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Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é uma obra de arte em forma de videogame

Novo jogo da série acompanha aventura de rei destronado que busca criar um reino de paz e felicidade para o povo

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Há tempos venho procurando por um RPG que me prenda do começo ao fim, daqueles com história envolvente, personagens carismáticos, sistema de jogo complexo e jogabilidade caprichada. Minhas últimas tentativas foram com Digimon Story: Cyber Sleuth e Sword Art Online: Hollow Realization, jogos que têm lá o seu charme — mas nada que fosse muito impactante. Foi quando apareceu Ni no Kuni II: Revenant Kingdom, jogo desenvolvido pelos estúdios Level-5 e Bandai Namco, mostrando que ainda é possível ter um RPG de classe para o PlayStation 4.


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Ni no Kuni é uma série de jogos do gênero RPG que ganhou bastante destaque em 2010, quando Ni no Kuni: Wrath of the White Witch chegou exclusivamente para o PlayStation 3 repercutindo positivamente graças a elementos de altíssima qualidade como gráficos, narrativa, jogabilidade e, principalmente, pela veia artística, já que o famoso Studio Ghibli, criador de clássicos da animação japonesa como A Viagem de Chihiro, estava envolvido no projeto. Agora, mesmo sem a colaboração do estúdio de animação, a sequência de Ni no Kuni lançada para PS4 e PCs traz consigo o mesmo charme do jogo anterior.

A história de Ni no Kuni vai se tornando cada vez mais complexa no decorrer do jogo. Centenas de anos após os eventos vistos no game anterior, no dia em que seria coroado Rei de Ding Dong Dell, o príncipe Evan é traído e deposto do trono, precisando fugir e abandonar seu reino para sobreviver. Roland, um humano que veio do mundo real, auxilia sua fuga e garante que o pequeno rei consiga escapar são e salvo. A partir daí, a missão de Evan é recriar seu reino e unificar todos os outros sob uma mesma bandeira, visando garantir a felicidade e a paz de todos.

Evan quer construir um reino de paz e felicidade em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

Fugindo da mesmice

Diferente dos RPGs convencionais, Ni no Kuni II: Revenant Kingdom traz a evolução do RPG tático para as telinhas. Inicialmente, durante as batalhas, você controla Evan e Roland, que unem forças como companheiros de luta, e no decorrer do jogo é possível liberar novos aliados. Cada personagem pode equipar três armas diferentes de dano corpo-a-corpo, que podem ser alteradas durante a batalha. Quanto mais dano você causar no inimigo, mais poder sua arma acumula, o que possibilita utilizar habilidades especiais potencializadas com aquela arma. Além disso, é possível equipar ainda uma arma de dano a distância e quatro habilidades ou golpes especiais.

Durante as batalhas, apenas três personagens do seu time participam das lutas. Você controla apenas um personagem por vez, podendo tomar controle de outro personagem quando os pontos de vida do anterior chegarem a zero. Com a ajuda dos Higgledy, pequenos seres que auxiliam ativamente durante suas batalhas, é possível montar estratégias e ter alguma vantagem durante as lutas. Os Higgledy podem ajudar tanto com ataque quanto com suporte, podendo curar sua equipe numa hora de maior necessidade ou oferecer um pouco mais de poder de fogo.

Essas criaturinhas são encontradas pela primeira vez durante a história principal, e depois é possível encontrar vários outros espalhados pelo mundo. Para que eles aceitem entrar o seu grupo, é preciso oferecer um item como presente. Se eles aceitarem te acompanhar, pode ter certeza de que serão valiosos aliados — então vale a pena o esforço!

Ni no Kuni II conta ainda com o modo de guerra, no qual você controla Evan e deve comandar seu exército para derrotar os inimigos. Cada exército adversário tem seu general e sua própria especialidade. O esquema tático desse modo lembra bastante os jogos da série Fire Emblem, onde cada tipo de arma tem vantagem sobre outra, então é super importante saber quando avançar, quando utilizar habilidades especiais e, principalmente, quando recuar.

