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Críticas

Pocket Rumble descomplica os jogos de luta

Cardboard Robot Games promete tornar o gênero de Jogos de Luta mais acessível a novatos

Publicado

em

Pocket Rumble é um jogo de luta com uma premissa simples: remover todas as barreiras que intimidam novos jogadores. Apesar do sucesso do gênero, é inegável a barreira que existe entre o “esmagamento de botões” ou “saber alguns combos e especiais de cabeça” e as jogadas de real alto nível.


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Memorizar combos complexos, quantidade de danos, frames de invencibilidade, hitbox de personagens… Essas complexidades montam uma barreira cuja o investimento físico e mental necessário por qualquer um interessado se torna imenso e intimida o possível jogador.

Removendo o (des)necessário

A ideia do estúdio indie Cardboard Robot Games é remover, simplificar ou deixar claramente visível todos esses atributos os quais geralmente requisitam intensa pesquisa online e visitas a diversos subreddits. Por exemplo, o contorno do personagem se torna branco em momentos de invencibilidade.

Um tutorial mostra quais tipos de ataque têm prioridade sobre outros. Todo personagem tem 12 pontos de HP e cada ataque causa um ponto de dano, com ataques mais poderosos sendo multi-hit. Os comandos são os mesmos para todos os personagens (a lá Smash). Até os dados sobre os frames (preparação, ataque e recuperação) são apresentados de maneira simples e digestiva na tela.

Como um exato membro do público-alvo, posso dizer que esta parte do jogo eles acertaram em cheio. A “descomplicação” do gênero é eficaz e perceptiva, e uma ótima série de lições não somente ensinam os conceitos base do gênero e as mecânicas do título em questão, como também provide tutoriais sobre as peculiaridades de cada personagem.

O problema, entretanto, é que por mais que o jogo lhe ensine todas as mecânicas, a oportunidade de praticá-las é limitada. Não por falta de modos, mas por que todos eles, fora as lições e o treinamento, tratam o jogador como se ele ja fosse um profissional.

De Zero a Herói

Os próprios desenvolvedores se orgulham de falar que a AI dos inimigos no modo carreira é mapeada de acordo com as jogadas dos melhores jogadores de Pocket Rumble (que já está em Early Access na Steam há mais de um ano) e nomes familiares da “FGC” (Fighting Game Community).

Se isso fosse uma peculiaridade do modo seria algo ok, mas uma AI super agressiva aliada a ausência de um seletor de dificuldade no modo Arcade e carreira tornam o jogo hostil para com um iniciante. Seleção de dificuldade só ocorre no modo VS e até mesmo a CPU no modo fácil abusa de golpes e estratégias baratas.

A mesma barreira que o jogo se compromete em remover é infelizmente recriada de outra maneira dada a impossibilidade de se acostumar com as mecânicas lutando contra oponentes mais fáceis.

Felizmente, existem maneiras alternativas de remover essa auto-imposta barreira. Jogando localmente (em um único Switch) ou online com amigos ou estranhos (e dando a sorte de pegar alguém que não é profissa), Pocket Fighters realmente brilha.

Lutando com alguém com seu nível de experiência se torna o quê o jogo promete. Não é um esmagamento de botões nem dependente da memorização de frames ou combos. O que se dá são intensas e rápidas batalhas (visto o curto HP dos personagens) onde cada decisão conta e o vencedor é simplesmente aquele que melhor soube ler o oponente.

Nesse sentido, o jogo é um prato cheio para quem tem amigos com quem jogar ou está disposto à perder bastante para a CPU.  Afinal só assim você se tornará habilidoso o suficiente para conseguir se deparar com os chefes secretos do modo Arcade, que contam com crossovers de diversos outros indies (destaque para o espadachim de Nidhogg).

Caso contrário, as oportunidades são limitadas. Nem no modo treino, que conta com diversas opções de customização, há como criar uma experiência acessível de luta já que o oponente só sabe lhe imitar ou realizar repetidamente uma de quatro ações (agachar, pular, ficar parado ou defender), sendo que “atacar” não é nenhuma delas. 

