a guilda conhecida como “Psijic Order”. Você a desbloqueia ao iniciar uma quest desta guilda, sendo possível conseguir experiência e destravar as habilidades exclusivas e bem diferentes do que vimos até agora no game.

São cinco habilidades ativas, cinco habilidades passivas e uma habilidade suprema. Como em outras linhas, cada uma dessas habilidades pode ser elevada e tomar uma forma diferente dependendo do que você quer para o seu personagem.

O interessante é que todas essas habilidades são relacionadas a um tipo de viagem no tempo, sendo possível restaurar seus pontos de vida, mágica e vigor ao estado que se encontravam há alguns segundos ou fazer seu próprio personagem voltar a uma posição específica que estava há pouco tempo. Isso pode ser usado no PVE ou PVP, o que pode gerar resultados bem interessantes futuramente.

Lindo e cheio de conteúdo

A ilha de Summerset é outra parte que deve ser levada em consideração separamente. Ela é, sem dúvidas, a região mais bonita e bem detalhada que já explorei em Elder Scrolls Online e que me agradou até mais do que Morrowind.

Além de cidades movimentadas, você encontrará muitas dungeons, NPCs espalhados por todo lugar, monstros para destruir em grupo, eventos públicos e novos tipos de fauna e flora.

É claro que além das dungeons públicas normais que a expansão oferece, temos o Trial conhecido como “Cloudrest”. Para quem não é muito familiarizado com o termo, um Trial é basicamente uma dungeon enorme para grupos de até 12 pessoas e que pode ser bem desafiante tanto no modo normal como no modo veterano.

Este Trial é muito bem-vindo, já que eles não são adicionados com a mesma frequência das dungeons de até 4 pessoas (o que é obviamente compreensível), mas fazem parte de um dos conteúdos favoritos dos jogadores de ESO.

Como vários outros Trials, Cloudrest conta com três chefes secundários e um chefe principal, além de ter conjutos de equipamentos exclusivos, uma skin nova, títulos inéditos e vários itens para a casa do seu personagem.

Não é perigoso ir sozinho

Sabemos que todo esse papo de dungeons em grupo, eventos públicos e monstros que só podem ser destruídos com a ajuda de outras pessoas pode criar um receio naqueles que gostam de jogar sozinho.

Sim, nós também sabemos que MMO são feitos para serem jogados em grupo, mas Elder Scrolls Online é muito conhecido por ter uma vasta quantidade de conteúdo que pode ser aproveitado sem a companhia ou ajuda de ninguém.

Felizmente, você não precisa se preocupar com isso em Summerset, já que também há muito o fazer se quiser se aventurar sozinho pela ilha. A trama principal, as quests secundárias e toda a linha da Psijic Order deve te garantir dezenas de horas de conteúdo sem muito esforço.

Summerset é apenas a segunda grande expansão de Elder Scrolls Online, mas o aprimoramento em relação aos DLCs anteriores é bem vísivel. Com todas as novidades que apresenta, esta é uma surpresa extremamente agradável para aqueles que imaginavam Morrowind como o pico do jogo.

Seja um fã antigo do MMO procurando por novas aventuras ou um iniciante em dúvida de que DLC deve experimentar primeiro, esta definitivamente é uma excelente opção que não pode ser ignorada.

Elder Scrolls Online: Summerset - Crítica
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Trial inédito e divertido
  • Região mais bonita e
    detalhada até agora
  • Criação manual de joias
  • Novas habilidades
Contras
  • Algumas quests podem
    parecer similares aos
    jogadores mais antigos
Avaliação
Summerset não só traz mais uma região a Elder Scrolls Online, como também conta com novas habilidades, um Trial inédito e um sistema de criação de joias bastante aguardado.
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