Como disse anteriormente, a missão de Evan é construir seu próprio reino — e essa missão, é claro, depende de você. É preciso recomeçar do zero, construindo seu castelo e as demais estruturas para que ferreiros e armeiros possam montar suas lojas, além de possibilitar a criação de hortas e várias outras estruturas. Assim, seu reino vai se fortalecendo em um esquema que lembra bastante o visto na construção da cidade em Bravely Default, JRPG exclusivo do Nintendo 3DS.

A evolução em Ni no Kuni II se dá de forma automática, com status como força, agilidade e vitalidade aumentando automaticamente, se ajustando às características de cada personagem. Com o menu Tactical Tweaker é possível personalizar as várias vantagens que você pode ter numa batalha, podendo por exemplo aumentar o status básico dos personagens do seu time. É possível, ainda, configurar para ter vantagem contra um tipo específico de inimigo, em contrapartida tendo desvantagem contra algum outro. São várias as opções, o que permite repensar e mudar sua estratégia a cada nova batalha.

Mesmo com tantas opções e novidades, a jogabilidade de Ni no Kuni II é bem intuitiva e de fácil memorização, permitindo a qualquer gamer dominar facilmente os seus comandos.

A jogabilidade de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é simples e intuitiva

Beleza imperfeita

Embora lindo e um tanto complexo, Ni no Kuni II não é perfeito. O jogo é fácil demais, contando com batalhas que não oferecem muita dificuldade, além de indicar visualmente quais adversários são muito mais fracos ou muito mais fortes que você. Assim, fica fácil escolher quais batalhas evitar e quais arriscar.

A progressão dos personagens também é outro ponto negativo. Não apenas por ser automática — o que por si só já limita um pouco a imersão —, mas por não haver necessidade de encarar mais batalhas e desbravar cenários em busca de mais pontos de experiência.

Outra consideração importante é em relação aos botões de esquiva. Para se esquivar, é necessário segurar o botão de bloqueio (L1) e, em seguida, o direcional na direção para onde deseja rolar. Porém, muitas vezes, me vejo bloqueando e girando a câmera, fazendo meu personagem levar dano (ainda que reduzido por conta do bloqueio) de ataques que poderiam ter sido facilmente evitados com um rolamento de esquiva.

Mais que um jogo, uma obra de arte

Hoje em dia é muito mais comum ter jogos com gráficos em cel shading, daqueles que simulam o visual de desenhos animados, coisa que não era muito aceita na época do lançamento de The Legend of Zelda: The Wind Waker. O que é curioso, dado que boa parte da beleza de Ni No Kuni II: The Revenant Kingdom de dá por conta deste estilo de comunicação visual, apresentando ótimos gráficos e características únicas que tornam o jogo uma mescla perfeita entre game e animação japonesa.

Outro ponto importantíssimo que auxilia na criação de uma experiência de jogo extremamente agradável e emocionante é sua trilha sonora, toda orquestrada, que ajuda a criar uma ambientação singular para a aventura de Evan e seus companheiros. Cada arranjo é importante, permitindo identificar momentos de maior tensão, de descontração e de descanso em poucas notas.

Depois de anos de busca, Ni no Kuni 2: The Revenant Kingdom foi o RPG que atendeu e superou minhas expectativas. Como não tive a oportunidade de jogar o título anterior, ficou aquela vontade de descolar uma cópia de Ni no Kuni: Wrath of the White Witch para curtir no PlayStaion 3. Afinal, Ni no Kuni é daquelas séries que merecem um espaço na sua coleção, e a prova disso é o alto padrão de qualidade de The Revenant Kingdom.

Review 0
9.5 Nota
1 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Jogabilidade simples
  • Inúmeros modos de jogo
  • Belos gráficos
  • Trama bem desenvolvida
Contras
  • Fácil demais
  • Comando de esquiva problemático
Avaliação
Ni No Kuni 2: The Revenent Kingdom é um RPG obrigatório para os jogadores de PlayStation 4 e Microsoft Windows. Envolvente, cheio de novidades e, ainda assim, mantendo as características principais do gênero, o novo Ni no Kuni é ideal para quem procura uma experiência divertida e emocionante.
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Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Críticas

Moonlighter divide seu tempo entre o comércio e a exploração de dungeons

Para que ficar só explorando dungeons quando você também pode vender todo o loot que encontrar?