Nostalgia bem executada

Apesar da dificuldade, toda a ação é elevada graças à direção artística inspirada no estilo icônico de King of Fighters R-2 lançado em 1999 para o Neo Geo Pocket Color (daí o nome Pocket Rumble), com seus fundos 16bit e personagens 8bit predominantemente brancos. O jogo esbanja personalidade por todos os lados: seja na interface de seleção de modos, nas logos dos nomes dos personagens ou nas expressivas animações dos mesmos.

A pixel art não nega as inspirações mas traz consigo uma sensibilidade e fluidez moderna, aliada a um que mais ocidental que o jogo da SNK. Isso é ainda mais evidente nos 8 personagens selecionáveis, cada um com uma arquétipo diferente dos jogos de luta, mas em harmonia graça ao todos os designs remeterem ao estilo de Scott Pilgrim, de Bryan Lee O’Malley. As scanlines (aquelas linhas dos monitores antigos) opcionais são a cereja em cima desse bolo de excelente nostalgia.

“Pode copiar, mas só não deixa idêntico”

É uma infelicidade que Pocket Rumble chegue tão perto de completar sua missão e falhe por algo tão simples como a ausência de seletor de dificuldades. Com um online excelente, graças ao middleware GGPO (comumente utilizado para jogos arcade emulados online rodarem sem lag), mecânicas fáceis de aprender, personagens com gameplay diverso e cheios de carisma, Pocket Rumble não deixa em nenhum momento de ser um excelente jogo de luta que faz jus às suas inspirações.

E vale também mencionar que o jogo ainda está em early access na Steam, com adições sendo implementadas aos poucos e, quando completo, tudo chegará ao Switch  em um único update grátis. Então embora não esteja presente agora, maneiras de tornar a CPU mais acessível podem vir a chegar em um futuro próximo.

Mas, até que isso aconteça, Pocket Rumble recebe as mesmas recomendações que todo bom jogo de luta: somente para aqueles dispostos em investir o tempo, para pessoas interessadas no estilo/personagens/conteúdo, para jogar com amigos ou para quem já faz parte dessa comunidade dos jogos de luta.

Pocket Rumble:
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Gênero destilado à essência
  • Personagens variados
  • Excelente direção de arte
Contras
  • Pouca opção de dificuldade
  • Conexão local inexistente
Avaliação
Pocket Rumble consegue cumprir e, na sequência, auto-sabotar sua missão de ser um jogo de luta acessível. Apesar da alta dificuldade para novatos, existe um excelente jogo de luta para ser aproveitado entre amigos ou por fãs do gênero (que certamente irão apreciar a sua simplicidade e clareza).
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Cursando Game Design, Artes Sequenciais e Design de Serviços nos EUA, quando não está colocando seus desenhos no instagram (@hugoh2p), está gritando "Objection!" por aí, resolvendo enigmas com o Professor Layton ou assistindo a todas as séries de super-heróis da DC.

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Críticas

Hollow Knight é um metroidvania que é tudo, menos vazio

Melancolia, apocalipse e insetos se encontram em um dos melhores metroidvanias já criados

Publicado

em

Em 2014 dois amigos australianos, Ari Gibson e William Pellen, lançaram um singelo Kickstarter para fundar a criação de um “metroidvania” que começou como parte de um game jam. Ao contrário de Yooka Laylee e seus milhões de dólares ou até mesmo Shovel Knight e suas centenas de milhares, Team Cherry requisitava somente 35 mil dólares australianos e recebeu menos de 60 mil ao final da campanha.


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Quatro anos depois, já lançado no PC em 2017, Hollow Knight finalmente chega ao Nintendo Switch com todas as expansões já lançadas, apresentando mais conteúdo e qualidade do que os jogos citados e até ultrapassando, em certos aspectos, os jogos do qual a nomenclatura de seu gênero é derivada.