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em

O aumento da quantidade e popularidade de jogos independentes nos últimos anos acabou sendo responsável por uma boa diversidade nos tipos de games que foram lançado recentemente. Como dá para imaginar, isso permitiu que jogos que misturam mecânicas de comércio com exploração de dungeons geradas aleatoriamente encontrassem um grande público interessado, como é o caso de Moonlighter.


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O jogo chegou este ano no PC, PlayStation 4 e Xbox One, mas foi só no início de novembro que ganhou sua esperada versão no Nintendo Switch.

Nossa aventura já começa com um tutorial bem básico e estritamente visual dos nossos movimentos e habilidades em uma dungeon cheia de inimigos e loot a ser adquirido. Para dar mais ênfase na trama que vem a seguir, nosso herói de cabelos brancos acaba sendo derrotado por dezenas de inimigos que não param de aparecer.

Em seguida somos resgatados e aprendemos as mecânicas da nossa pequena loja chamada “Moonlighter” (um termo usado para aqueles que possuem um trabalho normal durante o dia e precisam trabalhar à noite para ter uma renda extra). O esquema é bem simples: todo aquele loot que você conseguiu na dungeon explorada pode ser colocado à venda na loja.

Quando o seu comércio estiver aberto, diversos clientes virão, avaliarão os preços dos itens e comprarão aquilo que considerarem um bom negócio. É aí que entra um fator interessante: descobrir quanto vale cada objeto colocado à venda. É você que determina o preço, mas é a reação dos clientes que vai te mostrar se o item está muito caro, muito barato ou com um valor justo.

Tudo é anotado no seu diário dentro do game, então não é preciso ficar lembrando de todos valores por si próprio. Outro aspecto interessante é que se houver muita demanda para um item, seu preço pode ser aumentado de acordo, mas o desinteresse de um objeto bastante oferecido também pode diminuir seu valor.

Com tudo isso entendido, podemos voltar para as dungeons no início da noite. Falando nisso, há 5 dungeons no total, sendo que é necessário passar pelas 4 primeiras (derrotando o chefe de cada) para desbloquear a última. Com isso, você não só faz progresso na trama geral do game, como também enfrenta um número maior de inimigo e encontra uma diversidade de itens diferentes.

Felizmente, esses itens não servem apenas para serem vendidos na sua loja. Eles são necessários para conseguir armas, armaduras, poções e vários outros componentes que podem te auxiliar em suas aventuras norturnas. Isso pode ser adquirido em outros comércios que você desbloqueia na hora que achar melhor.

É claro que para também é necessário ter dinheiro suficiente para pagar tudo isso, o que nos leva de volta à loja. Como dá para perceber, é um belo de um ciclo vicioso que dá o tom pelo resto do game. Por isso, haverá alguns momentos que Moonlighter parecerá meio repetitivo e que será necessário fazer um pouco de grind para conseguir todos os materiais requisitados para uma arma ou item desejado, por exemplo.

Isso não torna o game menos divertido, até porque essa repetição e grind já são esperados de um título deste tipo. Ainda assim, é algo bom de se ter em mente se pretende investir seu tempo e dinheiro no jogo.

O bom é que é possível fazer várias melhorias na sua própria casa e loja, o que já ajuda bastante a facilitar certos aspectos da sua aventura. Isso inclui uma cama que te dá mais energia pela manhã, um baú que guarda mais itens, bônus que fazem os clientes darem uma gorjeta maior, etc.

Outro aspecto que merece ser mencionado é o visual do jogo, que segue o padrão retrô de tantos games indies. A diferença é que ele é muito mais detalhado do que temos visto em outros títulos recentemente e consegue entregar um charme extra quando combinado com a ótima trilha e os efeitos sonoros que o acompanham.

No geral, Moonlighter entrega uma experiência bem mais completa do que pode se imaginar no começo da aventura, especialmente se você investir seu tempo na parte do comércio em vez de focar apenas nas dungeons. É um jogo simples, divertido e que definitivamente vai te prender por dezenas de horas no Switch.