Hollow Knight conta a historia de um diminuto guerreiro que decide entrar nas cavernas que abrigam as ruínas do reino de Hallownest. Devido à uma infestação que roubou os insetos de sua inteligência e os reverteu aos seus instintos primitivos, uma grande e próspera nação se tornou apenas resquício do que era. Omundo abaixo da superfície é gigantesco para os padrões do gênero — e não a custo de qualidade.

Cada um dos diversos biomas de Hallownest contam com múltiplas camadas de profundidades e detalhes no ambiente que, além de lindas, servem para desenvolver as tragédias pelas quais o reino passou. Tais detalhes podem ser um lago gigantesco situado logo acima da Cidade das Lágrimas, explicando de onde provém a sua chuva eterna; ou dezenas de criaturas empaladas por lanças das tribos dos Louva-a-Deus, demonstrando a função da tribo, protegendo o resto de Hallownest dos aracnídeos do Ninho Profundo. Seja o que for, nada no cenário está lá simplesmente por estar.

A primeira área encontrada pelo jogador é a menos interessante, mas ainda assim impressiona pela quantidade de detalhes. Persevere e o jogo melhora continuamente.

O reino subterrâneo que o jogador explora não somente é vasto na historia que conta e em sua caracterização, mas também na forma em que pode ser explorado. Não tão diferente de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, após explorar algumas das áreas iniciais, o jogador pode seguir em múltiplas direções.

Assim como em outros jogos do gênero, eventualmente você encontrará obstáculos que claramente só podem ser superados caso possua uma habilidade específica, forçando o jogador a encontrar outra rota e marcar no mapa o local para retornar mais tarde. Isto é, caso o jogador tenha um mapa.

Hollow Knight não hesita em promover uma sensação de estar perdido e isolado neste lugar inóspito. Sendo assim, até encontrar Cornifer, um inseto cartógrafo e comprar dele o (incompleto) mapa do local será impossível mapear o local. Quer saber aonde você se encontra dentro desse mapa? Não se esqueça de comprar e equipar a bússola.

Enquanto nos primeiros locais, especialmente a Encruzilhada Esquecida, isso pode causar uma certa frustração, tal mecânica acaba sendo essencial para criar a atmosfera tensa que permeia a campanha. Não há apreensão maior do que perceber que você está há trinta minutos explorando uma área nova, sem encontrar um banco (que funciona como save point) e finalmente começa a encontrar as páginas espalhadas e o assobio indicativo de que Cornifer está por perto.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em ver um inseto cartógrafo

Apesar da facilidade de se perder nesse labirinto subterrâneo, aos poucos o jogador também começa a compreender o seu design, entender sua simbologia e o significado de placas ao redor, facilitando navegar o emaranhado que Hallownest é. Sejam as placas de navegação ou uma luz brilhante vindo da entrada da área que abriga um ponto de interesse, Hollow Knight faz com que o jogador sempre se sinta perdido sem de fato o estar.

A variedade e surpresa não se limitam aos biomas, mas também aos inimigos. Sim, é possível separá-los em quatro categorias base (ataques com disparo, dano em contato, explosivo-suicidas e espadachins), mas as variações de como tais comandos são realizados, além das suas caracterizações, ajudam a criar um misto de expectativa sobre qual inseto será encontrado e medo de como o combate se dará — principalmente quando tudo indica que o embate em questão é contra um chefe.

Batalhas contra chefes ficam progressivamente mais difíceis. Entretanto, devido à natureza aberta de Hollow Knight, é possível se deparar com inimigos muito mais fortes que você ou estar bem mais poderoso do que necessário para derrotar certo chefe.

Metroidvanias são conhecidos por sua diversidade de chefes e subchefes tanto quanto por seus mundos labirínticos e caminhos bloqueados por habilidades. Novamente Hollow Knight ultrapassa — e muito — o esperado, providenciando múltiplas batalhas memoráveis em cada área, com chefes obrigatórios e opcionais, que testam sua maestria em combate.

Foi graças a esses chefes que explorei a fundo o sistema de Amuletos do jogo. Espalhados por Hallownest, servem como modificadores de gameplay, variando desde leves alterações como estender o alcance de sua espada ou aumentar o tempo de invencibilidade após um golpe até mudanças drásticas e novas habilidades por completo, como liberar esporos nocivos enquanto tenta recuperar vida.

Com mais de 40 amuletos a serem encontrados e certas combinações causando efeitos secundários umas nas outras, é possível modificar bastante o pequeno guerreiro.

Aliás, as mecânicas envolvendo alma (essencialmente, a mana de Hollow Knight) são o aspecto diferencial de seu combate. Adquirida ao atingir inimigos, ela pode ser utilizada tanto para desferir ataques mágicos quanto para recuperar vida — forçando o jogador a permanecer parado durante o processo. Isso causa um incentivo para se jogar agressivamente ao estar perto de morrer, já que ao atacar o oponente, mais alma será adquirida e, com o timing certo, o jogador poderá reclamar sua energia e sair da situação de aperto.

Caso contrário, nem tudo estará perdido pois, ao morrer, o guerreiro deixa sua sombra para trás e, no estilo Dark Souls, será preciso retraçar o caminho do ultimo save point até onde morreu para recuperar seus pertences.  Durante essa segunda chance, a quantidade de alma que o jogador pode absorver é limitada e é preciso derrotar a própria sombra após encontrá-la, fazendo o processo de backtracking extremamente tenso.

Isso acaba tornando as batalhas contra chefes ainda mais difíceis pois, ao retornar ao local da morte, não só é necessário lidar primeiramente com a sua sombra como também é preciso desviar dos ataques de seu inimigo. Por mais que as batalhas contra essas criaturas sejam interessantes e de múltiplas fases, constantemente ter que refazer os passos do ultimo save point até o chefe a cada morte (e normalmente são várias) torna o processo, que deveria ser épico e intenso, por vezes enfadonho.

Vale mencionar também que o jogo encontra-se inteiramente traduzido para português brasileiro, ainda que diversas vezes a tradução torne falas um tanto forçadas. Entretanto, essas pequenas reclamações se tornam menores que o mais ínfimo dos insetos de Hallownest quando comparado a tudo que Hollow Knight proporciona em suas 20-40h de jogo.

De quando em quando, o jogador se depara com cômodos assim: sem itens ou inimigos. Que servem somente para demonstrar como este mundo subterrâneo e corrompido ainda consegue ser lindo.

É fácil observar o Kickstarter e perceber que o Team Cherry teve que aparar certas arestas para diminuir gasto e tempo de desenvolvimento. Certos personagens que claramente tinham a intenção de terem sua própria historia e não tiveram ou certas áreas e batalhas não tão complexas quanto as demais poderiam nos deixar um gosto amargo na boca.

A dedicação, a quantidade e a qualidade apresentada em tudo que de fato se encontra no jogo, porém, fazem que tal sensação não seja um gosto amargo, mas sim um gosto de “quero mais”. E Hollow Knight é um dos raros jogos que sempre lhe dá mais. Horas após derrotar o verdadeiro chefe final e terminar a campanha DLC, me esbarro com uma área inteira inexplorada. Sim, tinha coisa nova mesmo após 26 horas de jogo!

 

Isolados dos demais insetos em completo segredo, por acidente encontrei a colmeia das abelhas, 26 horas depois de ter começado o jogo! Isso por que eu pensava que já tinha ao menos visitado todas as áreas do mapa há 10 horas atrás!

Adicione os modos extras desbloqueáveis e o futuro DLC grátis, Gods and Glory que chega dia 23 de agosto com um Boss Rush, e fica difícil encontrar algo que Hollow Knight não cumpra com excelência.

Ao falar de metroidvanias é fácil comparar os novos títulos inspirados nos clássicos e perceber que eles não chegam ao patamar de Super Metroid ou Castlevania: Symphony of the Night. Entretanto o titulo da Team Cherry é um dos raros casos no qual algo supera a obra na qual foi inspirado.