Moonlighter - Switch
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Estilo artístico lindo
  • Bem viciante
Contras
  • Tem um pouco de grind
  • Pode ser meio
    repetitivo
Avaliação
Moonlighter entrega uma experiência bem mais completa do que pode se imaginar no começo da aventura, especialmente se você investir seu tempo na parte do comércio em vez de focar apenas nas dungeons.
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Críticas

Castlevania Requiem traz o melhor da série para o PS4

Dois jogos clássicos em um pacote extremamente nostálgico

Publicado

em

Bem a tempo da chegada da segunda temporada do anime de Castlevania na Netflix, a Konami lançou a coletânea Castlevania Requiem: Symphony of the Night & Rondo of Blood, exclusivamente por download na PlayStation Store do PS4. Confira logo abaixo o nosso review completo sobre o game e descubra se vale a pena jogar!


Veja também:


Inspirada na coletânea Castlevania: The Dracula X Chronicles do PSP, a nova versão traz, obviamente, os jogos Castlevania Symphony of the Night, lançado originalmente para SEGA Saturn e PlayStation em 1997, e Castlevania Rondo of Blood, lançado em 1993 para PC Engine CD. Por ser baseada no jogo de PSP, a coletânea traz vozes e textos diferentes do game clássico, o que é um pouco triste pois, apesar das vozes melhoradas, perdemos memes e falas marcantes como “What is a man? A miserable little pile of secrets”. E nunca é legal perder um meme assim de bobeira…

Veja no vídeo abaixo dicas para te ajudar a platinar Castlevania Requiem no PS4, começando pelo troféu de prata Vampire Killer, postado no nosso canal parceiro Aquele Cara

Clássicos atemporais

O bom desse pacote é que ele traz o melhor de dois tipos bem diferentes de Castlevania: de um lado temos Rondo of Blood, um dos mais caprichados e desafiadores títulos de plataforma 2D, praticamente a perfeição do estilo consagrado pelos primeiros Castlevania de NES.

De outro, Symphony of the Night começa a era dos Metroidvanias (nomenclatura da qual eu discordo, como explicado detalhadamente no vídeo abaixo. Prefiro chamar de gênero “Super Metroid”), com seu mapa único e bem integrado por atalhos, segredos e power ups espalhados pelo cenário, com direito a levíssimas mecânicas de RPG, como equipamentos e sistema de níveis para evoluir atributos.

Entenda neste vídeo a razão pela qual eu me recuso a usar a nomenclatura Metroidvania, preferindo chamar de “gênero Super Metroid”

São dois jogos clássicos muito queridos pelos fãs e, se você aceitar que é só isso que está buscando para sua vida, então Castlevania Requiem certamente saciará suas vontades. No entanto, quem busca algo a mais pode se frustrar, já que não há extras ou novidades significativas no pacote.

Só faltaram extras

Compare com as coletâneas de Mega Man ou Street Fighter lançadas nesta geração, por exemplo. Além de contarem com muito mais jogos, a Capcom encheu os cartuchos e discos com extras, curiosidades e um verdadeiro museu digital cheio de artes oficiais, conceituais e trilha sonora oficial, o que valoriza bastante a compra.

O tutorial acima ensina como pegar o troféu de bronze The Young Huntress em Castlevania Requiem, obtido ao resgatar a Maria

Aqui, a Konami trilhou o caminho mais rápido e simplesmente colocou os jogos em um único, feioso e preguiçoso menu inicial. De novo mesmo, só o fato do barulho dos itens sair do Dualshock, o que é mais inconveniente do que qualquer coisa. O suporte a resoluções altíssimas é bem-vindo, mas não importa tanto quando levamos em conta o tamanho das molduras que cercam os jogos originais.

E que venha mais Castlevania!

Seja lá como você for jogar, com ou sem filtros de imagem para emular televisores antigos, o fato é que os jogos possuem uma resolução baixíssima, então chega a ser contraprodutivo usar uma tv 4K para esse tipo de jogo. Não que eu esteja reclamando do suporte a isso, pois ele é bem-vindo e conveniente, só acho que oferecer molduras preguiçosas e filtros básicos é muito pouco para a grandeza desses jogos incríveis.

No vídeo acima você confere como resgatar a Tera e dicas para acessar a rota secreta que leva ao nível 3′ de Castlevania Rondo of Blood

E põe incríveis nisso! Por mais que se possa reclamar da simplicidade da coletânea, o fato é que ela oferece dois clássicos atemporais por um preço módico. Títulos obrigatórios não só para os fãs de Castlevania como para quem quer (re)descobrir o melhor que a plataforma 2D tem a oferecer nos videogames. Tomara que o sucesso do anime e de Requiem estimule a Konami a lançar mais e mais jogos de Castlevania.

Castlevania Requiem
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Dois clássicos reunidos
  • Trilha sonora matadora
  • Preço justo
Contras
  • Faltam extras
  • Poderia incluir mais jogos
  • Cadê meu "What is a man"?
Avaliação
Castlevania Requiem Symphony of the Night Rondo of Blood, como o próprio nome indica, reúne dois dos melhores e mais cultuados jogos da série. Seu preço acessível justifica a compra para fãs nostálgicos ou curiosos de plantão, mas seria legal que o pacote trouxesse mais extras ou conteúdo inédito.
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Críticas

Red Dead Redemption II retrata o Velho Oeste de 1899 com perfeição

Testamos Red Dead Redemption 2, o segundo jogo da franquia de Velho Oeste da Rockstar Games, desenvolvedora da série GTA

Publicado

em

John Marston é um antigo pistoleiro fora da lei que, após ser abandonado em um assalto e deixado para morrer pela sua antiga gangue liderada por Dutch Van der Linde, larga a vida de bandido. Junto de sua família, sua esposa Abigail e seu filho Jack, John decide viver uma vida pacata e sossegada. Porém, agentes do governo prendem sua família e o ex-pistoleiro se vê obrigado a acabar com sua antiga gangue para salvar sua esposa e filho. Todos esses acontecimentos ocorrem no primeiro jogo da série, Red Dead Redemption, lançado em 2010 para Xbox 360 e PlayStation 3.


Veja também:


Porém, muitas histórias não foram contadas no primeiro game e por isso, a Rockstar Games trouxe agora o segundo jogo da série que, mesmo sendo nomeado de Red Dead Redemption 2, não é exatamente uma continuação. RDR2 é, na verdade, um prelúdio dos acontecimentos do primeiro game, mostrando a vivência de John Marston — mas pela perspectiva de um outro parceiro da gangue, Arthur Morgan.

A gangue de Dutch

Após um assalto que deu errado em Blackwater (sim, a mesma cidade que tem no primeiro game), o bando de Dutch vê necessária uma fuga para o norte, fugindo das autoridades e deixando alguns membros para trás, presos ou mortos. Eles são obrigados a atravessar uma nevasca para sobreviver e passam dias presos por conta disso. Após o fim dessa neve toda, eles decidem ir para a região de Heartlands, procurar um lugar onde seu bando possa ficar sossegado e sobrevivendo. E o game abre a partir desse momento, em que você pode visitar qualquer um dos lugares do imenso mapa do jogo.

Controlando Arthur Morgan, você tem a missão de cuidar do acampamento e cumprir as missões dadas pelos companheiros do grupo. Então prepare-se para levar as moças para a cidade para coletar informações de possíveis golpes e assaltos para realizar, ou até mesmo caçar animais para garantir a sobrevivência do pessoal. E isso conta muito para a sua moral com a gangue. Os dois primeiros capítulos de Red Dead Redemption 2 não passam de um grande tutorial sobre como jogar o game, então é possível considerar que o jogo realmente começa a partir do capítulo 3.

Um Velho Oeste cheio de detalhes

É claro que eu vou começar o review pelos inúmeros detalhes trazidos por Red Dead Redemption 2, mostrando que este segundo jogo é uma evolução gigantesca em relação ao primeiro game, lançado em 2010. Vamos começar pelas coisas mais óbvias: as atividades. Como comentei anteriormente, Arthur pode exercer inúmeras funções para ajudar o acampamento, mas de forma geral ela gira em torno de quatro pontos principais: comida, medicamentos, dinheiro e armamento.

Existem mil formas de dar esse suporte em cada um dos pontos citados. Vamos pegar a parte da alimentação, por exemplo. Você pode optar por caçar os animais, escolhendo entre as inúmeras espécies espalhadas pelo imenso mapa do jogo, podendo pescar peixes, comprar as carnes prontas já do açougueiro etc.