E ele o faz a tal extensão que se algum jogo deve servir de nome para o gênero, está na hora de ambos Castlevania e Metroid abrirem passagem e deixar Hollow Knight assumir tal posição.

Hollow Knight
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
    e trilha sonora
  • Mundo complexo
  • Exploração quase infindável
  • Combate customizável
    e agressivo
Contras
  • Retraçar passos após morte
    interrompe o ritmo do jogo
Avaliação
Hollow Knight é não só uma obra prima indie ou obra prima do gênero. Hollow Knight simplesmente é uma obra prima. Personagens tão complexos quanto o lore no qual se encontram envolvidos e o labiríntico mundo a ser explorado são pontuados por excelente direção artística e composições musicais. 40+ horas de jogo, com esse nível de maestria em sua execução, fazem de Hollow Knight um dos jogos dessa geração que todos devem jogar.
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Críticas

Turma da Mônica | Horácio: Mãe é a uma das mais tocantes e sensíveis novels MSP

Emocionante e atemporal

Publicado

em

Não faltam grandes histórias na linha de graphic novels da MSP lançadas pela Panini. Nela, os mais diversos autores se revezam dando interpretações próprias aos icônicos personagens criados por Mauricio de Sousa. Em julho, chegou a vez de Horácio encantar os leitores com a novel Mãe, escrita e ilustrada pelo quadrinista Fábio Coala.

Clique no vídeo acima para conferir nosso tour em vídeo pela graphic novel, postada pelo canal parceiro Aquele Cara


Veja também:


Como o próprio Mauricio explica nas primeiras páginas do livro, o que torna essa novel especial logo de cara é que Horácio é um personagem muito especial para ele, que tradicionalmente fazia questão de escrever todas as suas histórias. Então o plano inicial do selo MSP era que o personagem não ganhasse uma novel própria!

Felizmente, o destino também oferece reviravoltas maravilhosas às vezes, e coube ao Coala a honra de nos apresentar uma nova visão do Horário. Uma visão que, claro, preocupa-se em honrar e apresentar para uma nova geração de leitores todos os valores e ideias que Mauricio elaborou para seu personagem com tanto carinho e cuidado desde 1963, quando ele surgiu nas páginas da Folhinha de São Paulo.

Horassic Park

Na trama da nova graphic MSP, o jovem dinossaurinho sente-se sozinho em um mundo de pura selvageria, onde imperam as leis do mais forte; da cadeia alimentar; da sobrevivência a todo custo. Inquieto sobre seu papel em um mundo que vai de encontro a tudo que acredita, o pequeno herbívoro parte em uma jornada em busca não apenas de sua mãe desaparecida, mas também de propósito.

Quanta diferença uma só criatura pode fazer? O quanto nossas pequenas ações do dia a dia podem moldar o mundo ao nosso redor? Será que não basta fazermos apenas a nossa parte por um mundo melhor? São questões sempre pertinentes que, ao fim da leitura, passam uma boa mensagem para leitores de todas as idades.

É muito fácil e natural ter empatia por cada um dos animais que entram na vida de Horácio, como Napinho, o pequeno mamífero corajoso em uma tribo de covardes acomodados, e Tecodonte, que é abandonado pelos velociraptors e encontra no Horácio seu primeiro amigo leal de verdade.

Mensagem atemporal

A jornada do trio é empolgante por si só, já que vários painéis são magistralmente ilustrados e conseguem emular muito bem o sentimento de aventura, perigo e, finalmente, triunfo. Na mesma medida em que eles desenvolvem um forte vínculo entre si, nós, leitores, também nos importamos com os animais e torcemos pelo seu sucesso.

O final da história é tão delicado quanto arrebatador, e consegue amarrar muito bem todos os temas e mensagens de forma curta e elegante, mostrando que os ensinamentos do Horácio são, definitivamente, atemporais. Horácio: Mãe é uma das melhores novels da MSP, e um dos grandes lançamentos em quadrinhos nacionais em 2018.