Caçar requer um cuidado maior para que a peça seja melhor aproveitada. Ou seja, ao encontrar a sua presa, é necessário analisá-la para descobrir qual é a melhor arma para realizar o abate, sem prejudicar as partes do animal. Além disso, é preciso procurar acertar em lugares críticos para que o animal não sofra e não prejudicar a qualidade da pele, carne ou qualquer outro item que ele possa dar.

Além da caça para alimentação, existem animais que são nomeados como lendários dentro do jogo. Eles são animais únicos que é necessário uma série de pré-requisitos para conseguir encontrá-los e abate-los. Primeiramente, é necessário encontrar o local da tal criatura, não há marcação nem indicação em lugar nenhum, então nada que uma boa explorada para que o game indique que você chegou no local certo. Chegando lá, basta encontrar os rastros do animal até encontrá-lo e caçá-lo. Eles são criaturas muito mais fortes que o comum, mas dão bônus exclusivos que fazem valer todo o trabalho da caçada. Então fique de olho e se arme bem quando for encontra-los.

As montarias são basicamente cavalos, como já acontecia no primeiro jogo. Você precisa aumentar o vínculo com a criatura para tirar o melhor proveito do seu animal. Para tal, é necessário cumprir certas missões logo no começo do capítulo 2 para liberar o estábulo, onde você pode cuidar do seu azarão e garantir o melhor para ele. O vínculo entre o personagem e o animal vai até o nível 4, e cada nível libera novas habilidades que o cavalo pode realizar, como empinar, responder aos assovios, e por aí vai.

Uma curiosidade que não poderia ficar de fora: os cavalos possuem órgãos genitais em RDR2, e eles reagem de acordo com o clima do ambiente. Ou seja, no frio a parada encolhe. A Rockstar se preocupou com tantos detalhes durante o desenvolvimento do jogo que até coisas desse nível não passaram batido pela equipe — e muito menos pela internet.

As pessoas nas cidades também devem ser mencionadas aqui. Elas possuem um nível de inteligência artificial incrível. As cidades são bem detalhadas, com estalagens, bares, açougues, lojas de armas, e cada cidade pode possuir algum tipo de loja diferente da outra.

Por ser um bandido, você pode assaltá-las. Mas lembre-se que a moral baixa em certas regiões faz com que os preços dos produtos aumentem. Durante esse assalto, se você machucar os habitantes mas poupar sua vida, eles aparecem no dia seguinte com faixas para tratar as feridas que você causou.

Outra coisa que os NPCs fazem é reparar nas roupas e nas ações de Arthur. Se o protagonista está imundo, eles vão comentar, assim como caso você fique seguindo algum deles ou fique muito próximo, eles ficam incomodados, podendo até iniciar um tiroteio por conta disso. Os NPCs também cuidam uns dos outros, a ponto de um cidadão defender outro mesmo você não interagindo com ele.

Eu poderia ficar aqui escrevendo todos os detalhes que percebi durante o jogo, porém creio que o que foi dito aqui já passa a ideia de complexidade que o mundo de Red Dead Redemption 2 apresenta para os jogadores.

Missões e mais missões

Assim como seu antecessor, as missões em Red Dead Redmption 2 podem ser divididas de duas formas: principais e secundárias. A primeira é marcada no mapa na cor amarela e completar essas missões dará continuidade à história do game. Já a segunda é representada no mapa com a cor branca, que presenteiam o jogador com ótimos bônus que auxiliam muito na missão principal. Mas não para por aí, o jogo não lida apenas com esses dois tipos de missões.

Durante a exploração do mapa, inúmeros eventos podem cruzar o seu caminho, e basta você ficar atento ao mapa para percebe-los. Muitos deles são mais fáceis de identificar, pois sempre aparece alguém falando e a legenda entra em destaque na tela. Normalmente, elas aparecem como uma bola cinza clara no mapa, mas nem dão bônus.

No trajeto de uma cidade para outra, encontrei um cidadão que estava sofrendo, dizendo que havia sido picado por uma cobra. A complexidade da missão não chegou ao ponto de precisar ir criar um soro com o veneno da cobra, e uma medicina ou sugar o veneno da área picada já resolveria o problema. Momentos depois, o mesmo personagem me chama na cidade, aleatoriamente, e agradece por ter salvado sua vida, oferecendo-me qualquer item da loja que ele está sentado em frente. Nesse caso, para mim, foi uma loja de armas, mas já encontrei outro caso similar e no fim me levou para a loja de roupas.

Como eu disse anteriormente, algumas delas são apenas para narrativa, como o caso de brigas que você encontra na rua e pode apenas assistir sem receber nada em troca. Como não tomei partido num caso desses, não sei informar se era possível interferir e ganhar algum prêmio nesse tipo de missão. Mas só de acompanhar esses eventos já era gratificante, pois me fazia sentir visitando um mundo realmente vivo e em constante movimento.

O maior pistoleiro do Velho Oeste

Red Dead Redemption é um jogo imenso. Os mapas demoram muito tempo para serem percorridos, a variedade dos animais nos campos é gigantesca, a qualidade da inteligência artificial dos NPCs é surpreendente. Tudo teve sua evolução e isso é apenas uma fração das coisas que Red Dead Redemption 2 traz como melhorias, conceitos aprendidos tanto em seu antecessor como em GTA V, que até hoje recebe atenção da Rockstar e constantes atualizações.

Uma das novas evoluções que merece destaque é a mecânica do Red Eye. Ela é uma habilidade que faz com que tudo fique em câmera lenta, permitindo miras mais precisas nos oponentes ou até mesmo marcar os adversários para disparar tiros automáticos. Ela também é utilizada nos duelos entre os pistoleiros.

Diferente do primeiro game, em que era necessário preencher uma barra a cada ponto crítico marcado, essa é literalmente quem saca mais rápido. Você precisa segurar o botão de gatilho para encher a barra da mira, em seguida apertar novamente para sacar a arma e, por fim, apertar uma última vez para atirar. O tutorial não é bem explicativo, mas com o tempo você pega o jeito disso.

O importante é que em grande parte dos duelos você pode desarmar o oponente, atirando na mão que segura a arma. Mas isso não é sempre possível, já que algumas missões impedem esse acontecimento, sendo necessário matar seu inimigo.

Com todas essas variedades e imersão possíveis dentro de Red Dead Redemption 2, o game com certeza te prenderá por muitas horas de jogatina, isso apenas na versão single player. A prometida versão multiplayer online, que consta a informação no box com sessões de até 32 jogadores, ainda não está disponível, mas já abre nossas mentes para o que pode ser um dos maiores jogos multiplayer já feitos até hoje para consoles, superando até mesmo o GTA V.

Mas nem tudo é um mar de rosas, como disse, a atualização de Multiplayer ainda não existe no game, da mesma forma que fizeram com GTA V, o que deixa a gente ansioso para o que esta por vir. E, claro também, jogos grandes como esse possuem bugs, alguns deles podem atrapalhar levemente a jogatina. Durante a minha análise, encontrei alguns bugs do cavalo andando para o lado do nada durante as trotadas nos campos ou até mesmo Arthur sacando a arma sem necessidade e sem eu apertar o botão para isso. Isso me fez apontar a arma para pessoas inocentes sem que eu quisesse, já que não tinha percebido a arma sacada.

O game com certeza vai concorrer ao prêmio de jogo do ano junto com God of War e, definitivamente, é um jogo que receberá muitas atualizações no decorrer do tempo. Red Dead Redemption 2 ainda tem muitas cores para mostrar e muito charme para ser descoberto e, com toda certeza, vale a pena se aventurar nas planilhas do Velho Oeste para descobrir cada novidade que a Rockstar se deu o trabalho de nos entregar.

Cópia de Red Dead Redemption 2 cedida pela Ecogames.

Red Dead Redemption 2
9.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Nível absurdo de detalhes
  • Inteligência artificial
    espetacular
  • Controles fluidos
Contras
  • Alguns bugs
  • Falta do multiplayer
    (por enquanto)
Avaliação
Red Dead Redemption 2 é um game que precede a história do primeiro jogo, trazendo as aventuras do bando de Dutch do qual John Marston e Arthur Morgan fizeram parte. RDR2 apresenta um universo cheio de detalhes, trazendo o game bem próximo da realidade, o que com certeza fará você gastar horas e horas para descobrir cada ponto novo feito para esse jogo.
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