Qual é a sua graphic MSP favorita? Comente no fórum do PlayReplay.

Horácio: Mãe
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima mensagem
  • Personagens carismáticos
  • Arte caprichada
Contras
  • Não há
Avaliação
Horácio: Mãe é uma das melhores e mais emocionantes histórias entre todas as novels da MSP. Considerando o alto nível das produções, isso é um elogio e tanto. Fábio Coala acertou em cheio e conseguiu fazer uma obra digna do legado do querido personagem de Mauricio de Sousa.
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Críticas

The Irregular at Magic High School | A magia do amor entre irmãos dá o tom ao volume 1 da Panini

Uma boa adaptação da light novel de sucesso

Publicado

em

Este mês a Editora Panini colocou nas bancas de todo o Brasil o mangá The Irregular at Magic High School (ou Mahouka Koukou no Rettousei), a adaptação da light novel original de Tsutomu Sato, que também virou anime pelo renomado estúdio Madhouse em 2014. Mesmo que você não tenha consumido a obra em qualquer outra mídia, é uma leitura bem divertida. Confira nosso review completo logo abaixo.


Veja também:


Ou melhor, ela PODE ser uma leitura divertida, dependendo da sua tolerância a alguns probleminhas e convenções de gênero. Como o nome já evidencia, a trama se passa em uma escola de magia, então é claro que há uma fartura de jovens desfilando todos os tropos convencionais de uma aventura sob medida para essa demografia.

Entre eles há espaço até para flerte entre irmãos, então prepare-se para um pouquinho de incesto. Em praticamente todos os seis capítulos do primeiro volume rola alguma tensão sexual entre os protagonistas Tatsuya Shiba e Miyuki Shiba. Se você odeia esse tipo de coisa, passe longe do mangá. Se gosta, aproveite que a dinâmica deles é bem fofa e engraçada.

Que comecem as aulas

Os irmãos acabam de chegar à sua nova escola, que é bem elitista e separa seus alunos em dois grupos, os Bloom (melhores estudantes) e Weeds (quem tirou as piores notas na prova de admissão). Embora Miyuki integre a elite e seja um dos maiores prodígios da escola, Tatsuya é um Weed porque, embora tenha um desempenho fenomenal na prova teórica, capotou na prática, não conseguindo usar mágicas direito.

Ao menos é o que parece no começo. Ao longo do “Arco da Matrícula” vamos descobrindo que as coisas não são bem assim, e que ele esconde alguns segredos. Com isso, os personagens principais acabam tendo arcos e desenvolvimentos interessantes, ainda que os coadjuvantes sejam um tanto rasos demais. Ao menos o traço de todos eles é excelente, e a arte de Tsuna Kitaumi se mantém em alto nível ao longo de toda a leitura.

Expositivo demais

Já a mitologia da série vai por um caminho oposto e é bem densa. O problema é que, ao invés de descobrirmos as coisas naturalmente através de eventos bem integrados à narrativa, precisamos aprender sobre o lore do mangá com longos diálogos expositivos, o que acaba sendo cansativo e tirando o ritmo da história.

Ao menos o primeiro volume acaba em um clímax bem adequado, com o primeiro grande conflito do protagonista, com direito a uma reviravolta e tanto na última página, que funciona como um bom gancho para que quem curtiu a trama fique com bastante vontade de ler o segundo volume.

The Irregular at Magic High School não é para todo mundo mas, se você consegue fazer vista grossa para os defeitos acima, e se adora os temas do mangá, então certamente vai se divertir bastante com a sua leitura!

The Irregular at Magic High School (Panini)
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Boa arte
  • Bom romance (incestuoso)
Contras
  • Diálogos expositivos
  • Muitos clichês
Avaliação
The Irregular at Magic High School não é para todo mundo, mas faz o bastante para agradar em cheio ao seu público alto. Se ver dois irmãos desbravando o mundo da magia cheio de clichês adolescentes enquanto lidam com sua latente tensão sexual é sua praia, pode cair de cabeça nesse mangá.
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